Last Nightmare
13 pequeno livro
Notas iniciais
Como combinado Ikuto foi com Amu e Utau para o antigo galpão da montanha. O caminho foi bem longo e cansativo, mas em menos de um dia eles já tinha chegado ao seu destino. Ao chegarem la se depararam com uma montanha enorme, perto do topo da mesma havia um pouco de neve. A montanha era rodeada por uma floresta densa, o que dificulta o acesso. Depois de uma longa caminhada eles chegaram ao pé da montanha:
-Bem... Enfim chegamos nesse fim de mundo – disse o moreno bufando
-É, mas ainda falta — Utau apontou para a parte mais alta da montanha, lá havia uma parte bem tortuosa e escura — é lá onde que o galpão se encontra
-Ta de brincadeira, ne? – o moreno indagou com desanimo
-Claro que não, é sério Ikuto — Respondeu a Loira, séria.
-Bem... Foi você quem quis vir, mas se não consegue subir uma simples montanha, desista! — Disse Amu com ar de vencedora
-Não se preocupe Amu... Não te deixarei sozinha – o maior piscou para a rosada, que corou logo em seguida.
-Olha seu... EU NÃO FALEI NADA DIS- Antes que Amu continuasse aos berros, Utau interveio
-Desculpa interromper, mas temos uma montanha para subir
Amu fez bico, quase como uma criança quando leva esporo dos adultos, Ikuto apenas sorriu se divertindo com a situação. Apesar de toda a descontração proporcionada pelo longo caminho, Amu não conseguia esquecer tudo o que acontecerá antes. Ainda se sentia culpada por tudo o que aconteceu com Ikuto, mas agora ela não tocava no assunto, decidiu falar com ele a respeito depois que essa missão estivesse concluída. A subida da montanha foi cansativa ao extremo! Principalmente por que, em certos pontos, havia ladeiras incrivelmente íngremes.
Faltava pouco para que os três chegassem ao ponto em que se encontrava o galpão, já estavam na trilha de acesso quando, de repente, uma flecha voa na direção de Amu. Porem Amu foi mais rápida que a flecha, segurando a mesma antes que ela pudesse feri-la.
-De onde veio isso? -Indagou Utau. A loira nem tinha visto de que direção o objeto foi lançado.
-Bem Utau, parece que suas fontes estavam erradas. Esse lugar não esta desprotegido — Disse Amu enquanto fitava a flecha que tinha em mãos – Esta bem, apareça logo, covarde! – A pequena quase rugiu.
Um homem de cabelos compridos apareceu de trás de uma das rochas, ele era alto com vestes pretas e segurava um arco.
-Não esperava visitas, principalmente de garotas tão lindas... – disse ele com olhar malicioso
-Vocês... –Ikuto fitou as meninas- Podem continuar — Disse o moreno se colocando na frente das duas
-Tem certeza Ikuto? — indagou Amu preocupada
-Tenho sim, pode focar tranquila — Ikuto deu um sorriso confiante, mas não foi o suficiente para convencer Amu por completo, mas quando a rosada foi protestar foi interrompida por Utau que a puxou pelo braço e cochichou em seu ouvido:
-Ele esta melhor Amu, alem do mais, tem que confiar nele — Amu apenas assentiu com a cabeça e assim as duas seguiram caminho. Em poucos minutos elas já estavam na frente do galpão:
-Ótimo como abriremos isso? — Utau fitava a enorme porta de ferro
-Simples assim — as unhas de Amu se alongaram e ela cravou-as na porta em seguida puxando. A porta era grade e forte, porem com o tempo e a ação da natureza as dobradiças começaram a enferrujar e isso facilitou e muito o trabalho de Amu. Sem muito esforço ela já tinha tirado a porta do lugar, e assim as duas entraram no galpão
Não era bem um galpão, parecia mais uma sala de laboratório, porem extremamente bagunçada. A única lâmpada que iluminara o local era muito fraca, haviam documentos, pastas, muitos papeis tudo jogado no chão ou bagunçado sobre uma mesa de madeira. Por aonde se olhava havia folhas e mais folhas, estava mais do que obvio que o lugar estava abandonado há anos. Amu entrou no local com certo ceceio sendo seguida por Utau. Um vulto surpreendeu as duas, mas era alarme falso, apenas um rato
-Que lugar nojento — Disse Utau encarando o rato que tinha subido numa pilha de papeis e pastas de plástico
-Eu sei, vamos resolver logo isso para agente dar o fora daqui – a rosada passou a fitar os papeis no chão, a procura de algo útil.
Utau assentiu com a cabeça e assim as duas começaram a procurar. Procurar por pistas, provas, algo que pudesse entregar Tadase. Amu sabia que, por ser um lugar abandonado, não podiam ter grandes expectativas, mas mesmo assim era um ponto de busca que não podia ser ignorado.
Alguns minutos procurando e Amu achou uma pasta com seu nome, mas antes que pudesse abrir tomou susto com um berro dado pela loira:
-O que foi Utau?! — Indagou Amu nervosa
Utau não respondia, estava paralisada na frente de um computador. A loura não tirava os olhos do monitor do computador, seus olhos estavam arregalados e suas mãos sobre os lábios
-Utau ... /Amu foi se aproximando da loira quando percebeu o que estava passando no monitor com computador. Eram cenas de experiências, corpos sendo testados em laboratório. Pessoas gritando enquanto eram perfuradas por agulhas. Mas o que realmente assustava eram os estados dos corpos após os experimentos, alguns corpos ficavam deformados, principalmente nas regiões em que as agulhas eram introduzidas. Por mas que as cenas fossem horríveis, Amu não conseguia desviar os olhos daquilo, estava tão paralisada quando Uta, que nesse momento, estava chorando. Por fim Utau desviou os olhos indo até um canto:
-Já chega disso! — A loira praticamente gritou o que tirou Amu da “paralisia”
-Então é isso que Tadase tem feito durante esses anos?! – Amu sussurrou
-É o que parece... Desliga isso Amu por favor
-E-espera...! — Algo no vídeo chamou a atenção da rosada — Eu conheço ela — Apontou para o monitor -CONHEÇO ELA!
Amu ficou mais nervosa, aquele rosto era conhecido!
-Quem é? — Utau perguntou, mas a loira não teve coragem de olhar para o monitor novamente
-Ela... é do meu clã.. — Amu se calou ao ver a mulher agonizar e enfim morrer, assim como todos no vídeo, a conhecida de Amu também foi testada até a morte, antes que pudesse perceber uma lágrima rolou dos olhos de Amu, uma lágrima silenciosa e solitária. O vídeo continuava a ser reproduzido e num impulso de ódio mesclado com tristeza Amu quebrou a tela do monitor com um soco
-Tadase... você vai me pagar por isso... não.. por tudo /Amu sussurrou para si me mesma
O silencio reinou por alguns segundos até que a loira indagou:
-O que é isso na sua mão Amu? — A loira limpava o rosto úmido
-Achei essa pasta... ela tem meu nome — Amu segurou a pasta e a encarou
Amu abriu a pasta e dentro dela havia um pequeno caderno de anotações, ela começou a desfolhar o caderno enquanto Utau voltava a fuçar nos documentos jogados sobre a mesa. Amu ficou surpresa ao ver que aquele caderno tinha informações sobre Amu e seu clã, informações detalhadas do comportamento de Amu e do que ela podia ou não fazer antes e depois de despertar seus poderes. Amu ficou a desfolhar o caderno quando Ikuto chegou:
-E ai o que acharam? — disse o moreno encostado na porta
-Já acabou com aquele cara?!? — Utau praticamente gritou
Ao ver que Ikuto estava na porta Amu escondeu o caderno atrás de si, ela não sabia o porquê, mas tinha medo de que Ikuto lesse o que estava naquele caderno:
-Aaaa eu não achei nada de importante...a não ser... -Utau olhou receosa para Amu
-A não ser?
Utau se conteve em disser então Amu respondeu o moreno:
-Tadase tem feito experiência com seres humanos e descendentes do meu clã / Ikuto ficou surpreso com a resposta/ vamos embora daqui
Amu estava com um sobre tudo grande e guardou o pequeno livro no bolso do mesmo
-E esse lugar? /indagou Ikuto
-Não a mais nada de importante ai /Respondeu Amu
E assim eles rumaram para a descida da montanha
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-TADASE-CHANNNNNN /Disse Bara correndo na direção de Tadase, mas antes que pudesse chegar ao mesmo foi puxado por Nagi/Aaaa Nagi me solta
-Vocês demoraram /Disse Tadase sério. Ele estava sentado numa cadeira, na sua frente uma enorme mesa com vários lugares desocupados/ Vamos... sentem
Bara sentou na cadeira mais próxima ao Tadase, Nagi por sua vez se sentou ao lado de Bara e Kukai se sentou na cadeira que ficava a frente da cadeira de Nagi
-Tivemos um pequeno imprevisto /Disse Nagi elegantemente
-Que tipo de imprevisto? /Tadase estava tomando chá
-Encontramos o neko-kun no caminho /Os olhos de Bara brilhavam ao pronunciar essas palavras
-Ikuto? /indagou Tadase
-Sim.. teríamos-nos o capturado se não fosse a garota de cabelos rosa... Amu não é? /Disse Nagi
-Tudo bem... vocês terão outras oportunidades, agora descansem
-TADASE-SAMA- Um soldado entrou na sala de jantar que os quatro estavam
-Diga
-Invasores no galpão de pesquisas que fica na montanha! Parece que Shiro foi derrotado
O soldado estava nervoso, com medo da reação de Tadase, mas ao contrario do que o soldado esperava o loiro permaneceu calmo
-Tudo bem... já esperava por isso
-Não havia nada de importante lá? /Indagou Kukai
-Não... na verdade achei que seria interessante se eles achassem aquele lugar
-Espere mas como eles sabiam que naquela montanha ficava um laboratório abandonado? /Disse Nagi
-Boa pergunta Nagi... talvez.. uma informação poderia ter vazado.. mas isso não importa, apenas descansem afinal isso não interfere nos nossos planos
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Utau, Ikuto e Amu acamparam na floresta, acenderam uma fogueira perto do rio. A “janta”? Peixes, cortesia de Ikuto. O tempo todo Amu ficou lendo o livro e a cada pagina ela se surpreendia mais em como as informações era tão detalhadas
-O que você tanto lê nesse livro? /Perguntou Utau, Ikuto não estava perto naquele momento, afinal a loira deduziu que Amu não iria querer que o moreno soubesse do conteúdo do mesmo pela maneira que ela guardava aquele livro.
-Aqui tem informações detalhadas sobre mim... e a letra parece ser a o Tadase
-Mas como?
-Ele teve bastante tempo pra fazer isso
-Entendo.. então o que vamos fazer agora?
-Eu sinto que o despertar dos meus poderes esta próximo, eu usarei isso
-É mais quanto tempo até seus poderes despertaram?
-Não sei, mas eu quero estar o mais próxima de Tadase para poder me vingar /Amu olhou para o céu, seu olha era de pura determinação. Agora seu ódio por Tadase era maior que antes e o desejo de vingança era nítido, a batalha decisiva estava se aproximando
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