Le Urlaub
26 masq?
Cheguei nessa porra, posso saber porque você me atrapalhou? – Beyond entrou no quarto chutando a porta, e logo atrás dele estava Near, com os lábios inchados (provavelmente de tanto beijar) e a camisa suja de geléia de morango, assim como o moreno de olhos vermelhos. Mas que porra, o Near estava virando cosplay do Beyond?
– Eu agradeceria se você não destruísse o nosso quarto – L falou entediado, como sempre – Vamos ao hospício checar o local.
– Agora? – Near perguntou frustrado.
– Cheguei nessa porra, posso saber porque você me atrapalhou? – Beyond entrou no quarto chutando a porta, e logo atrás dele estava Near, com os lábios inchados (provavelmente de tanto beijar) e a camisa suja de geléia de morango, assim como o moreno de olhos vermelhos. Mas que porra, o Near estava virando cosplay do Beyond?
– Eu agradeceria se você não destruísse o nosso quarto – L falou entediado, como sempre – Vamos ao hospício checar o local.
– Agora? – Near perguntou frustrado.
Primeiro encontro
Nós encontramos na entrada do hotel novamente, todo mundo parecia estar realmente puto com o Ryuuzaki.
Só estava faltando o Leon, que dito ele, havia ido buscar armas com um amigo dele que aparece em tudo quanto é lugar –o cara também era enlucifado, por que né-.
Raito e L haviam providenciado dois carros alugados para nos levar até o hospício, que ficava numa colina não muito longe dali. Até onde havia nós dito era difícil entrar no lugar.
– Ryuuzaki! Vamos, eu já não aguento mais esperar – comentou BB dentro de um dos carros, no banco do motorista.
– Temos que esperar o Leon – cortou Raito – ele irá trazer uma arma para cada de um de nós, já que conseguimos perder a nossas.
– Duas coisas. Você nunca teve uma arma – Lawliet o olhou – E segundo, você está muito preocupado com o Leon. Vamos embora; entrem todos nos carros.
Beyond começou a rir e Raito se recusou a ir sem o loiro. Olhei pro ruivo ao meu lado que babava no ombro do Mello que estava com a cabeça encostada no banco da frente, todo torto.
Saí do carro, entrando ao lado do moreno-comedor-de-geleia no banco da frente. Antes mesmo de eu fechar a porta ele deu partida.
E aquilo tava um tédio, enquanto o carro balançava mais que você quando ouve “eu me remexo muito”.
– mais devagar! – avisei olhando pros outros dois logo atrás. Desde quando Beyond era tão apressado?!
– Mais devagar o caralho. Eu queria ir naquele hospício visitar nosso amiguinho logo quando descemos no aeroporto. E esses vadios aí atrás terão que acordar de um jeito ou outro.
Moreno-mais-novo-porque-o-BB-é-mais-velho-POV
– Vamos Raito! Eu estou mandando você entrar agora! – Gritei já ficando sem paciência – Caso você não entre, vou embora sem você.
Ok, não fui muito inteligente... Raito queria ficar como Leon e de uma forma ou outra não queria ir comigo o hospício.
– ótimo! Pode ir! – ele se sentou numa cadeira e me olhou com cara de poucos amigos. Avistei Leon de longe. Certo.
Mello POV
– Seja macho porra! Porra Near, você arranjou um cara menos macho que eu! Tá errado isso! – Beyond não conseguia abrir o cadeado que nós impedia de entrar. Era enorme, certo, mas ainda assim, ele é muito lerdo.
– Então abre essa porra aqui, loiro – Saiu da frente do portão e chamou o albino com si.
Suspirei e fui ver a situação do cadeado. Na verdade quem era especialista em coisas do gênero era o Mail.
– Mello...
– Estou ocupado – continuei vendo se o cadeado não havia nenhum defeito, algum ponto mais fraco.
– Mell...
– estou ocupado.
– MELLO SAI DAÍ PORRA – quando dei por mim Beyond tinha quase passado por cima de mim com o carro =D
– Eu avisei – Matt falou ao meu lado com os braços cruzados.
– Vai tomar no seu cu, podia ter me falado o que era! Aí eu tinha lhe dado atenção.
– Ei vocês, chega de amor um pouco. O portão está aberto, vamos entrar – BB falou sorridente, entrando no local com Near em sua cola. Como sempre. Por que eles tem que andar tão grudados?
Caminhamos silenciosamente até a entrada. Beyond somente varreu o local com os olhos e constatou ter duas entradas. Uma que era por um subsolo, como um porão. E a outra era na lateral da casa.
– Mello, você vem comigo por ali – Apontou para o buraco no chão – Near e o Matt vão pela porta.
– Ahãm e desde quando tu manda na gente? – perguntei o encarando.
– Eu só quero ter uma conversa de seme pra seme contigo. Deixe-os irem, venha – Agarrou minha gola e me jogou no buraco, que estavam faltando grandes pedaços da escada.
– Certeza que isso não é uma cova, ou uma passagem secreta, ou simplesmente um poço? – Resmunguei descendo mais e mais, na frente dele.
– Se fosse um poço, acharíamos aquelas duas meninas, e estaríamos bem. Mas não... acho que...
– Porra, tu não é detetive. Vamos descer e fica quietos – bufei e continuamos descendo – E se continuarmos assim vamos chegar ao núcleo da terra.
– Você anda assistindo Era do Gelo demais.
Gamer POV
– Por que acha que eles preferiam ir por baixo? — perguntei pro albino ao meu lado que parecia tenso.
– Como se eu soubesse o que se passa na cabeça daqueles dois idiotas – comentou abrindo uma gaveta, pegando um livro empoeirado.
Logo quando o abriu, vimos que não era um livro e sim um álbum de fotografia. Numa das folhas estava logo abaixo, datado “festa de boas-vindas L. J. 13 agosto 1999”.
– Quer dar uma olhada? Não estamos fazendo nada de útil mesmo – Sorri simpático.
Começamos a folhear o álbum então. Era tedioso. Essa porra de festa parecia aquelas que seu avó de 98 anos dá para os amigos velhos e só veem 2, já que os outros já morreram e os ainda vivos estão internados morrendo.
Uma coisa incomodava bastante de certa forma.
Em TODAS AS PORRAS DE FOTOS HAVIA UM MOLEQUE COM SACO NA CABEÇA LÁ NA PQP.
A primeira era em um lugar que parecia um jardim. Havia uma moça toda de branco com um prato na mão, dando doces à uma criança de seus oito anos, que estava sentada, e no fundo, o moleque com aquele saco ridículo na cabeça. Aposto que ele sofria bulling....e se não sofria... vai sofrer agora mesmo depois de morto, por que isso é muito feio cara.
– Que idiota – Falei apontando para o garoto do saco e Near parece concordar.
A segunda foto, o garoto aparecia novamente, só que mais perto que a primeira, na cozinha, enquanto mulheres enfeitavam um bolo.
Na terceira, um adolescente lá com seus dezesseis em cima de uma árvore e o garoto com saco na cabeça praticamente encostado na árvore, se escondendo em alguns arbustos.
E na quarta, quinta, sétima, décima quinta, vigésima nona, caralho, taz mania, na milésima, Batman tarãrãrã. Ok.
– Ok... Não me interesso mais por esse álbum – coloquei na gaveta e olhei pra Near.
– Estou com dor de cabeça...
– Ah ótimo, vamos procurar remédio! Afinal, isso era um hospício né? Bem que podíamos internar o Beyond aqui.
– E o Mello também...
– O Mell?! Ele é praticamente o mais NORMAL entre nós! Por favor né albino – Me irritei por um questão de segundos. Mello internado. Prfv.
– Então por que Beyond teria que ser internado? – Perguntou levantando o olhar e me encarando feio.
– Encare as situações. Ele já foi preso em segurança máxima – Suspirei. Não gostava de brigar com ele.
– Por que cometeu um crime, não por ser louco.
– E não dá na mes.. – algo passou pela minha nuca, me arrepiando dos pés a cabeça e cortandominha fala. Era uma sensação semelhante a de quando minha morta tentava abusar de mim, mas não poderia ser ela aqui. Lembro bem da cunhada falando que elas iam atormentar umas garotas essa semana e não me visitariam....então, que porra era aquela?
Deus do novo mundo -sóquenãoPOV
– Por que você demorou tanto? – Perguntei vendo Leon se aproximar com um saco de armas – O L já foi!! Estamos sem carro!
– Eu não tinha espaço suficiente na mala pra bazuca, ai eu parei pra arrumar – O loiro deu de ombros – Por que você me esperou?
– Meio obvio não é? – Sorri e me aproximei do mais velho, levando uma mão até sua nuca e lhe dando um beijo rápido – Eu quero a arma mais foda!!
– Você fica aí me seduzindo só pra ganhar armas – Leon falou emburrado, e me entregou uma metralhadora – Essa é a TMP, fácil de usar.
– Certo, como vamos agora? – Perguntei encarando a estrada deserta.
– Andando...
40 minutos depois
Eu não aguentava mais andar, essa porra não devia ser perto? E por que o Leon tem que andar tão de pressa. Eu sou o Deus do novo mundo, ele devia me carregar, ou se jogar no chão para eu passar por cima.
– Acho que é ali – Comentou apontando para um prédio branco, e eu pude reconhecer o carro que L usou, estacionado na frente, e o outro havia quebrado a grade e estava saindo fumaça de dentro do capô.
Mihael POV
–Vamos por aqui Beyond!
– Não! Você não tem senso de direção! Vamos por aqui!
– Posso não ter senso de direção, mas tenho um celular com lanterna, e que, por acaso, é nossa única iluminação por aqui.
– Foda-se, posso muito bem pega-la de ti.
Nisso BB partiu pra cima de mim e começar a rolar pelo chão úmido da caverna pelo aparelho. O mesmo caiu no chão, e ficou iluminando a teto do local.
Quando consegui chuta-lo a ponto de fazê-lo voar para o outro lado da caverna, jurei que era ele que havia pego o celular, mas não. Alguém estava com meu celular furtado de um garoto numa parada de ônibus lá na China. Ele estava nós iluminando e eu só via sua mão mais branca que a do Near.
Fantasmas? Coringa é você?
– Quem é?! – perguntamos em coro. Vi a mão abaixar o celular e começar a andar devagar em nossa direção.
Beyond ficou poker face por alguns segundos e eu fiquei parado sem saber o que fazer.
– Olha, se você não quer se apresentar – Tomei passo a frente e peguei o celular do ser – Que bom pra você, pois não queria saber teu nome mesmo.
– Mas agora temos que escolher por qual caminho ir. E temos um pra desempatar! Vamos, por qual você quer ir? – BB estava agitado.
Escuto então um passo a minha direção o que me faz levantar o celular e olha-lo. Ele era horrível. Puta que pariu. Meu filho, como o médico deixou você vivo? Ele devia ter te jogado no lixo, por que, meu deus.
Ele era branco. Não, não branco Near/Beyond/Lawliet/Mail, já que eu sou o mais bronzeado do grupo, não. Ele era mais branco que eles, um branco forçado. Jogaram tinta na sua cara? Depois, ele não tinha olheiras, ele tinha passado carvão em volta dos olhos que eram pretos também. E a boca dele era vermelha. Daí vocês me falam “ah, é batom,” batom é o caralho, aquilo ali era pro giz de cera derretido.
– Puta merda, tu é feio viu – Comentei sem querer.
– ai... Okay, vamos lá. Por qual caminho você vai?
O cara ia falar algo, tirando a mão do bolso e dando um sorriso.
Mas logo meu telefone tocou e eu coloquei o dedo na testa dele.
– Quieto aí feioso. Deixa eu ver quem é – e atendi – bom dia! O senhor tem um minuto para ouvir sobre Jeová?
– Desliga isso Mello, e vamos por qualquer um, o maroto aqui não quer falar conosco – Desliguei deprimido com a chamada.
– Okay... esse preconceituoso!
E saímos pelo lado esquerdo da caverna, mas eu pude ver o cara nós xingando baixo e chutando a parede.
Qual o problema dele?
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