Last Kiss.
6 Capitulo 6
Notas iniciais

Niklaus não se movia e no fundo eu achei melhor. Já era constrangedor demais chorar na frente de alguém e quando essa pessoa é um vampiro, acho que tudo fica muito pior. Eu não sei exatamente quantas horas fiquei assim, só sei que Niklaus apenas saiu e me deixou sozinha, talvez pelo fato de 50% do meu choro, foi por culpa dele.
Logo uma pessoa adentrou o estabelecimento – uma mulher, morena. Ela tinha os olhos distante, podia ver magoa neles. Ela me pegou pelo braço e começou a me arrastar.
– Me solta... – Resmunguei alto, tentando faze-la me soltar.
Ela apenas discordou e logo estávamos em uma sala escura. – Você ficara aqui... Teremos visita e Klaus não quer que eles te vejam, então. – Ela abriu um sorriso sem sentimentos.
– Que visita? – Indaguei assustada – Quem é você? – Minha voz estava fraca e a mesma apenas soltou um suspiro.
– Me chamo Hayley e a visita não é importante para você. – Dito isso ela saiu em disparada, fechando a porta atrás de si.
***
Fiquei horas e horas naquele local escuro, com apenas uma cama. Algumas vezes ouvi gritos vindo de lá de cima, ouvi Niklaus – sua voz estava diferente, alta, brava e havia angustia. Jurava que ouvi ele falar com a mãe dele. E isso vez diversas duvidas invadir minha mente. Ele tem uma mãe? Quem estava lá em cima? O que está acontecendo?
No fundo eu poderia gritar, mas preferi ficar na minha e esperar pela boa vontade do mesmo em vir me tirar.
E eu acho que demorou muito, pois acabei pegando no sono.
– Caroline... – Senti alguém me cutucar, fazendo-me fechar os olhos mais forte que conseguia – Acorde... – Eu resmunguei baixo, tentando identificar a voz.
– Não.. – minha voz soou embargada.
A pessoa me pegou pelo braço de uma maneira delicada e me levantou, fazendo meus olhos se focarem naqueles belos olhos. Klaus, estava serio, até demais, porem o mesmo estava incrivelmente sexy, ele usava um terno – que destacou seus olhos, ele até parecia uma pessoa comum. E eu nunca vi seus olhos desse jeito, fazendo-me ecoar um pouco para trás.
Ao perceber minha atitude, ele soltou meu braço – Pode ir pro seu quarto agora... – Seu sotaque estava potente demais.
– Hum, claro... eu sou um cãozinho né? – Disse soltando uma risada amarga – Prenda-a no quarto, deixa ela lá – Tentei imitar sua voz, mas a mesma saiu um tanto ridícula. – Claro. Se eu puder chamar isso de quarto. – Minha vontade era de soca-lo.
– Olha Caroline... – Dessa vez o mesmo pegou meu pulso com uma certa firmeza e logo senti meu corpo ir de encontro a parede – Eu não estou com vontade de aguentar drama adolescente, então que tal você ficar quieta, hein? – O mesmo fez meu corpo tremer novamente e eu queria poder correr de lá. Ele era bipolar e eu sabia que essa bipolaridade poderia trazer minha morte, eu sentia.
– E que tal você me soltar? – Indaguei irritada – Já cansei de ficar aqui, quero ir embora... Quando a verbena sai do meu organismo? Já estou mais de 24 horas aqui com você, nessa casa, com pessoas loucas e bipolares – Tentei empurra-lo, mas ele nem ao menos se moveu. Porem a mão que estava no meu pulso se soltou.
– Você é muito teimosa... – Ele soltou uma risada amarga – E não me pegou em um dia legal, querida. – Sua mão deslizou por minha bochecha e isso fez meu coração palpitar um pouco mais forte. Porem eu não conseguia entender o que era, medo? Talvez. – Mas isso não leva a lugar nenhum, então deixarei você ficar um pouco mais aqui... – Ele se afastou, mas seus olhos não desgrudaram do meu, apenas ficaram fixos, em cada detalhe. O meus estavam imersos a pensamentos e angustia e o dele não estava diferente.
– Desgraçado... – Gritei ao ouvir a porta fechar, deixei que meu corpo caísse na única coisa que havia lá – a cama.
Eu não estava com fome, estava com raiva, queria poder soca-lo. – Argh... Me tira daqui – Gritei, minha voz apenas ecoava pelo quarto.
Fechei meus olhos e meu corpo caiu na cama, fazendo-me soltar um suspiro. Minha cabeça doía, como se fosse explodir a qualquer momento, eu estava tonta. Sentia que o quarto estava rodando ao meu redor, eu tentei controlar minha respiração, que estava rápida demais.
– Porra... – Xinguei, pois a dor era insuportável.
A porta foi abrindo aos poucos e fez meus olhos focarem nela, logo soltei um suspiro.
– Niklaus? – Minha voz soou fraca, porem logo meus olhos se depararam com um rapaz bonito, com a aparência mais velha, ele não era Niklaus e isso fez eu soltar um suspiro – Agora eu estou morta né? – Indaguei me levantando.
Ele fez um movimento de discordância, abrindo um sorriso sincero – Oh, não... fica tranquila, não está morta. – Ele deu um passo em minha direção, o mesmo focou os olhos em mim. – Você está bem? – Sua aparência seria não me assustava tanto como a de Niklaus e o mesmo estava com terno também.
Ele estava no jantar. – Pensei e ao ouvir a pergunta dele, fiz uma leve careta – Não estou bem... – Eu não iria falar que estava com dor de cabeça, que minha cabeça estava rodando.
– Bom, eu só vim ver quem está de visita em nossa casa... Desculpa-me pelos modos de Nik, ele anda um pouco bravo – Ele fez um movimento leve com a cabeça, o mesmo nutria sentimento por ele, não só por ter chamado ele de Nik, mas também a maneira que dizia – Eu fiquei sabendo do que ouve com você, lamento.
– Oh, lamenta por qual parte? – Perguntei sarcástica. – A parte de eu ter quase morrido por lobos, ele me prendendo nessa maldita casa? – Me aproximei dele, um tanto irritada. – Ou ele ter mudado minha vida com esses fatos que eu não queria saber?
– Lamento por quase tudo, menos a ultima parte... Pelo que eu sei, sua mãe é a Xerife Forbes, então um dia você iria descobrir isso. – Ele começou a caminhar em minha direção – Sua melhor amiga é Elena, certo? Conheço-a muito bem. – Ele disse calmamente — Bonnie? Lamento por ela... – Sua voz era sincera, fazendo eu focar meus olhos nele.
– Como você sabe tudo isso? – Indaguei confusa, fazendo ele apenas sorrir fraco.
– Fiquei um tempo por lá, então acabei conhecendo o seus amigos. – Ele estava de frente comigo, onde estendeu a mão em minha direção – Me chamo, Elijah... sou irmão do Niklaus. – Seus olhos olhavam para mim mão, esperando uma ação da mesma.
Eu estava um tanto perplexa por tantas informações e eu acabei ficando minutos em silencio, porem meu corpo foi ficando fraco e logo senti minha visão ficar preta.
Eu havia desmaiado.
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