Le Urlaub

21 Always watches, no eyes


Notas iniciais
Então gente, Mihaell aqui lol resolvi aparecer, -consegui- pra ninguém falar que estou morta, ou a Kami dizer que sou preguiçosa, coisa que EU realmente não sou nem um pouco (comparada a ela), esse capítulo foi feito enquanto eu esperava eternamente um ônibus pra ir pro meu curso de teatro e falava com a Kami no cel. LOL
Assim, faltam SOMENTE 10 REVIEWS PRA 200 SABE. SEUS LINDOS.
Please, passe dos 200 nesse cap. u.u
amo vocês ♥
E obrigado a aqueles que compreenderam nossos dias sumidos e sim, que meu pai descanse em paz, gente.

– Olha Mello, outra pagina – Matt disse apontando para uma arvore.

Tinha um desenho estranho, de um bonequinho com braços gigantes... puta que pariu, desenha pior que o Matt. E ao redor do bonequinho estava escrito “No,No,No” varias vezes.

Me aproximei para pegar o desenho e senti como se alguém estivesse atrás de mim. virei-me rapidamente para ver e... fodeu.

– Ai meu santo Mario! – Matt gritou – Corre!!

21. Always watches, no eyes

Que porra é aquela?! O que tinha no meu cocholate? Pera... eu nem comi chocolate. Então quer dizer que aquela porra é real? Ah, por que a lanterna desligou? cadê o Matt? Puta que pariu!

– Mello!! – Escutei a voz do meu ruivo e em seguida senti ele me abraçar por trás – Não me deixa pra trás!

– Desculpa, você que mandou eu correr! – Falei arfando e batendo na lanterna, até que ela ligou novamente.

– Você viu os olhos dele?! – O ruivo gritou.

– Não...

– Nem eu.

– O que era aquilo, Mell? – Ele perguntou com a voz chorosa enquanto me abraçava, será que era um Digimon?

Mas o que?

– Ele pode ser um Digimon, ou... OMG! ELE É UM POKEMON... – Tampei a boca do ruivo antes que ele fizesse mais barulho.

– Seu doente, fica quieto antes que aquela coisa nos ache! – Pedi ao ruivo, que pareceu se acalmar um pouco.

Passei novamente o braço por cima do ombro do ruivo e o mantive bem perto de mim, sem me importar com a fumaça irritante do cigarro. E novamente o caminho a nossa frente se dividiu em dois, eu queria ir pela direita e o Matt pela esquerda. E lá ficamos discutindo por alguns segundos. Até que o barulho de estática voltou e o ruivo saiu correndo para a esquerda, me arrastando junto com ele.

Quando estávamos longe o suficiente, nos encostamos em uma pedra para descansar.

– Mell, outra pagina! – Matt disse pegando uma folha que estava grudada entre as três grandes pedras – Está escrito... “Don’t look, or it takes you” e tem um desenho muito feio ao lado, de um bonequinho comprido.

– O bonequinho deve fazer referencia aquele bicho sem rosto – Comentei enquanto puxava meu ruivo pela cintura e o abraçava de forma protetora. Matt é tapado demais para ficar mais de dez centímetros longe de mim e ainda continuar seguro.

– Então ele espalhou desenhos dele pela floresta? Não faz sentido, ele nem tem olhos, como pode desenhar? – O ruivo comentou se aconchegando mais perto de mim e deitando a cabeça no meu ombro.

– Ou talvez seja por isso que ele desenhe tão mal...

– Não Mello, isso realmente não faz sentido. Talvez... isso pode ter sido feito por outras vitimas!

– Ah claro, por que todo mundo que tá sendo seguido por um poste ambulante para pra fazer um desenho – Falei ironicamente – Aposto que antes de matar as vitimas ele oferece um papel e um lápis de cera.

– Será?

– Claro que não! Eu acho...

– Melhor não ficarmos muito tempo aqui, ele pode nos achar – O ruivo disse se afastando um pouco de mim.

– Ele com certeza sabe aonde estamos, seu cigarro é como uma trilha e a lanterna chama atenção – Comentei me desencostando da pedra e voltando a andar junto ao ruivo.

Não fazia a mínima ideia de onde poderíamos estar, não conseguíamos ver a trilha e a nevoa impedia que enxergássemos algo a mais de dois metros de nós. As árvores pareciam cada vez mais próximas e chegava ser difícil passar por elas, à mão do ruivo estava suada e apertava a minha com tanta força que parecia estar tentando quebra-la.

– Madonna, isso aqui não é erva? – O ruivo parou repentinamente e arrancou algumas plantinhas do chão. Parecia maconha, mas eu sei que não era, afinal, tínhamos uma plantação disso nos fundos do orfanato e saberíamos reconhecer sem problemas.

– É, mas eu não sei qual.

– O chão está cheio delas – Ele disse tirando a lanterna das minhas mãos e focando no gramado a nossa frente. A floresta estava repleta daquelas ervas estranhas – Vamos fazer a festa!

– O que você quer dizer com isso? – Perguntei desconfiado.

O ruivo então me entregou a lanterna novamente, tirou um isqueiro do bolso e depois enrolou a erva com a primeira pagina que encontramos. Matt tacou fogo na ponta e palancou um pouco para que a fumaça se espalhasse.

– Seu drogado...

– Mas é bom – Ele disse inalando profundamente a fumaça – Me deixou arrepiado.

– Que lindo, agora será que podemos sair logo daqui?! – Puxei o ruivo pelo braço e ele acabou deixando cair seu novo cigarro improvisado. E ao contrario do que eu esperava, o fogo não se apagou, pelo contrario, ele aumentou e incendiou as plantas ao redor.

Parece que aquelas ervas eram altamente inflamáveis, pois logo a lanterna se fez desnecessária, e o fogo iluminou tudo a nossa volta. A fumaça tomou conta de boa parte da floresta, e era impossível negar que o cheiro era viciante.

– Mello, eu estou ficando com vontade de... – O ruivo gemeu se roçando contra o meu corpo, e em seguida eu fui jogado contra uma arvore enquanto ele me beijava.

Não dava para raciocinar muita coisa, não importava mais se tinha algo nos seguindo, se a floresta estava pegando fogo ou se estávamos atrasados para o show. A única coisa que prendia minha atenção era a mão do ruivo apertando o volume na minha calça e gemendo meu nome em meio aos beijos.

Mail abaixou minha calça em um movimento rápido e se ajoelhou a minha frente. Mordi o lábio inferior, na intenção de conter um gemido quando senti algo quente e húmido envolver meu membro e o suga-lo com força. Ergui a cabeça e abri os olhos para olhar rapidamente ao nosso redor, o fogo agora havia se espalhado pelas arvores, e ao longe eu pude ver a figura sem rosto de frente pra nós.

Ergui uma mão em direção a ele e mostrei o dedo do meio enquanto gemia e pedia para o ruivo ir mais rápido. Quando olhei novamente, o cara alto não estava mais lá.

– Mail, por que parou? – Perguntei puxando suas mexas vermelhas.

– Eu não aguento mais, eu preciso de você Mihael – Ele disse ficando de pé novamente e tirando o restante das minhas roupas.

– Só dessa vez – Suspirei enquanto ele agarrava minha cintura e me erguia. Prendi minhas pernas em volta da sua cintura e passei os braços pelo seu pescoço.

– Você não vai se arrepender meu loiro – Ele sussurrou no meu ouvido.

Senti o membro dele contra minha entrada e mordi seu ombro para não gritar de dor quando ele me penetrou de uma só vez. Sem preparação ou aviso prévio. Ele me prensou ainda mais contra a arvore e tirou uma mão da minha cintura para acariciar meu rosto. Era uma posição desconfortável, mas quem liga? Tudo o que eu queria era sentir o ruivo dentro de mim, e inalar mais daquela fumaça magica que estava me fazendo ver estrelas e homens sem rostos parados atrás de nós...

– Mihael, geme meu nome – O ruivo pediu apertando minhas coxas, enquanto me estocava com mais força.

Fiz que não com a cabeça e ele parou de se mover.

– Anda Mello, faz isso direito! – Ele gemeu contra o meu pescoço, fazendo um arrepio passar pela minha coluna – Diz, o que você quer que eu faça.

– Eu quero que você continue – Pedi movendo meu quadril contra o membro dele, mas ainda não era o suficiente.

– Pede direito.

Esse ruivo tá querendo levar um tiro? Só pode.

– M-Mail... me fode Mail – Gemi jogando a cabeça pra trás e sentindo ele voltar a me estocar.

– Com todo prazer.

O ruivo investia cada vez mais rápido, minha costa nua estava começando a arder depois de tanto roçar contra a arvore. O fogo estava se aproximando de nós, e o ruivo urrava cada vez mais alto, e de forma indecente.

– Mihael – Ele disse com os dentes trincados e em seguida senti seu sêmen preencher meu interior.

O garoto me abraçou mais forte e deixou-se cair no chão, me deixando por cima dele. Apesar do fogo ao nosso redor, e dos corpos suados, eu estava sentindo frio. E ao perceber isso o ruivo puxou o meu casaco e me cobriu. Era tão estranho ver o Mail sendo o “macho” da relação.

– Quer dormir, amor? – Ele perguntou enquanto tirava uma liga do bolso do casaco e prendia meu cabelo de forma desajeitada.

– Não podemos, se ficarmos aqui vamos virar churrasco ou ser comidos pelo cara sem boca – Comentei de bom humor – E eu já fui comido demais por hoje, ou melhor, pelo resto do ano.

– Mas ainda estamos no começo de março! – Ele fez um bico.

– Ok, fui comido o suficiente por essas férias – Sorri e dei um beijo na testa do ruivo – Agora vamos? Antes que meu bom humor vá embora.

– Vamos pra onde?

– Seguir a trilha, e matar qualquer coisa que apareça no nosso caminho.

Matt POV

Passado o efeito das ervas do demônio, o mal humor do loiro voltou. Pior do que antes. Eu realmente estou com vontade de joga-lo no chão... sim, por que eu estou sendo obrigado a carregar esse projeto de Madonna na minha costa.

Ok, tudo bem que ele não vai poder andar por um tempo, mas... precisa me tratar como um cavalo porra?!

– Pra direita! – Ele disse puxando meu cabelo – Mais rápido, ayo!

– Para com isso – Pedi tentando jogar ele mais pra cima, o loiro era pesado demais e vivia escorregando – Olha, outra pagina!

Essa pagina estava em um pequeno muro, pareciam ser quatro muros ligados. No meio do nada... é né, cada um com suas decorações.

– Por que só você vê essas folhas do caralho?

– Por que sou foda.. Ai! Para de puxar meu cabelo, amor! – Falei irritado enquanto chegava perto da folha e via o loiro a pegar.

– Está escrito “Always watches, no eyes”... – WTF? – como ele olha sem os olhos?

Antes que eu disse que não sabia, o barulho de estática pareceu vir de todos os lugares, a nevoa aumentou e quando erguemos a cabeça ele estava lá, parado a nossa frente e por trás deles saiam umas paradas estranhas e pretas.

Oh shit.

Lawliet POV

– amor? – chamou Raito no pé da minha orelha.

– Oe – respondi me mexendo um pouco e gemendo. Estava quase adormecendo, coberto e com o rosto no travesseiro. Estava chovendo e bastante frio pra aquela época. Havíamos acabado de tomar duas xicaras de café.

– voltou a dormir? – não entendi muito bem a pergunta dele. Eu havia voltando a dormir como antigamente, digo, alguns minutos ao dia, mas aquele dia estava tão preguiçoso...

– talvez – o abracei e o senti me aconchegar em seus braços – por quê?

– por nada... Só estava aqui me perguntando se... – nesse instante Raito foi interrompido pelo meu celular que começou a tocar no criado-mudo.

Senhor Ryuuzaki – era Watari do outro lado da linha – sei que o senhor está em férias, mas tenho um caso que o senhor provavelmente se interessará e de extrema urgência – sentei direito na cama vendo o japonês me olhar de cara feia.

– prossiga.

o caso começou como uma lenda na internet, que por sinal, assustava muitos – Raito puxou meu braço e pediu pra colocar no viva-voz, o que eu atendi.

sobre? – Raito perguntou. Sei que Watari iria chamar minha atenção mais tarde, mas não me preocupei muito com isso.

então... – parou um pouco, acho que pensando se deveria sim ou não contar – era uma creepypasta, que são, basicamente, histórias de terror criadas na internet. Fala sobre a história de um garoto chamado Jeff, que foi atacado durante a noite por um homem que fugiu. No outro dia, ele teve uma briga com outros garotos que estavam mexendo com ele e seu irmão mais novo, Liu. Ele esfaqueou os garotos e nisso o irmão dele se entregou para a policia. Depois Jeff foi a uma festa de aniversario, encontrou com os mesmo garotos, que brigaram. Queimaram-no com agua sanitária e álcool, resultando na completa destruição de sua pele, então...

– puta que pariu – comentou Raito interrompendo Watari.

pois então... Logo após isso o garoto foi parar no hospital, e depois em casa. Cortou o rosto formando um sorriso em seu rosto e queimou os olhos para não mais os fecha-los. Matou o pai, mãe e o irmão. –terminou o relato, tomando fôlego – mas enfim, é realmente só uma lenda. O caso em si, que temos um tanto de urgência, é que no último domingo um detetive foi morto em sua casa. No seu armário encontraram uma garota morta e que não foi identificada. Inicialmente, o caso era pra se manter fechado, mas foi parar na internet, como relatos do próprio detetive.

– vamos direto ao ponto Watari.

Certo. O relato consiste em um hospício, onde começa tudo. Ele vê tal vídeo, em qual aparece um hospício e um ser macabro, segundo as descrições. Após isso o computador da vitima é hackeado, não importando o sistema de segurança. Geralmente, quem consegue rastrear o hackeador, o localiza no hospício. Quero que você investigue e reúna sua equipe.

– seremos mandados pra lá?! – Raito meio que gritou ao meu lado. O olhei de lado e suspirei.

– Watari. Quantos policiais já foram mandados ao local? Por que não retiram o vídeo do ar?

funcionários do site, que é o Youtube tentaram retira-lo do ar, mas há registros que tais funcionários foram assassinados logo após. Policial nenhum quis se arriscar há chegar ao local, e como o caso não foi totalmente registrado, começando por lendas, FBI nem o CIA se envolverão.

– certo então. Entre em contado com meu irmão, ele está com Near. Mello e Matt saíram para um show, chame-os também.

– sim senhor.

– Ryuuzaki... me lembrei de uma coisa... – Raito falou baixo, com a cabeça abaixada, deixando a franja cobrir seus olhos.

– o que foi? – segurei o queixo dele e olhei nos olhos dele – o caso Kira? Ele estará agora em pausa.

– Não é isso! É que.. Falando em FBI e CIA... Eu lembrei do meu pai e a policia japonesa e... – ele pausou – sabe deles?

Sabia que esse dia chegaria...

– Raito... meu amor, venha cá – o puxei pro meu peito – sabe que teu pai morreu no desmoronamento que o Mello causou, ano passado né?


Notas finais
Agora eu posso ver quem tem a fic nos favoritos e ainda lê u.ú deixem review!