Learning to love
13 Capítulo 13- The plan
Notas iniciais
—Ally me deixa explicar.- disse Austin correndo até sua morena para segurá-la antes que ela chame o elevador.
—Seu filho da puta de merda, não encosta em mim. Você é nojento. – ela o olhou incrédula.
Richard olhou para Penélope e sorriu, seu plano correu como esperado.
(...)
Dois meses antes.
Richard saiu da sala do Austin vermelho de raiva, nada estava saindo como ele queria, Austin agora tinha todo o poder naquilo que um dia foi seu.
—Porra...- xingou baixo passando pela mesa de Penélope.
A loira levantou a cabeça e viu aquele homem bonito e irritado. Levantou, arrumou a saia e andou atrás dele, já estava no seu horário de almoço, Austin não notaria sua falta.
Ela ficou ao lado de Richard enquanto o moreno apertada o botão do elevador diversas vezes. Ele parecia realmente irritado.
—Anda, anda, anda seu elevador estúpido.
—Não precisa ficar apertando.
Ele olhou para Penélope e seus olhos travaram nos olhos verdes da ruiva, não lembrava de ter visto olhos verdes tão intensos.
—Tudo bem.- ele esfregou as mãos suadas da calça
O elevador finalmente chegou, Penélope entrou logo depois de Richard. Ela colocou a mão nas costas e segurou o pulso.
—Eu ouvi sua conversa com o Austin.
—Ouviu?
—Sim.- Penélope sorriu e saiu de sua postura inicial ficando agora de frente para Richard.- Eu quero o Austin e vi que você quer a mulher dele.
—Ela era minha mulher primeiro.
—Tanto faz. Eu ouvi que terá um bebê e que ele pode ser seu. O negócio é o seguinte...
As portas do elevador de abrem no térreo. Richard parou e segurou no braço da Penélope.
—Onde você quer chegar?
—Você tem horário para o almoço?- perguntou Penélope sorrindo, Richard vacilou um pouco com seus dentes perfeitamente alinhados.
—Tenho.
—Ótimo, tem um restaurante maravilhoso aqui perto.
Eles caminharam até o restaurante se conhecendo, ela descobriu o que ele fazia e seu nome, já Richard ficou encantado até com o nome da ruiva.
Quando chegaram no restaurante pediram uma mesa afastada de todos.
—Então, na faculdade fiz amizade com umas meninas do curso de enfermagem. Eu posso dar um jeito para trocar o exame se você não for pai do bebê.
—Mas não adiantaria de muita coisa. Austin mentiu para Ally e mesmo assim ela o perdoou. Ainda sim com a possibilidade de eu ser eu pai do bebê eles não se separaram.
—Merda, eles se gostam mesmo.
—Mas essa ideia de trocar os exames é magnífico.
(...)
Um mês antes
Richard estava em frente ao cinema do shopping segurando pipoca e um copo de refrigerante. Depois de um mês tentando ele finalmente teria um programa de casal, que não fosse em um motel ou no apartamento da Penélope.
Ele avistou a ruiva chegar andando com um pouco de pressa. Vestida uma calça jeans preta, uma camisa social de seda vermelha e um scarpin creme.
—Desculpa a demora.- disse Penélope beijando a boca de Richard e pegando a pipoca.- O filme já começou?- perguntou caminhando para entregar o bilhete do cinema.
—Acho que não.- ele tomou um pouco de refrigerante e passou a mão na calça jeans.
Ela havia escolhido um filme de romance cliché, Richard odiava, mas não estava ligando em assistir naquele dia com aquela mulher.
Quando o filme acabou Penélope segurou na mão do moreno e eles caminharam até o estacionamento. Antes que entrassem no carro, ele puxou a ruiva e a beijou. Segurou em sua nuca e puxou seu finos cabelos.
—Gostou do filme?- perguntou Richard.
—Sim, mas agora vamos ao que interessa.- ela deu a volta e entrou no bando do carona ao lado de Richard, que já havia entrado no carro.- Tive uma ideia para o plano perfeito, Austin vai ser meu ou não, mas com ela não vai continuar. Você ainda que a Ally, certo?
Richard mantinha o olhar para a pista, sim ele desejava ter ela novamente, mas por alguma razão quase responde que não.
—Sim- respondeu suspirando. Olhou para Penélope e sorriu.- Pode me contar seu plano genial?
(...)
Dias atuais
—Não sei qual o motivo de ter ido me buscar na casa minha casa.- resmungou Ally enquanto dividia elevador com Richard.
—Pare de resmungar Ally, eu sou o pai desse bebê.
—Não é, eu tenho certeza que o filho é do Austin.
—Vou ri na sua cara se for meu.
—Você é um idiota.- disse Ally revirando os olhos.
O elevador finalmente chegou no andar do Austin, não encontraram Penélope.
—Onde está a menina que deveria está aqui? – Disse Richard.
—Não sei, mas tenho carta branca para entrar. Vamos lá.
Quando a porta é aberta Ally a cena e se espanta. Penélope estava sentada na mesa do Austin, quando tinha ele entre suas pernas e próximos demais.
Fingindo que nada tinha acontecido, Penélope beijando Austin, mas ele avançou afasta. Ele já tinha visto Ally e Richard parados na porta.
—Mas o que é isso? Austin!- gritou Ally.
—Ela estava com alguma coisa no olho.- disse Austin desesperado.
—Essa é a pior mentira que já ouvi.- disse Richard sorrindo, mas estava incomodado ao mesmo tempo.
—Ally eu juro.- ele olhou desesperado para Penélope – fala para ela Penélope, por favor.
Penélope sorriu limpando o batom manchado e olhou para Ally.
—Tudo bem eu falo. Austin vem me assediando de um tempo pra cá. Pelo que sei ele fez isso com todas as secretarias dele.
—Filha da puta mentirosa.- Austin ia para cima de Penélope, mas Richard o segurou.
—Por favor, continue Penélope.- pediu Ally com a voz tremula.
—Então, ele sempre fez isso e posso provar. Nosso andar não tem câmera e nenhum canto, apenas na entrada do elevador. Austin é imprevisível, ele nos come onde quer, por isso exigiu que não tivesse câmeras.
Ally olhou para Austin que ouvia tudo aquilo com a maior cara de ódio. O coração da Ally estava se despedaçando aos poucos.
—Austin...- disse Ally já chorando.
—Eu não faço mais isso, eu juro. Sim, eu tive um caso com todas as minhas secretárias, sim eu não tenho uma porra de câmera nesse andar. Mas eu juro Ally, depois que começamos a ficar eu não toquei mais na Penélope.- ele olhou para Richard ainda o segurando- Me larga.- rosnou e Richard o soltou. Ele se aproximou de Ally e a tocou no rosto.- Eu amo você. Eu juro pela minha alma que não toquei nessa louca hoje.
Ally suspirou, ela via a verdade no olhar desesperado do amado e acreditou em tudo o que ele disse. Ela o amava desesperadamente.
Penélope sorriu, ela sabia que aquilo aconteceria, Austin estava realmente apaixonado pela morena.
—Ele tem uma gaveta onde guarda os contratos.- todos olharam para ela.- Ele guardou o exame de paternidade e também minha calcinha vermelha.
Ela levantou o vestido sem pudor e mostrou sua intimidade sem peça alguma.
—Mentirosa.- disse Austin.
—Não é, eu estava aqui e vi.
—Austin abre a gaveta. Se tiver a calcinha dela, eu juro que mesmo que o bebê seja seu você nunca o verá. Se estivar ai, eu vou acreditar no que ela falou.
—Essa mulher é louca, apenas eu tenho a chave dessa gaveta.
Ele abriu a gaveta, lá estava a calcinha vermelha de renda em cima do teste.
Richard assistia o casal ser destruído enquanto Penélope sorria vitoriosa.
Austin puxou a calcinha e jogou na mesa, tirou o teste e entrou a Ally. Ele não havia feito nada, mas contra provas não há argumentos. Seu coração doía, sabia que a tinha perdido para sempre.
Ally abriu o exame soluçando. Austin se escorou em sua mesa olhando aquela calcinha com raiva.
—Ele não é seu.- disse Ally por fim.- Richard é o pai.
Ally saiu da sala correndo e Austin foi atrás.
—Parabéns, tudo deu certo e ainda trocou o exame.- disse Richard serio. Ele estava se sentindo mal e quase irritado com Penélope.
Penélope sorriu e pegou a calcinha na mesa.
—Não, eu não troquei. Minha amiga não trabalha na clínica onde o exame foi feito. O bebê é seu.
Fale com o autor