Last Kiss - O Último Beijo

21 Capítulo 21 - Indireta


Notas iniciais
Oi gente, sei que demorei bastante. Mas o tempo curto, combinado com a falta de inspiração, não tem colaborado muito. A fic está chegando ao fim mais dois ou três caps vai depender muito da inspiração, até mesmo quando eles irão sair. Este capítulo é dedicado a Joana A Rubin que deixou um comentário e uma recomendação que me encheram de alegria.

Um Mês Depois

Eu tinha me adaptado muito bem à vida de mãe. Na verdade eu tinha um filho muito bonzinho, que não chorava no meio da madrugada e que pouco se incomodava com a fralda suja, mas ninguém que esquecesse a hora de sua comida que ai o escândalo podia ser ouvido no outro estado.

Bree estava extasiada com a filha e agora sobrinho, não era muito diferente de mim. Até o Alec ficava horas babando os sobrinhos.

Com o nascimento de Andrew a casa ficou movimentada Rachel e Rebecca, apareciam sempre junto com Sara para babar meu filho, que era muito dengoso e adorava a atenção que recebia.

Jacob todos os dias estava lá, mesmo que eu quisesse manter distancia dele, estava impossível. Mas a essa altura do campeonato eu não podia me oporá nada que envolvesse os dois.

Espantava-me perceber que ele levava jeito para a coisa, muito jeito na verdade. Jake era extremamente paciente. Ele sempre sabe o que Drew está precisando o que o incomoda, os dois tinham uma linguagem própria.

Você deve está se perguntando “Mas onde está a Leah?”. Lamento informa que devido a complicações no parto ela veio a óbito. Nãããão, mentirinha, é apenas meu um humor negro, em ação.

Ela está bem até onde sei. O Sebastian, seu bebê, nasceu prematuro, dois meses antes de Drew, e ficou dois meses no hospital. Partia meu coração ver a preocupação de Jake quando ele vinha ver o Drew. Mas Seb foi um garoto forte, antes do esperado recebeu alta médica e Jacob ficou mais tranquilo.

***

Bebês chorando, este era o a nova trilha sonora da fazenda Cullen. Mamãe e papai achavam o máximo os netinhos fazendo a maior barulheira, Alec ficava dizendo que eu e Bree éramos mães horríveis e que os sobrinhos pediam ajuda.

Jacob ainda não tinha ido bater o ponto dele por ali e acho que a agitação do Drew já era saudades.

– No que está pensando? – perguntou Bree.

– Nada. – dei de ombro. Ela me olhou com cara de quem não acreditava. Dei um longo suspiro. – Só achando estranho Jacob ainda não ter aparecido.

– Agora sim. – ela sentou ao meu lado. – Como andam as coisas entre vocês?

– Como deviam estar. Estamos focados no Drew e em como vamos administrar as coisas.

– Eu te amo, mana. Entendo tudo pelo que você passou, porque fiquei puta da vida com o que aconteceu e as vezes ainda fico, mas....

– Mas?

– Olha eu já queria te falar isso há algum tempo, só que com as nossas gravidez e depois o parto resolvi fica na minha. Mas não dá mais, ok? Eu acho que você devia acabar com essa magoa toda, não digo esquece porque isso nunca vai ser possível, mas acaba com esse drama de “Jake não acredita em mim e só vamos ter algum tipo de relação que seja só com o nosso filho”. Isso tá um saco.

Fiquei parada olhando para Bree sem piscar. Estava completamente sem reação com o reverterio que deu nela.

– Uau, por essa eu realmente não esperava. Mas achava que eu já tinha melhorado nesse campo.

– Não quero que fique chateada comigo.

– E não estou. – disse rapidamente antes que um novo drama começasse. – Só acho que todo mundo está fazendo mais caso deste assunto do que nós dois. E para provar que as coisas estão OK, eu e Drew iremos amanhã para a casa do lago.

– Uau. Agora fiquei surpresa de verdade. Não está mais aqui quem falou.

Drew se agitou em meus braços assim que ouvimos um carro chegando e quando Jacob entrou ele virou sua cabecinha para a direção de onde se ouvia os passos do pai.

– Oi gente! – disse Jake ao entrar na sala.

– Oi. – dissemos eu e Bree ao mesmo tempo. Drew soltou um gritinho animado, quando Jacob sentou ao nosso lado no sofá.

– Parece que alguém está muito feliz. – ergui Drew dando um cheirinho em seu pescoço e o passei para Jake.

– Oi bebê. – Jake beijou seu narizinho, fazendo Drew gargalhar gostosamente.

– Esse pilantrinha não fica tão feliz assim quando vê a titia aqui. – Bree disse levantando-se da poltrona onde estava. – Vou pegar meu pacotinho cor de rosa por que daqui a pouco Seth liga dizendo que o tempo está frio de mais para ela está na rua.

– Achei que não viria hoje. – falei quando ela saiu.

– Seb está resfriado, então fui com a .... fui levar ele a pediatra.

– Espero que esteja tudo bem.

– Sim. Só precisamos ficar de olho. – Drew deu mais um gritinho, pedindo por atenção.

– Ok, já entendi você quer ficar sozinho com o papai. Vou prepara a mamadeira dele. – disse seguindo para a cozinha.

Jake ficou até depois do por do sol, foi até convidado para o jantar. A maior parte da conversa a mesa foi o Drew, que agora estava aos cuidados de Maria. Ninguém parecia se incomodar e muito menos enjoar.

Quando Jacob teve quer ir embora Drew já estava no sétimo sono, então o acompanhei até a lá fora.

– Eu... Eu estava pensando em ir amanhã logo cedo ao lago. Para o Drew tomar um pouco sol e acho que ele já está bem entediado de ficar em casa, só sair para tomar as vacinas. – Jacob me encarou surpreso.

– É... séria ótimo. Eu posso vir pegar vocês.

– Não precisa o Alec instalou a cadeirinha no meu carro e ele ficaria muito desapontado de o Drew não estreasse ela.

– Ah sim ele sabe ser bem dramático às vezes.

– Então nos vemos amanhã. – disse caminhando até a porta, quando me virei Jacob já tinha entrado no carro e dado à partida. Acenou para mim mais uma vez e foi embora.

***

– Ei garotão. – Jacob abriu a porta traseira do lado onde Drew estava.

Peguei a bolsa que trouxe do banco de passageiros e desci. Jake já tinha tirado o bebê conforto do suporte para carro e caminhava para a varanda da casa.

Do lado de fora tudo estava como da última vez que estive aqui, mas dentro algumas coisas tinham mudado. O centro de sala tinha sido movido para o canto e deu espaço para um cercadinho.

– Eu coloquei aqui na sala, mas se você quiser por em outro lugar é só fala. – disse Jacob.

– Não, está ótimo. – ele tirou Drew da cadeirinha se sentou com ele no sofá. Fui para a cozinha e guardei algumas coisas que precisava ficar na geladeira e deixei as mamadeiras na bancada da cozinha.

Drew gargalhava a cada beijo que Jacob depositava em sua barriga parcialmente descoberta.

– Como assim, estão se divertindo sem mim. – sentei-me ao seu lado. – Oi bebê. – soltei um beijo para Drew. – que estava deitado sobre as pernas de Jacob.

– Ele é tão lindo. Às vezes custo acreditar que ele é nosso. – falou Jake sem tirar os olhos do filho.

– Mas é. – descansei minha cabeça em seu ombro. O bebê ficava agitando seus pezinhos cobertos com meias em nossa direção.

– Obrigado.

– Não cansa de ficar me agradecendo?

–Acho que nunca vou me cansar. – me pegando de surpresa ele beijou minha cabeça.

– Hum... Que tal tirar essa camisa Drew? – perguntei me afastando de Jacob. – E tomar sol.

O clima tinha ficado meio estranho depois daquela interação, mas eu estava tentando levar tudo numa boa. Foco no Drew e esquecer o resto.

O bebê estava adorando aquela mudança de cenário e não sabia dizer quem estava mais agitado ele ou o Jacob. Na hora em que a fralda precisou ser trocada, não pude nem se quer ajudar pegando o talco. Jake queria fazer tudo e Drew estava amando toda a atenção do pai.

Mas na hora de mamar não teve jeito, só a mamãe para resolver este problema.

– É bom estar aqui. Essa tranquilidade trás uma paz. – falei.

– Eu também gosto. – ele brincou com um Drew parcialmente adormecido em meus braços. – Melhor coloca-lo no berço.

– Sim. – ele me ajudou abrindo as portas pelo caminho. E até chegar ao quarto Drew já tinha caído em um sono profundo. Ainda fiquei o embalado um pouco para que a mudança de lugar não o despertasse. Mas ele estava muito cansado para se importar com isso.

– Como estão Sebastian? – perguntei em quanto voltávamos para sala.

– Muito bem. Só a Leah que é meio hipocondríaca e sempre acha que ele está doente e isso me dá nos nervosos.

– Toda mulher depois que vira mãe fica um pouco hipocondríaca.

– Você não me parece nem um pouco. – ele sentou no sofá e eu comecei a arrumar algumas coisas que estavam fora do lugar.

Um silêncio desconfortável surgiu e Jacob parecia querer dizer algo, mas se controlada ou media as palavras.

– Eu... – ele disse quando fiz menção em sair da sala.

– Eu estava pensando esses dias sobre nós.

– Sobre nós? – repeti.

– Sim. Em tudo o que aconteceu. Na verdade eu tenho pensado muito nisso.

– Já conversamos sobre isso ou ao menos tentamos, as coisas estão bem como estão Jake, não vamos remexer mais neste assunto. – fui para a cozinha e Jacob me seguiu.

– Eu amo você, Nessie. E você não faz ideia do quanto esse nosso distanciamento tem me machucado e me feito senti um intruso na vida de meu próprio filho.

– Você não é um intruso e em nenhum momento fiz com que você se sentisse assim. O que mais quero é que Andrew cresça próximo de você e aprenda coisas que só um pai pode ensinar. Nunca te impedir de fazer parte da vida dele.

– Mas o que mais quero não tenho. – ele disse impaciente.

– E não está fazendo nada para conseguir de volta. Preferi simplesmente continuar acreditando. – disse e deixei-o sozinho na cozinha.

***

Merda, merda, merda.

Maldita hora que fui recusar a ajuda do Alec. Agora tinha cinco sacolas na mão e mal sabia onde tinha enfiado a chave do carro. Na saída do supermercado me contorcia para acha-la em um dos bolsos da minha bolsa. Mas parecia que ela era um buraco negro e tinha sugado o que eu mais precisava para uma outra dimensão.

Andava as cegas para fora do estabelecimento e isso só podia resultar em uma coisa. Me esbarei com violência em uma pessoa e se as mãos dela não tivessem me segurado tinha tomado uma bela queda.

– Opa!

– Desculpa. – pedi ao estranho, que por sinal era muito bonito e nunca tinha visto por Hale.

– Parece que você está brigando com sua bolsa. – ele falou.

– Na verdade é quase isso. Não consigo encontra as chaves do carro.

– Me deixe te ajudar. – ele pegou as sacolas de minhas mãos e finalmente consegui capturar as chaves de dentro de um minúsculo bolso na parte interna da bolsa.

– Obrigada.

– E para completar é claro que vou te ajudar a levar isso tudo para o carro. – falou o estranho.

– Que educação a minha, Renesmee Cullen. – disse estendendo minha mãe depois de ter colocado as sacolas no banco de traz do carro.

– Sam Uley, ao seu dispor.

Notas finais
Não deixem de comentar, o que acham que vem por ai? Ah e me deu a louca e postei o comecinho da fic que ficará no lugar de Last Kiss. Single Mother já está no ar, confiram: http://fanfiction.com.br/historia/518436/Single_Mother/ Bjs.