Legacies-Segredo revelado
2 A Verdade dói
Notas iniciais
P.O.V. Elijah.
Aparentemente ela realmente não sabe.
—O que eu aparentemente não sei?
—A sua mãe fez a minha caveira para você.
—Ah, isso eu sei. E essa é a última vez que eu limpo a bagunça sua família.
—Nossa família.
—Nossa família? Pirou?! Bateu a cabeça foi? Já sei, bebeu sangue contaminado.
Ela falava em tom de piada.
—O único jeito de sabermos se é verdade ou não... é testando.
—Saber se o que é verdade?
—Se você é minha filha.
—Se é louco?!
Ela riu.
—Tudo bem. Vamos fazer esse teste logo, pra tirar as caraminhola da sua cabeça.
Davina explicou como funcionava o teste.
—Eu juntei todos os ingredientes e coloquei pra ferver dentro da panela. Eu vou adicionar o sangue do Elijah e quando ferver, vou adicionar o seu. Se a água ficar vermelha... é história que o povo conta. Ele não é seu pai, mas se ficar azul...
—Ai ele é meu pai?
—Isso.
Feita a poção, era hora da verdade. Jean furou o próprio dedo com uma agulha e deixou o sangue pingar dentro da panela. Quando pingou e a água ficou azul os olhos dela só faltaram saltar das órbitas.
—Não. Não. Isso é coisa sua.
Disse ela apontando o dedo para Davina acusando-a.
—Coisa minha?
—É. Tu tem parte com eles! Com esses filho do Demo! E quer saber, mesmo se eu for mesmo filha dele, eu não quero nada, nada com você.
—Por favor...
—Por favor é uma ova! Você não se aproxime de mim! Filho do Demo! Não, Lúcifer não merece essa desonra. Ele é uma boa pessoa, os filho dele são boa pessoa. Aaron e Jack são bons meninos.
—Você percebe que está falando do Diabo não é?
—E você percebe que ele, a esposa dele e os meninos dele eram meus vizinhos não é? Ele trabalha pra polícia. Ele dá aos criminosos o que eles merecem. Ele é bom em punir as pessoas malvadas e em obter justiça, para as boas. E o que um Mikaelson sabe de bondade? De justiça? Nada.
Ela saiu correndo.
P.O.V. Jean.
Eu liguei pra minha mãe.
—Oi querida, como vai a escola nova?
—Porque você nunca me contou?
—E o que foi que eu não lhe contei?
—Que eu era filha dele.
—Pra que? Pra você ir atrás dele e ele corromper você? Pra ele ensinar que a vida é insignificante? Pra ele te ensinar a usar os seus dons pra matar e torturar as pessoas?
—Eu... eu acho que você tem razão. Uma pessoa que mata, um monte de gente dentro duma igreja, na frente dum padre... não é uma pessoa. É uma coisa. Uma coisa do mal.
—Vai pra escola e deixa isso pra lá.
—Tudo bem. Eu te amo mãe.
—Também te amo filha.
Eu voltei para a escola, os diretores me levaram para fazer um tour. Eu não consegui dormir á noite de tão atormentada que tava minha cabeça.
Quando eu levantei, eu botei meu vestido branco, catei uma vela e fui na igreja.
P.O.V. Elijah.
Eu a vi entrar na igreja. Ela ficou de joelhos diante da imagem da virgem Maria. Vi a vela acender sozinha e tenho pra mim que foi obra dela
—Minha santa, o minha santa... Eu posso ser Mikaelson de sangue, mas não de coração. Eu não sou que nem eles não. Mikaelson é que nem erva daninha que cresce sufocando e matando tudo o que tem em volta. A senhora me perdoe, pelo o que eu fiz com o menino. Eu não devia ter ido tão longe, não precisava de ter quebrado o braço dele. Sei que eu não sou profissional, mas essa música é especial. Meus avós dançaram no casamento deles, sua primeira dança como marido e mulher.
Ela sentou diante do piano e começou a tocar e a cantar. Eu sabia que ela estava chorando, dava pra ouvir o pranto na voz dela.
Quando ela finalmente terminou, eu a aplaudi.
—Você é uma ótima cantora.
—E você tem muito nervo, pra entrar dentro de uma igreja, pisar em solo sagrado depois do que fez lá em Nova Orleans.
—Você não sabe a história toda.
—Elas eram todas bruxas, aquela Agnes usou a agulha que quase matou a Hope? Infelizmente, não me pergunte como aquela maldita agulha afetou a minha mãe também e a gente quase morreu. Mas, a gente não morreu. Então, a troco de quer fazer aquilo? E dentro da igreja, na frente do padre ainda?
—Impressionante.
—Você é um bom mentiroso. Todos vocês são. Eu tenho pra mim, que se eu não tivesse a Fênix e o seu conhecimento atemporal e ilimitado, sua onisciência, eu cairia na sua armadilha como todas as minhas pobres ancestrais, como todos os outros pobres inocentes. Essa sua roupa cara não me engana não.
Ela saiu da igreja e começou a fazer o caminho de volta para a escola.
—Jean. Você é minha filha. Nunca pensei que teria uma filha.
Ela parou. Parou no lugar e se virou para mim.
—Bem, agora você tem e eu acho que isso é só entre você e eu, pai.
—Você é minha filha, se eu soubesse que você existia... eu sempre quis você comigo. A sua mãe te tirou de mim, me tirou a oportunidade de criar você.
—Você já me amou pai?
—Você é mais parecida comigo do que gostaria de admitir.
—Bem, ninguém é perfeito. Mas, você não respondeu a minha pergunta.
—Você é uma Mikaelson. Você tem grandes poderes, vai precisar de alguém que lhe ensine a usá-los.
—A mais isso é muita gentileza da sua parte, pai. Você já me amou pai?
—Você é minha filha Jean e eu te amo.
—Você realmente não deveria usar palavras cujo sentido e poder você não compreende.
Eu senti muita dor.
—Você me ama? Do jeito que amava Celeste? Aurora? Marcel? Ou mesmo Hayley. Você não ama ninguém. Cretino narcisista. Não é o seu mundo pai. E não é todo trevas, não é todo luz e não é todo nosso.
Ela me libertou do que quer que fosse aquilo. Mas, eu não conseguia me recuperar.
Jean se ajoelhou para conseguir olhar nos meus olhos.
—Você não pode ter o meu coração. Você não é digno dele, não é digno de nada além de pena.
Ela se levantou e saiu andando. Eu nunca havia ficado incapacitado desta maneira, nem mesmo quando fui atacado por Davina.
Eu avistei Kol e Davina, eles estavam passeando.
—Elijah? Minha Nossa Senhora! É o Elijah.
Senti a escuridão me tragar. Quando acordei estava em um lugar diferente.
—Ai.
—Ele tá acordando.
—Onde estou?
—Está na mansão. Em Mystic Falls.
—O que aconteceu irmão?
—Jean. Ela me atacou.
—Maninho você foi mais que atacado. Foi nocauteado.
—Sim. Eu já fui atacado por Davina e por Hope, mas nada se compara á aquilo. O meu corpo todo dói.
—Talvez devesse tentar... uma aproximação alternativa.
—Uma aproximação alternativa? E qual seria?
—Hope. Deixa ela interagir com a Hope. E não se mete.
—Usar a minha sobrinha para chegar até ela.
—Não foi o que eu falei! Falei pra deixar as duas se conhecerem e interagirem.
—É uma boa ideia. É uma ideia fantástica.
P.O.V. Davina.
Eu e a minha boca grande. Agora ele distorceu tudo o que eu falei e é confusão na certa.
—Vai acabar sobrando pra mim.

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