Last Kiss.

7 Capitulo 7


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOE :B BOOA LEITURA AMORES s2

– Caroline, Caroline... – Meu corpo estava sendo empurrado, meus olhos abriram devagar e aos poucos fui sentindo o choque da realidade, minha cabeça doía muito.

Aos abrir os olhos, o foco demorou um pouco para ser recuperado e logo reconheci a voz de Elijah, ele estava sentado na minha frente e ao lado dele estava Niklaus. – Sim, Niklaus, eu não conseguia entender o porque dele estar lá, será que o moreno havia o chamado? Será que eu estava desmaiada a muito tempo? Ambos me olhavam, Elijah estava preocupada, já Niklaus estava indecifrável. Eu não conseguia entender seus olhos e o fato dele não me olhar, não ajudou muito.

– Como está? – A voz do irmão de Niklaus invadiu meus ouvidos. Sua voz me trazia tranquilidade e logo me levantei daquela cama dura.

– Estou bem... – Tentei sorrir, porem o sorriso foi substituído por uma careta ao sentir a minha cabeça doer novamente.

– Se está bem quer dizer morrendo, é uma maneira estranha de se expressar. – As palavras de Niklaus atingiram como faca em meu coração, logo soltei um suspiro alto. Um suspiro de pura agonia, pois não havia gostado da maneira que ele tinha falado.

– Oi? – perguntei confusa, logo desviando meus olhos para o chão.

– É isso mesmo Caroline... Sabemos que você está morrendo e quero saber o porque de você não ter falado? – Nesse momento já não estávamos conversando, Niklaus estava gritando.

– Não grite comigo... E outra, eu não tinha nada para você falar com você – E sim, agora eu estava gritando – Você não é meu amigo, maldição.

– Não sou seu amigo mesmo – Ele riu sarcástico – Mas me pergunto se você tem algum – Sua voz estava sarcástica. – Se tem tantos amigos assim, cadê eles Caroline? Aonde eles estão?

Elijah apenas nos fitava, seus olhos estavam serenos e ele se mantinha ao lado de Klaus. Como se a qualquer momento ele tivesse que o segurar caso ele voasse em meu pescoço e eu estava acreditando que isso pudesse ser possível.

– Estão por ai Niklaus... – Gritei entre dentes. – Só porque eles não estou ao meu lado, não quer dizer que não tenho – Acusei-o.

– Então eles não te amam de verdade... – Seus olhos estavam me fuzilando, eu me levantei da cama e fiquei de frente com ele.

– Eles me amam sim, só que eu não quero ver eles chorando por mim ou se torturando porque uma amiga vai morrer também – Falei baixo, logo minha mão foi de encontro ao meus cabelos e senti aquele maldito gesso bater em minha testa – Argh... – Eu já havia esquecido dele, ainda mais não sendo a mão que usava para escrever ou para comer.

– Você é uma egoísta... no fundo é você que não quer sofrer – Suas palavras me causaram uma dor profunda, fazendo eu dar um passo para trás.

– Quer falar de egoísmo agora Niklaus? — Indaguei secamente – Você invadiu minha privacidade... me trouxe aqui, me contou segredos que eu não queria saber – Tombei minha cabeça para o lado – E agora você fez minha vida um inferno. Eu já aceitei que vou morrer, demorou para isso. – Sorri fraco – Mas superei isso e agora quando eu deveria estar curtindo, estou aqui, presa.

Os olhos dele me analisaram e quando ele iria se virar, peguei seu braço rapidamente. Fazendo seus olhos voltarem pros meus – Para de virar as costas para mim... – Minha voz soou fraca, porem ele havia ouvido.

Niklaus soltou uma risada sarcástica — Você é corajosa... – Seus lábios tinha um pequeno sorriso. Mas eu não conseguia identifica-lo, não sabia se estava sendo sarcástico ou não. – Mas uma corajosa que está prestes a morrer... – Dito isso ele saiu pela porta, sem dizer nenhum adeus.

Acabei deixando que um suspiro escapasse de meus lábios, Elijah estava apenas parado. Analisando tudo atentamente, aquilo me irritou – O que foi? – Perguntei frustrada.

Ele abriu um breve sorriso e logo caminhou em minha direção – Niklaus não te odeia, se você está pensando nisso.

Revirei os olhos com aquelas palavras – Eu não estou pensando nisso... – Eu não queria saber se ele me odiava ou não, ele era apenas um desgraçado que estava se intrometendo na minha vida.

– Mas alguma hora iria pensar... – Sua maneira formal de dizer me fez olhar para o lado – Vem, vamos voltar para o seu quarto – Ele tocou levemente em meu braço e começou a me guiar em direção a saída.

Aquilo que estava não era um quarto, era um porão. Quem tem porão em casa? Por favor né, só loucos mesmo.

O caminho até o quarto foi tranquilo, eu não vi Niklaus, nem aquela mulher que havia me jogado no quarto. Quando adentrei a mesma Elijah voltou a falar — Então, descansa um pouco e depois desce para comer algo – Ele fez um breve aceno.

Apenas fiz um movimento – Você não é tão chato quanto aparenta ser... — Disse dando de ombros e isso fez ambos rir fraco.

– Você me achava chato? – Ele perguntou colocando a mão em seu coração.

– Não, eu disse que você aparentava ser chato... – Pisquei e logo caminhei até a cama. Elijah sorriu, um sorriso calmo.

– Até mais Caroline... – O mesmo saiu fechando a porta atrás de si. Ele e Niklaus eram incrivelmente diferentes, a maneira deles agirem expressava muito bem isso.

Mas eu não poderia compara-los, porque algo dentro de mim dizia que não era certo. Eu me encostei na cama e deixei que meus pensamentos absorvessem aquele longo dia e a única coisa que eu conseguia pensar era em Niklaus. A maneira que ele me tratou, as suas palavras. No fundo eu não sabia se aquilo era para me afetar, mas ele conseguiu isso. Me afetou, ele me chamou de egoísta.

Egoísta? O porque de eu ser egoísta? Eu vi como todos sofreram por Bonnie, como eu sofro até hoje por ela. Ela era uma ótima amiga, me apoiou em todos os momentos e saber que irei morrer, tirar a dor que sinto ao saber que não sofrerei todas as noites pensando o quanto eu poderia ter sido presente na vida dela.

Talvez eu seja egoísta.

Passei anos estudando e quando eu volto para minha cidade foi para enterrar uma amiga. Eu fui viajar para fugir da realidade e no fundo eu estou fazendo isso de novo. Fugindo da realidade, mas a única coisa que tenho certeza é a morte. Então se eu irei morrer, o porque de eu ligar tanto?

Meus amigos sempre me apoiaram em tudo, eu lembro até hoje no momento que fui contar para eles que iria viajar. Elena ficou abalada. Porem eu ainda não havia conquistado sua amizade por completo, diferente de Bonnie que sempre tive um laço maior. Porem com o passar dos anos, eu fui me aproximando delas, criando um grande laço. Talvez se eu tivesse ficado lá por mais tempo, eu teria sido uma pessoa amarga e fico contente de ter me mudado por um tempo.

Não que eu tivesse feito amizades diferentes, mas eu aprendi a ver o mundo de uma outra maneira — Menos fútil, mas ai descobri que estava morrendo, então resolvi largar tudo que construí e agora estou em um barco prestes a se afundar.

Eu não vou dizer que não tenho medo da morte. Ela me assusta mais do que deveria. Saber que ela está tão perto é quase como seu pudesse controla-la, mas não posso. Apenas posso sentir meu corpo ir se acabando aos poucos, se destruindo por completo.

Sentir que minha vida está perto do fim. – Balanço a cabeça brevemente, para que eu pudesse me despertar desses devaneios horríveis. Levanto da cama e caminhei até o banheiro, para que pudesse limpar meu rosto.

– Estou horrível... – Sussurrei um tanto assustada, pois ainda estava com a marcas na bochecha, por conta do corte que havia levado. Meu corpo não doía, estava normal e isso me alegrou, lavei meu rosto calmamente e logo prendi meu cabelo.

Tirei o coturno dos pés e ao chegar no quarto novamente coloquei um chinelo, pois queria ficar confortável. Caminhei até a porta e comecei a descer as escadas, tentando me guiar por aqueles corredores imensos. Eu iria procurar algo para comer, já que fazia um bom tempo que não colocava algo na boca.

Ao adentrar em um dos corredores, me deparo com uma imensa mesa de jantar – Devo estar perto... – Pensei e entrei em uma das portas da sala de jantar, me deparando com a cozinha ampla.

Caminho até a geladeira, abrindo-a. Eu não sei o que me surpreendeu mais, o fato dela estar com 60% cheia de sangue ou o fato de ter um bolo de chocolate, chamando para ser comido.

Abri um sorriso pequeno e o peguei, onde me sentei no balcão. Abri o embrulho e comecei a comer o bolo tranquilamente, nem ligando que estava comendo de uma maneira nada educada.

– Você deveria comer algo saudável... – Acabo pulando da cadeira ao ouvir alguém sussurrar em meu ouvido, causando um arrepio dos pés a cabeça.

– E você deveria cuidar da sua vida... ops, a minha deve ser mais interessante – Tombei a cabeça para o lado, piscando para Niklaus que estava com as roupas de sempre, bem informal.

Ele sentou no banco ao meu lado, onde revirou os olhos — Claro, já que você que está prestes a morrer... – Sua voz não estava amarga, parecia um tanto divertida.

– Hum, então está aqui só para jogar na minha cara que estou prestes a morrer? – Indaguei irritada.

– Que isso amor, estou aqui para comer um pedaço do bolo... – Ele piscou de uma maneira incrivelmente sexy, onde tomou o bolo da minha mão, pegando na embalagem localizada no canto do mesmo, onde deu uma mordido do outro lado.

Notas finais
E aeee, o que acharam desse capítulo? De Klaus tratando Car bem e em outro momento sendo um idiota? AHSHAHSHAHSHAHSH. Me digaaam. Obrigada por quem comentou no outro capítulo, amei todos os comentários - serio mesmo, obrigada do fundo do coração, vocês me deixaram muito feliz, com todo o apoio. hihih s2 E falando nisso, me perdoem a demora... Estava tudo muito corrido, por conta do enem e tals, DDDD; que acabei nem tendo tempo de escrever, só hoje s2 DOIS BEIJOS E OBRIGADA s2 s2