Learning to love
4 Capitulo 4- Traitorous mother
Notas iniciais
—Então, quem vai começar a me explicar o que está acontecendo?-Perguntou Penny com seu olhar mais severo.
-Eu sofri um acidente.
—Isso eu já percebi.- resmungou- quero saber quem é ele.
Austin ficou apreensivo com o tom usado pela mulher a sua frente. Era quase fim de ano, a temporada mais fria se aproximava, já era possível sentir, mas Austin suava. Suava de um jeito que nunca suou. Ele estava nervoso, não queria ser pego na mentira, estava curtindo ficar com ela.
-Sou Austin.- Ele levantou e apertou a mão de Penny.
-Mãe, ele é meu namorado. -Ally engoliu o nervosismo- Uma moto bateu em mim, eu não sei quem foi, não tive tempo, desmaiei. Austin estava chegando e viu tudo. Ele me levou ao hospital...
-Esse homem deve ser processado.- disse Penny com um pulo. Ela não estava preocupada com a filha, a morena iria ficar bem, mas ela queria o dinheiro que iria arrancar dele. Segundo ela: “Dinheiro nunca é demais.”
-Posso terminar?- ela assentiu- eu quebrei minha perna e tive alguns cortes. Vou fazer fisioterapia e tudo vai voltar a ser como era.
-Pequena, você me deixou preocupado quando te vi na cadeira de rodas.- disse Laster.
Ele levantou e foi até a morena. Alisou seu cabelo e beijou sua testa. Ele amava Ally até demais. Era a menina dos olhos dele. Não tinha um dia que eles não se falavam, mas durante quatro dias eles mal se falaram. Ele sentiu falta.
—Por que não me ligou querida?
-Estou sem celular papai, perdi no acidente. Eu vou arrumar um novo.- Ela beijou a bochecha do seu pai.
-Então Ally, a quanto tempo você e Austin estão juntos?- perguntou Penny.
-Dois anos mãe.
—E agora é que ficamos sabendo desse seu namorado? Grande filha você é.
-Amor, já chega.- pediu Lester.- Ally já tem problema suficiente, não arrume mais. -Ele olhou para a filha- Quando volta para casa?
—Eu...- Ally não sabia muito bem o que responder, ou como responder que ele não queria voltar. Que simplesmente queria viver com o Austin agora, mesmo ela o conhecendo tão pouco.
-Ally tem que ficar comigo, senhor Dawson. Ela lá tem uma enfermeira para dar auxílio, paguei um doutor para fazer visitas frequentes a em minha casa e um colega de faculdade irá fazer fisioterapia com ela sem que ela precise sair de casa.
Austin soou convincente. Laster pensou e viu que ele estava certo. Ele poderia pagar e fazer tudo o que o loiro tinha feito, mas sua filha estava feliz, ela sorria, nervosa, porém tinha um enorme sorriso.
-Tudo bem, mas quero falar com você todo dia, ok?- Ally assentiu freneticamente – e você cuide dela.
—Sim, claro, senhor Dawson.
Austin esticou a mão para que Lester apertasse. Lester aperta a mão do loiro, que agora queria chorar de alívio.
-Ficam para o jantar?- Pergunta Penny ainda não acreditando no belo partido que sua filha sonsa havia arrumado.
-Não.
Ally recusou sem pensar duas vezes. Ela tinha um grande motivo para odiar a mãe, um terrível segredo que a assombrava até hoje. Naquele momento preferia ter esquecido a mãe e não Austin.
—Por que querida?
—Ah mãe, eu estou cansada. Então vamos evitar drama, tudo bem?
—Viu Lester, olha só como ela me trata. Eu apenas chamei o rapaz para almoçar.
Ally revirou os olhos cansada só drama da ruiva parada em sua frente. Ela olhou para Austin e meche os lábios sem emitir som algum “Vamos embora”
—Gente, eu preciso ir. Surgiu um imprevisto na imprensa. – ele fingiu digitar algo no celular.- Quando Ally melhorar nos viremos almoçar aqui, tudo bem?
—Assim está ótimo.
Penny sorriu e foi até Austin. Esticou a mão, não precisou ser muito, ela não estava muito distante. Sorriu de lado quando sentiu a pele do loiro na sua.
—Tchau pai.- disse Ally.
Lester se aproximou e se despediu da filha e logo depois deu outro aperto de mão no Austin.
...
-Vai me contar agora?
Ally continuava imóvel olhado para a estrada. Ela estava se ocupando em decorar o caminho da sua nova casa. Ela preferia isso a lembrar da mãe descarada que tinha.
—Contar o que?
—O que foi aquilo com sua mãe.
—Não foi nada.
—Ally, por favor, você nunca me contar.- ele tira a mão da marcha e coloca no joelho da morena, alisa, tirando rápido a atenção da rua para olhar Ally.
—Tudo bem.- ela se endireitou no banco.- Eu havia começado a namorar, era meu primeiro namorado. Estava no último ano do ensino médio e com a ótima condições da família eu estudava no Marino.
—Eu estudei no Marino.- disse Austin interrompendo a garota e adorando a coincidência.
—Comecei a namorar um garoto que havia acabado de perder o pai, ele havia herdado uma boa grana, na verdade uma ótima grana. O sonho da minha mãe eSer mais e mais rica.
—Percebi.
—Bom, minha mãe já teve vários casos, eu e Cathy já pegamos vários...
—Quem é Cathy?
-Minha irmã mais velha.- Austin havia chegado em casa e os dois continuaram na ampla garagem.- Cathy e eu nunca nos demos bem, mas chegamos a um acordo de nunca contar ao papai. Ele também não era santo, tem um caso com Susan até hoje.
—Nossa.
Austin lembrou porque não via mais seu pai. Ele havia traído sua mãe, mas não era o motivo. Ele batia em sua mãe com frequência até Mimi ir parar em uma cadeira de rodas.
—Pois é. Bom, voltando ao meu ex-namorado. Passamos na faculdade, mas para curso diferente. Eu fiz música e ele administração para cuidar do seu dinheiro e suas empresas. Nosso horário era diferente, eu faço a tarde e ele de manhã. Então resolvemos dormi sempre juntos. Ele chegava minha casa mais cedo ou ia me buscar. O tempo passou e ele chegava cada vez mais cedo.
-Vamos entrar, você pode termina esse assunto mais tarde.
Austin viu as lágrimas que ameaçavam cair, não queria que ela chorasse por aquela merda de pessoa.
—Tudo bem. Pode pegar suco? E vamos para aquele imenso e lindo jardim que vi pela janela do meu quarto.
O loiro sorri e desceu do carro, carregou a morena nos braços até um banco cheio de travesseiros.
—Já voltou.
Austin se aproximou e alisou os cabelos da morena. Beijou seus lábios gentilmente, ela logo pediu passagem para a língua. As mãos dela agarram o pescoço dele. Ajoelhando-se ele abraça a cintura dela. Sua mão vai ate o seio dela apertando de leve e a morena geme.
—Acho...- Austin respirou fundo e deu um selinho em seus lábios- acho quero ouvir a história ainda, vou pegar o soco. De laranja?
-Temos limonada?
—Sim.
—Um copo de limonada por favor.- ela sorriu e o loiro capturou os lábios dela novamente.
Ambos achavam aqueles beijos trocados os melhores. Gostavam de como suas bocas se encaixavam. Ally desejava poder andar agora, desejava saber se seu corpo encaixava tão bem quanto a boca, por “ironia” era o mesmo desejo do loiro.
-Já volto.- disse nem se mexendo.
—Você já disse isso.- Ally sussurrou sorrindo.
—Mas agora vou mesmo.
(...)
Sentados no banco, Ally deitava a cabeça no ombro de Austin e tinha a perna quebrada suspendida em um banco. Austin tomou um gole de seu suco de melancia e olhou para Ally.
-Pode contar o que Elliot fez?
—Elliot? O que tem Elliot com esse problema?
—Ué hoje você disse que ele era um ex-namorado do ensino médio e você só teve um...
Ally achou engraçado o ciúme do loiro. Beijou seu ombro e voltou a posição inicial e tomou um gole da sua limonada.
—Eu não namorei o Elliot, ficamos apenas ficamos.
—Você... Sua bandida, você me enganou.
Ally tampou o rosto e sorriu.
—Você estava tão lindo com ciúmes.
—É mesmo mocinha?- ele beijou sua cabeça e ela apenas concordou sorrindo.- pode terminar a história?
—Tudo bem... Bom, quanto mais o tempo passava mais ele ia a minha casa mais cedo. Teve tempo de eu ainda está em casa quando ele chegava. Comecei a desconfiar. Cathy sempre foi sacana, sempre quis tudo o que era meu e quando melhor mais ela queria.
—Amor eu sinto muito.
—Não me interrompem mais. Achei que eles estavam tendo caso. Um dia fui a faculdade, mas assistir apenas duas aulas e cheguei em casa mais cedo. Naquele dia Richard havia chegado cedo. Entrei em casa sem fazer barulho, eu desejava flutuar se fosse possível. Richard não estava assistindo como sempre quando eu avisava que estava chegando. Subi as escadas e fui até o quarto de Cathy, ele não estava lá isso só podia ser coisa da minha cabeça.
—Não, amor não. É claro que estava estranho.
—Eu sei, mas eu achava que ele me amava. Eu resolvi tirar aquela ideia da cabeça e imaginei que ele tivesse dado uma rápida saída. Fui para o meu quarto, pretendia me arrumar e esperar ele, mas quando entrei desejei ser cega. Lá estava Richard e minha mãe transando loucamente em minha cama.
-Não, não preciso mais ouvir. Ele foi e é um idiota.
Ally não percebeu quando trocou de posição, mas agora ela tinha o corpo ereto e Austin abraçava sua cintura e descansava sua cabeça no ombro dela, depositando beijos lá. Um soluço escapou de sua garganta.
—Ele... Ele me culpou, gritou que a culpa era minha.
—Por que seria sua?
—Eu não havia ido para cama com ele mesmo dormindo com ele todas as noites.
—Isso não é motivo.
—Eu sei, mas meu subconsciente dizia que ele estava certo. Quando mandei Richard embora minha mãe gritou dizendo que ela apenas queria a “droga” do dinheiro dele, ela sempre foi ambiciosa.
—Eu sou um idiota, nunca devia ter perguntado nada. Olha, mandei fazerem nosso jantar, nos podemos...
—Não, por favor- ela passou as mãos no rosto secando as lágrimas- Vamos ficar aqui.
Ele assentiu e pediu a uma empregada que passava ali perto para servi o jantar na mesa do jardim e que ligasse as luzes do ambiente. Ally se aconchegou em seu peito e curtiu o momento. Ela pensava que tudo com ele era mais fácil. Estava amando a nova fase. Naquele momento ela gostava de tá conhecendo o loiro. Gostava dos seu abraço, do seu beijo e do seu carinho.
Austin apenas alisou a morena e a apertou mais para si. Odiava mentir para ela, hoje ele teve a prova que ela odeia ser enganada, tudo bem que a mãe dela traiu sua confiança, mas ele também estava mentindo. Ele tentou se convencer de que era para o bem dela, mas no fundo ele sabia que era um sentimento egoísta, ele apenas pensava nele e em o quanto queria fazer parte da vida dela.
—Ally?- ele respirou fundo, as palavras chegaram na ponta da língua. Porém ele a olhou e dali soube que faria tudo por ela. Não importava se faziam apenas dias que conhecia a morena. Protegeria e amaria com todas a suas forças.- Não é nada.- pegou o seu queixo e fez com que ela olhasse para ele.- eu gosto de você, meu amor.
Ela deu um largo sorriso, gostava disso. Não queria ouvir um eu te amo que não poderia responder, mas a frase dita por ele era perfeito para a ocasião.
—Também gosto de você.
Eles se beijaram e perceberam que a cada beijo tinham uma nova sensação. Depois tornaram a ficar em silêncio apenas observando o céu.
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