Learning to love
9 Capítulo 9- Sorry, but I love you!
Notas iniciais
Ally encarava o homem de olhos azuis e nariz quebrado entrar pela porta do restaurante japonês. De ontem para hoje, minha vida havia dado um giro de trezentos e sessenta graus. O homem que eu amava, agora era um mentiroso, um completo estranho.
—Oi.- Richard sorri torto e se senta.
—Oi.
Foi a única coisa que Ally conseguia falar. Richard havia dito coisas horríveis para ela, mas Austin havia mentido, odiava mentirosos. A mentira havia sido grande, não importava se era para o bem dela. Agora duvidava do amor do loiro.
—Tentei falar com você aquele dia na faculdade. A ultima vez que nos vimos foi intensa. Eu não tinha noção do quanto te amava até ver aquela cama vazia quando sair do banheiro. Entrei em desespero, mas tinha medo de te procurar.
—Richard...
—Ally, eu juro, amo você demais. O que tive com sua mãe foi um deslize ridículo. Não queria ter dito o que disse.
—Você me magoou demais, Richard. Mas agora...
—Quando te vi na festa no Jace dançando com outro, perdi a cabeça, fiz cena, me desculpe. Também não queria ter me aproveitado de você.
—O quanto você gosta de mim?
—Muito.- respondeu parecendo sincero, mas Ally já não acreditava mais naquele homem.
—Richard eu estou grávida.- disse por fim.
O homem ficou parado, não movia um músculo se quer. Tinha certeza que não conseguiria Ally de volta estando grávida do loiro.
Ela observou a reação dele e deu um gole na água que havia pedido.
—Do loiro, seu namorado?
—Não Richard, de você. Você usou camisinha aquela noite?- perguntou ao ver a cara confusa que ele fazia.
—Claro, uma vez. Mas você repetiu varias vezes que tomava remédio para evitar.
—E tomava, eu tive uma virose algumas semanas antes. Os anticoncepcionais foram descartados por algumas semana. Comecei a tomar novamente naquela semana que transamos.
—Eu vou ser pai, Ally? Eu e você, nós vamos... Eu vou ser pai!- repetiu.
Richard sorriu e levantou. Foi até Ally e tomou o rosto dela com as mãos, beijou seus lábios logo em seguida.
Ele tinha lábios grossos e macios, mas não se comprava com os lábios finos e gentis do loiro. Nem tão pouco, Richard tem o gosto de menta que o loiro tem. Ela não sentiu as borboleta na barriga e nem vontade de fechar os olhos.
Ally empurrou Richard gentilmente. Não queria voltar com ele, só queria que ele assumisse o filho, não fazia questão de ser mãe solteira.
-Sente-se. Olha Richard, eu não vou voltar para você.
—Amor, vamos ter um filho.
—Sim, mas eu não quero voltar para você. Richard, você comeu a minha mãe!
Ally falou um pouco alto demais e acabou atraindo a atenção de algumas mesas. Odiava ser o centro das atenções.
—Eu estou arrependido.
—Não quero saber. Você irá assumir?- perguntou levantando e pegando as muletas.
—Vou e quero está presente quando for contar aos seus pais, ou eles já sabem?
—As oito da noite terá um jantar em minha casa, aparece lá.
(...)
Austin desceu do carro e foi em direção a porta de entrada da casa dos pais da morena. Havia ficado a noite e hoje o dia todo sem falar com ela. Estava com saudade do seu toque, do seu abraço e do seu sorriso.
Quando a porta se abriu ele viu Penny sorridente, sentiu nojo ao lembrar tudo o que ela fez com a Ally.
—Austin- disse animada.- entra. Ally está na sala.
—Obrigado.
Austin da um sorriso de lado e arruma o cabelo. Hoje ele não vestia paletó como da ultima vez que foi a casa deles. Quando chegou na sala, encontrou apenas Ally sentada na poltrona.
Ao ver o loiro, Ally levanta e tenta segurar as lágrimas. Desejava que ele não tivesse feito isso. Passou a mão em baixo dos olhos e enxugou uma lágrima teimosa.
—Amor, o que aconteceu?
Austin avançou rapidamente em direção a Ally, odiava vê-la chorar. Mas Ally ergue a mão no peito dele e estica a outra mão para pegar a muleta.
—Não me chama disso.
—De amor? Mas Ally, você sabe que é meu amor.- disse confuso. Ele olhou bem para ela e viu que ela segurava as lágrimas e repetiu: — Amor, o que aconteceu?
—Você seu mentiroso de merda.
Austin sentiu o sangue gelar, por um minuto achou que o coração havia parado. Apertou os lábios formando uma linha fina e deixou uma lágrima cair. Ela havia descoberto tudo sem ao menos ele contar. Entrou em desespero, não podia perdê-la.
—Você não tinha o direito de fazer isso.
—Amor...
—Não me chama assim.- pediu mais uma vez.
—Tudo bem. Ally, eu juro que nunca quis causar isso tudo entre nós. Nunca foi minha intenção começar essa mentira. No hospital quando me perguntaram meu parentesco com você eu disse que era seu namorado, me levaram até a sala onde você dormia tranquilamente, eu sentir um aperto no coração e uma necessidade imensa de te proteger. Então foi o que eu fiz. Amor...- ele parou e levou as mãos ao rosto em forma de desespero e as passou nas lágrimas, que agora caiam sem parar.- Eu realmente te amo, Ally. Aprendi a te amar demais. Nunca sentir isso por ninguém. Eu amo você e meu bebê...
—O bebê não é seu.- A voz de Richard preencheu a sala. Austin se virou e viu o moreno passar por ele e abraçar sua garota.- O bebê é meu!
— Seu?- disse Austin- Largue ela seu idiota. Vá comer sua velha.- gritou Austin.
Nesse momento Lester e Penny entraram na sala. Penny arregalou os olhos para Richard, não queria que seu marido descobrisse, não queria ficar pobre, porque era o que aconteceria se ele descobrisse.Curioso Lester perguntou:
—O que está acontecendo aqui?
—Eu estou grávida pai.- disse Ally.
Ela pensou em contar tudo ao pai, sobre Austin, mas não quis. Aquele assunto era só dela.
—O filho é meu.- disse Richard sorrindo.
—Esse filho é mais meu do que seu. Você sabia que ela ia abortar? – disse Austin.
—Eu não sabia que ela estava grávida.
—Se ela está grávida é porque vocês não se protegeram, você deveria ligar em alguns dias para saber. Filho da puta!
—Parem vocês dois.
Ally se sentia inútil por ver Austin e Richard brigaram e não poder separar.
—Olha só que engraçado, você foi traído.
Austin partiu para cima de Richard e socou seu nariz pela segunda vez, logo depois socou o olho e a barriga. Richard socou a boca do loiro tentando se defender. Lester correu e apartou a briga violenta dos dois.
—Opa que bagunça é essa?
Ally viu a irmã entrar. Richard tinha a mão no nariz. Austin virou e viu Cathy, ela era bem parecida com Ally, se dissessem que eram gemias todos acreditariam.
Quando viu Austin, Cathy sorriu e abraçou o loiro. Mesmo sem entender nada ele retribuiu.
—De onde você conhece o Austin?- perguntou Ally.
—Ué você não lembra dele? Peguei vocês em um momento íntimo na festa do Jace. Bem, na verdade vocês já haviam acabado, você geme bem alto quando chega lá. – respondeu risonha.
—Jace?- perguntou Ally confusa e ignorando a gracinha da irmã.
—Claro, ele é primo do Jace. Repetiu várias vezes que era primo do dono da festa. – ela olhou para Austin e sorriu- Você está com uma cara confusa, não lembra de nada?
—Não.- respondeu o loiro.- Eu bebi demais aquele dia, Jace me ligou e me perturbou muito para eu ir ao aniversário dele
-Pois bem, vocês ficaram. Até Trish puxar Ally, ai você foi embora, te levei até o lado de fora na esperança de ficar com você também, mas você disse que eu não era a sua garota.
—Espera, então quer dizer que o meu bebê pode ser do Austin?
Disse Ally nervosa, um ponta de esperança e com um pingo de felicidade. Ela queria que o filho fosse do Austin. Já Austin criou uma certeza que o filho era dele, aquele bebê traria Ally de volta, estava disposto a venerar aquela criança.
—Claro que não. Vocês transaram apenas uma vez, Ally e eu passamos a noite juntos, a probabilidade de ser seu é mínima.
—O filho é meu.- disse dando um passo para frente e Richard dois para trás.- Você não merece um filho, seu imundo.
—Parem vocês dois. O mais indicado é fazer o exame de DNA. – disse Lester.
—Ótimo. Eu topo.- disse Austin olhando para Ally.
(...)
Austin andava de um lado para o outro com as mãos no bolso, enquanto Ally tinha as mãos no rosto e mantinha a cabeça baixa. Ally estava em tendo uma luta interna, seu cérebro dizia não e seu coração dizia sim.
—Ally...
Ela ergueu a mão para que ele parasse falar, ele iria ouvir agora.
—Você mentiu para mim Austin. Eu te dei tudo e você me enganou na cara dura, eu não merecia isso. Foi tudo tão fácil para você inventar aquela mentira, mas eu quis acreditar, estava na cara a mentira só eu não quis enxergar. V-você me magoou Austin.
Um soluço rompeu pela garganta do Austin, não queria perder a mulher por quem ele estava perdidamente apaixonado. Se ajoelhou e descaçou a cabeça no colo dela, ele suplicaria quantas vezes fossem necessárias. Ele chorava como uma criança que acabara de ver seu peixinho dourado morrer.
Em um movimento automático ela afagou os cabelos dele e se deixou chorar. Seu coração doía só em pensar em perde-lo, ela não queria perde aquele homem. Agora eles teriam uma família de verdade, ela tinha certeza, sabia que o bebê os ligavam.
—Amor, por favor.- pediu em desespero, apertando a mão que havia ido para em torno da cintura dela.
—Eu te amo muito.- disse Ally.- Mas como vou confiar em você de novo?
—Eu juro nunca mais mentir para você.
Ele levantou a cabeça e olhou bem em seus olhos, ela abaixou um pouco e ele levantou um pouco. Os lábios deles se espremeram um no outro. Ele a beijava com cuidado, seu medo que ela fugisse era enorme. Já Ally não havia decidido se aquilo era uma despedida ou um novo começo.
Ela ainda alisava os fios sedosos dos cabelos do loiro, e ele ainda chorava e em nenhum momento tentou controlar as lagrimas. Eles se beijavam com amor, nada muito rápido. Quando ela se afasta ele tenta recuperar a boca dela novamente.
Ally encostou a testa na dele e respirou fundo ainda de olhos fechados. Austin agora tentava controlar as lagrimas teimosas. Se afastaram o suficiente para se olharem. Ally levou a mão ao rosto do loiro e enxugou as lagrimas.
—Amor...
—Shi... Eu amo você- sussurrou Ally.- Esse bebê é seu, eu sei que é seu. Eu sinto isso.- ela pegou a mão dele e levou a barriga dela.- Podemos tentar novamente, mas quero fazer certo dessa vez. Preciso de um primeiro encontro de verdade, de um beijo roubado verdadeiro.- ela sorriu.- Quero que flerte comigo de verdade.
—Achei que já tivéssemos feito isso.- ele sorriu pela primeira vez.
—Amanhã ao meio dia, te encontro naquele restaurante italiano.
—Fechado.- ele se afastou.
—Hoje eu fico aqui com meus pais, tudo bem?
—Não...- Ally olhou para ele com advertência.- tudo bem, mas só hoje.
—Até você me convencer a ir a sua casa, como qualquer galanteador.
—Eu não sou qualquer um, eu sou o pai do seu bebê.
—Menos um ponto, talvez eu não vá a sua casa amanhã.
—Você venceu.
Ele levantou e a ajudou com a muleta. Segurou em sua cintura a puxou para mais perto. Ela deitou a cabeça em seu peito e ouviu o coração dele.
—Eu te amo.- ele sussurrou beijando a cabeça dela.
—Eu te amo.
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