Laranja Azeda

46 Capítulo 46 – Os tios


Notas iniciais
Dois dos personagens mais queridos de Leite Condensado voltaram a dar as caras, mas será que será a única coisa que vão "dar"? Boa leitura pessoal e deixem seu comentário.

Felix nunca imaginou estar novamente naquele lugar, ali tinha rido e chorado mais vezes do que consegue contar. Aquele era o quarto do Fabrício. O casal de jovens garotos estavam passeando pela Cidade, Hector se encantava por tudo que via, quando de repente encontraram os tios de Fabrício que os convidara para ir até sua casa.

–Você acha que devemos contar à eles que o Fabrício esta no hospital? –Perguntou Felix.

–Depende.

–De quê?

–Do que você quer.

–Como assim?

–Se você contar sobre o Fabrício, os tios dele vão até lá e não o deixarão voltar para ilha e se não contar eles vão passar o resto da vida achando que ele fugiu de casa deixando apenas uma carta de despedida.

Felix sentou-se na cama sem saber o que fazer. Ele queria que Fabrício voltasse pra ilha! No entanto não era justo deixar que os tios dele vivessem alheios ao seu paradeiro. Então pensou nos pais de Santana, eles devem pensar que os dois morreram num acidente de avião, assim como os tios de Fabrício pensavam. Será que ele devia entrar em contato com seus próprios tios?

Antes que ele pudesse se decidir, Taís entrou no quarto.

–Oi meninos, vocês podem tomar banho e vestir roupas do Fabrício, sei que ele não se importaria. Estou fazendo o almoço, depois quero saber o que aconteceu com você Felix.

–Ok.

Ela desceu as escadas sorridente. Felix tinha que se decidir logo sobre o que faria. Olhou pra janela e cogitou a opção de fugir por ali de modo a não precisar dar nenhuma explicação, mas a ideia de tomar um banho num banheiro de verdade era boa de mais, claro que na ilha tinha uns chuveiros improvisados, entretanto nem se comparavam ao prazer de um banho num banheiro de verdade.

Hector puxou Felix pelo braço o arrastando pelo corredor.

–Vamos, estou ansioso pra ver um banheiro de verdade.

Felix riu e abriu a porta, os dois entraram e Hector exclamou alto:

–Então isso é um vaso sanitário?

–É sim! É muito mais confortável usar um desse do que fazer suas necessidades no meio do mato e se limpar com folhas de árvores.

Hector puxou o rolo de papel higiênico e passou no rosto.

–É tão suave.

Eles tiraram suas poucas peças de roupa que em sua maioria era feita de palha com exceção da cueca do Homem Aranha. Entraram no box e ligaram o chuveiro, a água caiu em seus corpos num forte jato e ambos soltaram um suspiro de prazer.

Bruce subiu as escadas levando duas toalhas para os garotos, ao entrar no quarto de Fabrício estranhou não encontrar nenhum dos dois. Ouviu o barulho do chuveiro e caminhou até o banheiro, encostou a orelha na porta e ouviu risadas alegres. Bruce era um homem alto, forte e barbudo, ele ama muito sua esposa e os dois adoravam se divertir com outras pessoas, algumas vezes até com seu amado sobrinho. O homem abriu vagarosamente a porta do banheiro espiando os garotos pela brecha, assim os viu se beijando em baixo do chuveiro.

Quantas vezes o Fabrício tinha espiado os tios daquela maneira? Pensou Bruce, e agora era ele quem fazia o papel voyeur. Felix beijou o pescoço de Hector e desceu até seus mamilos, e então até seu pênis e de joelhos lhe pagou um boquete. Bruce assistia de pau duro, começou a se apalpar sobre a calça jeans, seu pacote estava muito evidenciado. O adulto poderia bater uma bela de uma punheta assistindo o casal de jovens se pegando no banheiro, mas preferiu elevar o nível daquela diversão e assim abriu a porta.

–Eu trouxe toalhas –Felix se levantou num pulo e cobriu sua nudez com as mãos, Hector se limitou a olhar para sujeito.

–Bruce?!

–Não sejam tímidos, já vi o Fabrício tomando banho várias vezes, tudo bem que nunca o vi chupar a rola de um amigo no chuveiro, mas tudo bem –Felix corou quase como se fosse o mesmo de meses atrás.

–Não é o que você esta pensando.

–Não se preocupe Felix, vou deixar as toalhas aqui e ajudar a Taís no almoço, podem continuar, não nos importamos com esse tipo de coisa, somos um casal muito liberal e pra falar a verdade, até que vocês juntos dão até um tesão –Disse apalpando seu órgão, Felix olhou e imaginou logo o tamanho daquele pacote. Sem dizer mais nada, Bruce sorriu e saiu do banheiro.

–Como ele é atencioso, nos trouxe até toalhas! –Exclamou Hector sem estranhar nem um pouco a atitude de Bruce. Felix olhou boquiaberto pro namorado.

Bruce foi até a cozinha e contou o ocorrido a esposa que se animou com a ideia que surgira daquele relato.

Felix e Hector vestiram roupas do Fabrício que lhes serviram muito bem e desceram para almoçar. A mesa ainda estava vazia, mas resolveram se sentar. Taís veio até eles usando um avental com estampa florida.

–Gostaram do banho?

–Foi ótimo –Respondeu Hector.

–As roupas do Fabrício caíram muito bem em vocês. Vou servir o almoço daqui a pouco –Ela se virou e os garotos levaram um susto ao perceber que a dona de casa usava apenas o avental. Taís caminhou rebolando até a cozinha.

–Ela tem uma bunda muito bonita –Afirmou Hector.

–Pare de se fazer de inocente Hector! Sei que você também percebeu o que esta acontecendo aqui.

–O quê?

Nessa hora Bruce saiu de uma porta só de toalha e com o corpo molhado.

–Não quis atrapalhar vocês e vim tomar banho no banheiro de baixo.

–Tranquilo, se você quisesse, não teria problema em ter tomado banho com a gente –Felix olhou boquiaberto pra Hector.

–Então vamos tomar o próximo banho todos juntos –Bruce deixou sua toalha cair “acidentalmente”, ficando nu na frente dos garotos, seu peitoral era cabeludo e sua barriga lisa possuía apenas uma linha de pelos que ia do umbigo até a virilha. Seu pênis era enorme e grosso, sua glande era arroxeada e suas bolas peludas –Opa, desculpem.

–Que nada já vimos muitas rolas antes.

–Hector! –Repreendeu Felix.

–Ouvi alguém falando em banho coletivo? –Perguntou Taís vindo pra sala e se deparando com o marido pelado na frente dos garotos –Não me digam que iam me deixar de fora? Garotos sabem ser tão maus às vezes, excluindo as mulheres da diversão.

–Nunca deixaria você de fora querida.

–Oh querido!

Taís correu e abraçou o marido e lhe dando um beijo pra lá de quente. Bruce desceu suas mãos pelas costas dela até parar na bunda branca e apertou suas nádegas. Felix deixou o queixo cair. Bruce puxou as nádegas com suas mãos fortes as abrindo e exibindo o ânus de sua esposa. Felix olhou pro sorridente Hector e lhe deu um beliscão.

–Aii.

–Vai me dizer que não percebeu que os dois estão tentando nos seduzir?!

–Claro que percebi! E vai me dizer que você não esta seduzido?

Felix olhou pra baixo vendo o volume de seu próprio short.

–Tá legal, nunca imaginei em transar com os tios do Fabrício, mas agora estou morrendo de vontade.

Hector sorriu e se levantou.

–Não devemos excluir ninguém, quanto mais gente melhor.

–Obrigado querido –Disse Taís abraçando o loiro. Hector aperta as nádegas dela que olha nos olhos dele fazendo uma pergunta silenciosa e a resposta que o garoto marrento deu, foi um beijo em sua boca.

Felix soltou um suspiro e olhou pra Bruce.

–Meu namorado esta beijando a boca de sua esposa, o que você vai fazer sobre isso?

–Pagar na mesma moeda.

Bruce avançou pelado, agarrou o garoto o pondo sobre a mesa e lhe dando um intenso beijo de perder o fôlego. Taís andou sem parar de beijar Hector e sentou-se sobre a mesa ao lado de Felix. Os quatro pararam de se beijar e se olharam cumplices do estava pra acontecer. Felix se inclinou desatando o nó do avental da dona de casa, ajudando-a a se livrar de sua única vestimenta, antigamente ela não era nem magra, nem gorda, tinha uma barriguinha aparente, mas nada que tirasse sua sensualidade, mas devido a preocupação pelo desaparecimento do sobrinho acabou perdendo peso e agora tinha uma verdadeira barriga de tanquinho. Seus seios eram simplesmente enormes! Maiores do que os de qualquer mulher da ilha, sua vagina estava recém depilada, mas sem apresentar nenhuma irritação na pele, Felix desconfiou que ela tinha acabado de se depilar, já premeditando aquele momento.

Bruce abriu o botão do short de Felix e o puxou com cueca e tudo revelando a ereção do garoto.

–Se fosse o Fabrício já estaria todo babado –Disse Bruce.

–Como você... Não me diga que vocês já transaram com ele?

–Não nos olhe assim, nos amamos nosso sobrinho, a propósito eu e o pai dele nem somos irmãos de verdade, então nem conta como incesto.

Felix tinha esquecido desse detalhe, Bruce e o pai de Fabrício não eram irmãos de verdade, se conheceram na faculdade e ficaram tão amigos que se consideravam irmãos, um foi padrinho de casamento do outro, sempre se ajudavam como podiam, Bruce e Taís estavam no hospital no dia em que a mãe de Fabrício lhe deu a luz e estavam presentes em todos os momentos bons e ruins, até o final trágico...

Ele balançou a cabeça se recusando a pensar em coisas tristes, afinal algo muito divertido estava pra começar. Hector e Bruce se abaixaram e começaram a se servir do banquete sobre a mesa. Taís gemeu ao sentir aquela língua jovem lamber sua buceta, e ficou surpresa com a habilidade do loiro.

–Aaaar! Que isso? Ooor! Garoto pelo jeito você já fez isso antes.

–Muitas vezes na verdade.

Hector caprichou lambendo aquela buceta com vontade, ele mordia o interior das cochas, cuspia na buceta e caia de boca fazendo o movimento da língua tornado, subia caprichando no clitóris. Olhava pra cima e via a dona de casa gemendo e apertando os peitos extasiada de prazer.

Bruce abocanhou o pênis de Felix de uma vez engolindo ele inteiro, o garoto gemeu sentindo a garganta quente envolver seu pau, a barba do homem roçava em suas bolas. Ele desceu chupando-as, levantou as pernas do garoto e chegou onde queria: chegou no cú!

–Aaar! Isso! Ooor!

Bruce chupava o cuzinho rosado do melhor amigo de seu sobrinho, e estava adorando. Os gemidos dele eram provocantes e sem poder mais esperar se levantou e foi até uma mesinha, abriu uma gaveta e voltou com um punhado de camisinhas. Hector olhou pro lado vendo o homem cobrir o pau com aquele plástico, já ia perguntar do que se tratava, quando Taís pegou uma e desenrolou no pau dele.

–Pra que isso? –Perguntou.

–Proteção –Respondeu a mulher apenas. Hector não entendeu, mas devia ser algum costume estranho do povo da Cidade.

Taís e Felix estavam de pernas abertas e receberam o que desejavam. A dona de casa gemeu alto ao ser penetrada pelo loiro, o garoto trincou os dentes e apertou os dedos ao sentir a cabeça daquela rola grossa forçar a entrada pelo seu cú. Logo a cozinha foi coberta por gemidos e gritos.

–Ai meu cú! Aaaaar!

–Mete assim Hector! Aaaar!

–Que cuzinho gostoso você tem Felix!

–Você gosta mesmo de rola, né safada?

Quando Bruce se afastava Felix respirava aliviado e então vinha uma forte metida que o fazia gritar. Doía um pouco no início, mas agora já estava era pra lá de gostoso.

Eles resolveram mudar de posição e foram para sala, Taís ligou o radio e a voz de uma garota cobriu o ambiente.

–É a maratona de músicas da “Cupido”! Adoro a voz dela.

Lindas letras de músicas eram a trilha sonora daquela maravilhosa trepada. Felix gritava rebolando na rola daquele homenzarrão debruçado numa poltrona. O garoto apertava aquele peito forte e cabeludo, sentia seus dedos fortes lhe apertando as nádegas, e aquela rola grossa lhe invadindo. O garoto pulava sentindo ser penetrado cada vez mais fundo, quicava tão rápido que seu pênis batia na sua barriga.

Taís estava de quatro no sofá e agora dava o cú pra Hector que metia de pé. As vezes se inclinava e agarrava aqueles peitões, eram tão enormes que suas mãos de adolescente não conseguiam segura-los por completo. Bruce estava adorando a desenvoltura do garoto que quicava em sua rola e de onde estava ainda assistia o loiro enrabando sua esposa. Ele olhou para a bunda de Hector que abria e fechava ao ritmo que metia no cú de Taís.

Bruce se desvencilhou de Felix, tirou a camisinha e colocou uma nova e foi pra trás do loiro e sem aviso prévio já foi esfregando sua piroca naquela bunda convidativa. Felix foi pra cima do sofá oferendo sua rola pra Taís chupar. Hector soltou um gemido sendo penetrado por trás. Os quatro gemiam se movendo, Felix metia na boca de Taís que ainda era penetrada no cú por Hector que recebia uma surra de rola. Bruce segurou-o pela cintura e meteu com tamanha força que as vezes até tirava o loiro do chão.

–Aaaaaaaar!

Felix deslizou pra debaixo de Taís, colocou uma camisinha e foi esfregando seu pau na virilha dela até encontrar o buraco e penetra-la. Ela gemeu ao ser penetrada por ambos os lados, perdeu as forças nos braços e se debruou sobre o garoto. Felix gemeu alto ao sentir aqueles peitões sendo prensados em seu tórax. Taís beijou-o na boca, gemendo e arfando. Bruce metia tão rápido no cú do loiro que sentiu o orgasmo se aproximando.

–Estou chegando perto.

Hector saiu do cú de Taís e se libertou da piroca de Bruce, o loiro puxou o adulto até a escada e o empurrou.

–Ainda não chegou a hora te terminar, fique de quatro agora! –Como um dos líderes da ilha, Hector era acostumado a dar ordens. Bruce imaginou apenas que aquela autoridade toda era parte da fantasia sexual e obedeceu.

–Aaaar.

O loiro começou a chupar o cú cabeludo do homem e logo o invadiu com sua rola. A diferença do tamanho corpóreo dos dois era nítida, Bruce se segurava o melhor que podia nos degraus, Hector metia com vontade naquela bunda musculosa.

–Caralho garoto! Você sabe como comer um cú!

Hector puxou os cabelos do adulto e continuou a meter com força, o pau de Bruce latejava e escorria pré-gozo.

No sofá Taís rebolava sobre Felix, seus peitos balançavam no mesmo ritmo.

–Estou chegando perto! –Avisou ela.

–Minha esposa merece gozar com o máximo de prazer –Disse Bruce.

Hector saiu de dentro daquela cú cabeludo e juntos foram ao sofá. Bruce empurrou a mulher pra cima de Felix e enfiou em sua buceta já ocupada.

–Aaaaar! –Gemeu alucinada. Hector subiu em suas costas e ia enfiar em cú, mas Bruce segurou o pau dele e o direcionou até a vagina de sua esposa de modo que Taís recebeu três picas no mesmo buraco –Aaaaaa! Meu Deus! Que delícia! Aaaaaar! Continuem assim.

Felix estava apulso com todo aquele peso, mas tudo estava tão excitante que ele aguentou. Bruce sentia a bunda de Hector roçando em sua virilha e ainda as picas dos dois meninos se esfregando com a sua no meio.

–Aaaaaaar! –Gritou Taís com uma voz que alternava entre agudo e grave. Ela se tremeu toda tendo um maravilhoso orgasmo.

Hector saiu primeiro, seguido por Bruce, Taís se deitou saindo de cima de Felix que se levanta já tirando o preservativo e batendo punheta desesperado e logo foi gozando sobre os peitões da dona de casa.

–Ooooor! Aaaa! –Os jatos caíram deslizando sobre a pele, escorrendo pela barriga. Felix revirava os olhos gemendo.

Bruce e Hector puxaram as camisinhas e começaram a se masturbar. O adulto que a tempo já estava perto, sentiu que ia explodir, ia gozar sobre sua esposa, mas ao invés disso forçou Hector pra baixo e meteu em sua boca e gozou.

–Oooooooryeeeeer! –Hector abriu a boca deixando a porra escorrer, Bruce tirou da boca dele enquanto ainda gozava lhe dando jatos de esperma na cara. Hector queria gozar sobre alguém, mas estava com tanto tesão que abocanhou aquela rola grossa toda babada e gozou acocorado lançando os jatos nas canelas de Bruce.

–Uuuuuuuuurmmm! –Gemeu com o pau na boca.

Os quatro estavam ofegantes, suados e alguns gozados. Eles foram para o banheiro tomar banho todos juntos. Aquela tinha sido uma trepada incrível.

Nos corredores do hospital uma ruiva corria, dançava, se jogava no chão e gritava, mas ninguém a via.

–Ser fantasma até que é bem divertido! –Ela estava parada numa das salas de espera, uma TV estava ligada num desenho, diante dela estava um painel de recados e ela avistou um folheto sobre um show –Nunca vi essa cantora antes, Cupido? Que nome artístico mais batido, mas gostei dela, foge a mesmice dos cantores –A tal cantora chamada Cupido, era baixa, morena e gorda, devia ter mais de cem quilos, mas sua expressão, seu vestido apertado lhe davam toda uma sensualidade e parecia dizer: “Sou bonita, gata e sexy independente do meu peso, se não gostar vá se foder! Venha dizer merda, que te como com numa mordida só”.

Santana sentiu um arrepio imaginando sendo devorada pela cantora Cupido, mas então sentiu outra coisa e se virou.

–Algo... Esta vindo.

Então houve uma explosão de chamas no ar onde se materializou um pássaro de fogo, que era invisível à todos, menos à também invisível Santana.

–Como você pode nos expulsar Santana!?

–Lucy?! –A fênix assumiu a forma de uma garota nua.

–Você expulsou os deuses da ilha.

–Desculpa gata, mas...

–Fênix! Gata é a Felícia.

–Não quis dizer isso, eu...

–Você expulsou todos os deuses! Não sabe o erro que cometeu.

–Eu fiz o que foi preciso! Eu salvei todo mundo! E agora a Serpente esta morta!

–Você matou a Serpente?! –Exclamou Lucy admirada.

–Na verdade foi o Otto que a decapitou, mas sim, ela esta morta.

–Eu não sabia, preciso contar isso aos outros.

–Você veio aqui só me dizer que estão chateados comigo? Eu não os expulsei pra sempre, logo poderão voltar, e vocês são imortais não são? Nem vai significar nada esse tempinho fora.

–Mesmo estando com raiva de você, admito que o que fez foi incrível, e por respeitar você, vim avisa-la do perigo que lhe aguarda.

–Mais perigo? Tomar cú universo!

–A Ilha do Escorpião vai passar por uma transformação política.

–O que? Só isso?

–Você verá o que isso significa em breve, a ilha esta sem deuses e sem nenhum possuidor dos hormônios nesse momento, isso terá sido ao acaso ou alguém arquitetou tudo isso? –Santana ficou calada pensativa –Tome cuidado Santana e assista à televisão de vez em quando.

A deusa fênix desapareceu em chamas e na mesma hora o desenho foi interrompido por um noticiário urgente:

–O manicômio Estrela de Davi foi atacado por um grupo misterioso, as câmeras de segurança mostram alguns dos invasores, mas a polícia ainda não conseguiu identifica-los –Nas imagens Santana viu a velha, a jovem e a criança, viu um jovem negro nocauteando alguns guardas –O ataque pareceu um tipo de resgate a um dos detentos –Quando o rosto de um homem amarrado numa camisa de força apareceu, Santana exclamou:

–James! –Era o mesmo que tinha lhe ensinado a ser uma xamã.

–Acredita-se que os invasores façam parte de algum tipo de seita que idolatre criminosos, pois o único que salvaram foi James Malamar, assassino psicótico que matou a esposa com um machado.

Santana deixou o queixo cair quando ouviu a história de James e seu rosto foi coberto com ainda mais surpresa ao reconhecer aquele caso, lembrou que estava na escola quando ouviu que aquele homem tinha matado a esposa com um machado e a ruiva se lembrou da primeira vez em que viu seu guia espiritual, ela sentia como se o tivesse visto antes, como se o conhecesse de algum lugar, e as histórias e memórias se reagruparam e ela soube da verdade:

–Não acredito, o James é o pai do Fabrício.

Notas finais
O que acharam? Qual parte mais gostaram? Alguma especulação sobre o futuro?