– Seu nome será..

– Ain ain ain – o olhei. Ele estava na agua. Tentando nadar pra longe do navio. Sem sucesso.

– Masq? – me aproximei dele e o puxei. Ele então começou a gemer e me mordeu e se jogou na agua de novo – amigo?

Fui abandonado até pelo cachorro... será que vale à pena eu voltar...?

16. Violado(s)

- Eu não posso matar você... Droga! Não era para as coisas serem assim.. – eu estava no banheiro do hospital, segurando meus cabelos com força – eu não posso matar você... Você me completa, Near! – nunca pensei que chegaria a tal ponto. No momento mais critico eu não podia surtar, não é? É exatamente nessas horas que eu devo manter a calma e ser frio...

- senhor? – um homem tocou meu ombro, me fazendo olhar pra ele, que se afastou rápido com meu movimento – seus olhos... estão vermelhos sangue. São lentes, certo?

- Não – fechei os olhos por breves momentos – não são lentes – geralmente quando a pessoa está com raiva, ou seus olhos dilatam a uma cor mais clara ou escurem de maneira absurda. Quanto aos meus...

- Não brinque. Sei que são. Pois fim; o senhor está bem? Está muito pálido. Era um dos pacientes? Se sim, de qual ala? — porra, o cara nem me deixa responder a primeira pergunta e já vem com essa de estou pálido? Mas hein?

- Sim... – Sorri – Eu sou um dos pacientes da ala psiquiátrica – E abri meus olhos, vendo o moço se afastar mais.

- Mas... ISSO NÃO É POSSÍVEL! – Gritou, ecoando sua voz pelo banheiro.

- Não, é...?

- CLARO QUE NÃO! AQUI NÃO TEM ALA PSIQUIÁTRICA!

- MAS HEIN? – what?

- Claro que não jovem. Agora vamos, quero achar seus pais. Sua palidez excessiva está me incomodando – ele agarrou meu pulso.

- Está louco por acaso? – pergunto.

- Claro que não!

- Ótimo então – O empurrei para dentro de um dos banheiros e deixando de quatro.

- O-o que vai fazer? – Ele gaguejou.

- Não. Eu não vou te estuprar... só te afogar aqui – Coloquei a cabeça dele dentro do vaso sanitário, vendo-o se debater. Dois minutos depois a tirei – Quem é pálido aqui, mesmo? – Oerguntei, vendo-o tomar fôlego, mas logo a recoloquei no lugar – seu infeli... – fiquei quieto quando ouvi a porta do banheiro se abrir.

- Beyond? – Escutei a voz do japonês vindo de trás de mim – Por favor solte esse homem e volte comigo pra sala de espera – Yagami pediu colocando a mão no meu ombro.

- Não quero – Suspirei soltando o cara que saiu correndo pelo banheiro e se batendo ao passar pela porta – Não gosto de esperar, preciso fazer alguma coisa.

- Isso não vai ajudar Near a melhorar – Ele disse com a voz mais elevada – Olha Beyond, eu sei que você está preocupado, irritado, cansado e de cabeça quente, mas pare de causar mais problemas e fique sentado comigo naquela sala esperando a porra do seu namorado melhorar. Ok?!

- Yagami você...

- Ótimo, vamos – Ele me interrompeu e segurou meu pulso me arrastando pra fora do banheiro e me conduzindo pelo corredor até a sala de espera vazia. Sentei-me no sofá mais largo e relaxei o corpo na tentativa inútil de descansar, mas em nenhum momento fiquei mais calmo. A única coisa que me acalmaria nesse momento era o albino nos meus braços. De preferencia vivo.

Raito POV

Ryuuzaki vai me matar quando nos encontrarmos, ele vai me culpar com certeza. Malditos que só me trazem problemas. Mas admito que fiquei preocupado com o albino e o maníaco do Beyond – que por sinal estava tão cansado ao meu lado que acabou dormindo.

Uma hora havia se passado e Beyond continuava adormecido ao meu lado, uma posição nada confortável. Provavelmente ele acordaria com dor no pescoço e nas costas. E obviamente descontaria suas frustrações em mim.

- Yagami você está bondoso demais hoje – Sussurrei pra mim mesmo enquanto me virava no sofá e puxava Beyond para dormir entre as minhas pernas com a cabeça no meu peito. Ele era tão parecido com o Ryuuzaki, como eu queria estar assim com o detetive agora.

Ele faz falta, ele saberia o que fazer num momento como esse, ele sempre sabe tudo. É inacreditável como são tão parecidos de aparência e tão diferentes de personalidade, porem quando dormem não há nenhuma diferença. Passei a mão pelo rosto de Beyond, ele tinha a pele macia como a do detetive, e os cabelos igualmente bagunçados, embora os de Beyond sejam um pouco mais compridos. E a boca, a boca deles é exatamente igual, sem cor alguma, como a de um cadáver, será que também eram macias?

Me aproximei lentamente do moreno e senti a respiração calma dele sobre a minha pele, bem diferente de horas atrás quando ele estava bufando de raiva e frustração. Cheguei a uma distancia mínima entre nossos rostos e fechei os olhos...

- Vai me beijar Yagami? – O moreno perguntou num tom calmo que não combinava com ele.

- E-eu...

Fui interrompido – amém – pela porta da sala abrindo e uma enfermeira entrou quase correndo e parou a nossa frente com uma ficha nas mãos. Ela respirou fundo antes de falar e deu para perceber que não vinha boa coisa.

- Senhor Yagami Raito, é o responsável pelo garoto atropelado? – Ela perguntou seriamente.

- Sim – Respondi secamente.

- O garoto teve uma parada cardíaca durante a cirurgia e seu coração parou durante trinta segundos, mas conseguimos reanima-lo com tratamento de choque – Ela disse rapidamente e eu senti Beyond ficar paralisado nosso meus braços – A situação dele é grave, mas estamos fazendo o possível.

- Quais as chances de sobrevivência? – Perguntei apertando o ombro do moreno.

- Diria que de 60%, se tivermos sorte – Ela suspirou – Vocês creditam em deus?

Fiz que sim com a cabeça e Beyond apenas continuou imóvel.

- Então sugiro que rezem bastante – Ela disse em um tom amigável e se retirou novamente da sala nos deixando a sos.

- Beyond? – Chamei o moreno que encarava o teto como se fosse a coisa mais interessante do mundo – Ele vai ficar bem.

- Espero que você esteja certo Raito – Beyond disse em um tom baixo e se levantou – Vou atrás de geleia de morango – Ele disse tirando uma faca do cos da calça. Algo me diz que ele não irá pagar pela geleia.

(calma pessoal u.u o drama uma hora acaba. Tenham fé, está na nossa época de drama lol)

Mail POV

Querido diário... Querido o caralho. Foi aquela bitch que me deu; de querido você não tem nada!

Estou muito indignado com o Mello. Na moral, podia apostar tudo! Tipo, tudo! Até mesmo o pinto dele, mas ME apostar? Véi, isso não tem cabimento! E agora? Agora eu estou aqui, pelado, de quatro. Com uma coleira rosa no meu pescoço, numa gaiola, sendo obrigado a escrever nesse diário. Estou certo que minha vida não pode piorar, afinal, a mulher que me ganhou é um macho! Quer me estuprar porra!

Não pude deixar de reparar em manchas de sangue na cômoda e as correntes no portal da porta... Ok, o que mais me chamou a atenção foi os vibradores enormes que ela tinha, que se encontravam em cima da TV.

Sabe o irônico disso tudo? Apesar deste ser o meu diário, meu mais novo amigo, estou escrevendo nele para depois ela ler e passar tudo para quem ela quiser, né? Acho bom eu descrever minha nova “dona”; ela tem uns 1,89 de altura, é musculosa, morena e tem uns brincos muito dumal.

Acho que por hoje é só né... Essa posição me deixa desconfortável. Afinal, estou nu! PQP.

Olhei para ela que tinha um sorriso macabro, e a vi pegando um dos vibradores, um de tamanho enorme. Sério, eu não estou exagerando; aquilo é enorme! Maior que o do Mello? Talvez. Ai Mario, me salva! Prefiro ser comido por você do que por essa mulher...

- Awn, meu pequeno... você tem cara de quem nunca foi abusado... vai ser tão bom ver sua expressão depois disso... – ela começou a rir e a se aproximar.

- E-eu... – era difícil falar com o medo que tomou meu corpo – na verdade, eu já fui abusado sim. Muitas vezes. Mas não por um vibrador! – e daquele tamanho;

- Hn.. Então.. um momento – Ela comentou se afastando. A olhei receoso. Onde aquela mulher estava indo?! Talvez ela tenha desistido de me estuprar né? Seria uma ótima ideia, por que tipo, indo pelo meu lado, eu não sou tão masoquista quando o albino;

- voltei, cadela – Ela chegou com uma maleta. Franzi o cenho. Fiz uma cara horrível mesmo quando ela abriu, revelando o conteúdo. Havia um vibrador vermelho sangue do tamanho do meu braço – Isso foi exagero. Sente o drama – oh god – que tal isso pequeno...? Isso te arromba? – e começou a rir.

- Mello... cadê você, seu filho da puta? – choraminguei baixinho.

- HEEEEEY. MAIL CADÊ VOCÊ? – Gritou, abrindo a porta com um chute.

- AQUI NÉ SEU... – Melhor deixar pra xinga-lo só mais tarde;

- Seu o que? – ele me olhou de lado guardando a arma no casaco e fazendo bico.

- Seu lindo sedução e gostoso – Suspirei. Fazer o que né? Ele era mesmo.

- Melhorou – Ele disse engatilhando a arma e apontando pra mulher – Cadê as chaves da sela?

- E você acha que eu vou lhe entregar por que? – Ela disse em tom de deboche – Ele me pertence ago...

A frase não foi terminada, pois a cabeça da mulher foi atingida por uma bala disparada pelo meu loiro que estava bem mais irritado do que eu havia imaginada. Melhor eu ficar quietinho aqui e não piorar as coisas.

- Não se mexe – Ele avisou e apontou a arma na direção da sela dando um tiro certeiro na fechadura que se abriu. Mas eu ainda estava preso pela coleira amarrada a grade.

- Mell me tira daqui – Pedi fazendo um bico e ele parou a minha frente sorrindo e segurando meu queixo.

- Por que se eu posso aproveitar a situação? – Ele disse de um jeito safado – Ah Matt, você está tão convidativo assim...

Fodeu Matt, você vai ser abusado do mesmo jeito.

Notas finais
Mano, sei nem de onde tirei tempo para postar esse capítulo '-' Meu ex-padrasto veio aqui avisar que que minha mãe tá internada. Nem para ser meu padrasto atual (what).
Então.. tô meia enrolada esses dias; beijos.
Espero que gostem. Beijos.