Legacies-Segredo revelado
3 Prima
Notas iniciais
P.O.V. Hope.
Uma prima? Caramba, eu tenho uma prima.
—Oi.
—Oi. Pode se aproximar, eu não vou te morder não.
—Fiquei sabendo que você detonou a Hollow.
—Algo assim.
—Obrigado. Você salvou o meu pai.
—Eu não fiz aquilo por ele. Mas, não mesmo.
—Foi por quem então?
—Por você e por todas as outras pessoas. Os Mikaelson andam por ai como uma criança quebrando brinquedos, como uma criança que sem querer encontra a arma do pai. O problema é que os brinquedos que eles quebram... são pessoas. Pessoas que vivem e respiram, que tem famílias, maridos, esposas, tios, tias e filhos. Vem comigo Hope, tem umas coisas, uns lugares que você tem que conhecer nessa cidade.
—Mas...
—Deixa, eu falo com a Senhorita Forbes. E saiba desde já, que não estou fazendo isso, pra virar você contra sua família, mas porque você merece a verdade.
Ela me levou para dentro do bosque.
—O que estamos fazendo aqui?
—Vem cá Hope.
Lá, naquele meio do nada tinha um buraco. Um buraco escuro.
—Sabe de quanto é a queda?
—Não.
—Nem eu, precisamente. O que importa é que o seu tio, meu pai já jogou alguém daqui. A minha tia, a prima da minha mãe, sua duplicata... Elena. E tudo porque a nossa avó a forçou a dar seu sangue para que ela realizasse um ritual que ligava todos os nossos parentes Mikaelson, como um. Ele a trouxe para cá e quando ela confessou que nossa avó queria matar todos eles... ele a atirou no buraco. E usou a fúria da tia Rebekah contra ela. Rebekah correu atrás dela pelos túneis, ela teve sorte conseguiu chegar até a caverna onde nenhum vampiro consegue entrar. Mas, mesmo assim... Rebekah ia queimar ela viva.
—Elena. Elena Salvatore?
—Sim.
—Eu sei que o meu pai a sacrificou num ritual para destrancar o seu lado lobisomem.
—Você é mesmo uma inocente. Se fosse só isso, tudo bem. Mas, não. Ele tentou drenar o sangue dela, porque antes de você nascer minha querida e inocente prima, o jeito de criar híbridos, exigia o sangue da duplicata. Os que não bebiam, morriam. Ele quase a drenou até a morte pela segunda vez. Amarrou-a numa cadeira e ficou lá, olhando enquanto secava lentamente as veias dela. Stefan e Damon foram salvá-la, eles ressecaram o seu pai, no meio da briga, minha tia foi jogada longe. Bateu a cabeça e ela teve hemorragia cerebral, sangramento no cérebro. A Doutora Fell, deu sangue de vampiro pra ela e ficou tudo bem por um tempo. Mas, a vovó Esther transformou o Alaric num caçador de vampiros com habilidades de vampiro, só que ela não queria que ele fosse imortal, então... ligou a vida dele á uma vida humana, a dela. De Elena.
—E dai?
—E dai? Vem comigo Hope.
Logo estávamos numa ponte.
—O corpo original do seu pai, tinha queimado, mas ele não morreu. Tudo bem, eles não sabiam disso naquela época, mas o meu pai deu a palavra dele de que a Elena ia ficar bem que eles levariam o corpo do seu pai e deixariam ela viver em paz. Matt e Jeremy irmão da Elena tentaram tirar ela da cidade, mas a tia Rebekah se meteu na frente do carro e provocou um "acidente". Matt tentou desviar dela e perdeu o controle da caminhonete. A caminhonete afundou no rio. E ela ficou só olhando. Stefan chegou e Elena ainda tava consciente, mas o Matt não.
—Matt? O xerife?
—Sim. Ele mesmo.
—Stefan tirou o Matt e a minha mãe, tirou a Elena. Ela quase morreu. E se não acredita em mim, vou te dar uma prova.
Ela começou a mover as mãos e alguma coisa estava se movendo em baixo da água.
Então, apareceu uma caminhonete, cheia de algas, a pintura estava desgastada, mas parecia que era azul.
—Era azul. A minha mãe desligou a Elena do Alaric bem na hora, porque o Rick morreu. E adivinha quem matou ele? Se respondeu Elijah, meus parabéns. Acertou em cheio.
—Tia Rebekah e tio Elijah fizeram isso?
—Fizeram. E se acha que eles se arrependeram? Arrependeram nada, ainda acham que tão certo. Egoístas. Egoístas. Mikaelsons são egoístas, amar é compartilhar, é dar e receber. Mas, pensando somente neles mesmos, eles abriram fogo na gente. Pergunta pro seu amado tio o que foi feito da Tatia? O que ele fez com a Katherine?
Ela soltou a caminhonete que caiu de volta no rio e afundou.
—Vamos, ainda há mais um lugar.
Nós chegamos ao Ginásio da Mystic Falls High School.
—Tá pronta? Acha que aguenta a verdade?
—Nada pode ser pior que isso.
—Devia ter ficado quieta. O que você vai ver agora, aconteceu de verdade, bem aqui nesse ginásio. Por favor, faça suas apostas e aproveite o passeio.
Eu vi. Eu vi tudo. A cada lugar da escola por onde passávamos era uma lembrança diferente. E nenhuma delas era boa.
—Vamos. Por hoje é suficiente.
Eu tava andando, mas eu não tava nem sentindo. Não fazia a menor ideia de pra onde ela estava me levando.
—Da última vez que a levaram a mãe dela...
—Olhe! Olhe lá! Elas tão vindo ai.
—Hope! Hope!
Eu ouvia a voz do meu pai, mas estava tão distante.
—Porque ela não responde?
—Porque ela viu demais. Tá em choque. Isso porque nós não chegamos nem na metade.
—Como assim não chegamos nem na metade?
—Se ela visse tudo o que EU vi? Ela morria.
—E o que você viu?
—Tudo. Desde o princípio, um momento sob milhões de perspectivas. Toda essa informação, é de pirar o cabeção.
—Eu vou pegar água com açúcar pra ela beber.
Eu bebi o que eu acho que era água com açúcar, mas eu nem senti o gosto.
—Ela não tá reagindo!
—Ela nem sentiu o gosto. Vamos precisar de uma coisa mais forte.
P.O.V. Klaus.
A minha sobrinha maluca veio com um copo de uísque na mão.
—Tá louca?
—Relaxa, vou fazer ela sentir o cheiro. Talvez resolva e se não resolver... eu enfio pela goela dela. Relaxa, Tio Klaus, uma vez na vida, uma na morte não vai fazer mal.
Jean passou aquilo no nariz de Hope e ela tossiu.
—Pelo menos ela tossiu. Bebe. Vai, priminha bebe.
Depois que ela bebeu, bom se afogou com aquilo ela reagiu.
—Horrível. Horrível.
—Quando for mais velha vai aprender a gostar.
—Eu não tava falando do uísque. Saber que você matava pessoas porque gostava é uma coisa, mas ver... é realmente chocante.
—Ver? Eu não mato uma pessoa desde que você nasceu.
—Eu sei. Foi uma lembrança.
—Uma lembrança?
—Agora, isso é fascinante. Eu nunca vi isso antes, a única coisa mais forte do que o seu desejo por sangue é o seu amor por essa garota.
Eu me lembrava daquilo. Eu disso aquilo á Stefan Salvatore, no ginásio da escola.
Hope avançou encima de mim, gritando:
—Desliga! Desliga! Vamos! Se conserte!
—Hope...
—Acho que você deveria testar.
Ela afastou o cabelo.
—Estripador, você não gostaria de um gole do pescoço dessa linda lobisomem?
—Hope, eu nunca machucaria você.
—Eu não acredito. Eu não acredito. Eu sou mesmo uma besta né? É eu sou uma besta. Uma tonta.
—Você, sua...
—Não! Não é culpa dela. É sua. Sua e de mais ninguém.
—Nossos pais são assassinos prima. Eles são assassinos só por diversão.
—Você fez aquilo por maldade, por crueldade. O que não sabia era que tava sacrificando sua família, seu próprio sangue. Mas, vai ser esse o seu castigo. Seu orgulho, sua maldade se voltando contra você mesmo! O seu ódio caindo sob o seu próprio sangue!
—Hope, a minha mãe pode ser uma pessoa simples, mas ela sempre me fala que nós não somos ninguém pra mudar os desígnios de Deus. Que cedo ou tarde, as coisas voltam pro seu caminho. Talvez tenha sido um erro da minha parte.
—O que?
—Ter mostrado pra você. Eu sinto muito. Você, priminha é a única pessoa dessa família imunda, de quem eu gosto.
—Não. Não foi um erro. Eu disse que eu queria a verdade e você me deu a verdade e por mais terrível que ela seja, era o que eu queria. Eu merecia saber. Só, preciso de um tempo pra absorver.
Hope subiu as escadas, tropeçando e chorando.
—Deus me perdoe. Coitada da minha prima. Passei pelo o que ela tá passando, só que foi bem mais cedo e bem mais brutal.
—Isso é culpa sua!
Eu parti pra cima dela, mas ela não lutou, ela não resistiu.
A última coisa que ela disse antes de apagar me deixou encucado.
—O sol, a lua, a verdade.

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