Last Kiss - O Último Beijo
2 Capítulo 2 - Adorável Hale
Notas iniciais
Qualquer erro, desculpa, estou sem beta e fiz algumas alterações na última vez que li esse capítulo.
Uma outra ressalva Hale me apareceu no Google quando estava pesquisando, então talvez a descrição não seja tão fiel como a cidade original.
Boa leitura.
Depois de horas sentada em um avião até Dallas e mais alguns minutos em um pequeno avião para o minúsculo aeroporto da cidade, finalmente cheguei a Hale. Já era noite quando cheguei, algumas lojas já tinha fechado as portas, liguei pra casa quando não vi ninguém a minha espera, pelo visto tinham esquecido a minha chegada. Liguei para casa e papai tentou disfarçar, mas com certeza ele tinha me esquecido, ele disse que logo estaria chegando e que eu nem ia perceber que fiquei esperando.
– Precisando de carona Cullen? – perguntou Jacob Black e seus ameaçadores olhos negros, lindos olhos negros já fazia muitos anos que não os via, sim é ele o cara perfeito que queria casar comigo.
– Oi Black, na verdade estou esperando meu pai. – respondi.
– Ele te esqueceu foi? Possivelmente, afinal faz quanto tempo mesmo que você não vem aqui? Uns cinco anos? – ele desceu do carro e se aproximou de mim.
Desde que fui morar fora de Hale, minha visitas a cidade eram bem raras e ao máximo tentei evitar Jacob nesses anos. Menos cinco anos atrás quando inevitavelmente nós encontramos e até hoje. Acho que não foi por acaso.
– Pode fazer cinco anos pra você, afinal tive todo o cuidado de não cruzar o seu caminho das outras vezes que estive aqui.
– Tudo bem, agora podemos levanta a bandeira branca? – ele perguntou.
Dei de ombro. Ele sorriu, — Ok. Então vamos?
– Pra aonde? – perguntei confusa.
– Seu pai me ligou pedindo pra te aturar por alguns minutos. – ele pegou minhas malas que estavam em cima do banco em que eu estava sentada e jogou, sim jogou mesmo sem cerimonias, na carroceria da picape. – Ele me pediu pra te pegar, já que estava aqui por perto. – Ah pai valeu por me deixar numa minúscula caixa de aço com meu ex.
– Então vamos ou vai ficar ai? – ele disse já entrando no carro.
– Olha, eu fiz um viagem muito cansativa, meu voo atrasou duas horas, então você poderia ao menos ser um pouco gentil com a minha pessoa? – disse erguendo uma sobrancelha.
– Ok, desculpa pela falta de gentileza, mas digamos que eu perdir minha pratica em lhe dar com você. – disse ele. – E seus chiliques de perua.
–Perua? – falei incrédula, mas resolvi não esquentar minha mente cansada com as asneiras de Jacob Black — Tá, tá vamos logo estou morrendo de cansaço. – disse já entrando no carro e pondo o cinto.
– Sim, Madame. – ele disse irônico.
O percurso foi rápido e sem conversa. Quando nos aproximamos da casa de meus pais pude ver que as luzes do primeiro andar estavam acesas, enquanto Jacob estacionava o carro mamãe surgiu na porta com um sorriso nos lábios, só agora percebi o quanto de saudade estava dela, — Nessie. – ela desceu os degraus da varanda e veio á meu encontro.
– Mãe. – disse abraçando-a apertado.
– Que bom que está aqui. – ela já me guiava pra dentro de casa.
– Nessie. – papai surgiu na sala com um sorriso na face.
– Oi pai. – o abracei.
– Bem vinda minha filha. – disse ele.
– Então vamos levar suas coisas para o quarto e acomodá-la você deve esta muito cansada.
Nesse instante Jacob deixava minha mala próxima à escada que leva pro segundo andar. – Obrigada Jacob.
– Por nada Nessie. Qualquer coisa estou aqui. – ele disse encarando-me. — Então, já vou indo é tarde. – disse ele dirigindo-se a porta, meu pai o acompanhou, eu e mamãe subimos para o meu velho quarto.
Tomei um banho demorado e mamãe me fez fazer um lanche antes de ir pra cama, o sono logo veio, realmente estava muito cansada
No interior o dia começa cedo, mas devido a minha longa viagem quando acordei já eram mais de dez da manhã. Vesti um short e uma camiseta e desci.
– Olha só a bela adormecida acordou. – disse Alec assim que apareci na cozinha.
– Bom dia pra você também maninho. Bom dia mãe.
– Bom dia querida, dormiu bem? – perguntou ela enquanto guardava algo na geladeira.
– Sim. – sentei em um banco no balcão da cozinha e bebi o suco que prontamente minha mãe serviu.
– Então preparada pra pegar no pesado?- perguntou Alec.
– O que? – disse com cara de confusa.
– Trabalho Nessie, pegar na enxada.
– Ah tá vai sonhando, meu bem, sei muito bem que você faz isso melhor que eu. – disse, — Onde está a Bree? – quis saber.
- Não sabe, enfurnada na casa da sogra aquela mulher depois do noivado virou um grude que só. – disse mamãe mostrando que estava sendo deixada de lado nos preparativos do casamento.
– Oh meu Deus a malvada da Bree te abandonou foi? Liga pra isso não, agora eu cheguei ela vai ficar morrendo se ciúmes e vai vim correndo disputar sua atenção comigo. – disse abraçando-a por trás.
Ela riu.
– Bem vou precisar de um carro enquanto estiver aqui. – disse virando-me para meu irmão que ainda estava na cozinha lendo um jornal.
– Carro pra quê? – perguntou franzindo a testa.
– Você acha que eu vou ficar andando a pé por ai ou então dependendo da sua boa vontade quando quiser me dar uma carona.
– Já chega botando banca. – ele dobrou o jornal e fiquei o encarando. – Usa o da Bree, agora que o noivo dela deu um novo, ela largou o velhinho na garagem. – Ele pegou uma chave em um dos armários e jogou pra mim.
– Valeu. Te amo maninho. – dei um beijo em sua face. – Vou lá dar uma olhada no estado dele. – disse saindo pela porta dos fundos da cozinha.
Fui até uma dos seleiros que servia de garagem. O carro estava bem conservado e de tanque cheio, estacionei ele na frente da casa e subi pra pegar minha bolsa, — vai sair? – mamãe perguntou quando eu estava descendo.
– É vou à cidade, preciso comprar umas coisas.
– Certo, vai com Deus!
Entrei no carro e liguei o rádio nada como estar no Texas e ouvir uma música country. O bom dessas cidades de interior é que não tem transito, mesmo assim fui curtindo a paisagem predominada por plantações e gado.
Cheguei à cidade e muita coisa tinha mudado, novas lojas tinham sido abertas, mas as antigas ainda estavam lá, estacionei o carro na frente de uma loja de eletrônico, na correria esqueci o carregador do meu celular.
Quando entrei na loja um jovem de uns dezoito anos, estava atrás do balcão, — Posso ajudar senhora? – ele perguntou educadamente.
– Claro, você tem carregador pra iPhone.
– Sim. – ele procurou uma caixa em uma das estantes e colocou no balcão. – São 22 dólares.
–Ok. – entreguei meu cartão de credito e ele fez todos aqueles processos de compra.
Sai da loja tão distraída que nem percebi uma figura familiar vindo em minha direção, — Renesmee Carlie Cullen. – minha irmã disse quando chegou mais próximo.
– Bree. – nos abraçamos no meio do estacionamento, — Quando você chegou?
– Ontem à noite. – disse com um sorriso nos lábios.
– Mamãe nem pra me ligar pra avisar se eu soubesse tinha ido correndo pra casa. – disse ela se encostando no meu carro, quer dizer, no carro dela.
–Isso não era necessário, Bree. Então como anda os preparativos do casamento?
– Um porre, a mãe do Seth é um pé no saco falta um mês para o casamento e só nesta semana tive que provar o vestido duas vezes por que ela implicou que eu estou engordando. – ela disse de cara feia.
– Vai se acostumando, afinal de contas você vai casar com o filho dela. – rimos juntas.
– Maninha me deixa ir, tenho reunião no conselho da escola. Ah e você já se bateu com o Jacob por ai? – ela perguntou com segundas intenções na voz.
– Já, ontem ele me deu uma carona até em casa.
– Iai como foi esse reencontro?
– Nada de mais e Bree, vai pra sua reunião! Já vai começar com essa história de novo é?
– Ahh chata tô indo mais tarde passo em casa.
–Ok tchau, te amo.
– Também te amo.
Voltei pra casa e passei o resto do dia ajudando mamãe com algumas coisas de casa, mais tarde a Bree veio e ficamos até tarde pondo o papo em dia.
– Esse cara com quem você está? É sério? – ela perguntou.
– Era sério, mas como eu falei estamos nesse relacionamento aberto.
– Se papai ouvir você falando assim vai querer que volte para casa e arranje um bom marido. – ela analisava meus cremes que estava na penteadeira. – E com certeza ele já tem até alguém em mente. – ela tentou esconder o sorriso.
– Já sou maior de idade. Ele não pode esquecer isso. – falei rolando os olhos.
– E o encontro com o Jake ontem, como foi?
– Ele me pegou no minúsculo aeroporto de Hale, viemos para casa e não conversamos nada.
– Você deve ter dado um coice nele, não é?
– Eu sempre a malvada da história. Não falei nada de mais, fui o mais simpática possível. Ele é que foi um posso de simpatia comigo.
– Ouvi dizer que ele está de rolo por ai, mas não é nada sério. Mas não sei se é verdade, Jacob sempre foi discreto em relação a isso. Se não fosse pelo Seth ia achar que Jacob tinha virado celibatário ou feito algum juramento parecido. Estou investigando melhor. – ela agora passava um de meus cremes de pele.
– Problema dele. Por que está me dizendo isso? – perguntei curvando uma sobrancelha.
–Serviço de utilidade pública.
– Hum... Sei! – disse desconfiada que ela estivesse tentando mais uma vez me juntar a Jacob. A última vez foi tão desastrosa que só voltamos a nós falar na noite passada.
Conversamos até o sono chegar e cada uma ir para sua cama.
Nos dias seguintes não encontrei mais o Jacob, nem pela fazenda e nem na cidade. Se ele estava querendo me evitar estava fazendo a coisa bem feita. Não estou me queixando, depois de ter sido um poço de gentileza comigo o melhor mesmo era ele ficar longe. Por que uma proximidade não ia dá no que preste.
Zach me ligava quase todos os dias, era reconfortante saber que alguém sentia minha falta em Nova Iorque.
Mamãe e papai estavam felizes com a minha estadia em casa durante tanto tempo. E eu estava feliz em estar de volta, por mais que eu odiasse está em Hale quando era mais nova, hoje via que nem sempre viver em uma cidade agitada que nunca dorme era a coisa mais incrível do mundo.
Na sexta-feira eu e Bree fomos dá uma volta pela cidade como adorávamos fazer nos velhos tempos.
– O Jake já voltou de viajem! – ela disse do nada.
– E ele estava viajando foi? – perguntei e ela confirmou com um aceno de cabeça. Então esse era o motivo de não ter me encontrado com ele novamente. – E o que tenho haver com isso?
– Ai Nessie você às vezes é tão chata. – ela resmungou.
– Seria menos se você não tentasse a cada cinco minutos dá uma de cupido para cima de mim. – rebati.
– Eu não estou fazendo isso, só não posso falar nada do Jacob que você vem com suas respostas curtas e grosas.
– Certo. Vamos fazer isso de novo. Nossa que legal, onde ele estava? – falei sorrindo.
– Esquece. Se for pra ficar debochando é melhor nem falar. – ela disse chateada.
– Ok, mas não vamos falar de Jacob Black quando estivermos juntas, ok? Só quero curti minha maninha em quanto ainda posso. – falei abraçando-a.
– Certo. – ela retribuiu o abraço.
Notas finais
Se me dê outra crise de bondade no fim de semana tem mais um capítulo. rsrsrs
Um Beijão.
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