Le Urlaub

20 Capítulo 19. "..."


Notas iniciais
KAMI-sama: Desculpem a demora, eu tive um ataque cardíaco (mais ou menos isso) e o pai da Mihaell morreu (acidente de carro), depois que sai do hospital eu tive que ir consolar ela que tava muito mal na casa do caralho, porque ela mora muito longe de mim, então, boa leitura pra quem tem um coração saudável e um pai -q
E ela disse que não tá legal pra deixar notas u.u disse que ta com vergonha

– Seu... – FILHO DE UM BOSTA DE CAVALO!

– Zoa, eu te amo, Mell.

– Eu sei – Sorri convencido e abracei o ruivo que estava com cheiro de foca morta.


Capítulo 19. "..."


– Matt acorda, a gente não ia na porra do show? – Chacoalhei meu ruivo que dormia pelado em cima da cama – Levanta filho da puta!

– Não Mell, eu quero dormir – Ele disse com a voz manhosa enquanto se cobria com o cobertor e virava as costas pra mim.

– Mas você me fez comprar essas porras de ingresso, se você não levantar em cinco minutos eu vou fazer com você o mesmo que aconteceu com a foca!

– Nhaa! – Ele se cobriu até a cabeça e depois não se mexeu mais.

Respirei fundo tentando me acalmar e fui até o ruivo, o peguei no colo e caminhei rapidamente até a varanda. A lua estava cheia, e refletia sobre a piscina vazia. Afastei a franja do rosto do garoto e dei um beijo na sua testa.

– Mell...? – Ele chamou sonolento.

– Está na hora de acordar, querido – Sorri gentilmente pra ele e o joguei pela varanda.

Vi o ruivo despencar girando e gritando, durante o trajeto até a piscina o cobertor voou e eu pude ver sua bunda branca chocar-se contra a água – que parecia gelada – e em seguida as mãozinhas dele se agitando, como se ele estivesse se afogando.

– Acordou querido? – Perguntei ironicamente.

Matt POV

Filho.da.puta!

Não acredito que aquele loiro filho de uma vaca prenha me jogou da varanda pelado! E ainda por cima essa água está gelada, ai meu deus, eu não quero morrer do mesmo jeito que a minha foca!!! EU NÃO QUERO MORRER COMO UMA FOCA AFOGADA!

Beyond POV

Ainda não creio que o Matt obrigou a mim e o Near a vir há uma igreja rezar pela foca dele! Lógico que eu não aceitaria, mas Near me ofereceu um haru haru na volta, então não pude me conter, e, além do mais, eu estava pra lá de entediado.

Estávamos no momento sentados num dos bancos, acompanhando o que o pastor falava logo a frente. Muitas pessoas nós olhavam de lado, por que tipo, estávamos de mãos dadas e logo na entrada da igreja eu havia dado uns pegas no albino.

– e diga, SAI, SAI, SAIII – gritava o homem fazendo com as demais pessoas repetissem o gesto. Sinceramente nada contra igrejas, mas de certo modo me incomodava o modo com qual os fieis era tratados.

“vamos doar isso, vamos doar aquilo”

Por que? Não querem doar logo seus espermas pra ciência, bando de filho da puta?

Agora, entendem a situação, que foi, por pura sacanagem, ir no altar pedir benção pra foca.

– pastor. Queria que você desse sua benção para que a foca de um conhecido meu durma em paz – falei calmo.

– ô meu filho – disse num tom desanimado e meio desconfiado – e como ela morreu?

– o namorado dele a jogou do terraço – comentei o simples ato.

– namorado? Dele? Jogou a foca do terraço? Hã?

POV extra/narrador

A floresta está densa e escura, com poucos animais fazendo barulho. Entre eles corujas, sapos e provavelmente um homem e algum outro animal.. digamos, não muito comum em meio a mata.

Estava um homem alto, que pela escuridão ninguém conseguia ver o rosto, de terno, junto a uma fogueira, e, junta a ele, um animal marinho, olhando as chamas queimarem, estalando as madeiras.

Ambos se olharam por alguns segundos, até que o humano se levantou, mostrando o rosto sem face, esticou seu braço levando-o até a foca, que, em instantes estava agora queimando na fogueira, enquanto fazer barulhos macabros.

Formigas andavam no chão, observando tudo com seus hábeis pernas (?) até serem pisadas pelo homem.

O dia seria longo...

Mello POV

– MAS MELLO POR FAVOR!

– NÃO MAIL! NÃO VOU PASSAR NO MC DONALD’S SÓ POR QUE VOCÊ QUER A PORRA DE UM BRINQUEDO MALDITO!

– MAS É O PIKACHUUUU!!!!!

– PIKACHU O CARALHO, ANDA! TEMOS QUE PEGAR O METRÔ!

– NHAA.

~Duas horas depois~

– Mell eu acho que o show não é por aqui... – Matt disse com uma voz irritantemente fofa – Por que não voltamos e compramos o mc lanche feliz, hein amor?

– Nós estamos no caminho certo, porra! – Disse estressado enquanto continuava a seguir em linha, mas aquela estrada de Seul estava mesmo muito estranha, não parecíamos estar no caminho certo... mas deve dar em algum lugar.

– Mello estamos nessa estrada há horas, só tem arvores ao nosso redor e já encontramos dois carros abandonados no caminho... isso não é estranho? – O ruivo perguntou se agarrando um pouco ao meu braço.

Respirei fundo tentando controlar minha vontade de soca-lo, e segui em frente ignorando tudo o que o ruivo falava. Depois de mais dez minutos nem parecia que ainda estávamos na coreia, ao nosso redor só haviam arvores, parecia uma floresta.

A iluminação da rua acabou em um determinado ponto, e a partir dali tínhamos que contar com a luz da lua para iluminar o nosso caminho.

– Mello, eu acho que estamos perdidos.

– Talvez... só talvez, você esteja certo dessa vez – Comentei enquanto passava um braço por cima do ombro do meu ruivo e o trazia pra perto de mim. por que é bem capaz dessa anta se perder nesse escuro.

– AI MEU DEUS EU PISEI EM ALGUMA COISA! – Matt gritou pulando no meu colo, claro que eu não o segurei e ele acabou caindo de bunda no chão.

– Deixa de ser escandaloso – Bufei enquanto me abaixava e tateava o chão para ver no que ele havia pisado.

E para minha surpresa – e felicidade – era uma lanterna! É muita sorte achar uma lanterna num lugar como esse, sorte demais para ser verdade... melhor eu ficar com a arma engatilhada.

Liguei a lanterna e iluminei o caminho a nossa frente. Realmente estamos em uma floresta, mais precisamente em uma trilha que se dividia em dois caminhos. Continuamos seguindo reto e Matt finalmente parou de falar.

Depois de alguns minutos andando o ruivo me largou e foi fumar um cigarro enquanto caminhava ao meu lado. A nevoa que nos envolvia na floresta estava começando a atrapalhar nossa visão.

– Matt o que é isso? – Perguntei ao pararmos em frente de um grande estrutura redonda e comprida.

– Eu acho que é um silo – Ele disse enquanto se aproximava lentamente – Tem um papel grudado aqui, tá escrito... “can’t run” e tem uns riscos.

Tirei o papel das mãos do ruivo para ver, e a letra era pior do que a dele. Parecia de uma criança, olhei em volta e não vi nada que pudesse explicar o que aquela porra estava fazendo ali.

– Guarda isso ai e vamos continuar andando – Ordenei enquanto entregava a pagina ao ruivo.

Enquanto andávamos eu tive a leve impressão de estar sendo seguido, mas não me dei ao trabalho de olhar pra trás, afinal, quem estaria por aqui uma hora dessa?

Lawliet POV

– tragam-nos dois baldes de pipoca doce, por favor, — falei no telefone vendo Raito me cutucar a costela.

– doce? É louco é? Salgada!

doce ou salgado, senhor? – falou o homem da recepção, ao telefone.

– doc-! – tentei falar, mas o japonês me interrompeu tapando minha boca com a mão.

– Salga... – o chutei, antes que ele terminasse.

– sim senhor, vou levar doce de salsa! Um segundo! – E então a ligação caiu.

Joguei o telefone na direção de Raito, que estava se defendendo com uma almofada enquanto me xingava em japonês. Qual o problema dele? Pipoca doce é muito melhor!

Mello POV

Matt estava agarrado novamente ao meu braço, enquanto eu segurava a lanterna e continuava seguindo em frente.

– Mell... – O ruivo me chamou com a voz manhosa – Eu quero meu PSP.

– E eu quero chocolate – Suspirei tristemente, saudades das minhas barras de chocolate ao leite.

– Ah se a minha foca estivesse aqui...

– Cala a boca, você escutou isso? – Perguntei enquanto parava de andar e tentava escutar os ruídos ao redor. O som lembrava muito a estática de uma tv... oh meu deus, será que aquela garota do poço voltou?

Tirei a arma de dentro do casaco e iluminei ao nosso redor em busca de algo.

– Olha Mello, outra página – Matt disse apontando para uma arvore.

Tinha um desenho estranho, de um bonequinho com braços gigantes... puta que pariu, desenha pior que o Matt. E ao redor do bonequinho estava escrito “No, No, No” varias vezes.

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Me aproximei para pegar o desenho e senti como se alguém estivesse atrás de mim. virei-me rapidamente para ver e... fodeu.

– Ai meu santo Mario! – Matt gritou – Corre!!



Notas finais
KAMI-sama: então.. não adianta olhar pra trás, não adianta correr, ele sempre vai estar te olhando.... deixe um review antes que o Slender te pegue. ( )/ <- bonequinho sem rosto.