Last Nightmare
12 Ao seu lado
Notas iniciais
desculpe a demora e se o cap. ficou pequeno, agora que o hiatus acabou, irei atualiza-la regularmente assim como a Vampire de KWMS =3
E com isso, daqui a pouco a fic do KHR tbm sairá do hiatus em breve
desculpe o trastorno e obrigado a aqueles que continuaram acompanhando a fic ♥ que já tem o final pronto
enfim, obrigado
Utau e Ikuto se esconderam em uma casa abandonada um pouco afastada de onde Nagi e os outros estavam. Utau ajudava o irmão a se locomover já que ele estava muito ferido. Assim que entraram na casa, a loira ajudou o irmão a se acomodar em uma espécie de sofá velho que havia no local.
-Como vocês me acharam? — indagou Ikuto enquanto se acomodava
-Amu tem um ótimo olfato quando o assunto é sangue. Ela consegue sentir cheiro de sangue a quilômetros – Utau deu uma leve pausa, suspirou e completou dando de ombros — principalmente de sangue que ela já se alimentou – a loira estava jogando verde, pois tinha certeza de que Amu havia bebido o sangue do moreno.
-Como você sabe?! Ela te disse algo? – o moreno ficou surpreso e tal ‘confissão’ era tudo o que a loira queria
-Não...- a menor andou a procura de algum pano que pudesse usar para limpar os ferimentos do maior – Isso é tão obvio que nem precisava dela dizer... – ela parou e indagou sem encara-lo – Ikuto, o que exatamente aconteceu entre vocês dois?
*o que aconteceu não... O que QUASE aconteceu...* — pensou o neko enquanto massageava sua própria testa. O maior suspirou e, enfim, respondeu: -Nada... Não aconteceu nada – a resposta saiu meio hesitante. No fundo, Ikuto não gostava de mentir para Utau. A loira virou para fitar o moreno que parecia perdido em seus próprios pensamentos. Ela sabia que ele estava mentindo.
-Nada?! – a voz da loira se elevou — Impossível, algo de-
Utau foi interrompida pelo barulho da velha porta se abrindo. Ambos se voltaram para a direção do barulho
-Amu? — A loira indagou em voz alta, ela queria mesmo verificar se era a rosada que havia entrado.
-Calma, sou eu — respondeu Amu se aproximando dos dois — Ta tudo bem, Ikuto? – mesmo preocupada, a rosada não encarava o moreno. Seu rosto estava levemente corado.
-Sim... Eu estou bem – respondeu simples
-Que bom... – respondeu meio aliviada. A rosada não encarou o moreno nem por um segundo, estava com o olhar fixo no chão. Tinha receio de olha-lo e no fundo se culpava mais uma vez. Amu sabia que o objetivo daquele grupo era ela e sabia que foi imprudente de ter deixado o moreno sozinha. — Bem... essa casa é bem grande, vou subir pra ver o que tem lá em cima, cuide do Ikuto, Utau – completou dando indo em direção da única escada que havia
-Sim.. – a loira respondeu
A casa era realmente grande, porém suja e velha de mais. Ao ter certeza de que Amu estava no segundo andar Ikuto indagou inquieto
-O que ela te disse?
-Nada de mais — A loira vai até uma torneira que estava próxima aos dois e molha um pano branco que ela achou — só disse que... estava achando que era um estorvo pra você
-Um estorvo? – Ikuto fiava cada vez mais confuso
-Sim, foi o que ela disse — Utau se aproxima do neko e com o pano úmido começa a limpar cuidadosamente as feridas dele — por isso achei que algo tinha acontecido entre vocês dois. Não, na verdade eu tenho certeza! – ela o encarou- Mas vocês não me contam!
-Err.. é que é muito complicado... – ele desviou o olhar -nem eu sei ao certo...
A loira suspirou se dando por vencida: -De qualquer forma, eu realmente quero que vocês se entendam...
O moreno ficou calado. Se entender com Amu era a coisa que ele mais queria.
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-Francamente Kukai, sua missão era simples! — disse Nagi aos berros
-Eu sei, Desculpe Nagi — respondeu Kukai quase gaguejando enquanto massageava sua própria nuca.
-Sua sorte é que ainda temos muito tempo para pegá-los — Nagi começou a abaixar seu tom de voz — de qualquer forma, nós ainda temos que falar com Tadase-sama, afinal nós os encontramos por pura sorte – embora Nagi ainda estivesse com a maior vontade de voar no pescoço de Kukai, ela tentava se acalmar ao máximo.
-Sim, mas eu me pergunto que tipo de tortura Tadase-sama preparará para o Neko-kun — Disse Bara, perdido em pensamentos pervertidos
-Seja o que for não será nada do que esta pensando Bara — disse Nagi — vamos logo
Assim os três saíram da cidade, indo se encontrar com Tadase
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Amu estava num dos quartos que havia no segundo andar, o quarto era velho e sem iluminação. As paredes estavam cheias de rachaduras e teias de aranha nos cantos. A única iluminação que o quarto recebia era os poucos e fracos raios de sol que conseguiam passar pelas nuvens escuras. Amu estava sentada numa espécie de cama velha, que ficava de frente para a janela, ela olhava fixamente para a paisagem através da antiga janela de vidros quebrados rachados.
-Posso entrar? — indagou o neko que estava encostado na porta do quarto
-Pode — respondeu Amu sem desviar o olhar da janela
O neko entrou no quarto e se encostou-se à parede, bem ao lado da janela. Utau enfaixou algumas feridas dele e as faixas estavam manchadas de sangue.
-Obrigado — disse Ikuto
-Não precisa me agradecer. –ela deu uma leve pausa — para inicio de conversa, se te atacaram a culpa foi minha
-Não se culpe. Você não teve nada a ver com isso
-Como não?!?! –ela o encarou. — Estavam atrás de mim e te feriram por minha causa! — Amu abaixou a cabeça, os olhos da garota estavam começando a lacrimejar, ela estava segurando esse choro desde o momento que viu Ikuto ferido e agora essas lágrimas queriam vir à tona, mas Amu não queria chorar, muito menos na frente de Ikuto
-Amu olha pra mim – Disse o moreno
-...isso é só o começo... se continuar comigo vai sofre cada vez mais... ela cerrou seus punhos — e pra que? Pra ajudar um monstro como eu? Não vale a pena Ikuto
-Você não é um monstro – o voz de Ikuto se elevou um pouco. Ele odiava vê-la assim
-Você não me conhece! – Amu quase gritou. As lagrimas que a rosada segurava, agora correm pelo rosto da mesma. Ela se levanta e, escondendo o rosto sutilmente, fica de costa para Ikuto — No fundo você sabe que sou um monstro, afinal já me alimentei de seu sangue e isso vai acontecer mais vezes.. e se vo-
Amu é interrompida por Ikuto, que a abraça por trás. Amu fica sem reação:
-Eu não ligo pro que possa me acontecer... – Disse sinceramente
O silencio reinou por um tempo: -Porque se sacrifica por mim? – a rosada decide indagar
-Porque quero te ajudar- A sinceridade de Ikuto intrigava a menor cada vez mais
-Mas, se continuar assim você só ira sofre e...
Ikuto solta Amu, em seguida puxando ela pelo braço fazendo-a se virar. Amu estava olhando p/ baixo e parte do seu cabelo cobria seu rosto.
-Eu pedi para você olhar pra mim – insistiu o moreno
Amu permaneceu olhando para baixo, não queria que Ikuto vise suas lágrimas, então o neko levantou o rosto dela delicadamente com a ponta dos dedos e com os mesmos enxugou as lágrimas que escorriam
-Eu sempre estarei ao seu lado – o moreno deu um leve sorriso. Um simples gesto que confortou parte da preocupação da garota, que não sabia explicar o por que de ter ficado feliz ao escutar tais palavras.
Amu estava prestes a responder, mas Ikuto colocou levemente seus dedos sobre os lábios da rosada: — Não se preocupe comigo
Ikuto se aproxima e beija a testa de Amu que cora violentamente, ele se afasta e da um leve sorriso, Amu estava tão envergonhada que desvia o olhar novamente. Ela se sentia tão estranhamente feliz. E tantos outros sentimentos explodiam naquele momento, mas ela não os entendia.
O moreno passou a mão levemente pelos cabelos da menor e foi caminhando em direção a porta e, antes de sair completou: -Ah é.. Eu irei com você e com a Utau ajudar na missão – o moreno saiu em seguida, não dando tempo da rosada rebater.
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