Le Urlaub
27 Primeirão 2014
Notas iniciais
– Quieto aí feioso. Deixa eu ver quem é – e atendi – bom dia! O senhor tem um minuto para ouvir sobre Jeová?
– Desliga isso Mello, e vamos por qualquer um, o maroto aqui não quer falar conosco – Desliguei deprimido com a chamada.
– Okay... esse preconceituoso!
E saímos pelo lado esquerdo da caverna, mas eu pude ver o cara nós xingando baixo e chutando a parede.
Qual o problema dele?
PRIMEIRO CAPÍTULO 2014.
Estávamos agora no terceiro andar. O chão de um dos corredores havia desabado e Matt queria porque queria passar para o outro lado.
– Nada de mega salto? – cogitou.
– Não – respondi, calculando o tamanho exato do buraco.
– E... Se eu te arremessar?
– Veja... Consegue imaginar Mello e Beyond atrás de você ao mesmo tempo? Se sim, pode me arremessar.
Mail suspirou... Parecia chateado.
– E se descermos ao andar de baixo e um auxiliar o outro a subir? – o olhei, vendo-o abaixar as sobrancelhas.
– Não. É mais legal te arremessar – sorriu, colocando os googles.
O ruivo chegou mais perto do buraco e olhou para baixo. Ficou encarando a escuridão do local por algum tempo, como se a Samara fosse dali sair, até que, sem querer, eu o empurrei. “Já fui melhor...” pensei comigo mesmo.
– Opa. Agora teremos que fazer do meu jeito – coloquei a cabeça dentro do buraco. Pedi ajuda para me descer. Matt me xingava de todos os nomes, sobrenomes e pseudonomes possíveis em russo e hebraico.
Quando conseguimos subir para o outro lado do corredor, enxergamos então o seguinte: nada. Veja bem, nada de porta, janela, corpos, aranhas, brinquedos ou Mello ou Beyond, para o meu total desgosto.
– Não pode ser! – o ruivo começou a lidar nas paredes – sempre tem uma passagem secreta, Near! Seeempre! Near, isso está errado! Vou pesquisar cheats na internet.
– Aqui não tem internet.
– Nãããããaaaooo!!1!
Kira POLVO
– Por que você sempre para de andar quando vai mirar em alguma coisa? – Perguntei ao loiro da franja-bieber que caminhava ao meu lado.
– Ainda não aprendi a mirar e andar ao mesmo tempo.
Suspirei, havíamos entrado no hospício há cerca de dez minutos e nenhum sinal daqueles idiotas, talvez tivessem morrido, mas seria bom demais para acreditar. Eu não era tão sortudo assim.
– Ei, Raito – Leon chamou, segurando meu braço e apontando pro chão com a arma, onde havia um papel de bala – Doces, pode ser uma pista.
– Ryuuzaki deve ter passado por aqui, olhe, mais na frente tem outro papel – Apontei para o corredor empoeirado à nossa frente.
– Jogando lixo no chão... Esse Peppa Pig.
Ryuuzaki nunca foi um exemplo de educação mesmo. Segui a trilha de lixo pelo corredor, catando os papéis do chão e guardando no bolso para colocar na reciclagem depois, afinal, como Deus do novo mundo eu tinha que cuidar para que o planeta não morresse antes de mim. Sou politicamente correto.
– Yagami! – Leon me chamou, com aquela voz grossa, rouca e seduzente – Achei outra pista!
O loiro estava abaixado, cutucando uma poça vermelha no chão, que parecia geléia de morango, onde o corredor se dividia em dois lados.
– Vamos pra direita.
– Não, vamos pra esquerda – Discordei.
– Mas por aí está escuro – Leon reclamou, me seguindo de perto e olhando em volta, como se esperasse que um zumbi o atacasse a qualquer momento. Ele tava meio paranoico, o que poderia acontecer de ruim?
– RAITO, CUIDADO!
Senti alguma coisa muito pequena pular em mim e me atacar, no começo achei que fosse um gnomo assassino lenhador de bonsai, mas então vi aquele cara, com o sorriso de orelha a orelha – literalmente – e puta que pariu, ele precisava de produtos Ivonne com urgência.
– Devagar! Devagar!
O baixinho acertou minha cabeça com alguma coisa, e a última coisa que escutei fora Leon gritando.
– Raito está des-mai-a-do! Alguém chama o xamu.
L POV
Acordei. É! Eu acordei deitado numa cama, com os pulsos amarrados e até meio roxos. EU ESTAVA NU.
Sabe, eu não me incomodava, mas a higiene daquele lugar era bizarra. Eu não tinha muito o que fazer, então desatei a me observar. Notei que tinha algumas pintas que jamais tinha visto e que meus braços e pés eram bronzeados, comparado ao resto do corpo. Ah sim, não se pode deixar de contar do chupão na minha virilha.
Limpei a garganta e olhei ao redor. Podia até ser obra do Raito, mas ele não teria chegado antes de mim no hospício, já que fora deixado para trás, amando seu amante loiro... Aquele nojento.
Tentei repassar o que aconteceu para então eu estar ali. Mihael e Beyond foram para um lado, Near e Mail para outro e eu decidi ir para o oposto deles. Sozinho?
Entrou então alguém no quarto, com um saco de pano encardido na cabeça. Estava só de calça e era mais branco que eu.
– Como consegue?
– O que? – respondi.
– Ser tão branco quanto Jeff! Ninguém é mais branco que Jeff! – ele falava de si mesmo na terceira pessoa... Aprendizes de Pelé.
Cópia do L POV
Estava começando a achar que escolher o lado esquerdo da caverna era um túnel secreto que dava na mansão do Obama, de tão longo que este era. Não queria encontrar com a Misa/Ashley... Caminhávamos em linha reta com Mello reclamando que a bateria do seu celular estava indo para o saco. Ele é insuportável, como Near aguenta?
– Vê ali em frente?
– O que? – forcei minha visão. Tadinho de mim, estou ruim das vistas já.
– Outra divisória. Vamos agora para a direita – o loiro disse, tomando a frente. Caralho, quem ele acha que é?
– Vá você. Eu não sou estúpido. Se o túnel inicial era pra esquerda, é claro que o próximo continua para a esquerda – e segui meu rumo. Eu não era de rezar, mas rezava para que no fim do túnel dele tivesse um buraco que dava no centro da Terra e que finalmente ele morresse frito. Quem sabe eu não voltava lá com vinagrete e molho e comia Mello à milanesa.
Eu ouvia passos atrás de mim e conclui, com tristeza que Mihael desistira.
Cheguei então a uma porta que parecia muito com a do filme O Albergue. Não me surpreendi, até porque parecia também com a porta da minha cela na cadeia. Suspirei; estava quente ali. Tirei minha camisa e limpei o suor do meu rosto. E eu sei que você está babando.
Não estava trancada a porta, então entramos e demos de cara com três andares de celas. As paredes verdes de musgo. O local fedia bastante.
– Mello... Vamos aproveitar o local e ter aquela conversa de seme pra seme... – sorri, virando para si, procurando minha peixeira nova dentro da calça. Onde eu tinha enfiado aquele cabo mesmo?
Garoto-propaganda-da-Garnier (porque você vale muito) POV
– O que era aquela porra? – O japonês resmungou, enquanto se limpava encostando na parede, depois do ataque daquele gnomo bocudo. Se eu não tivesse jogado a granada de luz talvez aquele bicho tivesse comigo a gente.
Eu não tava afim de ser comigo por ninguém.... talvez pelo Yagami, mas...
– Onde ta todo mundo? Devem ter morrido mesmo! – Ele reclamou. Acho que o japa tava tendo um ataque de pelanca – Vamos embora dessa merda também!
– Mas...
– Aquele maldito do Ryuuzaki me deixou pra trás, bem feito, morreu sozinho!
– Raito...
– ELE SÓ SE IMPORTA COM A PORCARIA DESSE CASO! E EU??
– Yagami-chan...
– EU ACHO QUE A GENTE VAI TER QUE TRANSAR NA FRENTE DELE PRA EU GANHAR ALGUMA ATENÇÃO AQUI!
Ele tava me usando pra fazer ciúmes todo esse tempo?? Me senti mais usado do que quando minha noiva Ada transou comigo e espalhou os vídeos no Whatsapp com a legenda “Eu sou a xing ling, mas ele que tem o pinto pequeno”. Eu não merecia passar por isso, não mesmo.
– Que se foda essa porra, eu vou embora! – Bufei irritado, rumando pra saída do hospício e batendo os pés com força no chão, trocando minha pistola pela bazuca e pronto pra explodir o primeiro que aparecesse.
Foi então que senti duas mãos me segurando, achei que fosse Raito me pedindo desculpa. Mas eu estava decidido. Eu tava estressado, bolado, chateado, irritado, emputecido, enlucifado e encaralhado.
– Não-me-toca! – Virei-me, apontando a bazuca e atirando sem olhar.
Senti a explosão perto de mim e voei pra trás, como nos filmes do Matrix, só que não foi tão legal e nem em câmera lenta. Quando abri os olhos vi Yagami do outro lado do corredor, no mesmo lugar que eu havia deixado.
Ué.
Eu explodi quem?
Fale com o autor