Laços Eternos
4 Capítulo 4
Renata Não sei ao certo como saímos dali, o garoto era incrivelmente habilidoso e conseguia se safar de qualquer coisa, até que não foi tão difícil, a não ser pela parte de pular o muro. — Doeu? — Ele perguntou. — O que? — Fugir da escola. — Áh... Não foi tão mal assim. — Eu sei que não. Revirei os olhos. — E como a gente sai daqui ? — Perguntei com medo de ser pega fugindo da escola. — De carro. — Áh... — Não dirige? — Nem eu nem ninguém do primeiro ano. — Ta bom, então vou ser seu motorista oficial ate tirar carteira. — Anh... Ta. Matt me levou ate o estacionamento, procurei por um carro simples, algo como uma caminhonete, mais não, o garoto já não era diferente o bastante, ele tinha que ter o carro mais cobiçado de todos. Um R8 de cor preta e detalhes prateados nos esperava, ele abriu a porta para mim e em seguida entrou no carro dando partida e saindo dali.
— Pouco humilde você em? — Falei ainda boquiaberta — Do que ta falando ? — Carro caro, roupa de marca. Onde consegue esse dinheiro? — Trabalhando ? — Uhum. — Re, a família que me adotou tem muito dinheiro. — Áh... E você deve adorar isso né !? — Não é bem assim, é legal, mais cança. Queria ser normal. — Você é normal, só que rico. — Você que pensa. — Ele murmurou. — Ein? — Áh nada... — Tem irmãos Matt? — A Vick. — Além dela, na sua outra família. — Tenho, Moona e Hitter. — São mais velhos ? — A Monna sim, já o Hitt é da tua idade. — E como sabe minha idade? — Sei lá eu chutei. Quinze? — Er. Vinte minutos depois de sairmos da escola Matt estacionou na beira da estrada, pelo que pude perceber estávamos fora da cidade. — Como a gente chegou aqui tão rápido ? — Hum... Sei lá, devo dirigir bem. Bufei. — E o que a gente ta fazendo aqui? — Quero te mostrar uma coisa. — Por que pra mim? — Por que você também foi um imprevisto pra mim. Fiquei sem graça e senti minhas maçãs esquentarem. Matt rapidamente abriu a porta e me ajudou a sair, guiando-me pelo bosque chegamos rapidamente onde ele queria. A vista era incrível, montanhas, arvores e uma cachoeira enorme que caia diante de nós descendo para o riacho que observávamos . — Eu sou um imprevisto ruim? — Perguntei — Não, por que ? — Áh sei lá, vai que você tenta me empurrar pro riacho e ai eu me afogo, imprevisto resolvido. Ele riu mais para mim do que de mim. Aproximando-se de mim, pousou as mãos em minha cintura . — Acredite a ultima coisa que quero é me livrar de você. — Eu também não quero me livrar de você. O garoto aproximou o rosto do meu ate que nossos lábios se roçaram, eu queria resistir mais não podia. Ele me beijou, e eu não fiz nada.
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