Learning to love
1 Capítulo 1- The accident
Notas iniciais
Com receio de olhar para o palito, vulgo teste de gravidez, em sua mão, Ally passou a mão livre nos fios castanhos do seu cabelo. Inspirou e olhou para o teste. E lá estava as tão temidas duas listras rosas.
Para não desequilibrar do enorme salto, se segurou na porta do banheiro do shopping. Inspirou mais uma vez e se forçou a ter calma em um momento tão sufocante.
De repente o bile invade sua boca e ela tem tempo apenas para abrir com rapidez a tampa da privada, na qual segundos antes estava sentada.
Quando passou o enjoou ela voltou a se sentar na tampa e pensa em como tudo seria agora. Estava no fim da faculdade, as ultimas semanas de aulas estavam batendo em sua porta. Pensava em quanto sua mãe adotiva iria se chatear. “Já não bastava ela me odiar e agora isso” -pensou Ally em desespero sentindo os olhos arderem pelas lágrimas.
O seu fim do mundo não era a mãe dela a odiar, o problema era esse bebê ter sido gerado em uma única noite e com um desconhecido. Novamente o enjoo volta e ela se agacha na privada de novo.
(...)
Sentada na sala de jantar, da sua enorme casa, se escondia de todos. Procurava uma clinica de aborto, ela não ligava se fosse pecado matar uma vida, só queria se livrar do “problema”.
Encontrou varias e salvou o endereço de todas. Ela iria em cada uma no dia seguinte. Seu celular chamou sua atenção para um e-mail recém recebido. Era do hospital que ela havia feito o exame de sangue. Já sabendo a resposta lá estava:
“Positivo.
Um mês de gestação”
Bom, havia outras coisas escritas, mas nada que interessasse a ela. Seu celular tocou e ela viu o nome da amiga na tela. Respirou fundo e atendeu.
—Oi Trish.
—Preciso te apresentar alguém.- disse animada do outro lado da linha. Trish insistia que Ally precisava de um namorado. Vivia arrumando encontros as escuras.
—Amiga não estou no clima.- revira os olhos, se sentindo cansada do assunto.
—Nem vem com essa. Você precisa relaxar e namorar. Cansei de ver você sozinha e segurando vela minha.- Ally quase podia imaginar a latina com as mãos na cintura e cara feia enquanto dizia tais palavras.
—Tudo bem. Só não quero que seja amanhã de manhã, tenho um compromisso.
—Ok. Você não vai se arrepender, ele é gato.- Ally sorriu.
—Todos são amiga. Mas então, viaja amanha?- disse Ally mudando de assunto rapidamente.
—Sim, amanhã o primeiro voo para o México.- disse triste.
—Vou sentir sua falta senhorita De La Rosa.
—Espero mesmo. Também espero que esteja namorando quando eu voltar.
—Se seu amigo valer mesmo a pena, quem sabe estarei.- Trish sorriu e Ally apenas a acompanhou.
— Ele vale. Amigo vou indo, já está tarde e meu voo é bem cedo.
—Tudo bem, boa viagem.
E com mais algumas despedidas a ligação finalmente se encerra.
(...)
Puto pelo trânsito de nova Iorque está um inferno e ainda está fazendo um tremendo frio, Austin buzina mais uma vez. Ele iria chegar atrasado em seu compromisso.
Quando finalmente se distraiu de todo aquele sufoco,ouvindo uma boa musica, sentiu quando seu carro balançou por um toque que levou de outro carro. Irritado ele tirou o sinto de segurança e desceu do carro levando as mãos aos fios loiros.
Ally levou as mãos ao rosto praguejou vários palavrões por ter batido no carro em sua frente. Ela tirou o sinto e desceu quando viu o dono do carro descer irado.
—Tinha que ser uma mulher.- gritou um homem no carro atrás do dela.
—Desculpa, eu pago pelo concerto.- começou Ally nervosa, ignorando o machista.- eu juro...
—Não quero que pague pelo concerto, quero que preste atenção. O cara ali esta certo- ele apontou para o dono do carro que havia gritado- tinha que ser a porra de uma mulher.
Ally franziu a testa e ficou boquiaberta pela ignorância e machismo do homem a sua frente.
— Escuta aqui seu idiota, no mundo esta cheio de machistas filhos da puta, como você e também esta cheio de mulheres que tem a mesma reação que eu.
— A é? E qual é? – disse desafiador.
Com toda sua raiva Ally socou a cara do loiro a sua frente, recebendo em troca uma bela dor na mão.
Austin levou a mão ao rosto e xingou Ally diversas vezes e deixou bem claro para todos, que a morena era louca.
Um guarda de trânsito chegou e acabou multando os dois. Bom, mais Ally do que Austin.
Austin entrou em seu carro e rumou para sua empresa. Quando chegou sua secretária o seguiu até a sua sala.
—Você se atrasou.- disse passando as mãos no paletó do chefe.- estava com saudades.
—Uma louca bateu no meu carro e me socou na cara.
A ruiva olhou bem para Austin e arregalou os olhos ao perceber a marca do soco em sua bochecha.
—Coitado, o que posso fazer para ajudar?
Ela aproximou seus seios do rosto de Austin e fechou os olhos esperando os carinhos que logo foi sentido por ela.
— Você é meu remédio.- disse Austin sorrindo safado e puxou a ruiva para seu colo e atacou seus lábios com um beijo feroz.
—Alguém pode entrar.- sussurrou a ruiva enquanto recebia beijo do pescoço.
—Eu demito quem entrar.- disse contra o pescoço dela.- Vamos Penélope, me dê o que quero.
Sorrindo ela levantou e foi ate a porta e trancou e na volta tirou toda a sua roupa.
(...)
Ally observava o restaurante italiano do outro lado da rua para ter certeza que ali era o ponto do encontro. Pelas coordenadas da latina aquele era o lugar.
Ainda parada lembrou que havia marcado o aborto para daqui a uma semana. Ainda pensando em como sua vida mudou rapidamente atravessou a rua, mas não vi quando a moto se aproximou e a acertou em cheio.
Do outro lado da rua, Austin saia do carro para ir a uma reunião com os italianos. Ele ouviu e viu todo o acidente. Ele se aproximou e viu que era a morena que havia batido em seu carro.
Rapidamente, e com protesto de varias pessoas, Austin pegou Ally e sua bolsa em seus braços e a carregou ate seu carro. Ligou o mesmo e foi em direção ao hospital.
Ele não sabia por quê estava fazendo aquilo, ele nem mesmo a conhecia. Ela havia batido nele no inicio da manhã, mas ali estava ele dirigindo em alta velocidade para salvar uma desconhecida.
Quando chegou ao seu destino gritou pedindo ajuda. Uma confusão começou para levar a morena, vários enfermeiros correram para ajudar. Uma enfermeira pediu os documentos dela. Buscou em sua bolsa e entregou o que precisava.
(...)
Sentado na sala de espera, Austin pediu para que Penélope cancelasse todas as reuniões. Austin estava apreensivo para receber notícias da morena.
A enfermeira que a atendeu se aproximou dele, depois de longas duas horas. Ele levantou em um pulo e se aproximou.
—Ela está estável. Vem comigo o doutor vai te explicar tudo.
Ele a seguiu ate uma porta branca onde estava escrito Dr. Will. Ele bateu três vezes e depois entrou.
—Você veio com a Allycia?
Ele se viu perdido e se xingou por não ter visto o nome dela nos documentos.
—Sim.- respondeu com um grande receito de não ser a morena.
—Ela é sua namorada?- perguntou e Austin apenas concordou em silencio, engolindo seco.- o acidente foi feio, ainda bem que você a trouxe rápido. Sua rapidez salvou a vida do seu bebê e de sua namorada.
—Bebê?
Perguntou surpreso. “O que eu fiz? Ela tem um namorado e com certeza não sou eu”-pensou irritado consigo mesmo.
—Desculpa se estraguei alguma surpresa.- disse corado- Ela quebrou uma perna, mas nada que uns dias de descanso e uma boa fisioterapia não resolva. Também tem alguns cortes superficiais e apenas um profundo.
—Ela está acordada?- disse ainda recebendo todas aquelas informações.
—Não, estamos esperando ela acordar, mas você pode olhar sua namorada.
—Tudo bem, obrigado.
Ele saiu do quarto desnorteado e irritado por ter feito a besteira de se apresentar como namorado dela. Parou no quarto da morena, que agora tinha um nome para ele, e entrou.
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