Le Urlaub
15 14. é só o final, savy?
Notas iniciais
– Eu? EU SOU FIEL. Um garoto... – tomei folego – um garoto que estava quieto num orfanato e logo depois você apareceu e derrubou meu mundo!
– Isso mesmo. Derrubei seu mundinho infantil, seu moleque. Preste atenção. Sabe o quanto gosto de ver sangue jogar, e você com uma atitude dessas – ele apontou para o próprio rosto. Os olhos dele estavam escuros de tanto ódio – está pedido para morrer, mas antes eu deveria e foder não é, albino...?
Não pensei em nenhuma resposta. Só saí do quarto segurando um grito em minha garganta.
14. é só o final, savy?
Near POV
Como eu pude acreditar que ele iria ser diferente por mim? Depois disso ficou claro que ele não me ama, ele nem ao menos deve saber o que significa a palavra amor. Esse idiota destruiu a minha vida, ele ainda teve a coragem de me ameaçar. O que eu estava pensando quando me deixei apaixonar por ele?
Sai correndo pelos corredores do hotel esbarrando em quem estivesse em meu caminho, sem me dar ao trabalho de pedir desculpas, afinal seria meio difícil pedir desculpa enquanto choro aos soluços desse jeito. Corri sem rumo pelo hotel até minhas pernas doerem, eu não sabia se ele estava vindo atrás de mim. Provavelmente não, por que ele iria vir? Não sou...
– Ai olha por onde anda! – Alguém reclamou quando esbarrei nele. Levantei a cabeça e vi que era Mello parado com uma expressão irritada e os punhos cerrados.
– Mello – Abracei o loiro pela cintura e deixei as lagrimas caírem de vez enquanto chorava um tanto... escandaloso?
– Near o que aconteceu? – O mais velho perguntou tentando enxugar meu rosto com uma das mãos enquanto a outra afagava meu cabelo de forma carinhosa.
– B-Beyond – Gaguejei e senti o loiro estremecer ao ouvir o nome do mais velho, eu sabia o quanto eles se odiavam. Mas isso não me importava agora, nada me importava agora.
– O que aquele idiota fez com você Near? – Mello perguntou se afastando pra poder olhar melhor o meu rosto – Ele brigou com você? Te machucou? – Apenas fiz que sim com a cabeça e voltei a soluçar – Vem cá, vamos pro meu quarto – Ele disse tentando ser o mais carinhoso possível e me abraçou de lado para andarmos.
Fomos para o quarto que o loiro dividia com Matt, mas não havia nem sinal do ruivo por lá. Provavelmente estava se divertindo pelo hotel com os inúmeros jogos que havia no saguão de entrada. Mas isso não vem ao caso agora. Mello entrou no cômodo sem se dar ao trabalho de ligar a luz e me levou até a cama, sentou-se e me fez sentar em seu colo. O loiro voltou a enxugar as lagrimas que teimavam em cair pelo meu rosto e com o braço livre contornou minha cintura me puxando para mais perto.
– E-ele não me ama Mello – Declarei o obvio em meio aos soluços – Ele não me ama!
– Esquece ele Nate! – O loiro disse irritado – Você não precisa dele, você tem a mim e ao Matt.
– Desculpa – Sussurrei com a voz mais controlada, mas ainda estava chorando – Eu não posso amar mais ninguém, só ele...
– Então eu vou fazer ele entender que não pode brincar com você – Mello tirou uma arma de debaixo do travesseiro e me deitou na cama, ele aproximou o rosto do meu e selou nossos lábios rapidamente para depois sair do quarto engatilhando a arma.
Mello POV
Primeiro eu perco o meu ruivo, depois o Near vem chorar no meu colo e eu ainda sou obrigado a ouvir que ele ama aquele bastardo do Beyond. Bati a porta do quarto e corri até o quarto que o albino dividia com o maníaco do outro lado do andar. No caminho passei pela frente do quarto do Yagami e notei que ele estava saindo de lá de mãos dadas com outro asiático, credo. Não deixou nem o corpo do Lawliet esfriar...
Continuei meu percurso até o quarto do filho da puta e tentei ao máximo não matar ninguém no caminho, mas porque diabos esse hotel é tão movimentado? Merda, essas pessoas no caminha só me atrasam. Levei cinco minutos pra cruzar o andar do hotel e chegar ao quarto de Beyond. Abri a porta com um chute e entrei sem avisar.
O moreno estava sentado em uma poltrona, com a cabeça baixa e as duas mãos massageando as têmporas. Ele falava alguma coisa sozinho, mas estava longe demais para que eu escutasse. Andei em passos largos até o moreno e o peguei pela gola da camisa o jogando contra a parede mais próxima. Quase instantaneamente ele tirou uma faca do bolso e colocou no meu pescoço enquanto minha arma encostava na sua testa.
– O que você fez com o Near seu maldito? – Rosnei pressionando a arma contra a pela branca do moreno.
– Quer dizer que ele foi atrás de você? – Ele disse frio sem demonstrar nenhuma emoção, mas os seus olhos deixavam claro que ele estava sentindo ódio de mim, ódio de Near, ódio de todos.
– Quer saber? Ele está lá na minha cama agora – Comentei ironicamente e senti a faca pressionar ainda mais meu pescoço – Ele estava chorando e balbuciando o seu nome, eu nunca vi o albino chorar em todos esses anos! E você chega do nada e consegue isso com tanta facilidade, VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUANTO EU QUERO ESTOURAR A SUA CABEÇA SEU IDIOTA?!
– Então por que você não vai lá ficar com ele? – Beyond disse calmo, como se estivéssemos falando de um objeto barato e não de um garoto.
– Por que é você que ele ama seu filho da puta! – Eu poderia ter continuado ali xingando ele, poderia ter apertado o gatilho, poderia ter feito milhares de coisas. Mas todas essas alternativas se foram quando a porta do quarto se abriu novamente atrás de mim e pelo olhar de Beyond eu nem precisava me virar para saber que era o albino ali.
– Mello solta ele – Escutei a voz chorosa do albino e com um esforço sobre humano me afastei do moreno e abaixei a arma.
– Vou atrás do meu ruivo – Bufei e sai dali, mas antes parei ao lado do albino e coloquei a arma nas mãos dele – Você sabe como usar Near.
Beyond POV
– Por que voltou aqui Near? – Perguntei encarando a parede atrás do garoto – A cama do Mello não estava confortável o suficiente?
– Beyond pare com isso – Ele pediu com a voz arrastada e enxugando algumas lagrimas. Ver o meu albino naquele estado era agoniante, mas ele merecia isso.
– A culpa de tudo isso é sua Near! – O acusei.
– E-eu não fiz nada intencionalmente Beyond – Ele disse com a voz suplicante – Esquece isso, vamos ficar...
– Sai daqui! – Falei rispidamente – Eu não quero mais ouvir a sua voz irritante, some daqui Near!
– Beyond eu te amo! – O albino disse tão desesperadamente que me fez ficar em duvida sobre perdoa-lo ou não. No final das contas ele não havia feito nada de tão abominável, mas o meu ciúmes doentio não me permitia perdoa-lo tão facilmente.
– Qual parte do “some daqui Near” você não entendeu? – E aquilo foi o golpe final. Pela segunda vez na noite vi o meu garoto sair correndo para longe de mim. Eu sabia muito bem que não deveria ter feito isso, sabia que ambos estávamos errados e que nesse momento eu devia estar indo atrás dele.
Apertei a faca em minhas mãos e respirei fundo algumas vezes. Eu não podia simplesmente deixar ele correr para os braços do loiro filho da puta. Não seria tão fácil roubar o meu albino de mim. Comecei a caminha lentamente em direção a saída do quarto, eu não iria correr atrás dele. Meu orgulho não permitia isso.
A cada passo que eu dava me sentia um pouco mais arrependido do que fizera, poderíamos ter resolvido aquilo sem ter que brigarmos e o problema não estaria nessa proporção agora. Os corredores do hotel estava movimentados, e muitas pessoas embarravam em mim. Mas é claro que nenhuma delas ficou com o pescoço inteiro depois desse ato suicidada.
Peguei o elevador e fui para o térreo, conhecendo bem o meu albino ele deveria estar correndo para fora do hotel, mas é claro que ele iria preferir a escadaria ao invés de um elevador lotado de gringos estranhos.
E como sempre eu estava certo, assim que sai do elevador vi Near correndo em direção a tempestade do lado de fora do hotel. Apressei um pouco o passo e tentei alcançar o menor, mas não foi o suficiente, ele estava prestes a atravessar a rua na chuva, ele nem se deu ao trabalho de olhar para os lados. Correu com a cabeça baixa e só a levantou novamente para ver de onde vinha o som da buzina e pneus arrastando. Mesmo que a pessoa freasse um metro antes ainda derraparia pela pista até acertar Near. E foi exatamente isso que aconteceu, em um segundo meu albino havia sido jogado a quase dois metros de distancia.
– NEAR! – Foi a única coisa que saiu da minha boca enquanto eu corria até o corpo do garoto jogado no asfalto molhado com as roupas ensanguentadas.
Lawliet-“ô”-perdido POV
Consegui um barco e estou já à quase três horas e meia navegando... tentando sair da vista das areais do Egito e entrar em mar aberto. Mas se pensarmos bem, estou louco, afinal, não tenho comida o suficiente e nem mesmo experiência nestas águas.
Ok, eu tinha um guia e um menino, e um cachorro. O menino já não aguentava trabalhar lavando os camelos, que haviam vindo junto à mim, mas o moleque está desmaiado na cabine e o cara se jogou na agua e saiu nadando de volta para as areais falando “eu vou é morrer se continuar contigo!”.
Meu amigo o qual havia me encontrado tinha sido chamado pelo Faraó, ambos entraram num quarto e depois não ouvi falar de nenhum dos dois. Segundo rumores, o faraó precisa de toda semana de oferendas... enfim.
– HEEY. TRIPULAÇÃO! Levante, Shoajukesin – chamei pelo menino.
Não ouvi nenhum retorno, voltando à cabine.
– Eu fui abandonado pela minha tripulação. E nem somos piratas... – olhei meu navio que estava juntando um pouco de agua – e meu navio está afundando. Devo ser um bom capitão e afundar com ele?
– Au au – latiu o cachorro –nãão– olhando para o horizonte.
– ao menos você não me abandonou... – sorri, o que eu não era acostumado à fazer, mas digo, aquele cachorro era meu amigo... meu camarada... companheiro agora.
– Seu nome será...
– Ain ain ain – o olhei. Ele estava na agua. Tentando nadar pra longe do navio. Sem sucesso.
– Masq? – me aproximei dele e o puxei. Ele então começou a gemer e me mordeu e se jogou na agua de novo – amigo?
Fui abandonado até pelo cachorro... será que vale à pena eu voltar...?
(Ô, u.u aviso aquê. Não sei muito sobre o próximo capítulo, já que a Kami vai viajar não-sei-quando. Então, CASO atraze, já sabem o que foi o/ mas creio que não vai atrazar não.)
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