Laranja Azeda
45 Capítulo 45 – Na Cidade
Notas iniciais
–Olha, é aquela ali!
–Tem certeza? Ela é tão bonita.
–Por isso mesmo, ela é uma das garotas mais lindas, mas é tão nojenta.
–Será que ele não escova os dentes?
–Pra ter um gosto azedo desse jeito, é bem provável.
–E ainda por cima é ruiva, uma verdadeira Laranja Azeda mesmo.
Santana Watson caminha pelo pátio da Escola Estadual da Cidade, o boato de seu beijo azedo corria solto, por onde quer que passasse ouvia cochichos e uns até apontavam pra ela. A ruiva nunca foi muito de ligar pra essas coisas de bullying, entretanto desde que o boato, que era bem verdade, se espalhou, ela temia não por seu status ou nada do tipo e sim afastar os meninos. Ela era do tipo que sonhava com amor verdadeiro, mas agora seu final feliz estava ameaçado por uma condição hormonal atípica.
–Que saco! Por que eu tinha que ser azeda?! Eu daria tudo pra ser normal!
A Cidade era uma cidade grande, no entanto não tinha um dos nomes mais originais, possuía uma boa área costeira, contava com o hospital Renascer que era modelo de perfeição médica, com manicômio Estrela de Davi, parques de diversão que atraia turistas, bons espaços para festas, especialmente casamentos. Uma das famílias mais ricas e influentes era a família Moura, um casal de mulheres que conseguiram impor respeito mesmo sendo lésbicas, elas tinham tido gêmeos através da inseminação artificial. A Cidade conta com escolas de teatro, bibliotecas, ótimas lojas de quadrinhos e itens afins, como por exemplo as procuradíssimas cuecas de super heróis.
Foi nessa cidade que Santana e Felix nasceram, foi aqui onde tudo começou, onde sonharam e choraram, sem nem desconfiar que seu destino seria parar numa ilha cheia de mistérios. Ambos achavam que nunca mais voltariam a por os pés na Cidade, mas estavam enganados.
No hospital Renascer o renomado médico cirurgião, Tony Carvalho, acaba de terminar duas cirurgias de sucesso, dois jovens haviam chegado com ferimentos feios no peito e na barriga, mas agora estavam estabilizados e se recuperando. Na sala de espera as coisas não estavam menos calmas, a polícia e o conselho tutelar caíram matando nos atípicos indivíduos que levaram os jovens pro hospital. Otto, Logan, Hector e Felix tiveram que encontrar uma maneira de explicar aquela confusão, e na verdade foi mais fácil do que imaginavam.
–Eu sou Otto, rei de um pais distante e isolado do resto do mundo, sou possuidor do hormônio da irresistibilidade e ficarei feliz em transar com todos vocês em troca de passar por cima dessa papelada e burocracia.
E foi assim que o rei moreno sarado transou com dois detetives, uma assistente social, uma advogada e dois policiais no armazém do hospital.
–Aaaar! Ai que delícia! –Gemeu a senhora de 45 anos que nunca em sua carreira de assistente social tinha tido sua saia rasgada e sua vagina penetrada daquela maneira.
Os dois policiais se masturbavam de pernas abertas deitados numa maca aguardando ansiosos para serem penetrados pelo rei. A advogada, uma negra de cabelos cacheados castanhos claros, gemia sendo penetrada pela frente e por trás, pelos dois detetives.
–Oooor! –Gemeu um dos policiais quando Otto finalmente penetrou seu cú –Caralho isso dói!
–Você é tão apertado, nunca deu o cú antes?
–Não.
–E esta gostando de dar?
–Para você meu rei, dou com muito prazer, qualquer toque seu é muito gostoso.
–Então, me sinto na obrigação de arrombar esse seu cú virgem cabeludo.
O policial chorou na vara, o outro homem da lei por outro lado se mostrou mais experiente e pediu pra pular no pau de Otto, e este teve o desejo atendido. O rei olhou para assistente social que ofegava cansada de tanto dar a buceta e pensou que seria engraçado vê-la recebendo mais tesão do que poderia aguentar.
–Quero ver os quatro homens fodendo a senhora.
E como de praxe o pedido de Otto é uma ordem. A senhora recebeu uma rola no cú, duas na buceta e uma na boca, ela gritava e se retorcia toda agoniada, um detetive deu uma bela cuspida em seu ânus e socou sua rola pra dentro.
–Aaaaaii meu cú!
O outro detetive e o policial do cú cabeludo dividiram o espaço da buceta, foi meio apertado, mas conforme a senhora foi ficando mais e mais molhada, as duas picas a invadiram. Ela gritou loucamente e então o outro policial selou a orgia enfiando seu pau na goela da assistente social.
Mesmo preocupado com Santana, Otto permitiu cair na risada vendo a agonia da senhora que até acabou mijando em tudo. Enquanto ele assistia à foda, a advogada negra chupava sua rola. Os quatro homens puxaram suas pirocas de dentro da senhora que cai deitada mijando, gozando e tendo espasmos.
–Gostou da “assistência” que eles te deram? –Perguntou Otto rindo e fazendo um trocadilho com a profissão da senhora.
–Amei, majestade.
–Pois bem, vamos pro grande final.
Os quatro homens e as duas mulheres se digladiavam para poder chupar a rola adocicada do rei. Otto se masturbou recebendo mordidas nas cochas, lambidas nas bolas, e suplicas pedindo leite, e assim ele deu uma bela gozada distribuindo nas faces daquelas autoridades. Os seis ficaram lambendo os jatos de esperma que caíram nos outros e se masturbaram gemendo e gozando.
Com o trato cumprido, as autoridades partiram deixando Otto e seus súditos em paz. O Dr. Tony veio lhes informar que Santana e Fabrício estavam fora de perigo.
–Graças a Deus –Exclamou Felix aliviado.
–Qual deles? –Perguntou Hector irônico, mas também aliviado.
–E a mulher que foi trazida despida parece ter sofrido de um ataque de asma muito forte. Vocês não tem nenhuma bombinha dela?
–Na verdade ela nunca usou uma –Disse Otto.
–Estranho, pois os exames mostram que ela tem pulmões muito fracos, difícil acreditar que ela viveu sem auxílios médicos, do estado dela, até caminhar muito pode ser perigoso. Existe uma série de medicamentos que podem ajuda-la a ter uma boa vida, mas uma bombinha de asma é o básico e indispensável.
Enquanto eles conversavam, uma certa manifestação inesperada se apresentou diante de Santana que descansava após a cirurgia: Ela mesma.
–Ah! Será que eu morri? –Ela olhou para os equipamentos que monitoravam seus sinais nervosos –Pelo jeito não –Ela viu que o Fabrício também estava bem e sorriu aliviada –Pelo jeito a fodástica aqui, salvou todo mundo. Por quanto tempo será que vou dormir? Pelo menos posso usar a projeção astral.
Ela saiu do quarto e viu Hector e Felix dormindo de mal jeito na sala de espera, enquanto Otto e Logan conversavam com o Tony.
–Deve ter sido ele que me operou, valeu doutor! Ei agora que percebi, ninguém esta me vendo! Normalmente consigo me manifestar no plano físico, acho que meu corpo esta fraco de mais pra isso, pelo jeito sou temporariamente um fantasma.
Do outro lado da cidade, em uma capela dentro de uma mata densa, um grupo pequeno de umas quinze pessoas se reúne em um culto pagão. O interior é simplista, não haviam bancos, os devotos sentavam em palha, e ali costumavam praticar orgias em homenagem ao seu verdadeiro lar. Num altar estava um objeto que era reverenciado: O chifre de um bode.
–O dia esta próximo irmãos e irmãs, o dia em que voltaremos ao paraíso! Cumprimos a nossa parte da missão, agora nos resta esperar –Nesse momento a porta se escancarou chamando a atenção dos quinze ali presentes.
–Você esta quase certo, o dia finalmente esta chegando e viemos busca-los irmãos, nosso retorno é questão de dias –Disse a velha seguida pela jovem e pela criança.
–O oráculo! –Exclamaram os devotos se pondo de joelhos.
–Sejam bem vindas três mulheres –Disse o líder da seita do bode, um homem negro de seus 25 anos, forte, cabelo curto estilo soldado.
–A quanto tempo Tobias –Disse a criança –Já faz uns 20 anos que não nos vemos, vejo que agora é o líder da seita, o que aconteceu com seu pai?
– Infelizmente ele faleceu, mas me guiou para tomar seu lugar como líder da seita, e me lembro de minha infância brincando nas praias de nossa terra natal.
–A espera acabou –Disse a jovem –Mas acho que vocês sabiam que o dia se aproximava.
–Nós cumprimos nossa parte do plano há alguns meses.
–Ótimo –Disse a velha –Arrumem suas coisas partiremos em algumas horas e libertaremos nosso mestre, libertaremos o verdadeiro rei da Ilha do Escorpião. Libertaremos James.
A seita do bode juntamente das três mulheres planejavam libertar um homem, um paciente do manicômio Estrela de Davi, este homem era ninguém mais, ninguém menos que James, o xamã que treinara Santana.
–Ser um fantasma é muito chato –Queixou-se Santana no hospital.
Ela estava sentada num balcão do lado da recepcionista, Otto e Logan dormiam aos roncos.
–Acho que vou voltar pro meu corpo e dormir que eu ganho mais.
–Olá Maria Rosa –Disse a recepcionista, Santana olhou e não viu com quem ela falava, só quando se inclinou, viu uma anã sorridente trazendo uma marmita nas mãos.
–Oi Brenda, vim trazer o jantar do Tony que esquece de comer quando trabalha.
–Pode ir querida.
Santana curiosa que só ela, resolveu seguir a tal Maria Rosa pra ver quem seria o marido dela.
–Será que é um anão também? Eles devem ser tão fofinhos juntos –Maria Rosa parou em frente a uma porta e bateu, a fantasma leu a placa: Dr. Carvalho –Não me diga que...
Tony abriu a porta e seu rosto cansado se iluminou num sorriso ao ver sua esposa. Ele se ajoelhou e deu um beijo forte e doce em sua boca.
–Rosa! O que faz aqui?
–Vim lhe trazer o que comer –Ela deu um sorrisinho –Acho que você merece um descanso, ou dois.
Rosa empurrou seu marido pra dentro da sala e trancou a porta atrás deles. Santana em sua atual condição fantasmagórica, facilmente atravessou a porta e viu que a marmita foi deixada de lado, o doutor empurrado numa poltrona e Rosa estava sentada nele lhe dando o maior beijão.
–Eita bixa safada! –Disse Santana animada.
–Você salvou vidas hoje, digo ontem, acho que merece uma recompensa.
Rosa tirou sua blusa expondo um par de seios pequenos, eles se beijaram, Tony apertou seus seios, beijou seu pescoço. A pequena mulher saiu de cima dele e sensualmente desafivelou seu sinto, baixou suas calças, o médico usava uma cueca samba canção com estampa de time de futebol, seu órgão apontava pra cima excitado.
–Adoro sexo de pessoas diferentes! Se eu pudesse entrava no meio agora, chupava a buceta dessa anã fácil.
A nutricionista apalpou a samba canção sentindo a ereção de seu marido.
–Quer mesmo fazer isso aqui? –Perguntou já gemendo.
–Até parece que vai ser a primeira vez que transamos num hospital, querido.
–Ooor –Ela começou a fazer um boquete.
Ela engolia o pênis quase todo, e pensar que na primeira vez mal conseguia por metade dele pra dentro, mas agora sua garganta era bem treinada. Rosa chupava e o masturbava com suas pequenas mãos, numa delas brilhava sua aliança. Tony queria tirar toda a roupa, mas não poderia arriscar, caso alguém chamasse precisava se recompor rapidamente. Entretanto sua esposa podia muito bem correr nua pro seu banheiro e se vestir, já pensando nessa saída, a pequena se despiu completamente.
Tony a puxou pra cima da poltrona e chupou seus seios, apertando-os com firmeza e suavidade, desceu e apertou suas nádegas, mas dessa vez sem poupar força, ainda lhe dando um forte tapa que ecoou no escritório. Eles riram e se repreenderam pelo barulho. A mulher girou levantando as pernas e direcionando sua cabeça pra baixo, fazendo um 69 na poltrona. Os dois gemiam, na verdade os três, pois a fantasma descobriu que podia se masturbar.
–Ai que delícia! Isso safados! Dessa vez vou ser voyeur.
Tony chupava a vagina de sua esposa caprichando no movimento de sua língua, resolveu arriscar e ao menos abrir os botões da camisa pra sentir melhor seus corpos roçando. Depois de umas curtas, mas quentes preliminares, partem pro sexo de verdade. Mesmo sendo casados, eles sempre usam camisinha, pois não querem ter filhos, devido à “doença” de Tony. Habilmente Rosa desenrola um preservativo sobre a rola dura de seu marido e sem mais delongas senta sobre ele, sentindo sua pequena, mais experiente buceta, sendo preenchida.
–Aaaaaaarg!
–Minha nossa! –Exclama Santana –O Pau dele é tamanho normal, mas deve estar arrombando a pobre!
–Vai mete Tony! Assim! Aaaar!
–Safada gulosa! –Riu a fantasma.
Rosa pulava no pau de seu marido, no início sentia muita dor, mas hoje em dia gosta que ele meta o mais fundo e mais rápido que conseguir. Ela segura os gemidos doida pra gritar. Sua buceta esta molhada e lambuzando a virilha e a samba canção de Tony, que não esta nada preocupado com isso, ele beija a boca dela, morde sua orelha, aperta seus seios e mete rola com vontade.
Tony se levanta segurando a nutricionista com facilidade e põe sobre a mesa abrindo suas pernas, ele tira seu pau bem devagar e coloca de volta com força provocando-a à gritar, continua com isso por um tempo e depois pega apoio e mete pra valer.
–Aaaaar! Ooor! Tony!
–Oooor! Sua bucetinha é tão gostosa Rosa!
Os gritinhos abafados, a cara de prazer dela, seu corpo pequeno e praticamente indefeso em suas mãos era afrodisíaco para Tony, que mete cada vez mais rápido.
Santana se masturba assistindo àquela foda em local proibido. Seu corpo parece normal, ela consegue se tocar facilmente.
–Ainda bem, seria horrível querer tocar uma siririca e não poder. Ooor! Estou chegando perto! Ai que vontade de ser penetrada! –Ela enfia os cinco dedos da mãos esquerda dentro da vagina enquanto mexe no clitóris com a direita.
–Vai garotão mete! –Gemeu Rosa –Estou chegando perto, vai, vai, vai!
–Vai, vai, vai! –Gritou Santana.
Tony se abaixou, mordeu o pescoço de Rosa e meteu feito um cachorro, a anã tremeu gozando. O marido saiu de dentro dela e puxou a camisinha para poder bater punheta.
–Estou quase lá!
Ele se masturbou, Santana pode ver seus testículos se contraindo, Rosa abocanhou a cabeça da rola dele recebendo seus jatos de porra quente na garganta.
–Ooooooooor! –Ele gemeu em baixo tom, apertando os dedos fazendo força pra não soltar um berro de prazer.
Tony tirou o pau da boca de sua esposa. Rosa engoliu e depois sorriu.
–Ela é do tipo que engole! –Exclamou Santana –Colega você arrasa!
O casal se arrumou, e o doutor foi desfrutar de seu jantar. Eles riam e trocavam olhares apaixonados.
–Nossa dá ver o quanto se amam –A fantasma não pode deixar de pensar no Otto –Espero que consigamos ser assim um dia.
O dia amanheceu e os dois garotos acordaram abraçados.
–Estou morrendo de fome –Queixou-se Hector.
–Agora que sei que a Santana e o Fabrício não correm perigo, estou mais tranquilo, quer sair pra conhecer a cidade?
–Tudo bem, mas certa vez você me disse que aqui eles não vem com bons olhos nosso relacionamento, e um lugar que ache feio o nosso amor, deve ser um lugar terrível.
–Nesse ponto você tem razão, mas eu nasci e cresci aqui, vem quero te mostrar várias coisas.
Os dois saíram, mas antes avisaram ao Logan, Otto estava ocupado despistando mais autoridades com seu jeito sensual de rei.
Os garotos pularam o muro de uma residência e roubaram maçãs. Depois que saciaram sua fome, saíram caminhando e se depararam com um mural com cartazes de desaparecidos.
–Olha Felix! Estão procurando o Nicolas e o Nicolau.
–Devem ser as mães ricaças deles.
–Felix? –Disse uma voz familiar atrás deles. Felix tinha certeza de que conhecia aquela voz, mas já fazia tanto tempo que não parecia real. Eles se viraram e se depararam com um casal. Um homem alto, musculoso e barbudo e uma mulher de pele clara que não era nem magra, nem gorda. O queixo de Felix caiu.
–Bruce? Taís? –A mulher abraçou o garoto com força.
–Pensei que você tivesse morrido naquele acidente de avião! Meu Deus como é bom te ver! –Exclamou Taís.
–O que aconteceu com você garoto? E por que esta andando seminu desse jeito?
–Bem, eu...
–Felix quem são esses dois?
–Hector esses são Bruce e Taís, são os tios do Fabrício.
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