27

Lançaram o disco da cadela bem alto pelos jardins. Luca aceitou ficar um tempo com a irmã por insistência da mãe. Nunca foi um irmão presente, sempre reclamando que a menina o incomodava, falava demais e era incapaz de guardar um segredo. Foi assim que Eliane descobriu a paixão de Luca pela neta dos Bellini, outra família aliada dos Rosa Azul. A moça era dois anos mais velha e já havia atingido a maioridade. Luca esperava ansiosamente pelo dia em que se livraria das proibições da mãe e poderia seguir seus próprios desejos. Ele planejava se casar com a moça fora de Monte dos Reis, para evitar a interferência materna. O único que parecia concordar era o pai, que, mesmo assim, apenas ouvia e nada mais. Raramente dava sua opinião sobre a escolha do filho, preferindo se preocupar em manter a barriga cheia e continuar a produzir dinheiro falso.

Rosalba resmungou algo enquanto era retirada do conjunto bistrô após o calor do sol. Eliane também impunha limites à sogra. Embora a criticasse com frequência, Eliane cuidava muito bem dela.

Eliane só conheceu o passado da sogra após se casar com Pasini. Já sabia que a mãe do pretendente sofria de Alzheimer em estágio não tão avançado, mas preferia manter um certo distanciamento. Embora Rosalba tivesse tido algum contato com a nora, sempre preferiu passar mais tempo com o filho. Pasini era o único filho de Rosalba; seu marido tinha outros filhos espalhados pelo mundo, o que sempre alimentou sua desconfiança de traições frequentes. Essas traições eram um segredo aberto, mas em vez de Rosalba se vingar diretamente do marido, eram as amantes que acabavam punidas.

Filha de um militar, Rosalba aprendeu desde cedo a ativar explosivos com facilidade. Um dos seus casos mais conhecidos foi o infame incidente conhecido como “Chuva de Sangue”. Naquela época, ninguém sabia se o incêndio vinha do céu ou da terra, tamanha era a fumaceira que cobriu a cidade. O evento fez manchetes, chocando a população.

Quando soube, por meio de uma das amantes do marido, que ela tinha um filho menor, Rosalba logo desconfiou que o menino também fosse filho do seu marido. Sem piedade, ela tomou uma decisão cruel. Na noite seguinte, o apartamento da amante pegou fogo, e tanto a mulher quanto a criança foram levados de maca, com queimaduras graves pelo corpo.

Agora, Rosalba parecia estar pagando por seus pecados em vida, enquanto a demência piorava dia após dia. Até mesmo Pasini, que geralmente não interferia, começou a dar mais crédito às palavras de sua esposa, Eliane.

Levaram a senhora para dentro da mansão. Do pátio, Eliane espiou a menina correndo atrás do irmão. Armou o leque vermelho ao notar a cadela latir enquanto Luca, com a mão levantada, segurava o disco. Ele percebeu a mãe os observando, mas só deu importância à sua presença quando viu o informante surgir de repente no átrio. Luca considerava desnecessário que Kadu ficasse constantemente na mansão; ele sabia que já havia sido vigiado muitas vezes pelo rapaz, e sentia o peso da desconfiança da própria mãe.

— Não preciso de você hoje. — Eliane disse com firmeza.

Kadu já achava estranho ela continuar muito tempo no sol; tinha receio de perder um pouco da cor. Eliane sabia onde o marido estava, então não precisaria pedir favores ao rapaz. Pasini havia saído mais cedo para visitar um de seus restaurantes. Apesar de possuir alguns estabelecimentos em Monte dos Reis, os negócios eram, na maioria, gerenciados por outros. Embora não envolvessem atividades ilícitas, ele não se considerava um grande administrador. Para isso, contava também com a esposa, que, aliás, aprendia a administrar seus próprios negócios baseando-se nos hábitos do marido.

Ela era dona de lojas de roupas, embora os estabelecimentos não estivessem em seu nome. Uma das lojas ficava no Brasil, e Eliane havia encontrado alguém para administrá-la e se passar como a verdadeira proprietária. Contrabandeava tecidos da Índia e da China – de altíssima qualidade – e os levava clandestinamente para o país, evitando assim o pagamento de impostos.

Eliane espiou os filhos novamente; Pedrina estava se levantando da grama, com uma mancha no vestido rosa na parte das costas por causa da queda. Parou de abanar-se com o leque, pois agora estava mais preocupada com a situação em Monte dos Reis. A expectativa era de que a partida da herdeira para Monte dos Reis acontecesse após o final de semana. Lorenzo, dando pouco tempo para a chegada, mostrava-se receptivo ao oferecer sua mansão para hospedagem.

Eliane não confiava de forma alguma em Lorenzo. Os Valentini, também fundadores dos Rosa Azul, representavam uma ameaça real, pois poderiam estar buscando tomar o poder de Caius na máfia. No entanto, se essa não fosse a verdadeira intenção de Lorenzo, seria prudente permanecer atenta.

— Esqueça o que eu disse — ordenou Eliane, com um tom abrupto que causou surpresa em Kadu. Ele levou um susto ao ver o leque bater na palma da mão de Eliane.

— A herdeira dos Marquese está prestes a chegar em Monte dos Reis. Meu marido me avisou. — Ela se virou para observar os filhos e verificar se Kadu ainda estava atento. — Fique atento às novidades e não deixe passar nada.

28

Quando Patrícia ouviu a movimentação do carro estacionando, ela saiu para o pátio e viu um veículo parado na escadaria. Não havia motivos para desconfiar do homem que estava saindo do carro, apresentável com óculos escuros e abotoando um terno slim marinho.

Davide havia chegado a Monte dos Reis na noite anterior. Ele estava na Irlanda participando de uma reunião de banco, junto com mais três sócios. Filho mais velho do senhor Bellini, Davide morava na mansão com o pai e a sobrinha. A menina havia optado por ficar com a avó, já falecida, em vez de ir para os EUA com a mãe. O pai, portador de esclerose múltipla, já não enxergava bem e dependia constantemente de ajuda. A filha mais nova tinha um marido médico em Washington, com quem Davide conversou sobre transferir o pai para receber cuidados no exterior.

Entre os Rosa Azul, os Bellini eram especialistas no comércio de armas, fornecendo armamentos para outras máfias fora do país e mantendo boas relações com diversas gangues criminosas pelo mundo.

Havia rumores de que Rose, irmã de Davide, manteve por alguns anos um relacionamento com um colombiano conhecido pelo pai. Embora ninguém soubesse se era verdade, o compromisso sério quase se concretizou com Vincenzo. Tommaso, como era conhecido, fez de tudo para unir sua filha ao chefe dos Marquese. Inicialmente, Vincenzo aceitou conhecer a moça, mas acabou preferindo uma mulher simples da cidade dos tiras, com quem teve uma herdeira.

Rose deixou o país indo para a Argentina, onde se casou e teve uma filha. O marido jamais soube que a família de sua esposa era envolvida no crime. Ele se dedicava à escultura e à coleção de animais empalhados, o que frequentemente assustava a menina. Rose nunca se adaptou ao trabalho simples do marido, achando sem valor esculpir imagens e ornamentos para igrejas, residências e mansões.

O casamento não prosperou; Rose constantemente exigia uma vida melhor, até que o marido, em um acesso de raiva, a mandou embora. Aproveitando-se da ausência dele durante o trabalho, Rose deixou a Argentina e foi para a Itália, levando apenas a filha e desprezando até as roupas simples. Voltou a viver no luxo e, anos depois, se casou novamente com um médico em Washington, onde foi morar definitivamente.

Davide seguiu para o escritório, uma sala privada escolhida por Lorenzo onde a esposa não costumava frequentar. Ele recebeu um resumo conciso da situação em Monte dos Reis. Lorenzo mencionou o problema de Caius e que estaria afastado da Sociedade por um tempo.

— A mãe de Caius morreu na cidade? — Davide parecia ainda espantado com as notícias da noite anterior.

— Caius voltou para Monte dos Reis assim que soube da morte — respondeu Lorenzo.

Davide afagou o queixo e ajustou o cabelo escuro, confirmando o efeito do produto em manter o penteado no lugar.

— Não é apenas a situação de Caius que estamos resolvendo. Também há um segredo sobre Vincenzo que estou tentando desvendar.

Precisava encontrar alguém para assumir o lugar de Caius até que a investigação fosse concluída. A ideia de encontrar o herdeiro de Vincenzo partiu de Caius, que temia que sua identidade fosse descoberta. O filho perdido de Vincenzo já era conhecido por alguns na Sociedade. Ele havia afirmado que a mãe fugiu com a criança ao descobrir que ele fazia parte de uma máfia. Lorenzo apenas conhecia essa versão e recorreu a Enrico, acreditando que ele sabia onde o herdeiro poderia estar. Apesar dos esforços de Enrico para manter o segredo, a revelação chegou a Monte dos Reis.

— Todos estão de acordo? — Davide perguntou.

Lorenzo desviou o olhar para as mãos na escrivaninha, lembrando-se da discordância de Eliane na Fortaleza de Prata.

— Não temos outra opção. Apenas alguém das três famílias pode ser aceito.

— Então, fique você — disse Davide.

— A herdeira está sendo convencida a vir para Monte dos Reis — respondeu Lorenzo.

Davide se aproximou da escrivaninha, apoiou o cotovelo sobre ela e olhou pensativo para Lorenzo.

— Acha que pode ser uma boa ideia?

Lorenzo ponderou antes de responder, seu olhar fixo em Davide.

— Ela é uma Marquese, a única que está mais perto de Monte dos Reis.

29

Enrico ouviu o ruído das louças na sala de jantar e avistou a empregada arrumando a mesa para o almoço. Até aquele momento, não havia recebido notícias da filha, mas sabia que a bandeja levada para o quarto havia retornado intacta, assim como na noite anterior. Ao se sentar à mesa, pediu que alguém batesse na porta do quarto. Informaram-no que a garota sequer havia respondido. Ele até tolerou a ausência da filha durante a hora sagrada da refeição. Depois de deixar algumas migalhas do ossobuco, dirigiu-se à sala de estudo. Lá, preparou sua bíblia de bolso, com o terço marcando a última leitura devocional, para a programação da rádio da tarde.

Enrico não enviava alguém para saber da garota ou levar algo ao quarto por preocupação; Gigi já sabia disso. Ele sempre continuava sendo um covarde quando queria pedir desculpas. A porta não recebia resposta quando batiam, e ela também não pegava o que enviavam para comer no carrinho de alimentos. Não precisava de nada enviado por Enrico; apenas ouvia o carrinho sendo levado de volta, e, quando chamavam, era porque havia chegado outro horário de refeição. Desde criança, ele tinha o hábito de substituir amor e preocupação por coisas materiais. Deixava presentes para a garota, tentando satisfazê-la, suprindo-a mais com objetos do que com o afeto que nunca teve facilidade em expressar. Gigi entendia que o jeito tímido dele era falso, mostrando vergonha e medo sem necessidade, mas Enrico nunca aprendia a se revelar de verdade, mesmo sabendo que a garota não gostava dele. Ele fazia de tudo pela garota, talvez na esperança de que, um dia, ela mudasse de ideia sobre quem ele realmente era.

Era atencioso demais com a Bíblia, mas fazia o oposto do que era ensinado na palavra de Deus. Sua devoção à santa era movida pelo medo do inferno. Mentia para a filha, e talvez até mesmo a tivesse roubado de alguém.

Enrico havia se arrependido verdadeiramente do passado. Reconhecia que foi a misericórdia de Deus que o levou a ficar com a menina, oferecendo-lhe uma chance de redenção pelo que havia feito com tantas outras. Precisou aprender as lições mais duras da vida: afastar-se da máfia e criar a filha de um amigo para, enfim, compreender o verdadeiro valor de uma vida. Ainda assim, sua conversão e arrependimento pareciam insuficientes. Se pudesse, preferiria ter consertado todos os seus erros, levando de volta todas aquelas que enganou às suas casas, reunindo-as com suas famílias, como se nunca as tivesse seduzido com promessas de uma vida melhor.

Era impossível esquecer o passado quando ele e o presente estavam tão entrelaçados. Não suportava a ideia de que sua filha fosse embora para Monte dos Reis. E se outro a enganasse, fazendo com ela o mesmo que ele havia feito com tantas outras?

Não aguentaria ver a filha seguir pelo mesmo caminho que as outras foram obrigadas a seguir por ele. Mesmo reconhecendo que não tinha sido um bom pai, ainda assim demonstrava cuidado da melhor maneira que podia. Preocupava-se de uma forma que a garota até odiava e não acreditava.

Enrico fechou a Bíblia com o terço marcando a página e encontrou-se com o mordomo chegando na sala.

— Ela já abriu a porta?

Dentro das cobertas, Giane ouviu quando a empregada bateu na porta. Permaneceu em silêncio até que a mulher se cansasse e fosse embora. Não tinha noção do horário; as cortinas de cor vinho ainda estavam fechadas desde a noite passada. Parecia que finalmente teria um momento de paz. Escondeu-se sob o edredom grosso, desejando adormecer completamente, mas rapidamente abriu os olhos ao sentir alguém se sentar nos pés da cama, achando que a sensação era uma ilusão causada pela fome. Não era alguém que trouxesse comida consigo; considerava-se íntimo demais para se sentar nos pés da cama e permanecer mais do que o necessário para servir uma refeição e partir. Escutou o nome completo ser pronunciado e não teve mais dúvidas sobre quem estava ali.

Enrico costumava chamar a garota pelo nome que escolhera quando a trouxe consigo, sempre que queria discutir algo relacionado a ela. Ele não tinha preferência por nomes e mal tinha vontade de ser pai. Vincenzo não havia dado nenhum nome para a filha, e Enrico nem sabia se a mãe da menina havia concordado em esconder a criança. Ele escolheu o nome da menina pelo significado de “Deus perdoa” durante o tempo de sua conversão.

As mãos dele se esfregaram por causa do climatizador ligado. Cruzou os braços, escondendo as mãos nas axilas revestidas pelo casaco marrom de tricô. Sentiu um desagrado pelo ambiente escuro do quarto, mesmo sendo ainda tarde.

— Vim saber se você está bem.

Giane não permitia que ele entrasse no quarto; além disso, Enrico nunca gostava de ser muito invasivo com a garota. Ele entrou sem permissão porque ela não havia aceitado nada que mandaram da cozinha.

— Preciso que você me responda.

Enrico sabia que a garota não estava dormindo. Deu uma olhada no corpo coberto da filha, percebendo que ela estava fingindo para evitar conversar com ele.

— Eu sei que você não deveria conversar comigo; deixei de dizer muitas coisas.

Giane quis responder com a verdade: ele sempre deixara de lhe dizer tudo. Não agia como um homem sincero, parecendo que a filha não merecesse consideração. Era cansativo ouvir as desculpas indiretas dele; ela sabia que algum bem material apareceria para compensar o mal-estar entre eles.

— Andei pensando em te deixar sair mais um pouco; talvez queira ir para algum lugar.

A garota não se surpreendeu com a proposta; era uma forma de redenção dele. Afastou o edredom do rosto com as mãos para respirar melhor.

— Tenho uma mansão em Monte dos Reis.

“É só isso o que você faz comigo.”

Enrico teve que interromper para ouvir o resmungo da garota.

— Eu entenderia se você me explicasse o que eu faço com você.

— E você entenderia?

Enrico recuou um pouco com o sobressalto da garota.

— Sempre tento conversar, mas parece que você não gosta.

— Desde quando você se interessa em conversar comigo?

Enrico olhou para a filha, com a expressão séria e um pouco confusa.

— Onde foi que você passou a noite? Para onde foi quando saiu de casa?

Não deu tempo de esconder a queda das lágrimas. Mesmo com os olhos embaçados, Giane percebeu Enrico encarando o seu choro. Deitou-se na cama, puxando o edredom para cobrir metade do rosto. Para Enrico, não era novidade a forma como ela sempre fugia, começando assim as discussões entre eles.

— Eu não sei onde estou errando.

Não era um desabafo direto para Giane; Enrico falava com a Virgem Maria, buscando consolo e desabafando com intimidade. Encontrava conforto em compartilhar seus problemas com a santa, que entendia os dilemas e julgamentos a respeito da filha. O coração de Enrico não era mais o mesmo de antes; ele pensava em se aproximar da filha e melhorar o convívio entre eles. Ela era a única pessoa que o compreendia. No entanto, era difícil para ele mostrar seu verdadeiro coração em momentos de discussão. Sentia-se confuso, pois não era o pai biológico da garota e se perguntava o que poderia exigir dela. Nunca foi capaz de oferecer o que ela realmente precisava, mas isso era antes de seu arrependimento. Tentava demonstrar que havia mudado e que queria melhorar as coisas por vontade própria. No entanto, nada parecia adiantar; para Giane, ele continuava sendo o mesmo de anos atrás: falso, incompreensível e sem amor. Ele apenas oferecia presentes, evitando confrontar as palavras. Aceitava os pensamentos da filha sem contestar, pois não via valor em mostrar sua verdadeira essência para alguém. Enrico não havia mudado para ser aceito pelo mundo.

Parecia sempre humilhante para ele falar com a filha, como se sua voz mansa pudesse resolver a situação. Era exaustivo não ser compreendido e, às vezes, não ser respeitado. Ambos precisavam da verdade um do outro.

Ao retornar ao salão de estudo, ele se envolveu em uma comunhão silenciosa com a santa em seus pensamentos. Se ele não tivesse decidido cuidar da garota, nada disso teria acontecido. Ela teria uma família diferente, um pai que não a desapontaria. Mas não se podia desrespeitar um amigo, nem ignorar o chamado de Deus. Apesar de ter pensado várias vezes em se livrar dela e de não ter se adaptado à mudança de vida, Enrico não a entregou ao orfanato da igreja. Repensou em deixá-la na mansão, sendo cuidada por outros, mas percebeu que isso havia sido um erro desde então.

Sabia que era um homem fracassado; não sabia como se aproximar da filha e nunca lhe dizia a verdade completa. Tinha revelado apenas o que sabia sobre a mãe, o que era a única verdade que conseguia compartilhar. A garota frequentemente perguntava sobre a mãe, sobre por que não moravam juntos e não eram uma família. Enrico temia que, se ela descobrisse mais detalhes sobre sua mãe, acabaria procurando por ela e o deixaria sozinho. Ele temia que, com mais informações, ela escolheria viver com a mãe. As discussões sobre a identidade da mãe sempre terminavam dessa forma, e Enrico se calava, com medo de que a garota fugisse de casa.

Jamais teria coragem de revelar a verdade; não era tão simples quanto se imaginava. Ela era sua filha, a única pessoa que Enrico tinha. Não seria fácil se separar dela tão rapidamente, mesmo sabendo que não era sua filha biológica e que a havia enganado por tanto tempo.

Não estava sendo honesto. Enrico não se via como um homem digno de servir a Deus; preferia viver falhando, pecando e complicando ainda mais as coisas. A santa era obrigada a escutar as mesmas confissões, a dar respostas para situações sem saída, e, por mais que ele afirmasse não merecer ajuda, as respostas sempre vinham, trazendo esperança.

Notas finais
Olá, queridos leitores de 'Legado de Poder'! Estão preparados para mais um capítulo cheio de emoção e mistério? Neste capítulo, a situação entre Giane e Enrico atinge um novo nível de tensão, com Enrico enfrentando o dilema de revelar a verdade do passado para sua filha. Como ele convencerá Giane a seguir para Monte dos Reis? Quais serão as soluções que ele encontrará? As respostas estão chegando, e mal posso esperar para compartilhar com vocês! Não percam!