Notas iniciais
O grande torneio de luta com armas chegou, e nem mesmo a anciã Karma pode prever o que ocorrerá.

Capítulo 23:

Zed – Ordem de Ninjas Kinkou ­– Ionia

A batalha com as armas havia chegado. Zed treinara incansavelmente, sem parar um segundo sequer. Suas lâminas eram rápidas, permitindo que ele fizesse mais movimentos, podendo até lançar shurikens laminadas.

Kyrie parecia tão concentrado quanto Zed, sempre treinando ao seu lado. Ele optara por kunais e shurikens, e por mais incrível que pareça, o garotinho tinha uma ótima mira, acertando o alvo sempre que podia. Ele ensinou Zed a como mirar e como atirar. Mesmo assim, ele preferia suas lâminas, pois elas decidiriam se ele ganharia ou não de Shen.

Olhando os outros ninjas treinarem, Zed se sentiu melhor, pois viu que eles não estavam se saindo tão bem. Kennen conseguiu concentrar seu poder do trovão em suas shurikens e não errava uma – tá, isso era preocupante. Akali estava indo bem com suas kamas, e sabia até dar uma voadora à uma distância surpreendente. Zed se assustou com isso.

Fora o trio implacável, os outros não eram tão bons. Nem todos treinavam com convicção de um verdadeiro ninja, preferindo ficar de bobeira. Mas Zed não, ele treinava arduamente, sem cessar. Só parando para comer, nem mesmo dormir ele dormia. Kyrie percebeu que ele não parecia se cansar, mas também percebeu algo de diferente no amigo: ele estava mais forte, e não só por causa do treinamento. Algo estranho parecia fazer movê-lo. Obsessão? Não, era algo mais sombrio. Ele também notara que o seu jeito de falar estava diferente, seu jeito de andar, seu jeito de se portar. As garotas também pareciam gostar mais dele, até por que ele parecia não dar a mínima.

Ele socava e chutava rapidamente vários pedaços de madeira ao seu redor, enfiados na terra. Não parecia doer, ele simplesmente continuava, e continuava. Por estar sem camisa, as garotas iam à loucura.

Treinava desse jeito por horas, e depois, alternava para o uso da manopla laminada, onde ele cortava e fatiava diversas coisas, como um boneco de pano preso à uma estaca, um pedaço de carne pendurado no teto, árvores, entre outras coisas. Também treinou com Kyrie, que o atacava com uma katana, obrigando-o a se defender com as lâminas, mas o garotinho era pequeno, o que facilitava.

Zed não queria treinar com um garotinho, e sim com Shen, que era até um pouco mais alto que ele próprio. Zed tinha 1,75, enquanto Shen tinha 1,80, mesmo tendo somente quinze anos. Os dois tinham a mesma idade, logo cinco metros faziam sim muita diferença.

– Não quer ir brincar um pouco, Zed? – perguntou Kyrie. – Estou cansado, e você, nem parece querer parar. Por favor.

Zed estava suado e ofegante. Mesmo aparentando cansaço, não queria parar. Já sentia o poder do treino fazendo diferença; se sentia mais forte, com mais músculos e mais energia. Também sentia sua convicção crescendo, se tornando algo poderoso. Não era mais uma briga ou luta de criança. Vencer Shen era uma questão de honra.

– Tudo bem – disse ao amigo. – Vou parar um pouco. Preciso descansar, comer algo.

Kyrie sorriu.

– Ótimo. O almoço está sendo servido no refeitório.

Zed sempre se servira no refeitório. Nunca comera nada em outro lugar que não fosse aquele. Isso o deprimia. Ele não tinha um pai Chanceler, como Shen tinha, nem uma mãe lutadora como Akali. Muito menos os dois pais, como Kennen, mas os seus pais eram yordles, então pode esquecer – Zed detesta yordles.

Ser órfão era bastante deprimente. Ele não conhecia os pais, nem mesmo sabia se eles estariam vivos. Só sabia que a mãe o abandonara quando neném no portão do templo da Ordem Kinkou. Shyon nunca fora um bom mestre para ele; sempre demonstrou um pouco de desapontamento com o garoto, mesmo quando ele fazia algo certo.

Aquele não era seu lugar. Nem metade dos jovens da Ordem eram órfãos, e isso o deixou triste. Se sentia solitário, até mesmo quando estava com Kyrie por perto. Ele não era o tipo de melhor amigo que Zed podia ter. Estava mais para mascote.

Zed se banhou e trocou de roupa. Foi ao refeitório sozinho, pois Kyrie havia ido primeiro. Chegando ao local, viu que vários jovens ninjas conversavam uns com os outros enquanto comiam lámen com hashis, dois pauzinhos que são utilizados para agarrar o macarrão e leva-lo até a boca.

Viu Shen juntamente de seus amigos mais próximos: Kennen e Akali. Haviam outros ao seu redor, e ele parecia animado com a próxima batalha. Todos pareciam admirados com ele e seu jeito de falar, prestando atenção em tudo que ele dizia. Haruka, a garota loira que disputava Shen com Akali, o observava com olhos apaixonados. Ela e sua rival, e quando seus olhares se encontravam, elas rosnavam uma para a outra.

Zed preferia não olhar para o inimigo, pois isso o irritava. Ver toda a atenção que ele recebia só por ser filho do mestre-chanceler... Zed estaria sentindo inveja de Shen? Preferia por não responder a pergunta, odiava pensar nisso e em qualquer coisa sobre ele.

Sentou-se ao lado de Kyrie, que também parecia sozinho. O garotinho sorriu ao ver o amigo.

– Zed! Você parece estar bem melhor do que antes – sugou uma grande porção de lámen para a boca, se molhando com o caldo.

Zed comeu um pouco do seu; já não havia mais sentido em fazer aquilo todos os dias. Estava cansado da mesmice, e por mais que só tenham começado o treinamento com armas naquele momento, tudo era chato para ele.

Pensou na caixa das sombras que havia encontrado certo dia. Não sabia ao certo onde ela ainda se encontrava, mas sabia que ela poderia estar em seu quarto, ainda. Não sabia como, mas tinha certeza que era só ir em seu quarto que a encontraria.

E foi o que ele fez: foi até seu quarto, onde a encontrou em cima de sua cama. Ela estava intacta, como quando a achou. Era pequena, mas exalava uma energia sombria que poderia ser sentida a quilômetros, mas pelo visto ninguém deve tê-la sentido. Talvez só Zed pudesse tocá-la, ou coisa do tipo.

Pegou-a com as duas mãos, observando-a. Ainda ouvia os sussurros sombrios em sua mente, mas eles pareciam confortá-lo. Talvez ele fosse o escolhido das sombras, aquele que trará um fim à Ordem Kinkou. Zed sorriu ao pensar nisso, pensar no fim da Ordem, no fim do Equilíbrio. Sentia um frio na barriga com isso, mas gostava.

O dia das batalhas com armas chegara rapidamente. Todos haviam treinado arduamente, mas não tanto quanto Zed, que estava duas vezes mais forte que antes. Todos comentavam sobre seu treinamento, e o quanto ele devia estar forte.

– Ele não te preocupa, Shen? – perguntou Akali ao amigo.

Shen sorriu.

– Eu também treinei bastante, e se ele não treinasse, não teria graça lutar. Que o melhor vença.

Pena que ninguém pensava assim. Shen era popular, e se ele perdesse para Zed, perderia um pouco de sua popularidade. Ele próprio não se importava, mas todos seus aliados, sim.

Todos se vestiram de trajes ninjas de diversas cores: azul, verde, roxo, amarelo, etc. Eles começaram a utilizar máscaras diversas. Shen utilizou uma que cobria todo o seu rosto, deixando apenas os olhos de fora. Ela era azul, e o deixava irreconhecível. Akali usava uma pequena máscara verde que cobria a sua boca, e Kennen usava uma roxa, que além de ser um capuz, cobria a sua boca. Haruka usou um tipo de ornamento que Ionianos usavam em cultos, como o que Karma usava nas costas. O ornamento era em forma da letra u, e partia da testa. Ele não pesava muito, e tinha a cor rosa, combinando com as roupas da garota. Ele era pequeno, tendo apenas 15cm de largura, e 5 de altura.

Todos estavam reunidos no estádio de lutas de Kinkou. Todos os líderes estavam reunidos. Shyon usava um quimono azul, Kelsen estava do seu lado, usando um manto rosa. Os outros mestres estavam ao seu lado, observando os jovens ninjas conversando e se preparando. Karma, a anciã Iluminada também estava lá, apenas observando.

Kelsen olhava para todos os lados, preocupada.

– Algum problema, Kels? – perguntou Shyon.

– Não, nenhum.

– Sei que está procurando o garoto Zed. Se eu fosse você – apontou para uma garota de verde com um longo cabelo negro – eu ficava de olho na própria filha. Akali está incrível, e treinou a semana toda para esse momento. Quer que a mãe fique de olho nela, e não num órfão bastardo.

Kelsen suspirou.

– Entendo. Não queria desviar minha atenção, mas...

– Esqueça Myron. Ele se foi por ter encontrado a caixa das sombras, e se rebelar. Ele pode ter sido importante para você, mas foi um traidor.

Ela cerrou os punhos.

– Myron é o pai da minha filha, e foi expulso daqui por traição sem provas – uma lágrima desceu por seu rosto. – Akali não conheceu o pai.

Shyon sentiu um nó se formando na garganta. Queria consolar a amiga, mas não podia fazer nada. Seu pai, o antigo Chanceler, foi quem expulsou Myron, e ele não podia fazer nada. A probabilidade de que ele já estivesse morto era grande. Se nem mesmo Karma que morava na capital tinha notícias dele, ninguém mais teria, e isso fazia com que Kelsen chorasse todos os dias.

Akali se virou para olhar a mãe, de longe. Ela sorriu e acenou. Kelsen limpou as lágrimas e disfarçou o choro, sorrindo e acenando de volta.

Shyon olhou para Shen, que cortava o ar com movimentos quase que cômicos. Não sabia dizer se o filho era muito inocente, ou até mesmo feliz demais. Não importava. Só sabia que nada poderia estragar o sorriso no rosto do filho; preferia acreditar nisso – embora não pudesse ver seu sorriso por trás daquela grande máscara.

Talvez, por Shen ter o poder de proteção, ele tivesse muita esperança e amor no coração, pensou o Chanceler.

A primeira batalha começou em alguns minutos, começando por Kennen contra Hitomi, uma ninja roxa que usava duas adagas e um penteado maria-chiquinha.

Ela era rápida: avançava no yordle dando velozes golpes com as adagas, que eram esquivados com facilidade. Ken se movia como um trovão: uma hora estava em um lado, e outra hora estava em outro, cortando o ar atirando suas shurikens, que atingiam a garota e a faziam cair para trás com o impacto.

Kennen ficou nesse ritmo por um tempo, pulando e atirando, as vezes sacando sua kunai e duelando com ela na força, mas raramente era pego. Logo ela caiu, ensanguentada, mas viva. A magia de Karma impedia que eles morressem, mas só podia ser utilizada em torneios casuais, como esses.

O próximo duelo foi de Shen, que foi duelar com um ninja igualmente forte, chamado Hasuke, que se vestia de preto e usava uma espada imensa. Sua máscara era branca e cobria sua boca e descia pelo pescoço, feita de pano.

A primeira investida foi de Hasuke, que brandiu sua imensa espada contra Shen, que com um movimento de mãos, criou escudo que repeliu o ataque, dando um espaço para que ele pudesse golpeá-lo com uma de suas katanas.

Hasuke girou com sua espada, mas Shen o atravessou com um golpe rápido, fazendo-o cair no chão, derrotado. Todos franziram as testas, se perguntando o que diabos havia acontecido. Shyon sorriu friamente; sabia da habilidade do filho, e sabia que não era qualquer um que poderia derrota-lo.

Próxima batalha: Haruka versus Dan, um lutador, roupas vermelhas, músculos, uma faixa na testa, cabelos negros e uma cara cheia de cicatrizes. Ele usava uma Naginata, uma arma que consistia em um pedaço de pau com uma lâmina na ponta.

Parecia covardia colocá-lo contra uma garota daquelas, mas ela não parecia se importar. Simplesmente gostou do desafio.

Ela usava uma arma um tanto diferente, Neko-Te. Esta arma consistia de "unhas" pontiagudas de ferro ou aço que eram presas à ponta dos dedos com uma pequena banda de couro, dando assim um efeito de garras animalescas. Essa arma aumentava o dano com ataques de mãos, sendo completamente beneficial à ela, que utilizava mais magia e luta do que armas.

A luta começou com uma investida de Dan, que pareceu deslizar pelo campo com a Naginata em mãos, pronto para golpear a barriga da garota, que saltou para trás, com a leveza felina, tocando suas garras de leve no chão. Ela avançou nele, dando rápidos cortes em seu rosto com as “unhas”, aproveitando seu mau posicionamento da arma.

Ele a empurrou com o cabo da Naginata e a golpeou no rosto com a ponta da lâmina.

– É triste arrasar com um rostinho tão bonito – disse ele, sorrindo.

Ele deu um show de movimentos e giros com sua arma, cortando o ar, e quase cortando Haruka, que se esquivava e tentava golpeá-lo ao mesmo tempo. O grande alcance da Naginata conseguia mantê-la afastada, irritada com a falta de espaços livres que Dan deixava.

Quando Haruka foi ferida de raspão pela lâmina na lateral da barriga, encontrou um local livre para atacar. Avançou em Dan, fincando as garras em seu pescoço, rasgando a pele. A magia de Karma deixava que ela o ferisse o quanto quisesse sem ter medo, pois ele não morreria, logo ela cortou a garganta dele, roubou-lhe a arma, girou-a no ar e invocou uma tempestade de pétalas – sua especialidade –, levantando-o e lançando-o para longe.

– E Haruka vence! – anunciou Shyon, em alta voz, fazendo com que todos vibrassem com a vitória da garota.

Ela saltitou e festejou a vitória, enquanto a magia de Karma curava Dan e ele era removido do campo de batalha. Ela virou-se para Shen e mandou um beijinho, irritando Akali, que seria a próxima a batalhar.

Próxima batalha: Akali versus Karina, uma garota de sua idade, cabelos ruivos, sardas, olhos verdes e que usava um grande quimono preto, parecendo um vestido. Ela usava um Bo, que consiste basicamente em um pau de um comprimento que normalmente varia entre os 180 cm e os 210 cm, podendo ser um pouco mais pequeno, sendo a medida ideal determinada pela altura de quem o usa ou pelo fim a que se destina em combate.

A garota usava uma bandana na cabeça, e faixas enroladas nos dois braços, como se fosse uma múmia. Ela parecia centrada, e bastante poderosa.

– Boa sorte – disse Akali, sorrindo por trás da máscara.

A garota não disse nada, apenas fitou-a com os olhos.

Akali sabia que não poderia avançar nela com toda sua velocidade, pois receberia um ataque frontal. Precisava superá-la.

Avançou em sua direção, e quando Karina preparou-se para dar seu poderoso golpe frontal, Akali deu-lhe uma rasteira deslizante, fazendo-a cair no chão. Usou seus Kamas para golpear a inimiga, que pegou seu Bo rapidamente, atacando o rosto de Akali. Mas já era tarde demais. Ela tinha um buraco na perna feita pela ponta do Kama.

Tentou se levantar, mas a perna doía. Ela girou seu Bo e atacou as pernas de Akali, derrubando-a. Brandiu sua arma contra ela, que girou no chão, esquivando-se.

Akali levantou-se e brandiu um de seus Kamas contra Karina, que defendeu com um rápido golpe. Bateu nela com seu Bo em três rápidos golpes, e depois a golpeou frontalmente, atirando-a para longe. Todos vibraram.

O coração de Kelsen batia rapidamente; queria que sua filha ganhasse.

Karina girou seu Bo e depois bateu com sua ponta no chão. Todos sentiram um forte tremor: terremoto, uma das principais técnicas da garota ruiva.

O chão tremeu, e a única que parecia não estar incomodada com isso era a própria Karina. Ela saltou para cima de Akali, que tentava se estabilizar no chão, brandindo seu Bo para cima dela, com toda a sua força.

Véu do Crepúsculo!

O Bo atingiu o chão com força o suficiente para se quebrar, mas ele era resistente. Porém, Karina sentiu a dor de seu machucado na perna, e quase caiu. Olhou para os lados e tudo o que viu foi névoa. Só ouvia as pessoas falando, mais nada. Engoliu em seco. O que faria?

Quando a névoa dissipou-se, Karina estava ensanguentada, caída no chão, derrotada. Akali em pé, ainda; vitoriosa.

...

Muitos outros batalharam, mas o melhor foi deixado para o final. Zed versus Shen. Todos comentavam sobre isso, e também cochichavam, apostando quem venceria. Uns apostavam poucas dezenas, outros, muitas. Aquela seria a batalha das batalhas, mesmo que todos soubessem que Shen venceria.

Antes de tudo, Kyrie batalhou com Kennen. O garotinho vestia trajes negros com toques avermelhados, um tanto quanto bizarros. Sua máscara consistia em um capuz vermelho, deixando pouco de seus cabelos castanhos a mostra.

A batalha foi demorada; os dois tinham a mesma tática: atirar, recuar, duelar, atirar. Mesmo que Ken utilizasse de seus poderes de trovão, não conseguia atingir Kyrie, que parecia superar sua boa mira... mas não sua velocidade. Kennen avançou nele com todo seu poder de trovão, mas foi golpeado com uma carta na manga de Ky: uma manopla laminar, como a de Zed, apareceu do nada, e Kennen foi de encontro com seu soco mortal. Se não fosse pelo feitiço de Karma, ele teria tido uma morte terrível.

Próxima luta: Zed versus Shen.

Zed não foi visto durante todo o dia, e todos especulavam aonde ele tinha ido. Alguns ousaram dizer que ele havia fugido de medo da batalha, e riam, riam, riam da cara do garoto, que nem presente estava para se defender. Talvez fosse por isso que o zoavam.

Shyon não parecia contente.

– É imaginável que ele faria uma coisa do gênero – disse em voz alta.

Kelsen não sabia se se sentia aliviada, ou preocupada. Ela andava defendendo muito o garoto, logo seria bom se ele não fosse à batalha, pois se fosse, e se tivesse encontrado a caixa das sombras, ele usaria as técnicas proibidas, e isso resultaria num terrível banimento. Pena que ele definitivamente não sabia disso.

– Sim – ela concordou. – Mas pensei que ele pelo menos compareceria. Nem isso...

Foi quando uma figura de preto adentrou a arena. Era claramente Zed. Com cabelos loiros-escuros e bagunçados de forma bela, com uma roupa negra, como a de Kyrie, só que mais bonita e imponente. Havia metal em algumas partes, como nas ombreiras, algumas partes vermelhas, outras cinzas, outras negras, com um aspecto platinado. Usava grevas e suas manoplas laminadas, que pareciam um pouco customizadas, com maior tamanho e melhor ornamentação, deixando mais bonito. Em uma das mãos ele carregava uma máscara, que não dava para reconhecer ao certo como era.

– Aí está ele – disse Shyon, nada contente.

Zed caminhou pela arena, indo em direção a Shen, que estava parado a alguns metros dele.

– Pensei que você não vinha – gritou Shen.

– Eu estava só me preparando – sorriu Zed.

Zed colocou a bizarra máscara, que assustou a todos. Ela era feita totalmente de ferro, com um Y amarelo entre os dois olhos, que eram o que parecia duas lentes vermelhas, que davam uma aparência demoníaca à máscara. Haviam pequenas passagens de ar na área que ficava a boca, e elas faziam algo bastante interessante...

Eu estava me preparando para isso – disse Zed, numa voz sombria e modificada, como se estivesse saltando das sombras. – Marca Fatal! – a batalha mal começou e Zed fez algo que surpreendeu a todos: ele desceu num buraco sombrio, e de repente duas sombras dele apareceram, indo em direção a Shen, que não sabia o que fazer. Logo Zed e suas duas sombras começaram a golpeá-lo rapidamente com suas adagas, cortando sua pele, carne e atirando sangue parta todos os lados. Shyon arregalou os olhos, e Kelsen ficou paralisada. Zed o cortava numa velocidade assustadora, assim como as suas sombras.

Zed retornou ao seu ponto de partida, como se tivesse se teleportado. O feitiço de Karma curara Shen de seus ataques fatais, deixando-o apenas com alguns cortes e sangrando muito. Ele cuspia sangue e tremia, não entendendo o que havia acontecido.

Todos pensaram que tivesse acabado, até mesmo o próprio Zed. Foi quando uma estranha energia sombria e avermelhada explodiu Shen em vários pedaços, lançando ossos, órgãos e muito sangue para todos os lados.

Todos gritaram, Akali chorou, e até mesmo o próprio Zed se surpreendeu com o poder das sombras.

Não... – ele disse para si mesmo. – Eu só queria... derrota-lo.

Shyon se levantou de sua cadeira, tremendo e tentando se manter calmo.

– Zed, você é acusado de usar as técnicas proibidas das sombras. Você está banido da Ordem dos Ninjas de Kinkou.