Laços Sanguíneos
1 Prólogo
Notas iniciais
Os passos eram rápidos, assim como as lágrimas de felicidade escorriam rapidamente pelo seu rosto. Era impossível para ela, Isabella, quem teve tanto sofrimento na vida, realmente acreditar que, pela primeira vez em tempos, iria conseguir ser feliz.
Estava ansiosa, louca para ver o rosto de seu filho, sua vida, a sua força. Força que a fazia levantar cedo e dormir tarde, em busca de trabalhos e dinheiro; tudo para poder dar uma vida melhor para ele e fazê-lo feliz.
Isabella Swan dobrou a esquina, sorrindo. Conseguia ver a casa, a grande casa, que ficava no fim da rua; conseguia imaginar o seu bebê ali. Seu bebê de apenas dois meses. Seu Anthony. Anthony Swan.
Sabia que enfrentaria dificuldades na vida, mas ela iria conseguir. Iria dar todo o amor que ela tinha para Anthony; iria educá-lo, criá-lo. Seria ela e ele.
Bella sorriu ainda mais e ajeitou a bolsa no ombro. Ela ficara grávida por causa de um ato irresponsável, por causa de uma bebida. Lembrava-se vagamente que o pai do seu filho carregava Anthony no nome. E, como não tinha meios de procurar pelo pai, decidira homenageá-lo. Quem sabe, um dia, em um futuro, ela não o encontrasse?
Respirou fundo e limpou as lágrimas, ao chegar em frente a casa. Bateu à porta e esperou. Bella não queria ter deixado seu filho em um orfanato por dois meses, mas ela, naquela época, não tinha condições de criá-lo, então resolveu deixá-lo ali, com a promessa de que voltaria em breve. A diretora, uma irmã, era sua amiga, e nunca deixaria que seu filho fosse adotado.
A porta foi aberta e Bella sorriu.
- Bom dia – disse, animada. – Eu gostaria de falar com a irmã Clary.
- A irmã Clary faleceu na semana passada – informou a moça a sua frente, com pesar. – Eu sinto muito.
- Ah... – Bella sentiu um aperto em seu coração. A irmã Clary já era uma pessoa idosa, só não imaginava que ela fosse falecer assim, de repente. – Eu... Com quem eu posso falar, então?
Ela não entendia o medo que estava invadindo-a, não entendia o porquê de se sentir assim.
- Acompanhe-me.
Bella seguiu a moça, observando as crianças ali correrem, rirem e brincarem. Sabia que os bebês não ficavam ali, então ela se sentia ansiosa. Ela queria ver o filho. Precisava vê-lo.
- A irmã Clarissa está substituindo tudo temporariamente – explicou a moça que atendera a porta. – A senhora pode conversar com ela.
Bella assentiu, e, antes de entrar na sala, respirou fundo.
- Bom dia – disse, e a irmã sorriu para ela. – Preciso conversar com a senhora.
- Sente-se, meu bem.
Isabella explicou a situação para a irmã, contando-lhe toda a história. Sentia vergonha de admitir que dormira com um homem, estando bêbada, mas ela não se arrependia. Se aquela noite não tivesse acontecido, ela não teria o seu Anthony.
- E, então, irmã – murmurou –, eu posso levar o meu filho?
- Eu adoraria dizer que sim, filha. – A irmã suspirou, parecendo lamentar bastante. – Mas ninguém me avisou de nada aqui, e há cinco dias, o seu filho foi adotado.
Bella sentiu o chão ceder.
Adotado.
Deus!
O que ela iria fazer?
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