Notas iniciais
Olá, queridos leitores de Legado de Poder, Gostaria de começar falando sobre o atraso nas atualizações da história. Vocês podem notar que eu dou uma sumida de vez em quando, e quero explicar que isso se deve à complexidade do enredo, que envolve muitos personagens e detalhes. Meu objetivo é usar todos os personagens de forma significativa e criar cenas que façam sentido e fluam bem dentro da narrativa. Por isso, é normal que haja períodos em que preciso me afastar um pouco para garantir a qualidade da história. Além disso, a escrita está se tornando mais trabalhosa e tensa, já que estamos nos aproximando da terceira e última parte da história. Muitos problemas precisam ser resolvidos, e estou trabalhando arduamente no planejamento da segunda história. Sim, Legado de Poder terá uma continuação! Nesta primeira parte, estou abordando os segredos, mistérios e problemas apresentados desde o início. Nossa personagem principal, Gigi, descobrirá seu segredo relacionado ao Monte dos Reis, a Enrico e à morte de Vincenzo. Outro grande mistério será revelado como a peça-chave da confusão entre os Rosa Azul, que só será descoberto na última parte. A história é longa e complexa, cheia de conflitos internos e externos, tanto nas ações quanto nas personalidades dos personagens. Estou fazendo o possível para me manter fiel à voz de cada personagem e para preparar a entrada dos rivais, os Arma Branca, que serão o foco da segunda história. O término desta primeira parte está cheio de intrigas e emoções, com a nossa legítima Marquese prestes a descobrir os segredos que a envolvem. Espero que vocês entendam a proposta de como estou narrando a história. Gigi é a personagem principal por ser a herdeira da máfia controladora de Monte dos Reis. No início, ela teve pouca voz ativa, pois outros personagens conhecem melhor os segredos que ela ainda não descobriu. Distribuí as cenas corretas para ela aparecer, e posso dizer que Gigi apareceu pouco porque estamos apenas no começo da sua jornada neste mundo sombrio, que envolve não apenas a máfia, mas também a polícia corrupta. Queria realmente compartilhar tudo o que já tenho preparado, mas prefiro deixar o mistério se revelar aos poucos. Independente da minha demora, a história não irá acabar. Esta intriga de Rosa Azul ainda nem começou totalmente, e Monte dos Reis está apenas movimentando o terreno para algo pior. Agradeço pela paciência. Aguardem, pois muitas revelações estão por vir!

72

Ligaram para Enrico para informar sobre a chegada de Gustavo pela manhã. Não foi uma grande surpresa; Enrico já esperava que alguém telefonasse. Apesar do pai não ter dado mais nenhuma informação da última vez que se falaram.

Gustavo saiu da Espanha numa tarde anterior, embarcando em seu jato particular sem enfrentar contratempos durante a viagem. Gustavo não era um homem fácil de agradar.

Nos tempos em que ele morava em Monte dos Reis, Gustavo já era difícil. Exigia ser tratado com todas as deferências possíveis e, apesar de nunca ter exercido o direito, fazia questão de ser chamado de “Doutor”. Essa imposição de respeito e autoridade permeava todas as suas interações, deixando claro para todos que ele se via acima da média.

Enrico lembrava-se bem dessas situações. Desde criança, testemunhara o pai exigir um tratamento especial, mesmo em situações cotidianas. Não importava se era com os funcionários da casa, com vizinhos ou com membros da Sociedade; Gustavo sempre mantinha essa postura de superioridade, uma característica que muitas vezes criava um ambiente tenso e desconfortável ao seu redor.

Dora achava desnecessário o tratamento pomposo que Gustavo exigia. Com um jeito mais agradável e carinhoso, ela preferia chamá-lo de “Guto”. Gustavo, no entanto, detestava as encurtações de seu nome. Repreendia a mulher em público sempre que ela lhe dirigia dessa forma, deixando claro que não aceitava tal intimidade, especialmente na presença de conhecidos. Para ele, permitir que outros ouvissem esses apelidos era abrir uma porta para que depois burlassem seu nome e sua autoridade da maneira que quisessem.

Esse era o jeito antigo de Gustavo. Talvez ele não fosse mais o mesmo homem e, quem sabe, agora pudesse até aceitar ser chamado de Guto.

Essa era até uma dúvida de Enrico: chamá-lo ou não pelo apelido? Aliás, ele nem sabia o que esperar do reencontro com o pai depois de tantos anos.

Ele sabia que tinha que manter a consideração com o pai. Esperava sempre que Gustavo se lembrasse de telefonar, afinal, foi ele quem procurou o filho quando voltou uma vez a Monte dos Reis. Enrico chegou a suspeitar que o telefonema era, na verdade, por interesse. Imaginava que o pai já estava velho e adoentado, com algum problema a mais para lhe pedir ajuda.

Gustavo perguntava onde o filho morava, se já tinha se casado, tido filhos. Arrumava qualquer assunto para prolongar a conversa, já que as novidades não fluíam naturalmente de Enrico. A procura de Gustavo pelo filho tinha algum interesse, algo que ele ainda não havia revelado.

Não foi fácil para Enrico decidir encarar o pai, especialmente agora que era um adulto e talvez entendesse melhor o sumiço dele. Estava, na verdade, se arrastando para ir de volta a Monte dos Reis. No entanto, fazia isso pelo propósito maior de pegar a filha de volta. Sabia que poderia encontrar uma solução assim que saísse da mansão do pai.

Ele informou logo a Ettore sobre a situação. Ettore tinha combinado de seguir para a mansão de Gustavo assim que Enrico estivesse próximo de Monte dos Reis, já que ele estava pelo centro.

Sendo assim, na mansão de Gustavo, Enrico chegou primeiro. Após atravessar o portão e estacionar, o outro carro veio logo atrás.

— E então, a casa parece a mesma? — perguntou Ettore assim que desceu do carro.

Enrico suspirou, observando a construção imponente diante deles.

— Tenho a sensação de que muita coisa mudou. — Enrico respondeu com um suspiro. — Depois vamos para a mansão de Eliane buscar Gigi.

— Alguém já está sabendo disso?

Enrico levantou uma sobrancelha, a expressão de surpresa deixando claro que ele se perguntava como alguém poderia já estar sabendo.

— Você sabe que eu não posso mais chegar de surpresa na mansão dela, e muito menos você.

— Eliane gosta de quem abaixa a cabeça para ela.

Enrico subiu os degraus do átrio e mandou que Ettore o acompanhasse. Um empregado que ele não conhecia os recebeu no hall espaçoso, iluminado por um lustre de cristal que pendia do teto alto, refletindo a luz sobre a tapeçaria persa e o piso de mármore branco, ligado por conta do horário que já chegava às cinco da tarde. Desde o foyer, Enrico já percebeu os sons das movimentações pela mansão, que já se preparavam para a noite.

Ainda era a mesma mansão, não haviam mudado nada. Talvez por conta de Gustavo, que mesmo de longe, ligava para saber se a mansão ainda estava intacta.

Gustavo tentou preservar algumas das pinturas de Dora pela mansão. No foyer, algumas estavam expostas logo no início, indo até a metade do cômodo. Enrico parou no meio de uma pintura grande entre duas janelas largas, de vidro com listras em padrão xadrez, típicas de construções antigas, que deixavam a luz natural entrar de maneira suave.

A pintura, feita a óleo, retratava uma paisagem campestre com um campo de lavandas em primeiro plano, se estendendo até um horizonte onde montanhas suaves se erguiam contra um céu alaranjado ao entardecer. Dora apreciava mais artes desse tipo.

Enrico se lembrava dessa pintura. Sua mãe havia pintado muito antes dele nascer, capturando a essência tranquila do campo com uma habilidade que sempre o impressionava.

Ettore se aproximou, observando o quadro. Preferiu não perguntar nada a Enrico, deixando-o em silêncio diante da pintura, como imaginava que ele preferiria. Não achava que seria necessário Enrico trazer o mesmo respeito diante dos outros quadros espalhados pelo foyer.

Ele tinha que reencontrar o pai com quem mal se dava bem, e alguém poderia já ter informado a Gustavo. Dava para perceber o zumbido se aproximando de algum lugar.

Ettore sabia que alguém se aproximava. Fez umas espiadas em frente do foyer, onde se guiava até o salão em tons terrosos claros e as escadas com degraus de mármore polido em tom de areia e corrimões de madeira escura esculpida.

Enrico também desviou a atenção com o movimento mais próximo. Porém, ele olhou para distante quando o latido alegre de um cachorro veio perseguindo o zumbido persistente e constante.

Enrico seguiu adiante para o salão, onde viu um cão maltês latindo alegremente para ele. O rapaz que o acompanhava estava atento ao movimento, espiando por sobre os ombros de Enrico.

Precisando aquecer a mão, Enrico apertou o punho enquanto dava uma pausa indecisa. Ele estava certo de que o pai não havia lhe informado nada de grave sobre a saúde. Um arrepio percorreu sua coluna ao ver a cadeira de rodas motorizada se aproximando. Enrico não acreditou até encarar imediatamente nos olhos cansados de azul gelo.

Por dentro, ele soube reconhecer.

— Parece surpreso em me ver assim.

Enrico tentou não observar o leve sorriso do pai que não chegava aos olhos. As mãos de Gustavo repousavam firmemente nos controles, revelando uma força e determinação ainda presentes, apesar das pernas supostamente debilitadas.

O punho de Enrico, escondido pela manga longa da jaqueta, se apertou ainda mais. Os dedos estavam trêmulos, traindo a aparente calma.

— O senhor não me disse como estava.

— Não parei de andar, são apenas as pernas que doem. Era isso ou uma bengala.

Apesar da pausa entre eles, o casal de cães maltês circulando pelo salão latiu algumas vezes. A fêmea, com uma presilha lilás numa mecha de pelos no topo da cabeça, atendia por Milady, enquanto o macho se chamava Jôjo.

Ettore inclinou a cabeça mais perto do ombro de Enrico. Ele sugeriu que ficaria do lado de fora e que Enrico o chamasse caso precisasse de alguma coisa.

Pareceu ser um momento de traição, deixando Enrico sozinho para lidar com o pai, mas não foi isso o que ele pensou. Era evidente que Gustavo já percebia o mal jeito do filho com as mãos. Ele manejou o controle para aproximar a cadeira de rodas motorizada.

— Ele é seu parente?

Enrico olhou na direção do foyer, observando o rapaz se afastando. Ele negou que aquele jovem fosse seu filho.

— Quando posso conhecer minha neta?

— Ainda não sei. — Enrico começou, enquanto dedilhava nervosamente o anel de prata em seu dedo, buscando uma desculpa para escapar daquela situação delicada. — Ela... — Ele passou a mão no rosto, demonstrando um misto de desconforto e preocupação. — Olha...

— Eu já entendi o que você quer me falar.

Enrico percebeu o pai abaixando a cabeça. Estava com o corpo todo desgastado pela velhice, mal dava para reconhecer o penteado de antigamente; o castanho escuro se desabotoou a muito, apenas alguns fios que lhe restaram estavam penteados para trás.

— Você ainda não está entendendo o porquê de eu voltar. — Gustavo fez uma pausa, observando Enrico com atenção. — Eu imaginava que você não fosse querer me ver. Voltar para a sua casa. Aqui também é a sua casa.

— Eu não moro mais na cidade.

Enrico desistiu de continuar a falar por ter ficado sem jeito; já sentia que a conversa poderia tomar outro rumo para um assunto que ele não pretendia abordar.

— E voltar para Monte dos Reis não foi uma decisão fácil. Eu não pretendo incomodar você, ao menos podemos nos dar bem em outras conversas. — Gustavo expressou a sugestão erguendo uma sobrancelha.

Suspirando profundamente, Enrico desviou o olhar para o chão. A tensão em seu rosto suavizou um pouco, mas ainda havia uma hesitação visível. Ele não se sentia seguro de ficar sozinho com o pai. A intimidade que tinham se resumia a conversas telefônicas, talvez porque evitasse encará-lo pessoalmente.

Enrico até imaginou que poderia ser a mesma coisa, conversar pelo telefone e não ver o pai. Sentia-se mais confiante em abordar assuntos quando não precisava enfrentar o olhar dele. Por que precisava falar sobre Monte dos Reis? Seu passado mal resolvido ainda estava na cidade e eram vários. Gustavo poderia interpretar como uma tentativa do filho de reviver discussões do passado.

Enrico não tinha nada para falar. Havia muitos anos desde que a família se resumia a ele e à mãe. Não havia muito a ser discutido sobre isso.

Enrico virou a cabeça para disfarçar a inspiração profunda, experimentou a visão ofuscada na direção do foyer, percebendo uma forma escura se esticando, ficando maior à medida que se aproximava.

Ele apertou os olhos para ter certeza do que estava enxergando.

73

Antes de Ettore retornar ao salão, algo incomum acontecia na mansão de Caius. Eliane foi informada inicialmente sobre o ocorrido.

Caius já estava há dias na cidade normal, agindo normalmente, enquanto Fiorella permanecia na mansão, recebendo as notícias. Caius ligava frequentemente para informar como ocorriam as investigações do assassinato da mãe, explicando como se saía nos depoimentos. Mas desta vez, o assunto parecia ser ainda mais grave.

Eliane foi com o marido para a mansão da irmã após terem sido informados do que havia acontecido. Ao chegarem, Eliane encontrou a irmã em lágrimas e em profundo desespero.

Caius tornou-se réu na investigação. Ele tinha telefonado para a esposa e a avisado. Ele explicou que as autoridades competentes do caso apresentaram acusações contra ele, mas ainda acrescentou para ela que não era nada demais.

Ele estava confiante de que haveria uma reviravolta diante do sistema judicial. No entanto, Pasini sugeriu pelo menos a contratação de um novo advogado, mesmo que Caius já tivesse sua própria defesa na cidade normal. A situação exigia uma abordagem mais ampla e cautelosa. Algo estava acontecendo para justificar a incriminação contra Caius. Um advogado local poderia investigar mais a fundo e até mesmo encontrar maneiras de contornar a situação sem prejudicar Caius.

Pasini continuou a conversa com Caius pelo telefone. Fiorella não conseguiu manter a ligação com o marido, pois a irmã retirou o telefone de suas mãos. Com as mãos pálidas e trêmulas, ela as uniu em um gesto de nervosismo.

Nada enganava Eliane; Fiorella tinha medo de que o marido fosse preso. A tola ainda sentia compaixão por um traidor, mas Eliane compreendia bem as consequências dessa acusação.

Caius tinha retornado a Monte dos Reis antes da mãe ser assassinada, mas não havia provas para uma acusação grave. Ele foi informado sobre a morte da mãe e retornou à cidade normal. A partir desse momento, as investigações e os depoimentos nunca mais pararam.

Para Eliane, o cunhado poderia ser infiel, dissimulado e cínico, mas não era assassino. Apesar de ter sugerido uma vez que ele teria mandado matar a própria mãe porque ela descobriu que ele fazia parte de uma máfia.

Eliane reparou sua irmã aceitando o calmante servido e, logo em seguida, virou-se para o marido ao percebê-lo se afastando mais adiante da sala.

Ela seguiu atrás, atenta às palavras do marido.

— No que estamos nos envolvendo agora? — Ela aproveitou que o marido afastou o telefone do ouvido.

— Ele quer falar com ela.

Pasini deixou que a mulher pegasse o telefone e o entregasse à irmã.

Ele havia convencido Caius a concordar em conversar com o irmão de Gerald no dia seguinte. Estava envolvido também com alguns civis de Monte dos Reis, o que seria muito útil para sugerir um novo advogado da cidade.

Quando a mulher retornou, ainda mais séria e com os braços cruzados, Pasini explicou o que havia conversado. Eliane havia saído às pressas de casa para atender ao pedido da irmã, sem as joias que costumeiramente usava.

— Ele está tentando se manter calmo, mas a situação é complicada — respondeu Pasini, suspirando. — Ele me disse que informaram ao advogado dele que só saberá o motivo na audiência no judiciário.

— Não podem deixá-lo às cegas até a audiência.

— Estão querendo manter tudo sob controle até o último momento.

Eliane reparou Fiorella sentada no sofá, com a mão no rosto e o telefone ainda ao ouvido. Pasini ficou atento quando Eliane o encarou. Ele já pressentia o que ela pretendia falar.

— Pasini, Caius tem ideia do que está acontecendo em Monte dos Reis?

— Muitas coisas estão acontecendo em Monte dos Reis.

Pasini ergueu os ombros, as palmas das mãos voltadas para cima, como se estivesse se fazendo de desentendido, exatamente como Eliane havia imaginado.

— Não estou falando de Nicolas, muito menos daquele traíra (Lorenzo). Não acredito que Caius esteja sabendo da nova votação e do que aconteceu nos últimos dias.

Pasini ergueu a sobrancelha, dando a entender que entendia o ponto dela. “Seria bom avisar o ocorrido para Ettore”, sugeriu ele.

74

Diante do assunto grave que parecia ser, Enrico se inquietou com os planos desfeitos de buscar a filha. Ele combinara com o rapaz para ir até a mansão de Eliane, mas parecia que ele e Monte dos Reis estavam sendo castigados de alguma forma.

Enrico ainda quis insistir em seguir adiante e aproveitar, imaginando que Eliane pudesse ter ido junto com Pasini para a mansão de Caius. No entanto, Ettore advertiu que seria uma loucura, pois eles poderiam arrumar ainda mais problemas, especialmente porque Eliane com certeza teria deixado o seu missionário particular na mansão.

“Pode conseguir o número dele para mim?”

Enrico teve a intenção de conversar com Pasini e avisar que iria buscar a filha, planejando fazer isso quando ele estivesse na mansão, evitando assim os problemas.

Em contrapartida, Eliane retornou para a mansão já sabendo o que o marido iria fazer no dia seguinte. Pasini resolvera esclarecer os problemas de Caius com o irmão de Gerald, antecipando a solução e providenciando um novo advogado. Pasini também voltou a conversar com Caius, esclarecendo brevemente alguns acontecimentos, principalmente a nova votação que estava decidida entre os Rosa Azul. Caius merecia explicações sobre a substituição.

Durante a conversa, Caius aproveitou para mencionar o antigo debate que teve com Lorenzo sobre procurar o herdeiro de Vincenzo, um assunto que agora parecia mais relevante do que nunca.

A intenção de Caius era apenas localizar o herdeiro, não trazê-lo inicialmente para Monte dos Reis. Pasini respondeu que Lorenzo talvez se equivocou em trazer imediatamente a garota para a cidade. Era como Eliane suspeitava: Lorenzo tinha usado a ideia de Caius, especialmente o amigo, para tentar se apossar do poder de Monte dos Reis. Talvez ele se garantiria com suas facilidades de sedução e conquistaria aos poucos a garota, até que ela estivesse totalmente em suas mãos.

Apesar das más notícias recebidas, Caius também designou Pasini para ficar à frente dos Rosa Azul até que ocorresse a votação. Pelo jeito, Caius não pretendia retornar para Monte dos Reis e pediu apenas gentilmente que cuidassem da esposa e evitassem que ela resolvesse ir para a cidade.

Monte dos Reis se movimentou bastante no final de semana e também na segunda-feira, ao anoitecer, com a chegada de Nicolas.

A pista de voo estava envolta em uma penumbra crescente, com as luzes de balizamento pontuando o crepúsculo que rapidamente se transformava em noite. Davide, com seu olhar atento, tinha chegado ao local momentos antes do jato particular tocar o solo. A aeronave deslizou suavemente pela pista, seus faróis cortando a escuridão e destacando-se contra o céu escurecido.

No entanto, somente na quarta-feira à noite, a Fortaleza de Prata acolheria novamente os membros dos Rosa Azul em um buffet. Era a aguardada noite marcada pela reunião dos Rosa Azul e pela introdução oficial de Nicolas ao grupo.