Learning to love

2 Capitulo 2 -The Big Lie


Notas iniciais
Oi gente voltei. Obrigada a Raura4ever e MelS2perpetuo por ter comentado. *Mel obrigada por ter favoritado.* Aproveitei o capitulo.

Ally tentou abri os olhos, mas a claridade a atacou e ela forçou fecha-los novamente. Outra tentativa ainda mais devagar. Ela finalmente abriu os olhos. Observou cada canto daquele quarto desconhecido.

Uma enfermeira estava dormindo em uma poltrona ao lado. Havia uma enfermeira ali, mas ela nem ao menos estava em um hospital. Ela tentou levantar, mas a perna engessada a empatou.

Ficando ainda mais desesperada ela chamou a moça do lado.

—Ei... Psiu...- chamou sussurrando.- Pode acordar, por favor?- tentou mais uma vez, até que perdeu a paciência.- Ei.- gritou.

A mulher, que trajava branco, levantou em um pulo com a mão no coração.

—Você acordou.- disse a loira alta.

—Si... sim.- Ally sentiu a garganta arranhar, enquanto sua boca estava extremamente resseca.

—Oh você precisa de água.- constatou a loira indo buscar o copo de água.

Ally olhou para sua mão e lá tinha uma agulha. Ela seguiu o fio que tinha junto com a agulha e viu a bolsa de soro. Ela ainda se perguntava onde estava.

A enfermeira entrega um pouco para Ally. A morena bebe toda a água com euforia. Ela pensava que nunca havia tomado água mais gostosa.

—Onde estou?- perguntou enfim.

—Na casa do seu namorado. Sou Piper.

—Namorado?- perguntou, ignorando o nome da garota a sua frente.

—Um loiro, alto, com olhos castanho, lindíssimo. Não lembra?- Ally se perdeu no “loiro”, a garota a sua frente falava rápido demais. A morena negou, ela não conhecia esse homem.- Bom, o doutor disse que seria normal você esquecer algumas coisas. Mas você logo lembra não se preocupe. Assim você poderá se apaixonar por ele novamente.

-Sim.- Ally não lembrava do tal homem, mas se animou a idéia de ter um namorado que a amasse. – Ele está em casa?- perguntou.

—Não, ele foi até seu escritório, mas disse que voltava logo. Seu namorado é poderoso. Seu bebê terá um belo império.

—Meu bebê? Eu lembro do meu bebê. Como vim parar aquí? Quer dizer… Como fiquei nesse estado?

— Você se envolveu em um acidente. Uma moto bateu em você. Seu namorado estava com você. Ele salvou a vida do bebê de vocês.

-Ele é médico também?- perguntou confusa e frustrada por não lembrar do namorado.

—Não- disse a garota sorrindo.- ele te levou rápido ao hospital.

—Ah…- foi a única coisa que a morena falou.

Piper sai a procura de almoço para Ally. A morena fica no quarto pensando em tudo, em toda sua vida. Ela voltou a cada momento da sua vida e não via o loiro. Ela voltou ate o momento que descobriu a gravidez e o dia da clinica de aborto. Ela queria abortar o bebê. Ela lembrava que ele não tinha pai. Por outro lado, ela não lembrava em nenhum momento do acidente.

Ela se convenceu que realmente tinha um namorado, só não lembrava dele.

(...)

Assim que caiu na noite, Austin saiu do seu escritório, onde havia tido bastante problema por não consegui tirar a morena, que estava hospedada em sua casa, da mente.

Ele havia liberado Penélope cedo. Naquele dia, apenas naquele estranho dia, ele não tocou na ruiva, muito menos a olhou com desejo. Ela foi apenas a secretaria.

Quando chegou em casa, foi ate o quarto onde Ally estava. Ele encontrou a morena estava lendo um livro, enquanto Piper mexia em seu celular.

Assim que a porta abriu, Ally tirou sua atenção do livro e olhou para o loiro. Ela sorriu, estava em sua frente seu suposto namorado. Ele era lindo, como Piper havia descrevido.

Ao ver a morena abri um sorriso, ele retribuiu sorrindo de volta. Ele achou tudo estranho, mas logo lembrou que a enfermeira e toda a equipe medica, imaginavam que Ally era sua namorada.

Ele se aproximou dela e se surpreendeu ao receber um abraço apertado. Ela o puxou para mais perto e beijou o canto da sua boca.

—Você é o Austin, não é?- sussurrou em seu ouvido. O loiro não deixou de ri com a pergunta tão inocente.

—Eu sou sim.- sussurrou de volta e Ally o beijou.

Ally beijava o loiro com intensidade. Ela fechou os olhos e fez força para lembrar daquele beijo, mas era como se fosse o primeiro. Bom, não era mentira, ela não sabia, mas era o primeiro beijo deles para Austin também.

Com um pigarro de alguém ele se separaram. Ela tinha adorado o beijo e sorria sincera. Já ele sorria nervoso, a mentira já havia ido longe demais.

-Ela acordou essa tarde.- disse Piper sorrindo.

-Como está?- perguntou Austin.

—Estou bem. Só... Bem, eu só...- Ally tinha receio de falar e magoar Austin.- Desculpa, não lembro de você.

—Mas...- Austin tentou falar a verdade mais foi interrompido.

—O doutor veio hoje a tarde, pediu que levasse ela amanhã para o hospital, ela precisa fazer alguns exames.- disse Piper.- Se você quiser eu a levo.

—Tudo bem, eu posso levar ela. – disse para a loira. Ele olhou para Ally e alisou seu rosto.- Você não lembra de nada mesmo?- perguntou se referindo a batida do carro, afinal foi lá que eles se conheceram, a dois dias atrás. – ela negou triste, ele sorriu e beijou a boca dela- tudo bem. Eu posso te conquistar novamente.

(...)

Depois de um banho demorado, Austin foi ate a cozinha e ordenou a rodos empregados que a tratassem como se conhecesse Ally a muito tempo, dois anos para serem exatos.

Pediu que levassem o jantar deles no quarto onde estava instalada e subiu. Piper já havia ido embora. Ally agora assistia algo no tablet. Ele sentou ao seu lado na cama e a aninhou em seus braços.

—Conta como a gente se conheceu, por favor.- pediu Ally.

—Você bateu no meu carro. Eu estava tendo um início de manhã péssimo, desci do carro e a xinguei muito. Você apenas revidou.- ela gargalhou- depois ye convidei para tomarmos um café para acertar o concerto do meu carro que você bateu.- era tudo mentira, ele sabia. Mas estava saindo tudo tão natural da sua boca, ele mesmo já estava acreditando em sua mentira.

-Eu lembro. Céus, eu lembro. Você me xingou e um desconhecido também.- “pronto, ela agora percebeu que era tudo uma mentira. “ pensou Austin. Mas então ela continuou.- fiquei com tanta raiva daquele idiota. Eu fiquei morrendo de medo de você.- ele sorriu.- Eu só queria poder lembrar do café. Nosso primeiro beijo?

-Foi no café. Você me bateu e foi embora, sem pagar meu concerto.- ele sorriu e ela também. – semanas depois nos encontramos em uma festa, de um amigo em comum e, digamos, que eu te conquistei.

-Nós ficamos juntos aquela noite?- perguntou com os olhos brilhando.

—A noite toda, se é que você me entende.- olhou malicioso para ela, que sorriu e escondeu o rosto no pescoço dele.

Ele a puxou para mais perto e a beijou. Foi calmo, o melhor beijo que ela já havia dado na vida. Ela levou os bravos até o seu pescoço e o puxou para mais perto.

Alguém bate a porta, Ally se distância com Austin ainda beijando seu rosto.

-Pode entrar.- disse Austin ainda beijando o rosto da morena.

A governanta da casa entrou acompanhada pela cozinheira e deixou duas bandejas com comidas deliciosas.

-Obrigada... Qual é seu nome?- perguntou Ally.

—Clary senhorita.

—Por favor, me chame de Ally.

—Tudo bem Ally.- disse cozinheira e saiu.

(...)

Depois do jantar, Ally continuou com sua investigação.

—Quando me pediu em namoro?

—Na praia, a noite. Havíamos acabado se vim da festa de dez anos da minha empresa. Você pediu para ver a lua na praia. Não vi cenário melhor para um pedido de namoro.

—Isso foi lindo.- disse Ally. – E meus pais?

—Eu não os conheço.

—Não?

—Você não queria me apresentar por eu ser oito anos mais velho que você.

—Desculpe.- lamentou Ally.

—Está tudo bem, eu amo você. Por isso aceitei.

—E o bebê? Eu lembro de ter feito o exame no banheiro do shopping. Em minha mente vem meu desespero, ela insiste em me dizer que é um bebê sem pai.

-Nos havíamos brigado, faziam três semanas que não nos falávamos. No dia do acidente você havia marcado de me encontrar, por isso você foi atropelada em frente a um restaurante, foi lá que marcamos um encontro. Acho que você iria me contar da gravidez.

—Por que havíamos brigado?

—Uma mulher, uma antiga namorada, me beijou e você viu. Mas eu juro, como já jurei antes para você, foi ela que me beijou. Eu não...

—Ei, está tudo bem agora. Eu te perdoo, não posso lembrar, mas tenho certeza que estava indo para aquele restaurante te perdoa. – ela o abraçou ao ver seu desespero. O que ela não sabia era que aquilo tudo não passava se uma mentira.- Eu fui em uma clinica de aborto.

—O que?- Austin estremeceu. O bebê não era dele, mas ele era contra o aborto, ela e um irresponsável haviam feito aquela criança. Eles tem todo o direito de assumir o “erro”.

—Desculpa. Acho que estava com raiva de você, acho que eu não fui no restaurante para te perdoar.

—Não fa...

—Austin, eu não penso mais nisso. Não quero abortar, você me ama. Agora quero ter esse bebê mais que tudo na vida.

—Eu preciso pensar, vou para meu quarto.- ele ia levantar, mas ela o segurou.

—Fica- pediu olhando em seus olhos.

—Você precisa de espaço.- disse apontando para a perna dela.

—A cama é enorme. Por favor, fique.

—Tudo bem.

Ele levantou e apagou a luz do quarto. Voltou para a cama e se deitou. Ally por sua vez, deitou a cabeça no peito do loiro e se aninhou em seus braços.

—Boa noite Aus.

—Boa noite linda.

— Queria lembrar de você, eu lembro de todos, esqueci apenas a vida que tive com você.

—Tudo bem, eu te apresento novamente.- ele beijou a cabeça dela e a apertou mais.

Ele fechou os olhos e a culpa o invade. Ele estava mentindo para ela, estava inventando uma história para eles. Ele sabia porque, ele nunca acreditou em amor a primeira vista, mas quando a viu ali na cama tão frágil e o recebendo em casa com tanto amor, quis ela imediatamente. Ele mentiria pelo resto da vida se isso fosse preciso.

Notas finais
Comentem Até mais.