Last Kiss - O Último Beijo

18 Capítulo 18 - Distância


Notas iniciais
Olá como sou boazinha. Uma semana depois já tem capítulo novo. O capítulo 17 teve 19 comentários e uma recomendação, fiquei feliz, sendo que poderia ter ficado mais. Quero agradecer e dedicar esse capítulo a Dan que deixou uma recomendação. Muito obrigada.

POV Nessie

Abri meus olhos, mas a luz forte doeu meinha retinas e os fechei novamente.

– Filha. – um barulho de porta abrindo foi o que antecedeu a voz de minha mãe. Senti ela se aproximando e segurando minha mão direita.

– Ma.... – minha garganta doeu quando tentei falar. Ela estava seca e não conseguia nem salivar para amenizar a secura.

– Não fala nada. Dr. Nahuel disse que você não pode se cansar. –

– Cede...- foi a única coisa que consegui dizer. Ela apertou um botão ao lado de onde eu estava deitada.

– O médico já está vindo, querida. Vamos ver se você pode beber água.

Um médico acompanhado de uma enfermeira entrou no quarto. Ambos estavam no quarto quando acordei momentos antes.

– Nahuel, ela tem sede. – minha mãe falou com o homem. – Ela pode?

– Claro. – ele foi até um canto do quarto e encheu um copo descartável com água de uma jarra ali perto. – Não beba depressa de mais. – peguei o copo de sua mão.

A água em meus lábios foi uma alivio, eles estava rachados de tão seco. Quando o ingerir o liquido, parecia que tinha aberto um caminho de vida em meu organismo.

– Vou deixa-la a sós. – o médico saiu do quarto acompanhado da enfermeira.

– Querida. – ela beijou minha testa. – Que susto nos deu. Não gosto nem de imaginar o que poderia ter acontecido se não tivesse passado logo por aquele trecho da estrada.

– Onde está o papai, a Bree e o Alec? – perguntei.

– Bree estava muito nervosa, ontem. Agora está na sala de espera com o Seth. Ede e Alec tiveram que resolver algumas questões da fazenda, mas liga de hora em ora para saber como está. O Jake é que mal saiu daqui desde que soube o que tinha acontecido. Eu...eu vou chama-lo. – Segurei a mão dela quando fez menção em sair.

– Não. – disse alarmada. As palavras dele ainda não tinham sido esquecida e essa ferida demoraria a sara. — Quero que diga para ele ir embora.

– Nessie, o que está acontecendo? Ontem foi a sua irmã dizendo palavras muito duras para ele e agora você me pedindo isso. – dei um longo suspiro, não queria discuti aquilo agora.

– Só não quero vê-lo, mamãe, por favor.

– Nessie, por que não nos contou que estava grávida. Sei que você acabou de acorda, ainda está muito frágil, mas não posso deixar para responder depois. Não gosto nem de imagina, mas se tivesse acontecido o pior. Meu Deus... – mamãe não conseguiu nem completar a frase.

– Era para ser uma supressa, para meu aniversario. Desculpa mãe. Mas quem poderia imaginar que ia acontecer o que aconteceu. O que importa é que agora estamos bem. – tranquilizei-a.

– Mas um motivo para o Jake vir até aqui. Afinal, ele é o pai, não é?

– Mãe! Assim me ofende. – disse de olhos arregalados. – É claro que ele é o pai. – ela tinha um sorriso travesso nos lábios.

– Então?

– Não, realmente não quero vê-lo. E não quero falar sobre isso agora. – aprecei-me em dizer quando vi iria quere saber o motivo da minha decisão.

– Certo. Mas vamos conversa sobre isso depois. Vou chamar a Bree.

– Certo. Obrigada.

Não demorou muito para Bree entrar no quarto.

– Maninha. – ela deitou no pouco espaço que sobrava na cama e começou a chorar.

– Ei, pra que choro. Está tudo bem agora. – acariciei seu cabelo na medida do possível, alguns fios ainda ligam meu braço ao soro.

– Me sinto tão culpada, se eu tivesse acordado mais cedo e ido falar com você, nada disso teria acontecido. Me perdoa. – ela disse em prantos.

– Não preciso ter perdoar de nada. E não se sinta culpada, foi um acidente.

– Mas você veio até aqui, não foi e sei que Jacob deve ter dito alguma coisa. Eu disse para ele quer iriamos conversar. – mais uma vez meu coração deu uma pontada de dor e tristeza.

– Então por que se culpa? Foi ele que falou o que não devia e não você. – suspirei derrotada.

Ficamos em silêncio por longos instantes. Ate que sua mão repousou sobre minha barriga.

– Quer dizer que vou ser titia? — Coloquei minha mão sobre a dela.

– É vai sim. – disse com um sorriso na face. Meu bebê era a única coisa boa no meio de todo esse caos.

– Que louco, vamos ser mãe quase ao mesmo tempo. Vai ser bom por que assim vão ter com que brincar.

Ficamos mais tempo até que, mamãe, surgiu na porta avisando que papai e Alec também queriam me ver. Quando já me sentia extremamente cansada Dr. Nahuel colocou todo mundo para correr e cai no sono.

***

Depois de mais alguns dias e avaliação médica, tive alta. Mamãe e papai estavam mais tranquilos em me ver fora do hospital e eu também. Não aquentava mais comer aquela comida insossa.

– Como está meu sobrinho? – Alec perguntou quando já estávamos na fazenda, sentando ao meu lado no sofá.

– Quem disse que é sobrinho? – perguntei me aconchegando a ele.

– Sexto sentido de tio. – ele piscou para mim.

– Certo, tio Alec. Só quero ver quando você vai me dá os meus sobrinhos.

– Se depender de mim o mais rápido possível, mas...

– Ei. Como assim não estou sabendo de nada, quem é a garota, Alec Cullen? – o intimei.

– Na verdade você já até conheceu, lá no hospital. – as únicas pessoas a me verem além de minha família e de Sara e das filhas foram às enfermeiras.

– Alec seu pervertido, não é nenhum das garotas Black, elas tem 17 anos. – disse alarmada.

– Cruz credo, Nessie. Essas meninas são como irmãs mais novas para mim.

– Então é uma enfermeira, lá do hospital? – disse de boca aberta.

– Cassy.

– Ahhh aquela loira, mas ou menos da minha altura. Deus, ela é tão linda, mano. – falei animada. – Quero ser apresentada devidamente a ela, na verdade você podia chama-la para meu aniversario. Apesar de mamãe achar que devo descansar o almoço ainda está de pé, nesse domingo.

– Vou ver se ela não vai ter plantão.

– Plantão de quê? – mamãe entrou na sala com uma bandeja, trazendo suco e sanduíche para mim.

– A namorada do Alec.

– Nessie! – ele me repreendeu.

– Sei a garota do hospital. – Alec olhou espantado para ela. – Meu bem, eu sei de tudo o que acontece com meus filhos. Lembro-me até de uma vez que encontrei um cigarro de maconha no seu quarto, mas que você jogou na privada e deu descarga.

– O quê? – Alec agora estava assustado, na verdade eu também por que nem sabia disso.

– E se você não tivesse feito isso, seu pai já estava com o cinto preparado. E também sei que uma vez a Nessie disse que ia acampar no lago Castel, mas foi para o Wested como Jacob. E o que falar da Bree que achou que estava grávida depois de transar com o Seth pela primeira vez e ligava pra Nessie no meio da madrugada para saber o que fazer.

– Mãe!! Não acredito que você disse a palavra transar. Pais não falam isso. – lamentou Alec.

– Certo e eu fiz você e suas irmãs como. Transando.

– MÃE. – eu e Alec gritamos juntos.

Depois de ter certeza que minha mãe tinha algum poder sobrenatural, fui descansar. Algumas partes do meu corpo ainda doíam e meu corpo pedia por um lugar confortável.

– Acho que já está na hora de conversarmos. – declarou minha mãe entrando no quarto. Dei um longo suspiro, ela já tinha sido muito paciente e não iria mais conseguir me livrar dessa conversa com ela.

– Ok. – Bella sentou na ponta da minha cama. – O que quer saber?

– Há tantas coisas que quero saber. Começando por que você não quer ver Jacob Black nem pintado de ouro? Por que sua irmã só faltou matar ele quando você estava no hospital?

Balancei a cabeça em compreendendo suas duvidas.

– O acidente da Leah... Ela estava lá em casa quando aconteceu. Nós discutimos e no final a Leah se desequilibrou e caiu da escada. Chamei uma ambulância na mesma hora e liguei para o Jake e nós encontramos no hospital. Até ai estava tudo bem. Fui para casa e ele ficou lá, prometendo me ligar mais tarde, mas ele não ligou. – mamãe tinha uma expressão séria, mas em nenhum momento me interrompeu. – Leah ligou e disse que no dia seguinte logo cedo ela iria me ver, mas não foi. Resolvi então ir ao hospital, checar se estava tudo bem. Não cheguei nem a entrar, Jacob me encontrou no estacionamento e começou a falar um monte de merda. Que eu tinha causado a queda de Leah, que tinha ido lá só pra saber de ela tinha dito algo. – soltei a história toda, mamãe continuava calada.

– Eu não fiz nada mãe. Foi um acidente.

– Eu sei que foi, meu bem. – ela disse vindo me abraçar, — Não preciso de nenhum explicação, eu conheço você, podemos ter ficado distantes nos últimos anos, mas eu conheço cada um de meus filhos. Meu Deus, como ele pode fazer uma coisa dessas com você. Te acusar dessa maneira sem nem ao menos deixar você se explicar, da a sua versão das coisas. Mas me esclarece uma coisa. – ela se afastou só o suficiente para olhar em meu rosto. – Seu acidente foi depois dessa discussão? – confirmei com a cabeça.

– Talvez eu tivesse rápido de mais, não lembro bem o que aconteceu. – as lágrimas já pinicavam meus olhos e a voz embargada.

– Vamos esquecer isso, meu anjo. – ela me abraçou novamente. – Mas cedo ou tarde você e Jacob vão ter que conversar. Vocês terão um bebê e trazer uma vida a esse mundo já com esse conflito entre vocês não vai fazer bem nenhum.

– Prefiro que esse momento seja tarde, o mais tarde possível, mãe. Não vou aguentar olhar pra ele e não lembrar que ele me acusou de um ato horrível. Eu podia esperar isso de qualquer cara no mundo, mas não dele mãe, não depois de tudo que aconteceu no passado e depois que voltai.

– Você é adulta, Nessie. E respeito muito sua opinião. Se essa é a decisão final, fico ao seu lado.

Jacob ligou. E muitas vezes, minha caixa postal estava entupida de mensagens dele, apaguei todas sem nem mesmo ouvir. Alec e papai não entendiam por que eu estava assim, mamãe não tinha contado para eles, ficou com medo que fizessem alguma coisa com o Jacob.

Bree também se mantéu de boca fechada, disse que se fosse para fazer alguma coisa seria ela e mais ninguém.

Mas naquela noite aconteceu uma coisa que não esperava.

Bree entrou com um cara enorme de zangada e logo atrás veio o Alec. E ele estava com um hematoma no olho, o supercílio partido e se curvando de dor a cada passo.

– O que aconteceu? – disse indo até Alec e o ajudando a sentar no sofá mais próximo.

Mamãe e papai que viam TV comigo, ficara, alarmados.

– Alec em que confusão se meteu dessa vez? – perguntou nosso pai de forma autoritária. – Bree?

– Fui eu e minha maldita boca. Eu falei para o Alec que...- ela parou de repente, com a boca levemente aberta. – Falei que um cara tinha paquerado a Cassy em quando ela foi levar o sobrinho lá na escola e ele ficou puto da vida. Ai hoje a noite olha o cara lá na frente da loja do seu Harry e eu deixei escapa sem querer que era ele e o Alec foi tirar satisfação.

Papai e mamãe olharam para ela de testa franzida. Aquela história não tinha me descido, Alec nunca foi de se meter em confusão por causa de alguém paquerando sua namorada, só e casos muito extremos. A última vez que ele chegou em casa assim foi quando um de seus ex colegas tinha dito que ia transar comigo e a Bree, como se isso já não fosse ruim, disse que seria ao mesmo tempo.

– Alec Cullen, você é doido. — Interviu minha mãe, mas sabia que aquela história não tinha colado.

Depois disso foi o maior sermão Alec Cullen, 30 anos tomando sermão dos pais na frente das irmãs mais nova.

Depois que mãe limpou seu rosto e o arrastou para debaixo do chuveiro. Bree resolveu passar a noite aqui, não queria dirigir já tarde da noite. Papai depois de mas sermão e depois de ter dado os parabéns pela atitude de Alec dizendo que nenhum sacana deve mexer com a garota de um Cullen, foi se deitar.

Ficamos apenas eu, mamãe e Bree em seu quarto.

– Agora quero a verdade. – Bella disse depois que verificou que papai já estava em seu quarto.

– Bree me falou o que Jacob fez. – Alec respondeu. Olhei para minha irmã sentada da cadeira da escrivaninha. Ela gesticulou a palavra desculpa.

– E você fez o quê? – continuou ela.

– O que já devia ser feito.

– Os dois se atracaram feito dois cachorros doidos. E o xerife só não enquadrou por que ficaram parecendo mais doidos ainda rindo deitados lá no chão. – Bree explicou.

– Filho!

– Não vem mamãe. Não acredito que vocês ficaram escondendo isso. Ele foi um filho da puta, desculpa tia Sara, mais foi um. E ainda estava lá o tempo todo como se nata tivesse acontecido e eu ainda morrendo de pena pela Nessie não querer falar com ele.

– Foi horrível, sim. Mas esse assunto é entre eles. Eles são quem tem que resolvê-lo e na base da conversa e não a socos e ponta pés. – disse Bella.

– Você bateu muito nele? – sentei ao seu lado na cama.

– Claro, fico até ofendido com a pergunta. – dei um leve soco em seu braço e revirei os olhos, mas sorri logo em seguida.

– Bateu por que ele deixou, por que se o Jake tivesse brigado de verdade Alec estaria todo quebrado agora.

– Não esqueci da bolsada que você me deu Bree. – falou Alec.

– Já pedi desculpa, era para o Jacob.

Todos nos rimos.

– Depois dessa vou me recolher. – falou Bella indo já para a porta.

– Sinto muito Nessie. Fiquei louco quando a Bree me contou, só pensava em causar muita dor nele. E a vadia daquela Leah não quero vê-la tão cedo se não quebro o pescoço dela.

– Você não vai fazer nada, não merece se sujar por causa dela.

– Além do mais mentira tem perna curta e mais cedo ou mais tarde ele vai se dar mal. – completou Bree.

***

O acidente começou a ser uma lembrança nebulosa que queria esquecer e o apoio da minha família estava ajudando. Não tive nenhum contato com Jacob, continuo não querendo e esse tempo está sendo a melhor coisa.

A maioria das minhas coisas ainda estava em nossa casa. Nossa. Era estranho pensar assim depois de tudo. Na casa dele, era a casa dele não minha ou nossa, apenas dele.

Pedi a minha mãe que tirasse tudo de lá e foi isso o que foi fazer no inicio da date e ainda não voltou. Eram muitas coisas, queria ter ido com elas, mas não quis correr o risco de me depara com Jacob por lá.

Ficar em casa estava um tédio, sem trabalho, ninguém queria me deixar fazer nada por causa da minha recuperação e do bebê e para completar até a programação da tv a cabo estava uma bosta.

Mamãe entrou arrastando uma das minhas malas enormes.

– Finalmente! – disse indo ajuda-la.

– Não reclama, você tem um monte e roupas e aqueles seus sapatos meticulosamente guardados, nem consegui trazer tudo. Vou pedir ao seu irmão para pegar com a pick-up dele amanhã. – arrastamos juntas, a mala escada a cima. – Encontrei o Jake lá.

– Parece até que eu estava sentido. Ainda bem que não fui.

– Quase não me deixava trazer nada e tivemos uma séria conversa. Filha, ele está tão triste e devastado. Nunca vi o Jacob daquela maneira.

– Devastado? Ele escolheu acreditar nas mentiras da Leah, quero é que ele viva amargurado pelo resto de sua vida.

– Filha! – ela me repreendeu. – Sei que ele agiu mal, não acreditando em você e dizendo aquilo tudo, mas ele precisa de uma chance de se explicar. Disse que respeitaria seu tempo para falar com ele, porém vocês terão um bebê, a gravidez é um momento especial tão para a mãe como para o pai. Não estou pedindo que vocês reatem só que conversem, só não quero que meu neto nasça entre pais que nem se falam e além do mais não vou permitir que ele não participe desse momento do filho dele.

As palavras de minha mãe não saíram de minha cabeça, o resto do dia fiquei com suas palavras sussurrando como se fossem um fantasma.

Eu tinha medo de esta novamente frente a frente com Jake. Com medo de no momento que o visse eu esquece de tudo e o perdoasse fácil de mais. Graças a Deus não aconteceu nada de grave comigo e com o bebê, mas e se tivesse, não seria fácil perdoa-lo, nunca iria perdoa-lo.

Quero que Jacob sinta isso, que pense que se o pior tivesse acontecido ele estaria muito pior do que está hoje. E só existe uma forma de ele ter o meu perdão, é admitir que errou e ver que foi cretino o suficiente para acreditar em uma mentira.

Notas finais
O pedido de sempre: comentem. E só para dizer que o próximo cap. Só tem uma cena pronta então é melhor me deixaram feliz para ver se desempaca. Bjão, ótimo fim de semana. PS. Meu últimos dias de férias. ¬¬