Laranja Azeda

44 Capítulo 44 – Um Monstro em Potencial


Notas iniciais
A espera terminou rsrsrsr Voltei de viagem e os capítulos serão postados normalmente agora! Leiam e se divirtam! Beijos e aguardo comentários

Tony Carvalho era um médico cirurgião renomado, salvara inúmeras vidas ao longo de sua carreira. Hoje com 35 anos é casado, trabalha no hospital Reviver na cidade chamada: Cidade. Ele não tem filhos e pretende continuar assim, não por não gostar de crianças, na verdade é pelo contrário.

Ele descobriu que era diferente ainda em sua adolescência, quando tinha 12 anos era vizinho de uma família com 3 filhas, sendo a mais velha de sua idade, Tony gostava muito dela, mas nunca se declarou. Passaram-se 3 anos e do nada ele deixou de se sentir atraído pela a mais velha e começou a desejar a do meio que tinha dez anos, ele com 15 se masturbava imaginando transando com a garota. Quando mais três anos se passaram, o jovem de 18 parou de desejar a irmã do meio que agora tinha 13, para se sentir atraído pela mais nova que tinha 9. Foi aí que ele percebeu que carregava uma doença, um pecado, um erro, um desejo proibido e destrutivo: Tony era pedófilo.

O jovem estudante de medicina era um prodígio, suas notas eram excelentes, tinha muitos amigos, mas nenhuma namorada, mesmo sendo tão bonito com seus cabelos escuros, seus olhos castanhos, sorriso brilhante, corpo malhado, ele era muito desejado. No entanto sua atração por crianças era um segredo e algo contra o qual ele lutava todos os dias. Evitava ir alugares frequentadas pelo público infantil, nunca nem procurou conteúdo pornográfico do tipo pela internet, ele podia ter esse desejo profano, mas nunca, nem uma vez, machucou uma criança.

Mas aquele sentimento não o deixava, várias vezes tinha sonhos eróticos e acordava gozando, suas poluções noturnas eram constantes, sempre tinha que lavar suas cuecas na calada na noite, enquanto chorava e rezava pedindo para deixar de sentir aquilo, pedindo pra ser normal, para não ser um monstro. Obviamente todo mundo é contra a pedofilia e muitos odeiam os pedófilos, mas Tony Carvalho merecia respeito e admiração, pois lutando contra seu desejo, ele era uma pessoa de bem.

Devido a sua doença, Tony achava que nunca ia se apaixonar, foi quando conheceu sua futura esposa e descobriu um jeito de burlar sua atração pecaminosa. Aconteceu quando ele estava no quinto período.

–Vocês viram ela? –Ria compulsivamente um dos amigos de Tony.

–A escola de medicina agora vai virar um circo.

–Do que vocês estão falando? –Perguntou Tony.

–Você ainda não foi dar uma olhada nos calouros? Vamos lá Tony, queremos ver sua cara quando “vê-la” –E caiu novamente na risada.

Tony não imaginava qual seria o problema da tal garota que fazia seus amigos rirem daquele jeito, ela seria gorda? Feia? Possuiria alguma deformação? Ao se aproximar do corredor do primeiro período, viu pessoas rindo enquanto “a garota” caminhava cabisbaixa, o queixo do Tony caiu, ela era linda. Seus cabelos eram lisos e negros e tinha uma enorme franja que lhe escondia parte do rosto, talvez fosse uma forma de se esconder, seus olhos eram do verde mais bonito que se pode conceber, seus lábios eram perfeitamente desejados, o único defeito dela, o motivo que todos riam e apontavam pra ela, era sua altura, a caloura tinha pouco mais de um metro, ela era anã.

Seus amigos riram de sua expressão, o coração dele praticamente saltou do peito, todo o desejo que sentia por crianças explodiu, dessa vez era atraído por alguém maior de idade, aquela garota era alguém que podia fazer sua doença se transformar em amor. Tony quase chorou, como nunca tinha pensado naquilo antes? Ele nem sabia o nome dela, mas naquele momento se decidiu que se casaria ela.

Alguém colocou o pé e a garota tropeçou caindo de joelhos, a multidão de alunos caiu na risada, ouviu-se apelidos maldosos, e sem pensar duas vezes, Tony passou por seus amigos e se ajoelhou ajudando ela a se levantar.

–Você esta bem?

–Eu... –Quando ela levantou o rosto, seus olhos brilhavam cheios de lágrimas prestes a transbordar. Tony sentiu um aperto no peito. Eles se levantaram.

–Eu sou Tony Carvalho, sou do quinto período prazer em conhecê-la –A garota demorou a responder, aquilo seria alguma piada? Aquele cara era incrivelmente lindo e estava ali ignorando o fato dela ser anã.

–Eu... Sou Maria Rosa.

–Rosa, que nome lindo –Tony deu um largo sorriso e ofereceu o braço para ela –Gostaria de almoçar comigo, Rosa? –Ela olhou para a multidão silenciosa que os observava e sorrindo segurou no braço de Tony.

–Eu adoraria.

Tony foi importunado por seus amigos e por garotas que já se declaram pra ele e receberam uma recusa, ele apenas sorria e dizia que Rosa podia fazê-lo feliz como nenhuma outra pessoa conseguiria.

Rosa não entendia como aquele cara havia se apaixonado por ela, mas logo se sentiu atraída por ele, não só por sua beleza, mas pelo seu jeito de falar, de sorrir, de trata-la como uma pessoa normal, de beija-la. Deus! Como aquele primeiro beijo foi bom! Eles estavam na cantina da escola, sempre atraíam olhares, mas Tony parecia não perceber, só ficava olhando para Rosa com aquele olhar apaixonado. Nenhum dos dois se lembra sobre o que conversavam, só de Tony se abaixando e a beijando na boca sem o menor aviso. O beijo durou poucos segundos, mas foi o melhor da vida de ambos, Rosa sentiu seu rosto molhado e ficou morta de vergonha, ela estava chorando! O que ele ia pensar quando visse que a coitada da anã, chorava ao receber um simples beijo? Quando ela se afastou preparada pra se desculpar pelas lágrimas se surpreendeu ao ver o rosto de Tony igualmente molhado.

–Você... Esta chorando?

–Desculpe é que...Você é tudo que eu me proibi de pedir à Deus.

Rosa não entendeu o que real significado daqueles palavras, mas se sentiu incrivelmente especial e então o puxou num segundo beijo, terceiro, quarto, quadragésimo terceiro, etc.

O casal teve que enfrentar muito preconceito, foram muitas lágrimas durante seu namoro, os pais de Rosa diziam que Tony queria só se aproveitar dela, os pais de Tony não conseguiam entender por que seu brilhante filho queria desperdiçar seu amor com uma anã.

Certa noite Tony convidou Rosa para jantar numa cobertura de um hotel, ele não era tão rico, mas tinha muitos amigos que o ajudaram, com o tempo seus amigos apoiaram seu relacionamento. Ele estava muito nervoso com aquele jantar, pois planejava contar e propor duas coisas, uma delas podia acabar com seu relacionamento. Eles jantaram rindo como sempre, já namoravam há oito meses, foi então que aos prantos Tony proferiu palavras que nunca imaginou dirigir à ninguém.

–Foi assim que eu soube que... Que sentia atração física por crianças –Rosa estava chocada.

–Então você só gosta de mim, por que pareço uma criança? –Ela se sentiu traída, sentiu uma dor horrível.

–Não! Eu não planejei isso, não pensei: Nossa vou procurar uma anã pra poder direcionar meu desejo pra ela, aconteceu simplesmente da primeira vez que te vi. Nunca gostei de ninguém, e quando bati os olhos em você, meu coração disparou, senti um arrepio, um calor e quase chorei, naquele momento eu soube que precisava de você. Depois a cada dia gostava mais e mais, te acho muito especial, amo seu jeito de se mover, seu olhar, seu beijo, eu te amo de verdade Maria Rosa, e te suplico por me ajudar a lhe dar com essa sentimento sujo por crianças.

Rosa chorou, ela amava ele de mais, entretanto achava que ele só estava a usando para lhe dar com aquilo. Quando ele achasse que podia estar com uma mulher normal, sem dúvida a deixaria. Então Tony se ajoelhou e lhe fez a proposta:

–Gostaria que você me ajudasse durante toda a minha vida –Ele mostrou uma linda aliança –Maria Rosa, você me daria a honra de se casar com esse lixo de homem que luta pra não se tornar um monstro?

Ela nunca pensou que alguém fosse um dia ama-la, quem diria pedir sua mão em casamento. Tony a amava, aos prantos Rosa aceitou, eles se beijaram e naquele quarto na cobertura tiveram sua primeira transa.

Rosa estava tímida quando aos poucos Tony foi tirando suas roupas, ela tinha vergonha do próprio corpo, mas o olhar de desejo do seu noivo a fez se sentir especial e se entregar. Tony beijou o pescoço dela, desceu beijando cada centímetro daquele pequeno corpo, passou a língua naqueles mamilos e sentiu seu pau pulsar loucamente. Os dois eram virgens e ambos ansiavam por aquela conecção.

Tony mordeu as coxas dela e beijou sua vagina, uma onda de prazer fez Rosa gemer sem se preocupar em ser ouvida. Ele chupou meio desajeitado, mas com muito prazer, sua boca era grande o suficiente para envolver toda a extensão vaginal da anã, numa lambida só, friccionava os lábios externos e o clitóris. Rosa já estava toda babada com aquele boquete e resolveu ela mesma fazer um. Segurou o pênis de Tony meio sem jeito, com as duas mãos, ela lambeu toda a extensão daquele membro viril e então chupou a glande, o outro gemeu. Rosa não conseguia engolir mais que a metade e já começou a ter medo de ser penetrada.

Será que doeria muito? Claro que doeria! Olha o tamanho daquela coisa! Tony percebeu o medo aflorando nela e a puxou num abraço e num beijo doce.

–Prometo ir com calma.

Rosa se acalmou um pouco e se deitou de pernas abertas, Tony colocou uma camisinha e com cuidado encaixou a cabeça de sua rola na vagina dela. Ele tentava parecer calmo, mas também estava nervoso com as típicas inseguranças da primeira vez: E se eu broxar? E se gozar muito rápido? Mas quando começou a transar com Rosa, quando finalmente pode se entregar a seus desejos, foi simplesmente libertador.

–Aaaar! –Gemeu Rosa.

–Oyer! –Gemeu Tony.

Quando ele se deitou por cima, a cabeça dela batia em seu peito de modo que não conseguia beija-la. Ele se apoiou na cama e começou a meter, só tinha colocado metade de seu pênis e ainda assim já sentia muito tesão! Rosa arranhou suas costas e aproveitando que sua cabeça ficava na altura do peito do rapaz, começou a chupar seu mamilo. Ela sentia um pouco de dor, mas o prazer superava e muito, aquela rola grossa dentro dela a fazia praticamente babar de tesão, sua pele se arrepiava, ela arranhava e seu medo se desfez dando lugar para uma nova Rosa, para uma mulher que queria muito mais que só meia introdução:

–Soca tudo! Mete Tony! Enfia tudo de um vez! Aaaaaaaar!

Tony empurrou sua rola completando a introdução, sentiu nitidamente o hímen dela se rompendo, ela gritou num misto de dor e prazer. Tony sentiu seu pau latejar, seu corpo se arrepiava, o grito lhe provocara um tesão descontrolado e ele continuou a meter loucamente gemendo ainda mais do que a Rosa.

–Ooor! Oyeeer! Oor! Que tesão! Oooyeer!

Ele girou deixando Rosa por cima, ela agradeceu mentalmente, pois já estava ficando sufocada, Naquela posição puderam ver a cara de prazer um do outro e sorriram. Tony assistia Rosa pulando em sua rola enquanto seus peitos pequenos balançavam no mesmo ritmo. Então sentiu o calor crescendo e o orgasmo chegando.

–Agora não! Ainda não! –Ele gritou como se pudesse comandar seu corpo, mas Rosa continuou a pular no seu pau e ele gemeu ficando vermelho e gozando gritando –Ooooooor! Ooooooyeer!

Eles pararam ofegantes, Rosa se deitou sobre o peito dele, que estava com vergonha.

–Desculpa ter gozado tão rápido.

–Foi perfeito, não se preocupe, temos muito tempo pra aperfeiçoarmos nosso sexo, afinal temos a vida inteira pela frente –Ela disse mostrando a aliança no dedo.

Tony sorriu e a beijou, depois desceu até sua buceta e a chupou enfiando dedos, Rosa gemeu apertando os lençóis, o boquete se estendeu por mais alguns minutos quando a pequena mulher finalmente chegou no ápice.

–Aaaaaarrrrraaa! –Ela gemeu tendo o melhor orgasmo de sua vida, sexo era muito melhor que masturbação, talvez fosse por não estar sozinha, ela nunca mais se sentiria sozinha.

Tony Carvalho acordou sozinho em sua cama, sentiu cheiro de ovos e desceu sorridente com sua cueca samba-canção, na cozinha encontrou sua esposa, que hoje era uma nutricionista (que devido a vários infortúnios ela teve que abandonar o curso de medicina) cozinhando e assistindo TV.

–Bom dia meu amor.

–Tony veja o noticiário!

Tony olhou para a TV curioso e viu a notícia:

–Ninguém sabe explicar esse estranho fenômeno, mas a enorme tempestade parece ter se movido contra o vento, ignorando marés e correntes, veio direto para a Cidade e parou à poucos quilômetros do litoral –As imagens mostravam o que parecia um gigantesco tornado, nuvens negras e um intenso nevoeiro pareciam esconder algo –Nossos Helicópteros se aproximaram e conseguiram essas imagens, vejam a formação de centenas de redemoinhos ao redor dessa anomalia, é simplesmente impossível alguma embarcação se aproximar. Ninguém sabe de onde isso veio, e por que simplesmente parou no território náutico da Cidade, alguns religiosos dizem se tratar de algum sinal apocalíptico, esta havendo ainda uma corrente na internet com a hasteg #OCraquerEstaVindo.

Em todos os canais só falavam do fenômeno e as autoridades ainda não sabiam o que fazer, o que era mais estranho é que os radares e satélites simplesmente não o detectavam.

Nesse momento o celular de Tony tocou, ele atendeu e uma voz nervosa falou:

–Dr. Carvalho precisamos de você no hospital imediatamente!

Sem nem tomar café da manhã, Tony correu pro hospital dirigindo o mais rápido que pode, dois jovens precisavam urgentemente serem operados. Uma garota e um garoto de aproximadamente 18 e 15 anos respectivamente. E ainda tinha uma mulher que foi internada com insuficiência respiratória, estava tendo uma confusão por que ela foi levada nua até o hospital.Tony mal entrou na sala de espera e um garoto de cabelos escuros o abraçou aos prantos:

–Por favor doutor salve minha prima e meu amigo!

–Calma Felix –Disse um garoto loiro.

–Eu farei tudo que estiver ao meu alcance.

Tony estava sem entender aqueles garotos semi-nus e não parava por ai, ali também estavam dois homens, um moreno usando uma tanga de palha e outro mais velho usando um jaleco surrado, eles seriam índios?

–Não tenho tempo pra falar com vocês agora, tenho que correr pra sala de cirurgia, fiquem calmos salvarei seus amigos –O homem de jaleco acompanhou Tony pelo caminho lhe dando detalhes da situação:

–Santana foi perfurada por um facão, consegui parar o sangramento, mas ela parece estar com alguma infecção, o Fabrício foi perfurado pouco abaixo do peito, por pouco não foi atingido no coração.

–O que o perfurou?

–Acho que você não acreditaria se eu dissesse que foi pela língua de uma serpente deusa gigante.

Tony balançou a cabeça sem entender, ele deixou o estranho de jaleco pra trás e foi pra sala de cirurgia. A garota ruiva estava sofrendo alguma infecção, o garoto respirava com ajuda de aparelhos e ambos tinham perdido muito sangue.

–Doutor vamos coletar uma pequena amostra de sangue de ambos os pacientes e descobrir seu tipo sanguíneo...

–Não dá tempo, tragam sangue O+ (doador universal) e façam uma transfusão imediatamente, mas ainda assim coletem amostras de sangue e façam uma bateria de exames.

Enquanto Tony fazia seu trabalho pra salvar aquelas vidas, longe dali três mulheres acabaram de chegar à Cidade.

–Finalmente é chegado o tempo de nosso retorno –Disse a garota.

–Espero que a Beatriz esteja bem –Disse a jovem.

–É claro que ela esta, criamos uma jovem forte –Disse a velha.

–A Ilha do Escorpião esta tão perto que mal me contenho –A garota falou animada e a jovem sorriu.

–Paciência irmãs, antes temos trabalho a fazer –Afirmou a velha –Vamos em frente.

Notas finais
O que acharam desse novo casal? E o que as três mulheres farão?