BUCKY TINHA DUAS OPÇÕES: Entrar no centro poliesportivo pela porta da frente e correr o risco de acabar na prisão federal por invasão, depredação ao patrimônio público e violação dos termos da liberdade condicional...

Ou poderia dar meia volta, conversar com Sam e rezar para que ele — com um pouco de sorte — arranjasse um mandado que — talvez — permitisse a entrada deles dentro dos termos da lei do estado de Nova Iorque.

Ele escolheu a primeira opção.

Claro, não fora estúpido ao ponto de entrar pela porta da frente. Não, Bucky aproveitou a falta de movimentação das ruas e deu um jeito de se infiltrar pelos fundos e conseguiu alcançar o elevador de serviço sem ser visto pelas câmeras de segurança ou pela equipe de vigilância.

Mesmo assim, seria igualmente fácil para qualquer um descobrir quem estava perambulando por ali — especialmente depois de ter forçado a porta daquele mesmo elevador com o braço de vibranium, deixando marcas pouco sutis de seus dedos nas portas de metal. Ele contraiu o rosto. Não estava agindo como uma pessoa racional e aquilo era perigoso demais.

Os pormenores do plano foram deixados de lado, concluiu, quando sentiu as engrenagens do elevador girando. Se segurou como pode, engolindo um palavrão. Não, aquilo não era verdade. Ele simplesmente não tinha plano.

O sargento ainda não sabia ao certo se entrar ali havia sido a melhor escolha, tampouco saberia por onde começar ou pelo que deveria procurar, para início de conversa, mas era tarde demais para arrependimento.

Seria no improviso então.

Olhou para cima. Havia muitos andares. Dezenas. E mais ainda no subsolo, ao que parecia. O prédio era gigantesco. Levaria uma eternidade para vasculhar tudo e nem sabia por onde começar. Qual andar. O Setor. Administração, recursos humanos ou... contabilidade, quem sabe? Como diabos invadiria a rede interna sem a ajuda de Sam ou Redwing?

Talvez entrar sozinho tivesse sido má ideia.

O elevador descia lentamente até um dos andares do subsolo. Os dois homens que estavam no lado de dentro da cabine, até então, eram os únicos guardas do turno da noite. Seria fácil contorná-los. Estavam cansados e completamente embriagados por doses e mais doses de cafeína — a julgar pelas pulsações descompassadas — enquanto compartilhavam fofocas sobre uma funcionária de outro setor, completamente alheios ao fato de que o sargento estava empoleirado acima da cabeça deles, atento a cada movimento.

Quando o elevador parou e a porta abriu, Bucky ouviu os passos daqueles homens tintilando corredor afora, ainda tagarelando. Ele esperou até que estivessem longe o suficiente antes de forçar o teto da cabine, pulando na parte de dentro que — sorte a dele — continuava aberta.

Então foi andando sorrateiramente corredor afora, esquadrinhando as paredes brancas e o piso de mármore — igualmente branco — em busca de câmeras de segurança. Não encontrou nada, no entanto. Franziu o rosto.

Um andar inteiro sem câmeras? Era para dizer o mínimo, suspeito. Parecia até que não queriam correr o risco de que houvesse registro do que acontecia dentro daquelas paredes. E aquele andar... lembrava um hospital.

Seria algum tipo de enfermaria?

Bucky estreitou os olhos. A maior parte das salas estava vazia, embora houvesse uma ou outra equipada com macas e mesas de metal. Talvez, ponderou, um prédio tão moderno e desnecessariamente grande quanto aquele centro poliesportivo contasse com uma ala médica exclusivamente voltada para tratar de lesões ou algo do tipo.

Fosse como fosse, tudo ali era branco demais, iluminado demais e o único cheiro que conseguia identificar era o de água sanitária, como se fosse frequentemente limpo; como se houvesse a necessidade constante de ocultar outros odores e... havia mais um cheiro despontando em um dos quartos no final daquele corredor. Um odor muito fraco, mas que reconheceria mesmo se estivesse a quilômetros de distância.

Bucky alcançou a última porta daquele corredor e tocou na porta de correr, tão branca que se mesclava as paredes. Respirou. E abriu. O cheiro o atingiu feito um soco. Avançou.

O lado de dentro era um quarto minúsculo, feito para dar a impressão de que não tinha começo ou fim. Nenhuma porta. Nenhuma janela. Sobre o teto, jazia um par de plafons com luzes de LED insuportavelmente brancas e, encostada na parede oposta, avistou uma cama deplorável com um par de correntes grossas presas a parede. Correntes.

Uma cela. Aquilo era uma maldita cela.

Bucky arfou e finalmente descobriu de onde cheiro vinha.

Bem sutil, mas impossível de ignorar graças a mancha de sangue seco no lençol amarelado jogado em cima da cama. E aquele cheiro... ele tinha reconhecido aquele cheiro no mesmo instante. Sangue. E, poderia estar ficando louco, mas algo dizia que era dela. Sentia aquilo.

Ódio puro fervilhou em suas entranhas. Se Serena realmente estivera ali, naquela porcaria de quarto... com aquelas malditas correntes... e se o sangue fosse mesmo dela... porra.

Ele saiu do quarto e continuou andando.

Entrou em uma das reentrâncias do corredor. Por onde andava havia curvas, portas, corredores, mais curvas e portas... em sua maioria, trancadas ou vazias. Mesmo assim... tudo limpo. Ao que parecia, exceto por aquelas pessoas de antes, o andar estava completamente vazio. Nenhum sinal de Serena. Mas ele não desistiu, sabia que havia mais alguma coisa ali. E, apesar de não ter encontrado nenhum sinal de vida enquanto espreitava por entre aqueles corredores longos de reentrâncias sinuosas, continuou circulando pelo labirinto até que, no final do último corredor escondido por uma porta branca, Bucky encontrou uma escadaria.

Ele começou a descer bem devagar, feito um lobo espreitando a presa. Nem sinal dos guardas.

Por um instante, se questionou como era possível que aquele lugar tivesse tantos andares subterrâneos. Mas antes que pudesse pensar demais a respeito, cruzou por uma curva nas escadas e encontrou outro corredor adiante. Então ele viu. Era um laboratório.

Bucky estacou no lugar e respirou fundo.

E não era qualquer laboratório. Enquanto perscrutava ao redor, percebeu que aquele andar era assustadoramente similar ao laboratório de Vronsky nas docas — uma versão limpa dele, na verdade. Havia apenas uma porta, o corredor e uma parede de vidro, então ele pode ver em detalhes as máquinas, os equipamentos e os computadores de última geração e, no meio daquilo tudo, uma única maca. Tudo idêntico ao que vira naquela noite.

Levou alguns instantes para que se recuperasse, mas quando o fez, entrou na sala.

Bucky olhou ao redor. O cheiro de água sanitária era insuportável, mas aquilo não o impediu de avançar até uma das mesas. O computador, obviamente, estava bloqueado, mas havia algumas pastas em cima da mesa. Ele apertou os olhos quando reconheceu o conteúdo. Fotos. Relatórios. Exames. Tudo aquilo sobre Serena.

Náusea subiu pela garganta. Aquelas fotos, o que estavam fazendo com ela por todas aquelas semanas...

Ele fechou a pasta. Rasgou. Se pudesse queimaria aquela merda. Mas não era como se pudesse apagar o que tinha acontecido. E Serena...

— Ela fugiu, a inumana fugiu — gritou alguém, distante. Um dos guardas — inicie o protocolo de contenção.

Ele olhou para a porta. Sons de passos ecoaram ao longe.

Bucky disparou na direção daquelas vozes.

✧❄✧

Serena corria.

As pernas enfraquecidas a faziam parecer uma gazela recém-nascida, mas ela corria mesmo assim. Os pulsos feridos deixavam um rastro de sangue bastante óbvio por onde passava e o branco das paredes e do chão piorava tudo. Era como se deixasse um bilhete dizendo ei, estou aqui, venha me pegar. Ela arfou.

Não havia lugar seguro ali dentro, ela sabia. Sua única chance de fuga seria por um daqueles malditos elevadores antes que os guardas a alçassem. O que, a julgar pelas passadas patéticas e a trilha de sangue, pensou, seria muito em breve.

Serena não se permitiu pensar muito sobre aquilo e mirou para a direita. Depois para esquerda. E, então, para a esquerda outra vez. Na direção que acreditava onde o elevador estaria.

O que encontrou, no entanto, foram mais paredes brancas e luzes cegantes.

A cada resfolegada sentia a coleira de Orlov em seu pescoço. Apertando. Sufocando. Mesmo assim seguiu em frente, passando por salas e mais salas que mal passavam de um borrão branco, não se permitindo pensar nos horrores que aconteciam do lado de dentro daquelas paredes.

Elevador... encontre o maldito elevador.

Passos apressados ecoaram atrás dela. Estavam perto. Duas pessoas vociferando ordens enquanto marchavam naquela direção. Guardas.

Os pés queimavam enquanto se postava um passo de cada vez, disparando de uma reentrância a outra, até o ponto em que as pernas se recusaram a continuar, exaustas demais para sustentar o corpo. Mas ela insistiu.

Mais um pouco... aguente mais um pouco...

Então, Serena virou mais uma vez e encontrou uma parede branca. Fim da linha. Eles a pegariam e sabe Deus o que fariam com ela em seguida.

— Parada — disse alguém, enquanto engatilhava uma arma.

Ela obedeceu.

— Erga os braços e vire devagar — a segunda pessoa entoou, engatilhando a arma também.

Não tinha escolha senão obedecer. Daquela distância não tinha como errar o tiro e seria impossível dizer se as balas que estavam usando eram de ferro ou borracha. Se atirariam para imobilizar ou matar.

A bem da verdade, aquilo já não importava mais. Estava cansada demais para demonstrar qualquer sinal de resistência.

Serena fechou os olhos e respirou fundo. Talvez fosse a hora de desistir. Se eles não a matassem, as drogas em suas veias fariam coisa muito pior.

— Não se mexa sua...

A frase morreu na garganta do primeiro guarda quando um vulto o arremessou contra a parede com tanta força que o drywall cedeu.

Ela abriu os olhos. E piscou.

Só poderia estar sonhando. Ele... como ele tinha chegado ali?

O segundo guarda soltou um guincho e virou a pistola na direção de onde o vulto supostamente tinha vindo, mas não fora rápido o bastante. A arma foi engolida e o disparo silenciado por um braço de vibranium. Um instante depois, aquele homem teve o mesmo destino de seu colega.

O vulto então tomou forma e a encarou.

Bucky? — ela sussurrou, como uma prece.

Aquilo era... real? Bucky tinha mesmo ido atrás dela?Será que tinha levado um tiro ou as drogas em seu corpo tinham enfim derretido os neurônios dela?

Institivamente, Serena deu um passo para frente, na direção do acreditava ser Bucky, mas as pernas exaustas já não aguentavam mais.

Ela caiu.

✧❄✧

A primeira coisa que Bucky atestou ao segurar o corpo de Serena antes que acabasse se estatelando no chão, era no quão fria a pele dela estava. E pálida.

Ergueu-a nos braços, o peso de um travesseiro. Olhou para os pulsos pequenos e delicados sangrando; para os tornozelos esfolados em carne viva; o colar de metal que apertava seu pescoço; sentiu a respiração descompassada.

Muito fraca. Muito ferida.

Ele pensou nas fotos, no que tinha visto. O ódio que tinha se espalhado em suas veias feito veneno o consumiu por completo. Quando pusesse as mãos no desgraçado que tinha feito aquilo com ela... mataria. Ele mataria com as próprias mãos.

— Bucky— Serena repetiu, a voz chorosa — é você mesmo?

O sargento respirou fundo, um esforço monumental para manter a parcimônia. Por ela. Serena precisava dele são.

— Estou aqui — murmurou enquanto afastava as mechas de cabelo que cobriam o rosto, permitindo que ela o visse, que soubesse que era ele quem estava ali — você está segura.

O corpo dela estremeceu, como se duvidasse, como se não acreditasse nem por um segundo que estava protegida. Bucky a pressionou contra o peito como se a vida dependesse daquilo. No que dependesse dele, nunca mais a soltaria.

— Temos que sair daqui... ele vai... ele vai...

Serena soluçava e o coração batia rápido. Estava aterrorizada.

— Ninguém vai tocar em você — prometeu — nunca mais.

Se estava ouvindo o que ele havia dito, não demonstrou. Em vez disso, Serena levou uma das mãos ao pescoço e estremeceu outra vez ao sentir o colar que apertava a garganta. Ela correu os dedos pelo metal frio e o puxou. O colar se contraiu.

Ela tentou de novo. E arfou.

— Pare com isso — Bucky interveio, segurando as mãos dela — vai piorar a situação.

Serena guinchou.

— Doí... o colar... machuca.

A voz dela tinha soado baixa e arranhada.

— Eu sei.

— Então tire. Por favor.

Ele encarou o colar. Não havia nem sinal de fechaduras ou trancas, apenas uma luz avermelhada piscando incansavelmente do lado esquerdo. Parecia que a coisa tinha sido soldada diretamente no pescoço dela. Mas Bucky conhecia aquele dispositivo: um inibidor, feito especialmente para comprimir habilidades de aprimorados como ela.

E não havia jeito fácil de abrir aquela merda, ele sabia.

O colar era forjado daquela forma, com o exato tamanho da circunferência do pescoço vítima e selado com metal líquido justamente para evitar fissuras.

— Quando estivermos fora daqui — disse ele — vou encontrar alguém para tirar o colar de um jeito seguro. Eu prometo.

Serena, no entanto, balançou a cabeça.

— Vai demorar muito. Tira isso de mim, Bucky. Por favor.

— Não dá — o sargento tentou argumentar — o colar aperta mais quando é forçado. É impossível prever o que pode acontecer caso eu tente estourar a contenção.

— Quem se importa com o que pode acontecer? — ela grunhiu, tentando alcançar o colar — só... tira de uma vez.

— Eu me importo, Serena — Bucky entoou, segurando as mãos dela — não vou machucar você.

Ela se debateu nos braços dele. Naquele ritmo, os ferimentos nos braços iam piorar.

— Bucky... por favor. Tira.

Ele sentiu o coração estilhaçando com a voz chorosa dela.

Por favor. Por favor. Tira logo.

— Serena...

— Tira — ela gritou.

Tentou, pelo menos.

Estava tão fraca que a voz tinha falhado entre as súplicas. Ele não tinha muita escolha. Correu os dedos de metal até a luz vermelha e procurou por uma emenda ou indícios da fiação. Nada. Não havia nada. Aquilo era tecnologia de ponta, provavelmente tirada da balsa, uma prisão de segurança máxima do governo, criada especificamente para conter seres superpoderosos como ela.

Serena continuava se debatendo em seus braços, implorando para que Bucky tirasse o maldito colar. Não era algo racional, ela agia por puro instinto de sobrevivência e aquilo poderia facilmente matá-lo por dentro. Ele soltou um palavrão. Ela estava assustada, estressada e com dor e ele não conseguia fazer nada para protegê-la daquilo. Mas ele precisava fazer alguma coisa. Precisava manter a cabeça no lugar e pensar pelos dois.

— Coisinha — Bucky tentou outra vez, correndo os dedos pelo rosto dela — preciso que você respire e se acalme.

Ela balançou a cabeça.

— Sargento... por favor... tira isso de mim.

Em um gesto desesperado, ele encostou a testa na dela e correu os dedos no topo de sua cabeça, acariciando devagar e, de algum jeito, aquilo fez com que ela conseguisse se acalmar um pouco. Ainda choramingava, mas a tensão nas veias da jugular diminuiu o bastante para que conseguisse ao menos respirar direito.

— Eu vou tentar uma coisa, mas preciso que você fique quietinha — Bucky sussurrou contra o rosto dela — acha que consegue fazer isso?

Serena aquiesceu devagar.

Silêncio preencheu o corredor. Não podiam ficar ali por muito tempo. Sabe Deus quantos alarmes tinham sido disparados desde o momento que tinha invadido ou o tempo que levaria até que o reforço chegasse. Mas não iriam a lugar nenhum enquanto ela estivesse com maldito colar e Bucky não permitiria nem por um instante que Serena continuasse sofrendo.

Era arriscado, um tiro no escuro...

Bucky forçou a luz do colar até que cedesse, estilhaçando o quer que fosse aquele material. Uma corrente elétrica súbita e forte o bastante para derrubar um rinoceronte irrompeu da parte interna do colar, mas ele usou o vibranium de seu braço para absorver toda aquela energia, fazendo com que as linhas douradas de seu braço reluzissem em ouro líquido. E, quando o vibranium começou a se agitar, ele devolveu toda aquela carga acumulada para o colar.

Por alguns instantes, nada aconteceu, apenas chiados metálicos entre o braço e o colar. Até que um cheiro de metal queimado o atingiu com força. O colar afrouxou.

Bucky não hesitou.

Puxou aquilo de uma vez e arrancou do pescoço de Serena, lançando para longe dela apenas um segundo antes que a sobrecarga fizesse aquela porcaria explodir.

Serena resfolegou, como se tivesse acabado de emergir de um oceano revolto.

— Melhor?— disse ele, usando o tom mais calmo possível.

O colar havia deixado o pescoço dela em carne viva, com marcas roxas tão escuras e profundas que levariam meses até que se curasse totalmente — se é que um dia o fariam. Não se importou com aquilo, no entanto. Tudo que Bucky fazia era acariciar o cabelo castanho macio enquanto ela puxava ar até os pulmões.

— Serena? — insistiu.

Ela não respondeu. Os olhos estavam fechados. A respiração lentamente voltando ao normal.

Segundos se passaram. Minutos.

Então, a aura ao redor deles mudou. Ficou tensa. Gelada.

Bucky respirou e fumaça saiu de sua boca.

— Serena? — ele repetiu.

O sargento sentiu um arrepio correndo a espinha, mas aquilo nada tinha a ver com o frio contraproducente que preenchera o corredor. Algo dentro dela havia despertado. Algo letal e que fazia com que seus sentidos de super soldado se agitassem.

— Serena — ele repetiu pela terceira vez, embora àquela altura soasse mais como uma súplica dele.

E, como se aquilo tivesse virado uma chave dentro da cabeça dela, a fez abrir os olhos, que brilharam feito duas safiras.

— Estou bem — Serena respondeu. A voz calma e tenra — obrigada, Bucky.

Os dedos dela tocaram o rosto dele, frios feito gelo, mas que de alguma forma ainda transmitiam o calor de sua pele macia.

Ficaram daquela forma por alguns instantes, apenas sentindo a presença um do outro, como se quisessem garantir que aquilo que estava acontecendo era real.

Bucky queria dizer tantas coisas para ela. Implorar por perdão, especialmente, mas...

— Temos que sair daqui — ele quebrou o silêncio. E era a verdade.

Ela acenou com a cabeça.