Learning to love
10 Capitulo 10- The crazy. The stupid. Love
Notas iniciais
Austin estava debruçado em documentos, a pilha aumentava a cada momento. Não percebeu quando Penélope entrou em sua sala e sentou em sua frente com as pernas abertas. Ela não usava roupa intima e sua saia era minúscula.
Sentiu o sangue ferver de raiva, não queria acreditar no que estava vendo. “Ela é louca?”—se perguntou, mas na realidade não faltava certeza para tal pensamento.
Sentada na cadeira de couro acolchoada, a ruiva buscava desesperadamente uma recaída ao menos um toque do loiro que ela tanto amava.
-O que você pensa que está fazendo?
A ruiva olhou nos olhos dele e quase se deixou intimidar pelo olhar raivoso do seu chefe, mas não desistiu. Abriu a camisa e tocou seu seio, logo depois, com a mão livre, se tocou.
“Mil vezes droga”— pensou o loiro. Odiava o fato do seu amiguinho nas calças está reagindo a essa mulher petulante a sua frente. Respirou fundo e deixou a raiva o guiar. Não era mais questão de amor por Ally, era sua honra e palavra que estava em jogo.
—Por favor, eu sei que você quer. Você lembra a primeira vez que fiz isso e você me provou pela primeira vez.- Penélope choramingou e revirou os olhos. Ela estava louca apenas em saber o que provocava no loiro.- Eu sei que você quer me tocar. Me toque!
—Não.- rosnou.- Puta que pariu, Penélope. Eu te avisei. Saia da minha sala, você está demitida, pode passar no RH.
Austin levantou e virou as costas para a ruiva. Seu membro em sua calça incomodava, queria se livrar dessa frustração antes que ela percebesse.
Ele não ouviu as portas fecharem quando o salto de Penélope bateu no piso da sua sala, só sentiu sua mão descer em seu amigo que latejava.
—Viu, você quer.- sussurrou ela em seu ouvido.- Vamos lá Austin.
Austin virou para Penélope, que sorriu vitoriosa. Tinha certeza que provaria do loiro novamente. Ele pegou nos pulsos dela e a puxou para mais perto.
-Você é uma vadia louca...
—Sim, sua vadia louca.- disse interrompendo o loiro.
—Não, você não entendeu. Eu não quero mais você. Você está demitida.
—Não, você não pode.
Penélope começou a se debater. Não aceitava isso, queria ter seu homem novamente. Tentava a todo custo se desfazer do seu aperto e tocá-lo.
No mesmo instante a porta do seu escritório é aberta e ele encontra um par de olhos azuis que odeia. Largou Penélope e sentou em sua cadeira.
—Ora, o que temos aqui? Abuso de autoridade? Oh grande Austin Moon.- disse Richard debochado.
No canto da sala Penélope chorava pela rejeição e tentava cobri sua nudez do desconhecido.
—Ela é só uma louca.- disse Austin com desprezo.- O que você está fazendo aqui?
—Vim falar sobre o meu filho.
—O meu bebê.- Austin o corrigiu.
—Você acha não é? É apenas uma suposição que ele é seu bebê, Cathy pode estar equivocada e você nem ao menos comeu a Ally.
—Olha como você falar da Ally. O que nós fizemos não é algo sujo. Eu não a como, faço amor. Seu imundo.
—Bom, que seja. Eu quero fazer o DNA.
-Espere ela está com cinco meses. Não vou enfiar uma agulha nela, não agora.
—De jeito nenhum, ontem quando você foi embora, conversei com Ally. Ela concordou em fazer o exame daqui a um mês.
—Bom, se ela concordou... Agora, eu particularmente acho uma perda de tempo. Esse bebê é meu.
—Veremos.
Richard levanta e encara Austin.
—Você já pode ir embora.- disse Austin irritado.
—Eu vou, mas antes uma pergunta.- ele sorriu sínico.- Como Ally agiria se descobrisse seu caso com sua secretária?
—Vá se foder. Ally não tem nada para descobrir. Eu não sou como você Richard, não como lixo enquanto tenho o filé.
O sorriso pretencioso do moreno some, dando o lugar a uma cara fechada e um olhar de raiva. Richard sabia bem que pagaria pelo seu erro o resto da vida.
Quando a porta de madeira da sala é fechada com força, Austin olha para Penélope. A ruiva havia abotoado a camisa. Estava encolhida, com os braços sobre os peitos e olhava para o chão.
Nunca pensou que seria humilhada dessa forma. Ela o amava, mas estava na hora de aceitar a derrota. Ainda não havia decidido o que doía mais, ser chamada de lixo ou ser desprezada.
De cabeça baixa andou até a frente da mesa do loiro. As palavras do loiro ecoava em sua mente, você está demitida... Não queria ficar longe dele, imploraria de joelho se fosse preciso, mas não podia, nem queria ficar sem ver ou falar com ele.
—Senhor Moon...
—Você tem noção da merda que você fez?- Austin respirou fundo, estava no auge da sua raiva.- Penélope, eu vou ser pai. Esse homem que entrou nessa sala pode ser o verdadeiro pai do filho da mulher que amo. E se o bebê for meu, por sua merda do caralho corro o risco de perder ela.
—Me perdoe. Eu juro. Não fiz por mal. Só achei que isso daria certo, estou desesperada pelo seu toque.
Penélope não percebeu quando começou a chorar, mas agora ela estava ajoelhada e com lágrimas nos olhos.
—Você não pode fazer isso, Penélope.- repetiu Austin.
—Eu sei, juro não fazer de novo. Por favor, não me demite. Gosto de trabalhar para você, eu não faço novamente. Me de mais uma chance.
—Eu não sou homem de dar segunda chance e eu já abri uma exceção com o episódio da semana que passou.
—Só essa, por favor.
—Some daqui Penélope. Não terá outra chance.
(...)
Ally estava sentada na cadeira do restaurante italiano que lhe trazia uma memoria horrível, havia ganhado uma perna quebrada a ultima vez que estivera lá. Mas para compensar tudo, havia Austin e seu maravilhoso sorriso.
Não se arrependia de ter perdoado o loiro, pensando melhor não achou tão grave o que ele fez. Apenas fez ela o amar com a intensidade que ele passou a amar ela, na verdade isso era bom, muito boom. Adorava se sentir amada.
De relance viu Austin entrar no restaurante com um de seus paletó feito sobre medida. Amava quando ele usava um. Achava sexy quando ele arrumava os botões. Amava o chamego que ele tinha com o cabelo. Amava esse homem.
-Esse lugar está ocupado?- perguntou assim que parou diante dela.
—Bom, depende. Você vai pagar o almoço?
—Claro.
Austin sorriu e se aproximou. Pressionou os lábios na testa da morena e deixou um beijo casto. Sentou-se na cadeira ao seu lado.
-Tudo bem? Você dormiu bem?- perguntou puxando o cardápio.
—Senti a falta do seu ronco.
—Eu não ronco.- Austin sorriu.
—Ronca muito. Mas vamos deixar esse de lado. Richard foi falar comigo hoje...
—Eu sei, ele foi no escritório. Desejei terminar com o nariz dele.
Ally não deixou de ri, havia sido engraçado quando Austin socou o rosto dele.
—Aquilo foi demais.
—Eu sou um gênio amor.
—Deve ser mesmo. – Ally sorriu- Então, em um mês farei o exame e quero que seja com você. Se não for seu é dele.
—Amor, entende uma coisa. Esse bebê é meu. Eu vou cuidar e dar amor. Vou comprar o mundo todo para ele se eu precisar.
—Eu espero que esse bebê seja seu ou Richard fara d nossa vida um inferno.
—Não fará. Você está comigo e não com ele.
—Espero que seja fácil assim.
O garçom vestindo colete, gravata e avental, se aproxima com um bloco de papel na mão e uma caneta.
—Já escolheram o que pedir?- perguntou sorrindo simpático.
—O que me indica?- pergunta Ally.
—Tortellini de Bolonha é o prato do dia.
—O que exatamente é?- pergunta Austin.
—Pedacinhos de massa fresca com ovos recheados com uma mistura moída de prosciutto, mortadela, queijo parmesão e uma pitada de noz-moscada.
—Hum... Parece bom.- disse Ally.
—Vamos querer dois, por favor.
—E chá gelado.- pediu Ally.
O garçom sorriu e se retirou, depois de anotar os pedidos.
—Quer ir ao cinema?
—Acho que não. Queria andar, vamos dar uma volta no central park?
—Depois do almoço eu irei correr para uma reunião, mas a noite eu posso te levar.
—Obrigada.- respondeu Ally com brilho nos olhos.
(...)
Austin e Ally andavam pelo central park admirando as poucas crianças que ainda andavam com os pais. Andavam devagar, Ally ainda usava a muleta. Austin a ajudava segurando em sua cintura.
—Arg... Não vejo a hora de me livrar dessa droga.
—Calma amor, em alguns meses você já estará bem.
—Quero voltar a usar meus saltos.
—Em breve.- Austin beijou a bochecha dela.
—Aus, eu quero te perguntar uma coisa. Eu posso?
—Claro.
—Você mentiu em algo da sua vida? Tipo, sua mãe.
—Não. Ally, eu não mentir em nada com relação a minha família. Eu sou sozinho, tenho apenas meus tios os pais de Jace, mas não tenho contado.
—Jace é um Moon?
—Sim, você não sabia?
—Não e acho que nem a Trish sabe.
—Não duvido, Jace compete com skate. Quando usava o nome Moon, sentia que ganhava por ser de família rica. Entende?
—Sim.- Ally sentiu as penas cansar.- Aus, podemos sentar?
—Podemos, claro que podemos.
Ele procurou o banco mais próximo e se sentou, puxando Ally logo depois. Passou o braço no ombro dela a abraçou. Ficaram em silêncio um tempo só admirando o movimento.
-Quando você começou a me amar?- perguntou Ally quebrando o silencio.
—Quando te vi na cama do hospital, você estava tão indefesa e saber que você estava grávida deu um toque especial em você. Bom, eu te amei aquele momento mas percebi a pouco tempo.
—Você é lindo.
Não tinha nada para falar dele que não fosse isso. Ela o achava lindo. Era lindo quando ele sorria. Lindo quando falava. Lindo quando a abraçava. Achava lindo quando ele a amava.
—Eu amo você.- sussurrou Austin no ouvido de sua morena e em seguida deu um beijo que fez a morena sentir todos os pelos do seu corpo se arrepiarem.
—Você me convenceu.- Ally sorriu sapeca.- Me leve para a sua casa.
Fale com o autor