Last Kiss - O Último Beijo
6 Capítulo 6 - Fora do meu caminho
- Oi cunhada! – Rachel uma das irmãs de Jacob me cumprimentou quando chegue a fazenda.
- Não sou mais sua cunhada Rach. – falei indo abraça-la.
- Mas para mim sempre será. Não tenho culpa de ter um irmão idiota que deixou você ir.
- E cadê a Becca?
- Em alguma moita com o namorado. – Rach sempre foi a cômica da família e não perdia uma oportunidade de alfinetar os irmãos.
- Você não é mole Rachel. – falei rindo.
- Mas todos ainda minha ama. Preciso ir. – ela falou dando-me um beijo, — Tenho que terminar um trabalho e como já vi que a Becca não vai ajudar muito é melhor eu adiantar.
- Tá certo, mas você viu o Jake por ai? – perguntei na maior inocência.
- Hum... Veio vê ele foi? – ela deu um sorriso malicioso. –Está lá no celeiro.
Jacob carregava uma saca até uma caminhonete. Ele estava sem camisa e seu corpo estava úmido devido ao suor. Seus bíceps contraídos sustentando o peso. Aquela saca devia ter um cinquenta quilos, mas Jacob o fazia parecer mais leve que uma pena.
Não vou mentir dizendo que aquela visão não me provocou nada. Sou uma mulher adulta sexualmente ativa e um individuo do sexo oposto sem camisa sarado e suado não era uma visão que provocasse pensamentos muito castos.
Ele nem tinha percebido minha aproximação até eu falar. – Oi Cowboy!! – me encostei na lateral da caminhonete.
- Veio dá uma ajudinha? – ele perguntou parando em minha frente.
- Não vou me arriscar à quebra minhas unhas. – falei mostrando minhas mãos a ele.
- Não disse que era perua! – ele falou rindo.
- Espero não está atrapalhando.
- Não está não. Mas espero que você não esteja deixando de ensaia pra vi aqui. – ele falou.
- Não se preocupe e também eu vou ganhar essa aposta, então não tenho com o que me preocupar. – disse confiante.
- Ok! Vai sonhando. – ele disse revirando os olhos. – Preciso ir a Lubbock fazer essa entrega, me acompanha? – ele perguntou.
- Vou te dá o prazer da minha companhia por hoje. – disse.
- Vou tomar um banho rápido e já venho.
- Tá precisando mesmo. – disse tampando o nariz.
- Sempre engraçadinha. Vem me espera lá dentro que esse sol está de matar. – ele me puxou e fomos para a casa principal.
Jacob subiu pra tomar seu banho e me deixou vendo TV. Mas a TV era a última coisa que me prendia a atenção. Estar ali me trazia muitas lembranças, as inúmeras vezes em que eu e Jake demos uns bons amassos naquele mesmo sofá, se dona Sarah soubesse já tinha mandado se livrar dele.
Minhas divagações não duraram muito, logo Jake estava de volta e pegamos a estrada.
- A copiloto pode escolher a música. – ela falou.
- Hum... Vamos ver se tem alguma coisa que preste na rádio local. – disse ligando o som do carro.
- Tim McGraw, nada mal, mas não estou no clima para isso. – mudei a estação.
Nada me agravada e Jacob começou a resmungar dizendo que eu não tinha bom gosto musical. Mandei-o calar a boca e presta atenção na estrada dando um soco em seu braço. Que não foi nem tão forte, mas ele não perdeu a oportunidade de fazer uma ceninha.
- Beyoncé finalmente um coisa que preste. – elevei as mãos para o alto.
No radio tocava Crazy In Love, Jake revirou os olhos em total desagrado. E de pirraça comecei a cantar alto.
O mais engraçado foi quando ele começou a cantar e errava a todo tempo a letra da música.
Depois que a música terminou mudamos completamente de gênero fomos para numa estação de rock ouvindo Linkin Park e a nova escolha deixou Jacob mais feliz. O surpreendi cantando junto e sem errar vergonhosamente a letra.
- Não sabia que agora curtia rock. – ele disse.
- Ah Jacob tem muitas coisas que você não sabe sobre mim, mas não se preocupe não me tornei nenhuma psicopata. Você está em segurança.
- Ufa! Fico aliviado em saber disso. – ele falou sorrindo.
A viagem até Lubbock não era muito longa em menos de uma hora chegamos ao nosso destino. Jacob fez a entrega que precisávamos fazer e fomos dá uma volta pela cidade.
Em quanto Hale ainda mantinha seu ar bem interiorano, Lubbock mostrava seu desenvolvimento, não era uma cidade muito grande mais tinha uma ar bem mais moderno com seus prédios, ruas movimentadas.
Ao contraio de Hale, Lubbock tinha também uma pessoa ilustre nascida lá Buddy Holly, um cantor, compositor e guitarrista que influenciou os Beatles, Eric Clapton e outros artistas, mas morreu precocemente aos 22 anos em um acidente de avião.
- Lembra quando eu tinha inveja de não ter nascido em Lubbock?
- Claro, como não. Era pauta diária das suas conversas.
- Mas alguns quilômetros, e Buddy Holly teria nascido em Hale e esse problema teria sido resolvido. – Falei.
- Me admira você não ter tentado uma carreira longe da arquitetura quando foi para a Califórnia.
- Vamos levar em consideração que música country não era tão glamorosa como hoje em dia.
- Vem vamos comer alguma coisa, estou morrendo de fome. – Jacob me puxou para dentro de uma lanchonete.
Pedimos dois gordurosos hambúrgueres acompanhados de batatas fritas e refrigerante.
- Se eu continuar nesse ritmo vou voltar uma baleia para Nova Iorque. – me queixei.
- Deixa de neuras, você nunca teve pré-disposição para ser gorda Nessie. – Jacob falou.
- Mas as coisas mudam, hoje em dia ninguém tem mais isso de pré-disposição. Essas químicas das indústrias acabam com a gente sem saber. Cuidado Jacob pra daqui a uns cinco anos você não está ai barrigudo de tanta cerveja e frituras.
Jacob riu jogando a cabeça para traz, — Acho um pouco difícil.
- E a nossa aposta ainda está de pé? – ele perguntou.
- Claro. Uma pena que não poderão apreciar minha linda voz. – lamentei.
- Ah certo veremos isso em três dias.
- Será que é pra eu ter medo dessa sua total confiança? – perguntei,
- Com certeza.
Ficamos conversando mais um pouco até pegarmos a estrada de volta.
- Ainda não entendo por que você gosta tanto de viver em uma cidade onde não conhece metade das pessoas. – falou Jacob nos sentamos na escada da varanda onde uma brisa gostosa batia..
- Vamos ser lógicos Jacob. Tudo é tão mais pratico.
- Tá, mas e a violência?
- Todo lugar tem.... Mas alguns índices são maiores que outros. – falei dando de ombro e tentando conte o riso.
Jacob começou a ri. – Ok. Você me convenceu. – ele me empurrou com o ombro.
- Sabe? Um dia você pode ir me visitar e quem sabe eu te convenço de vez que Nova Iorque é um lugar legal para se morar.
- Se eu estiver maluco talvez você consiga mesmo. – ele disse.
- Olha que eu tenho um poder de persuasão muito grande Jacob Black. – falei semicerrando os olhos. Ele ficou me olhando durante um tempo. – O que foi? Meu rosto está sujo? – perguntei passando a mão por ele.
- Não. – ele sorriu. – Você é tão paranoica, às vezes.
- Eu não sou paranoica. – disse fazendo beicinho. – Você fica ai parado me encarando e eu que sou paranoica? Ai está fazendo de novo.....
Ele inclinou-se sobre mim e o mais estranho foi que eu me aproximei mais dele quando eu achei que ele ia me beija um carro se aproximando nós afastou.
- É... Já tá na minha hora. – falei levantando. Jake levantou logo em seguida.
Meu coração dava um salto mortal agora.
- Certo. – Leah saiu toda sorrisos do carro.
- Jake te liguei mil vezes e você nem me atendeu. Ah oi Nessie. – ela disse com um falso sorriso nós lábios.
- Oi Leah. – devolvi com a mesma simpatia. – Então eu já estou indo mesmo Jake.
- Ok é... tchau. – antes mesmo de eu dá partida no carro Leah já o puxava para dentro pendurada nele.
Já tinha algum tempo que eu não ligava para saber como estavam as coisas em NY. Fiquei horas ao telefone com a Lise, ele me contou todas as fofocas do escritório e de novos projetos para o qual a empresa estava sendo sondada.
- Esse lugar não tem vida sem você. – ela falou.
- Imagina. Querendo fazer uma média comigo é? – perguntei em tom divertido.
- Sempre um poço de seriedade. – ela riu. – é sério e olha que não fui a única a comentar isso. O Zach vivi falando.
- Ele está na seca é. Pra sentir tanto assim a minha falta?
- Deve ser. – ela riu. – Nessie preciso ir acabou de chegar uma papelada imensa aqui e a pessoa que devia analisá-los resolveu tirar férias.
- Ah certo. – disse rindo. – Boa sorte!
Nos despedimos e eu fiquei em inércia no quarto, não tinha nada pra fazer nem a internet estava tão interessante e meus querido irmão não podiam me fazer companhia pra meu ensaio dá aposta.
Rezava pra que não ter que pagar a aposta que fiz com Jake. Eu ia vomitar de vergonha naquele palco. Não tinha mais jeito para essa coisa de cantar em público, o chuveiro se tornou meu principal palco e a possibilidade de que eu teria que cantar para outra pessoa estava me matando.
Como não tinha nada o que fazer resolvi ir cozinha. Bolo de chocolate com nozes. Procurei os ingredientes nos armários, mas não encontrei nozes então ia ter que comprar, afinal não se faz bolo de chocolate com nozes sem as nozes.
Pequei a chave do carro e fui rumo a supermercado do centro da cidade. Acabou que além de nozes compre alguma coisinha que estava precisando. Fui para o caixa paguei tudo e quando sai dá loja e estava indo para o carro alguém me chamou. Leah vinha em minha direção a passos rápidos e parrou em minha frente com uma cara não muito boa. Franzi a testa sem entender nada.
- Que bom que a encontrei aqui. Estava realmente precisando falar com você. – ela Falou.
- Sou toda, ouvidos. – eu disse ajeitando as sacolas do mercado em minhas mãos.
- É melhor você ficar fora do meu caminha Renesmee. Acha que não percebi a forma que vocês se olhavam no dia do jantar e hoje o jeito que você conversavam? O Jake agora é meu. – ela disse autoritária.
- O que você quer garota? – perguntei rindo da audácia dela de vir me falar isso. -Vê se acha alguém do seu top pra bater boca. O Jake é seu? Mas não é bem o que me parece, acho que você deveria interpretar as coisas melhores. – falei séria.
- Você se achar a boazona no pedaço, não é? Mas sinto em informa-la que você não é essa coisa toda. Fica fora do meu caminho vai ser o melhor pra você. – ela ameaçou.
- Estou morrendo de medo de você. – disse irônica. – Meu bem, só pra você saber, se eu quisesse alguma coisa com o Jake de novo, pode acreditar que já teria rolado desde o primeiro dia que pus os pés em Hale. Mas não se preocupe, o que eu e o Jacob tivemos que viver juntos já vivemos. Sabe de uma Leah? Fica ai falando com a parede. Dando chilique por causa de homem. Já perdi muito tempo com você. – disse saindo da loja.
Que mulherzinha petulante, minha vontade era de voltar lá e quebra aquela cara dela. Fechei a porta do carro com mais força que o necessário e alguns transeuntes olharam assustados.
- O que aconteceu? – minha mãe perguntou quando entrei soltando fogo pelas ventas em casa.
- Se eu vê a Leah Clearwater mais uma vez por ai eu acabo com a raça daquela mulher. – falei.
- Como assim? O que aconteceu minha filha? – ela perguntou.
- Ela veio me “ameaçar” dizendo que era pra eu ficar longe do Jacob. Quem aquela criança acha que ela é?
- Uau! Nunca imaginei que a Leah fosse esse tipo de mulher. – falou minha mãe.
- Ô a princesinha está pondo as asinhas de fora. Acabou de sair das fraldas e está se achando a mulher mais poderosa do mundo. – ri sem emoção.
- Calma filha. Ao fica esquentando a cabeça com essa besteira e o Jacob já é grandinho suficiente pra saber o que faz da vida dele.
- Vou trabalhar um pouco, só isso pra esfriar minha cabeça. – disse. — Guarda essas coisas comprei umas coisinhas pra umas receitas, mas perdi completamente a vontade. — Entreguei as sacolas a ela e subindo as escadas.
- Mas você não está de férias? – Bella perguntou.
- Ninguém nunca fica de férias 100%.
Antes de chegar ao meu quarto e ir pedir a Lise para enviar uns relatórios, desisti. Se o que Leah queria era guerra, então era isso que ela iria ter. Ia deixar ela se borrando de medo, achando que estava rolando algo entre mim e o Jake.
Peguei meu celular, mas antes de qualquer ação minha ele tocou. Era Jacob.
- Estava quase ligando pra você. – disse quando atendi.
- Sério? Acho que temos algum tipo de conexão telepática. – ele disse rindo em seguida.
- Já que você ligou. O que quer? – perguntei.
- Estou indo ao lago. E como você não viu ainda como ficou a casa lá, queria saber se não estava a fim de ir?
- Confessa que gosta da minha companhia Jacob! Claro, vou sim. Você passa aqui pra me pegar?
- Certo. Em meia hora passo ai.
- Ok. Tô esperando. – um espírito maligno tinha se apossado de meu corpo e isso não era coisa boa.
Quando é pra Renesmee Cullen ser mal, eu sei como ser.
- Vai aonde? – mamãe perguntou quando me viu descer com uma roupa diferente.
- Ao lago com o Jake. Ele já deve está chegando. – disse olhando o relógio na parede.
- Com o Jake? – ela falou desconfiada.
- Sim. – dei de ombros. – Ele ligou me chamando e eu topei.
- Você mesmo gosta da coisa Nessie. – ela disse em tom divertido.
- Ela começou agora vai ter que aguentar. – minha mãe riu. A buzina de um carro tocou lá fora. Pela janela vi que era Jacob.
Me despedir de minha mãe e sai. Só esperava que aquele minha pequena brincadeira não rendesse outra coisa.
Notas finais
Próximo capítulo: 09/02
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Bjão
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