Last Kiss - O Último Beijo
22 Capítulo 22 - Sinal
Notas iniciais
POV Bree
Podem dizer que é clichê: ser mãe não é fácil, mas cada momento com seu bebê compensa tudo. Desde que virei mãe, o centro do meu universo é a Louise e se eu pudesse nem dormiria só para não perder nenhum momento da vida da minha filha.
Mas se por um lado existiam mães como eu e a minha irmã Nessie, existiam outra do tipo minha cunhada Leah, totalmente relapsa a vida do filhe Sebastian. É engraçado ver a importância que ela dá ao filho quando está próxima de Jacob e quando não esta. Parecem duas mães diferentes habitando o mesmo corpo.
Mesmo com o trabalhão que já dava cuidar de um bebê ao máximo tentava ajudar minha sogra Sue, para cuidar de Seb. Mesmo sendo um bebezinho já se percebia que não parecia nenhum um pouco com a mãe, tão calmo de pouco choro e me dava um ódio o pouco caso que Leah faz do próprio filho. Como uma mãe pode ser tão sem sentimentos com um ser que cresceu em seu ventre, que exerceu uma ligação que só mães e filhos podem ter e não demostrar todo esse amo?
Estacionei em frente a casa dos meu sogros e depois de tirar Lou da cadeirinha me dirigir até a porta. Antes mesmo de tocar a campainha ela abriu.
– Bree, não sabia que você viria. – falou Sue.
– O Seth foi trabalhar só estávamos eu e a Lou em casa morrendo de tedio então ressorvi aparecer. – ela me deu espaço para entra na casa.
– Vou precisar dar um pulo na loja, parece que tivemos um problema com umas encomendas. – Sue tem uma loja de antiguidades no centro da cidade. – Mas pode ficar, eu já volto. A Leah e o Seb estão dormindo. Fico até mais tranquila de você está aqui, assim pode ficar de olho no Seb.
– Tudo bem. Fico de olho em tudo.
– Volto em meia hora. – ela me deu um beijo e beijou a mãozinha de Lou.
– É bebê. Só mudamos de local para sentir tédio mais uma vez. – quando olhei para o bebê conforto, Lou já dormia. – Pilantrinha nem acordada para me fazer companhia vai ficar.
Minha querida sogra não voltou em meia hora, quando ia olhar Seb não quarto a campainha soou. Do outro lado estava um sujeito alto, moreno e que até faria meu tipo nos tempos de solteira. Lembrava até um pouco o Jacob, mais só um pouco mesmo.
– Em que posso ajudar?
– Se eu não estiver muito enganado, esta aqui é a casa da Leah Clearwater, não é? – ele perguntou.
– Sim é aqui mesmo.
– Ela está.
– Será que poderia falar com ela? A proposito sou Sam Uley, um amigo dela de Dallas. – ele estendeu a mãe para mim e eu retribui o aperto.
– Bree Clearwater.
– Não sabia que Lee tinha uma irmã também.
– Na verdade ela é minha cunhada.
– Então o Seth, já se casou?
– Casou e já é papai. – quando ia convidá-lo para entrar Leah me interrompeu.
– SAM. O que você faz aqui? – ela estava alarmada, podia até dizer que assustada.
– Também estou feliz em vê-la Leah. – falou ele. – Não vai me convidar para entrar?
Leah não parecia, que dizer, evidentemente não estava feliz com a visita do tal Sam Uley. Dei espaço para que Sama entrasse e fechei a porta. Ninguém falava nada e se ninguém falasse mais nada acho que ficaríamos os três plantados ali.
– Quer alguma coisa, Sam? Uma água, suco, café....
– Não. Obrigada. – respondeu ele com um sorriso simpático. – Será que podemos conversar? – ele perguntou voltando-se para Leah.
– Não sei o que temos para conversar, mas já que faz tanta questão. Venha comigo. – Leah seguiu em direção ao escritório do Sr. Clearwater e Sam foi em seu encalço.
– Tudo bem, fico de olho no Seb, por nada. – disse para o corredor vazio quando a porta do cômodo foi fechada.
Já tinha um bom tempo que Leah e seu amigo, Sam, estavam trancados no escritório, mas alguém não estava se importando nem um pouco com isso e começou a chorar no andar de cima. Lou continuava dormindo, então subi para pegar Seb.
Sua fralda estava cheia, troquei por uma nova e o choro cessou, mas pelo tempo já deveria estava no hora de mais uma mamada, então desci com ele para levar até Leah. Seb é um garoto muito quietinho e graças a isso, assim que cheguei a porta o escritório pude escutar as vozes lá dentro. A única outra coisa que poderia denunciar minha chegada seriam meus passo, mas eles foram abafados pelo carpete fofo da casa.
– Mas nada justifica você sumir desse jeito. Me disse aquilo tudo e no dia seguinte tinha evaporado. Sabe o quanto penei para Emily me contar onde você estava? – falou Sam.
– Ah vai me dizer que foi um sacrifício levar ela para a cama? Acha que eu não sei? Muito me espanta ela ter demorado esse tempo todo para lhe contar algo.
– Deixe de hipocrisia Leah, te conheço muito bem para cair nesse seu drama.
– Vai embora Sam! Me esquece, você aqui só pode fazer meu plano ser arruinado. E apesar de não esta caminhando bem é o melhor neste momento. – só as menções da palavra plano, já despertou minha curiosidade, mas o bebê em meu colo resolveu não colabora e começou a fazer ruídos. Sem medo de acharem que fui pega ouvido conversa atrás da porta, chamei Leah.
A porta foi aberta com certa violência, por ela atônita agora possivelmente por achar que eu ouvir alguma coisa.
– Deve esta na hora do Seb mama. – falei estendendo o bebê para ela.
– Você tem um filho? – ouvir Sam pergunta atrás dela.
– O quê? A Leah não lhe contou que essa coisa linda aqui é o bebê dela?
– Obrigada Bree, eu cuido disso. – e fechou a porta na minha cara. Caminhei até o fim do corredor, mas minha curiosidade era bem maior.
Voltei para porta do escritório e a conversa tinha sessado, fiquei com medo de ser pega do flagra, mas ele completamente sumiu quando ouvi Sam pergunta.
– Esse... esse... bebê é meu não é?
– Deixe de loucura, esse bebê é meu. Certo é assexuada e faz filho sozinha agora é?
– Já falei, vai embora e some da minha vida.
– Se você não me falar se sou ou não o pai desse bebê, não vou sair de sua vida Leah. É melhor você falar, ou não imagina o escândalo que vai ser para eu descobrir a verdade.
– Você. Não. É. O. Pai. Do. Seb. – Leah disse pausadamente.
– Então prove? — Desafiou ele. –Porque pelo tamanho desse bebê ai e pelo tempo que não nos vemos, me remete a última noite que estivemos juntos quase onze meses atrás.
– Você está louco? Ele não é seu e some daqui.
– Não instigue minha curiosidade Lee. – ameaçou ela.
– Já falei a verdade, agora dá o fora daqui. – ela berrou e Sebastian começou a chorar, voltei correndo o mais silenciosamente possível para sala e peguei Lou em quanto sentava no sofá.
Quando virei para o hall, Leah vinha marchando e escancarou a porta do frete.
– Até nunca mais. — Falou ela assim que Sam passou e ela bateu a porta.
POV Nessie
A ideia já vinha passando por minha mente, mas faltava era coragem de dizer em voz alta. Porém no fim das contas seria a única saída para mim, mesmo eu tendo dito que ficaria.
Apesar de Hale ter mudado nesses muitos anos, ainda não teria nenhuma serventia ficando ali. Quero que meu filho tenha o melhor dos dois mundos. Que possa crescer em uma cidade grande e curtir todas as férias e feriados na casa dos avós, onde estão suas origens.
O mais delicado seria abordar o assunto, com meus pais e principalmente com Jacob, quanto tinha cogitado esta ideia antes de Drew nascer já tinha dado merda, agora com ele ao alcance de seus braços seria pior ainda.
Mas como ficaria em Hale, meus anos de estudos não valeria de nada ali, ir todos os dias para a grande cidade mais próxima se tornaria em um fardo e passaria mais tempo indo e voltando do trabalho do que vendo meu filho crescer.
– NESSIE!!! – me gritaram do primeiro anda. – NESSIE!!
Assim que sai no corredor, Bree em alta velocidade, surgiu no topo da escada.
– O que aconteceu? – perguntei aflita com seu rosto totalmente vermelho e a respiração ofegante. – Cadê a Lou? Foi alguma coisa com ela?
– Não, não foi nada com ela. Mas aconteceu uma coisa bem estranha hoje.
***
– Como você disse que é o nome do cara? – perguntei depois que minha irmã contou tudo o que aconteceu depois que chegou na casa da sogra e um homem apareceu procurando por Leah.
– Sam. Uley, acho que é esse o sobrenome.
Comecei a rir. Era muita coincidência.
– O que foi? – Bree perguntou sem entende o motivo do meu riso.
– Você não vai acreditar no que aconteceu hoje. Quando fui ao mercado comprar umas coisas do Drew que acabaram, estava toda atrapalhada tentando encontrar a chave do carro. Me esbarei em um cara que todo solicito me ajudou com as sacolas. Adivinha quem era? Esse tal de Sam Uley, ou então era alguém com mesmo nome e sobre nome, que esse amigo a Leah.
– Não vou nem dizer que o mundo é pequeno, por que se ele não é essa cidade literalmente é. – disse Bree, recostando-se na cômoda do quarto. – O que você vai fazer?
– Como assim, o que vou fazer? – rebati franzindo a testa.
– Esta história da Leah, tudo o que ouvi. Você precisa falar com o Jake.
– Eu não preciso falar com ele. Não devo nada ao Jacob, não fui eu quem menti e abalei tanto uma pessoa q... que... quase.... à matei. Ele não quer se redimir, não quer o meu perdão ele faça o que for para encontrar a verdade. Não vou fazer esforço para isso Bree, até me ofende fazendo essa “oferta”. Você muito bem sabe quem foi o errado nisso tudo. Se que ajudar não é a mim que tem que dá ajuda.
–Tudo bem, tudo bem. Não precisa se irritar. Só achei que era o mais certo falar com você. E se essa história for verdade, se o Sebastian não foi filho do Jake, imagine o quanto ele vai ficar abalado com tudo isso?
– Ele não vai ser o primeiro a se machucar com essa mentira da Leah. – falei.
Bree deu um suspiro derrotado.
Eu poderia achar minha irmã uma traidora por de repente esta usando seus esforços para concertar as besteiras que o Jacob fez, mas ela não era. Bree desde pequena sempre teve o talento para concerta as confusões dos outros. Mesmo sendo a mais nova sempre que o Alec, quase sempre, ou eu, quase nunca, nos mentíamos em alguma enrascada que faria nossos pais arrancar os cabelos, ela sempre estava ali para apaziguar e resolver tudo.
– Ok, se você não quer saber de nada. Então vou procurar outra pessoa, que se não ficar interessada, definitivamente lavo minhas mãos. – disse minha irmã.
POV Jake
Essa nova rotina realmente estava sendo cansativa, mas não me importava de mesmo depois do trabalho pesado passar mais alguns minutos dentro do carro indo para a casa do lago.
Toda aquela paz era um conforto para minha mente que não ficava quieta, remoendo a cada segundo tudo o que tinha acontecido. Mesmo já tendo passado tanto tempo, nunca parecia que já tinha se passado meses desde que minha vida tinha ficado uma merda.
Começo a achar que o problema é comigo. Alias, é comigo.
Sempre tentando sabotar minha própria felicidade.
Primeiro quando coloquei tudo a perder quando Nessie decidiu ir embora e nem ao menos nos dei uma chance de tentar manter nosso relacionamento mesmo que a distancia. E agora deixando a Leah se intrometesse em nossa vida.
O que tinha feito com que as coisas chegassem a este ponto ainda era um assunto muito nebuloso.
Sim, tinha minhas desconfianças, mas como ir a fundo. Qualquer que fosse o resultado eu sairia perdendo alguma coisa. Séria muito egoísta deixar as coisas como estavam, mesmo que não fosse da maneira que eu queria?
SIM, muito egoísta Jacob.
– Que caralho, porque tenho que ser tão complicado? Eu deveria sumir só assim séria menos uma complicação para muita gente. – falei para a sala sozinho. – Um sinal, uma pista seria de mais? – perguntei olhando para o alto.
Será que depois de tanta merda que fiz, Deus ainda me escutaria?
Antes que minhas reflexões pudessem continua, uma batida na porta me interrompeu. – Deve ser outra merda de um problema para manda tudo para o espaço de vez.
– Oi. – Bree estava parada do outro lado da porta. – Se você não fizer nada com o que eu te conta é melhor você ir a merda Jacob. Essa pode ser sua ultima chance de resolver as coisas.
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