Learning to love
3 Capitulo 3- Confused
Notas iniciais
Sentado em seu escritório, Austin pensava em toda a sua noite de ontem. Pensava que deveria pedir desculpa e contar toda a verdade, mas ele pensava que ela iria odia-lo e ele não queria isso.
Alguém bate a sua porta e ele manda entrar. Ele vê Penélope entrar com alguns papeis na mão. Ela o olhava com desejo e ele lembrou das diversas vezes em que ela fizera isso e ela a comeu em sua mesa por cima de todos os documentos.
-Trouxe isso.- disse sentando no colo dele.
—Obrigado, pode se retirar.- disse empurrando ela de leve.
—O que? Amor, você não me toca a dois dias, o que aconteceu?- pergunta confusa, ela sentia saudade dos toques do loiro.
—Não sou seu amor, Penélope. Só não estou com muita vontade.
—Você fugindo de fogo?- Ela tirou os óculos e bateu as duas mãos na mesa e o encarou firme.- quem é a vadia?
—Desculpa, não entendi.- Ele estava irritado pela petulância da garota.
—É isso mesmo, quem é? Poxa Austin, você me toca todo dia a um ano. Você é meu homem, eu sou sua mulher. Você nunca me negou, nem quando estava namorando a filha do Star. Achei que... que... você estivesse apaixonado por mim.
Ele a encarava não enxergando a mulher a sua frente e por um breve momento lembrou das palavras que havia dito a ela a um ano atrás.
…
—Oh... — gemeu a garota ao sentir a ultima estocada. Austin tira seu membro de dentro dela e vai direto para o banheiro tirar a camisinha e se limpar.
Quando sai do banheiro a ruiva terminava de atacar o ultimo botão da camisa. Ele a abraçou e beijou seu pescoço.
—Eu gosto do seu cabelo.- disse os apertando.
—Eu não deveria ter feito isso.- ela fechou bem os olhos recebendo o carinho.
—Besteira na minha opinião, eu sou seu chefe, na verdade sou chefe de todos. Não tem ninguém superior a mim na empresa, ninguém te demite além de mim.- ele mordiscou a orelha da ruiva a fazendo gemer.
-Você namora a Kira.- ela levou uma mão as costas e tocou o membro do loiro.
—Eu não ligo.- ele tocou o seio dela.
—Bom...- ele apertou e ela deu um pulo- Tudo bem, eu também não ligo.
Ele sorriu e a virou. Ergueu a moça e a sentou na mesa. A beijou com profunda luxuria, enquanto tocava todo seu corpo.
—Só tenho uma condição, para continua comendo isso aqui- ele deu leves tapinhas em sua intimidade e ela arfou de susto.- Não me cobre nada e nem espere que eu me apaixone, então tente não se apaixonar.
—Tudo bem, eu não vou. Não seria louca.
—Muito bem, você não é louca.
…
-Então Austin- gritou Penélope lhe tirando dos devaneios.
Ele levantou em um pulo e bateu com as duas mãos na mesa, a assustando, e ficou cara a cara com ela.
—A partir de agora, é senhor Moon para você. Saia da minha sala.- ela o olhou com magoa.- agora.- gritou.
Ela girou os calcanhares e saiu da sala correndo. Austin se jogou em sua confortável cadeira e levou as mãos ao rosto. Ele não sabia se estava irritado por ela ter cobrado uma coisa que não pertence a ela ou pelo fato de ter chamado Ally de vadia, mesmo sem saber.
Seu telefone tocou e ele atendeu.
—Assine os papeis, minha assistente vai buscar.- disse Penélope com arrogância.
—Eu vou assinar, mas você vem buscar. Esteja aqui em cinco minutos.
Ele desligou antes que ela protestasse. Ainda irritado tentou prestar atenção nas palavras do contrato em sua mão. Ally veio em sua mente, sorrindo na noite anterior, depois a manhã maravilhosa que ele teve ao seu lado.
Contou sobre a primeira vez deles no quarto do amigo. Ele queria que fosse verdade. Ele não via a hora de ter a primeira vez com ela. Desejava saber se seu sabor era tão gostoso quando sua boca, ou como era está dentro dela.
A porta é aberta bruscamente, ele olha e vê Penélope irritada. Abre a boca para reclamar de sua atitude, mas seu celular toca. O numero era da sua casa, ele se assusta e logo atende.
—Alô— falou com um grande receio de ser uma noticia ruim.
—Aus, é a Ally.
—Ah oi amor.— aquilo saiu tão natural que até ele estranhou, nunca havia chamado sua ultima namorada de amor, e ela era namorada de verdade.
—O que aconteceu com o linda da manhã toda?— ela disse sorrindo.
—Resolvi que agora você é meu amor.— ele virou a cadeira para o vidro da sala, ali tinha uma boa visão de Nova Iorque.- Aconteceu alguma coisa?
—Você disse que me levaria ao hospital para a consulta, liguei só para confirmar.— ela estava tímida.
—Ah eu lembro, eu vou te levar. Está marcado para que horário?
—As três.
—Ótimo, se arrume pego você ao meio dia. Vamos almoçar juntos, depois te levo lá.— disse decidido.
—Olha, eu posso almoçar em casa. As duas você me pega aqui, tudo bem? Não quero atrapalhar você.
Ele sorriu, Ally havia chamado o que pertencia a ele, de seu.
—De jeito nenhum, quero almoçar com você. Ao meio dia te pego, linda.
—Achei que era amor.— disse divertida.
—Tudo bem, meu amor lindo. Até mais.— Falou sorrindo.
—Até Aus.
Desligando o celular e se virando, viu Penélope o olhando feio. Cruzou os braços apertando o peito e bufou.
—Realmente, tem uma vadia.- reclamou.
—Porra- ele levantou erepetiu o ato de antes, bateu com raiva na mesa com força- Eu vou demitir você se falar mais uma vez dela.- ele estava puto, não admitia que ela a tratasse como uma vadia. Ally era sua... bom, não imaginava o que ela era para ele, mas não suportaria uma putinha qualquer a chamando de vadia.
—Você não teria coragem.- ela abriu a blusa olhando para Austin.- Por favor, não me deixe. — tirou os sapatos e subiu na mesa, engatinhando até ele. Abriu o sutiã, que tinha o freixo na frente, fazendo seus seios pularem. Austin olhou e sentiu a boca salivar, imaginou quantas vezes sua boca sugou aqueles mamilos rosados.- Você quer, eu estou vendo que quer.- ela aproximou o seio da boca dele.- chupe.- ordenou.
Ele olhou mais uma vez para os peitos perfeitamente redondos e arrebitados e depois tornou a olhar em seus olhos. Seu membro em sua calça o incomodava, latejava de tão duro, ele queria a ruiva. Fecha os olhos e se aproxima mais do que estava a sua disposição, mas então a morena sentada na cama com um enorme sorriso surge em sua mente.
-Saia.- pediu em voz baixa, quase como um sussurro, ainda desejando tocá-la. Em sua mente e alguns minutos ele já havia imaginado todas as posições possíveis, mas buscava força para resisti.- Por favor, saia.- pediu, agora mais alto e firme.
A ruiva choramingou com os olhos verdes penetrantes queimando sobre ele.
—Por favor Austin.- implorou mordendo o lábio superior.
—Não.- ele se afastou dela como um bandido corre da policia.- Saia daqui, agora!- gritou.
—Aus...- tentou falar.
—Puta que pariu, saia! Suma da minha frente.- Ordenou pela ultima vez. Ele estava convencido, se mais uma palavra saísse da boca dela, estaria demitida.
Ela saiu da mesa e colocou novamente a roupa. Pegou os papeis e antes de sair da sala, encarou Austin mais uma vez.
—Estou muito desapontada com você.- disse.
—Eu não ligo, cancele meus compromissos, vou embora agora.- ele usou todo seu autocontrole para não demiti-la.
(…)
Ally estava ansiosa para a chegada de Austin, não via a hora de conversar mais com ele. Ela se vestiu com a ajuda da enfermeira que sorria o tempo todo.
—Seu homem de ama.- comentou Piper.
—Eu sei, ele é um fofo. Eu queria ama-lo também.
—Você o amava, tenho certeza.- ela sorriu.
Ally criou um mundo onde ela realmente o amava muito. Nesse mundo ela imaginada diversas saídas com ele. Banhos de piscinas onde eles brincavam. Ela queria que tudo aquelo fosse como sua imaginação.
Ela pensou que era hora do seu pai conhecer Austin, sua mãe não liga para era, mas seu pai se importa muito. Ela também desejava ver a cara da sua irmã invejosa ao ver aquele homem lindo, gostoso e poderoso.
-Acho que deveríamos descer.- disse Piper mostrando a cadeira de rodas.
—Eu não vou subir nessa coisa. Não tem como descer uma escada com cadeira de rodas. Eu só quebrei a perna, posso usar uma muleta.
—Você não tem essa opção, não pode fazer esforço. E... Você não tem noção alguma da casa que está morando. Querida, aqui tem elevador.
—É serio?- Perguntou Ally impressionada.- Me ajudar a subir nessa droga, eu preciso ver isso.
Piper sorriu e ajudou a morena a sentar na cadeira. Empurrando a cadeira chegaram até o fim do corredor, onde o elevador ficava. Ally olhou para aquela estravagância de boca aberta. Nunca no mundo ela imaginou ver uma casa com elevador.
-Viu, essa casa é o máximo.- disse a loira quando entraram no elevador.
—Pode me fazer um favor?- perguntou Ally. A loira confirmou.- Eu sei que você é apenas uma enfermeira, mas preciso que você me ajude. Pesquise sobre ele por mim, sobre os últimos dois anos. Ele é muito rico, deve ser famoso.
—Eu posso fazer isso.- sorriu Piper.
—Obrigada.
Ally poderia fazer isso, mas não tinha um computador, muito menos seu celular.
Não demorou muito para que o loiro chegasse em casa. Ally viu sua expressão mudar de irritado para totalmente satisfeito quando olhou para ela. Ele veio em sua direção e a beijou na bochecha, ela ficou triste, queria beijar os lábios macios do loiro mais uma vez.
Ela se mexeu incomodada na cadeira de rodas e Austin olhou feio para Piper.
—Ela tem que usar essa merda mesmo?
—Sim, ordem do Dr. Will.- respondeu nervosa.
—Austin- chamou e ele a olhou sereno- Está tudo bem. confirmou- podemos ir?
Claro, vou só trocar de roupa.- Sorrindo ele deu um selinho na morena e subiu as escadas correndo.
(…)
—Mentira- disse Ally sorrindo- você não fez isso.
—Eu juro que fiz. Você ficou vermelha e quis me matar. Mas você tem que me entender, você havia terminado comigo. Tinha que agir. Eu conheço o Chris, meus pais conheciam os pais deles, nos vimos poucas vezes, mas sempre que nos víamos nos divertíamos. Você tinha ido ao show com uma amiga...
—Ai você resolveu parar o show do Coldplay só para pedir perdão?! Você é louco.- ela gargalhou mais.
Austin observou enquanto ela sorria, e descobriu que amava o som da sua gargalhada. Ele desejava que tudo aquilo fosse verdade.
—Eu não acho. Eu sou apaixonado é bem diferente.
-Você é louco- tornou a dizer.- Vamos? Já temos que ir.
Austin assentiu e levantou. A conta já havia sido paga, ele levantou e a ajudou com a cadeira de rodas. Quando iam saindo do restaurando um rapaz para ao reconhecer Ally e a morena abre um grande sorriso, Austin não gostou nada.
—Elliot, quando tempo.- o rapaz se abaixou e abraçou a amiga.
—O que aconteceu com você?- perguntou se referindo a cadeira de rodas.
—Sofri um acidente, alguém bateu em mim. Essa cadeira será minha amiga por algumas semanas. Como você está? E a Brooke?
—Vamos ter um bebê- respondeu nervoso.- soubemos ontem, ela já esta com dois meses.
—Nossa, isso é muito legal. Eu também vou ter um bebê. Esse é Austin, meu namorado. Estou gravida de um mês.
Elliot olhou para Austin e sorriu largo. Estendeu a mão para o loiro. Austin pegou a mão de Elliot e apertou mais que o necessário. Ele não esta gostando nada dele está de conversinha com sua “namorada”.
—Eu vim buscar o almoço para a Brooke, ela se recusa a sair do escritório. — ele olha para Austin- foi bom te conhecer, Austin.
—Digo o mesmo.- respondeu o loiro de cara amarrada.
Eles foram para o carro, lá pegou Ally nos braços e sentou no banco do passageiro. Percebendo o que ficou calado desde de seu encontro com Elliot, começou a se divertir da situação.
-Gostou do meu amigo?- perguntou sínica
—Claro, seremos pais, ele sabe pelo que estou passando.
—É só por isso?
—Ele parece ser legal.
Ally sorriu e deu a cartada final.
—Elliot e eu já fomos namorados no ensino médio.
—A foi? E você fica de papinho com esse cara na minha frente?- perguntou irritado e Ally sorriu. – do que esta rindo?- ele tirou a atenção rápido apenas para olhar para a cara dela.
—Você achou ele legal.
—Não acho mais. Para mim ele é um filho da puta.
—Mas Aus, isso foi no ensino médio. Olha, nem conversamos muito, só perguntei como estava Brooke.
—Ah claro, a vida da namorada dele não te interessa, nem a dele. Vocês poderiam esta falando do possível próximo presidente e ainda assim não quero você de papinho com ele. -Eles pararam em um sinal.- Escroto, ele pensa que eu não vi o jeito que ele te olhou.- resmungou o loiro ainda irritado- aposto que é louco para...
Ele não terminou de falar, Ally se jogou em seus brancos e lhe tocou com jeito. O beijo não foi calmo, como o primeiro. Esse foi profundo e urgente. Ela queria mostrar-lhe que era dele, não importava se não lembrava da vida com ele, era dele sem duvidas.
Austin recebe o beijo de muito bom grado. Beijou a morena com a mesma intensidade. Levou sua mão até a nuca dela, para não deixa-la se afastar. Mas então uma buzina interrompe seu momento, logo depois vira um enorme barulho. Eles se separaram sorrindo, se divertindo por esta atrasando alguém no trânsito de Nova Iorque apenas para se beijarem.
Ao lado um homem passou no carro e xingou Austin, o loiro sorriu e no próximo semáforo mostrou o dedo do meio para o homem e sorriu novamente.
(...)
—Então senhorita Allycia...
— Só Ally, por favor.- ela sorriu amarelo.
— Tudo bem Ally, os exames indicam que você esta bem. Não a nada de errado com sua cabeça. Não sei bem o que causou o esquecimento que teve do seu namorado, mas creio que logo volte suas lembranças. – ele olhou para Austin.- Ela tomará apenas medicações para dor. Aqui está o número de um bom fisioterapeuta.- Austin pega o cartão. O doutor olha para a Ally.- te aconselho a ficar com a Piper por mais uma semana, tudo bem?
—Claro, já podemos ir?
—Não, uma ultima pergunta. Quando ela vai parar de usar essa merda?- fala Austin.
—Austin, olha a boca.- o repreendeu e o doutor sorriu discreto.
— Creio que ela não vá passar muito tempo na cadeira de rodas, acho que já sai da primeira consulta de muleta.
—Arg odeio achismo.- reclamou o loiro bufando. Ele levantou e estendeu a mão ao doutor.- Se é só isso, vamos embora.
Ele arrastou Ally por todo caminho em silêncio. Ele odiava cadeira de rodas, mas não por deixar Ally incapaz, mas sim por ter visto sua adorável mãe morrer em cima de uma.
-Austin, você poderia procurar saber se esse fisioterapeuta trabalha aqui, não é?
—Não trabalha. Ele é meu amigo, o conheci na faculdade, posso ligar para ele e marcar para amanhã logo cedo.- Colocou ela no carro.
—Droga.- murmurou Ally lembrou da faculdade, ela estava nas ultimas semanas e não pretendia perder o ultimo período.
—Algum problema?- perguntou dando partida no carro.
—A faculdade, esqueceu que estou nas ultimas semanas de aula?
Ele ficou tenso e apertou o volante. “Droga!” pensou. Ele não sabia nada sobre a faculdade dela. Ele pediu aos céus que ele não pedisse pare ele levá-la até lá.
—Todo bem. Amanhã vou providenciar o atestado para você.
-Obrigada. Você poderia me levar em casa? Quero muito falar com meu pai, ele sabe o que aconteceu comigo?
—Não tive tempo de avisar. Nem poderia, você nunca me apresentou, nem sei onde você mora. – mentiu e agradeceu pelas aulas de teatro que sua mãe o obrigou a ter.
—Eu sou uma vadia mesmo.- reclamou- Vamos em minha casa agora.
Ele ficou calado, ela não era um vadia, ele que era o mentiroso. Ela o ensinou o caminho de casa e ele torceu para ninguém o desmentir dizendo que ela não o namorava.
-Chegamos.- disse a morena olhando para a casa que morou desde pequena. Austin estava impressionado com a beleza da casa, lembrava a casa de sua mãe.
-Essa casa é incrível.- A morena sorriu e abriu a porta de carro.
-Ah por favor, a sua casa tem um elevador. Afinal, por que a sua casa tem um elevador?
-Ué na sua casa não tem?- perguntou brincalhão a ajudando a descer.
—Não, o arquiteto não deixou.- ele armou a cadeira de rodas e a pegou no colo, sentando-a na mesma.
Ele se abaixou e beijou a testa de morena com carinho.
-Minha mãe morava comigo. Mandei instalar o elevador porque ela usava cadeira de rodas.- ele a olhou nos olhos e beijou seu nariz.
-Morava?
—Ela morreu faz dois anos e meio.
Ele amava a mãe, tinha grande devoção por ela. Ele entrou em depressão depois da sua morte. Ficou assim por um ano.
-Eu sinto muito.- disse a morena.
—Tudo bem, eu tenho você.
Ela concordou e beijou sua boca. Antes do beijo sua perna doía por esta ajoelhado, mas agora ele não ligava apenas queria senti seu maravilho beijo. Suas línguas dançavam em sincronia, ela alisava seu cabelo e seu rosto com carinho. Ele alisava seu joelho enquanto a outra mão segurava sua nuca.
-Ally?- uma voz os interrompeu. Ele olhou para trás da morena e viu quando o homem a olhou desesperado e correu ate ela.
—Oi pai.
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