Legacies-Segredo revelado
1 Capítulo 1: Interferência
Notas iniciais
P.O.V. Rick.
As meninas estavam no meio do feitiço quando elas pararam.
—O que foi?
—Alguém está interferindo. Eu nunca senti nada igual.
P.O.V. Klaus.
Quando a Hollow estava para ser colocada dentro de mim, parou. Ela virou aquela coisa flutuante de novo e falou:
—Você acha que pode me deter? Me derrotar? Você é bem vinda para tentar.
A menina respondeu:
—Você nunca vai vencer.
A Hollow perguntou:
—E porque é isso?
—Porque você está sozinha Inadu, só que... eu... não.
Apareceu uma duplicata atrás da menina e a menina olhou pra ela, em dúvida.
—Deixa sair. Libere o seu poder Jean. Todo ele. Deixa sair. Sem medo.
—Você é só uma bruxa, mas ela é uma divindade. Conheça a Força Fênix, vadia!
Ela me jogou longe. Mas, mesmo de longe eu a vi flutuar e liberar aquela energia maciça e a energia tinha a forma de pássaro. Não, de Fênix.
—Meu Jesus! Ela existe!
Disse Alaric, mais para si mesmo do que pra mim.
A energia foi pra cima da Hollow como uma rajada e ela se fragmentou em milhões de pedaços, ela foi desintegrada.
Quando acabou, a duplicata olhou nos olhos da menina.
—Jean? Jean, é você?
—Sou. Sou eu mãe.
Mãe? A linhagem Petrova não acabou. Sobreviveu.
Ouvi Alaric cair sentado no chão.
—Minha nossa senhora! Isso vai dar o que falar. Mais confusão.
—O que foi aquilo?
—O seu irmão vai ter um filho pela boca, roxo e com bolinhas vermelhas.
—O meu irmão? Qual irmão?
—Elijah. Eu nunca pensei que fosse possível, mas acho que... se a Hope existe... porque não? Se a Hope existe, se aquela duplicata existe...O impossível é só questão de opinião.
—Do que está falando Alaric?
—A menina. Jean. Ela é filha do seu irmão.
—Não. É impossível, vampiros não podem procriar.
—Já ouviu falar no íncubo e no súcubo? Toda a história começa em algum ponto e tem algo de verdadeiro. Eu não acho que ela saiba. Sobre ser filha do Elijah.
—Você não pode acreditar nisso.
—E porque não? A Hope existe não existe? As minhas gêmeas.
—Nesse ponto você está certo.
—Certo sobre o que? Do que estão falando? Como se sente, Niklaus?
—Você conta pra ele, ou eu conto?
—Eu conto. Eu conto.
—Ah, e se a mãe é capaz de metade das coisas que eu ouvi falar que ela é capaz... você tá ferrado Elijah.
Alaric saiu e o meu irmão ficou lá esperando uma explicação.
—A Hollow não está dentro de mim. Ela foi destruída.
—Destruída? Como?
—Ela chamou de... Força Fênix.
—Ela? Ela quem?
—Meus parabéns irmão, você tava louco pra tomar o meu lugar. Pra ser o pai da minha filha. E esse tempo todo, você já tinha uma.
—O que?! Niklaus...
—Fica quieto! Eu vi a menina, vi o que ela fez e se a minha filha existe, se as meninas do Alaric existem... o que impede daquela menina ser sua filha?
—Vampiros não podem procriar.
—Parece-me que agora podem. O nome dela é Jean. Ela tem a idade da Hope e tecnicamente, se ela for sua filha mesmo... ela é uma primogênita.
—Não. Hope é a primogênita.
—Da parte de Esther, sim. Mas, da parte de Mikael... por mais que eu leve o sobrenome dele, não sou filho dele, mas você é.
—E como é essa menina?
—Olhos e cabelos castanhos. Os cabelos estavam levemente cacheados. Estava usando uma blusa de frio de estampa floral e calça jeans skinny.
P.O.V. Elijah.
Eu fui tirar essa história a limpo, mas confesso que no fundo, bem no fundo, no âmago do meu ser eu queria que fosse verdade.
Estava passando pela calçada quando eu vi algo que com certeza me chamou a atenção. Os garotos que estavam atormentando Landon, eles estavam atirando coisas no garoto, quando uma menina com a mesma descrição que Niklaus me deu da minha suposta filha se levantou.
—Ai! Oh, seus babacas, porque não pegam alguém do seu tamanho?!
—Ah, qual é gata...
—Que a minha mãe me perdoe.
—Vai chamar a mamãe?
—Não. Mas, você vai.
Eu não sei o que aconteceu, não pude ver, mas os garotos recuaram.
—Que que é isso, cara... Ai!
—Ou! Corte nos pulsos isso é tão... emo.
Ela pegou o braço ferido do garoto e o quebrou com uma mão.
—Tá assustado?
O menino assentiu.
—Mas, eu quero você desesperado. Assim, talvez você aprenda. É legal ser o intimidador, mas quando você é o intimidado, não é tão legal assim. É?
—Não. Por favor...
—Se vocês tentarem intimidar ou como vocês dizem zoar mais alguém desse jeito... eu vou comer vocês vivos.
Ela soltou o braço do moleque e eles saíram todos correndo.
—Caramba! Eu fiquei com medo agora.
—Não precisa não. E eu acho... que eles não vão te incomodar mais.
—Você é de Nova York né?
—Não! Eu sou de Los Angeles!
—E qual é o seu nome?
—Jean. Jean Cullen.
Sim. Era ela.
—O que você vai querer?
—O que você indica?
—Que tal um banana split?
—Não. Banana não. Vocês tem iogurte congelado.
—Sim. De morango, baunilha, uva, açaí e tem os condimentos.
—Obrigado. E é pra pedir ou...
—Ah, o iogurte a moça serve no pote e depois os condimentos você pode se servir sozinha. E dai você pesa.
—Obrigado Landon.
Ela estava se servindo e cantando.
—There's something about the sunshine baby...
—Olá.
—Oi.
—Você é Jean?
—Sou.
—O que você sabe do seu pai?
—Só que ele era um babaca. Nunca conheci o cara, ele podia tá aqui, parado na minha frente agora que eu não reconheceria ele.
Ela começou a comer.
—Eu vi o que fez com o garoto e fiquei sabendo do que fez com a Hollow.
Ela engoliu e disse:
—Você é um deles? É. Eu aposto que é.
—Um deles?
—Mikaelson.
Eu ouvi a fúria na voz dela.
—Sou. Eu sou Elijah Mikaelson.
—Sei. To sabendo. O nobre Elijah.
Ela deu risada.
—Santo do pau oco você. Fala de paz, nobreza e mata porque acha engraçado.

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