Laranja Azeda

38 Capítulo 38 – O Antigo Tímido


Notas iniciais
Chega mais pessoal, apresento-lhes mais um capítulo de Laranja Azeda. Espero que gostem :) Boa leitura.

Fabrício e Felix foram no Castelo/Caverna procurar Otto para avisar que ele corria perigo. Os pensamentos de Fafa estavam a mil, mesmo preocupado com a ameaça da serpente, estava feliz, finalmente conversava e ria a sós com seu melhor amigo. Aparentemente não havia ninguém no castelo.

–O Otto deve ter saído –Disse Felix.

–Temos que continuar procurando –Fabrício não queria sair daquele lugar ainda –Felix, como esta se sentindo com tudo isso?

–Pra falar a verdade, um pouco estranho. Mesmo tendo sonhado com a aranha, não me sinto conectado com nenhum deus.

–Entendo.

–Entende? Mas você consegue ver os deuses, tem visões e ainda foi o que recebeu as revelações. Você é incrível!

Fabrício corou e sorriu. Adorava ser elogiado pelo outro. Queria tanto dizer que o amava, mas ele era perdidamente apaixonado pelo Hector. Fafa não entendia o porque, o loiro podia até ser bonito, mas sempre falava gritando e de modo autoritário. Felix merecia alguém mais gentil, alguém que o entendesse, que o conhecesse melhor do que todo mundo, alguém que tremia quando o via, que sentia o coração doer, palpitar, que ficava ofegante, que sorria e tinha vontade de chorar só de vê-lo. Ele fechou os olhos por um instante, era um covarde que não tinha coragem de confessar seus sentimentos. Foi aí que teve uma ideia:

–Se quiser, posso tentar invocar a deusa aranha.

–Sério?! –Perguntou Felix praticamente aos gritos.

–Não custa nada tentar.

Os dois foram pro quarto de Santana e sentaram-se no cachão de palha que ficava no chão.

–O que fazemos? –Perguntou Felix.

–Me dê suas mãos.

–Nossa, você esta tremendo.

–É que fico um pouco nervoso ao invocar deuses –Mentiu Fabrício –Agora feche os olhos, pense nos seus sonhos, nas vezes em que a aranha te guiou e dessa vez seja você a guia-la, a guie até aqui –Felix falou quase em transe:

–Aracne.

–Pronto, pode abrir os olhos, ela esta aqui.

–O que? –Perguntou sem acreditar que a invocação tinha sido tão fácil.

Ao abrir os olhos Felix a viu. Aracne não era tão alta, tinha pele escura e os olhos vermelhos, mas a tonalidade anormal de sua íris não era o que mais chamava atenção, e sim o fato dela possuir seis braços! Ela estava completamente nua, seu corpo era liso e sem pelos a não ser por um moicano marrom que decorava o alto de sua vagina.

–A-A-Aracne? –Gaguejou Felix e a deusa sorriu sentando-se ao lado dos garotos.

–Sim, sou eu. A que devo o seu chamado?

Felix não sabia o que falar. A presença da deusa era extasiante e quase paralisante. Mas mesmo em choque conseguiu perguntar:

–Por que eu?

–Fabrício não lhe contou que nós deuses, gostamos de assistir e apadrinhar alguns humanos? Todos temos vários, mas vocês que estão na ilha são nossos favoritos. O Canino ainda tem outro apadrinhado aqui, o tal doutor Logan, mas Fabrício era o mais adequado para missão. Mas respondendo sua pergunta, eu adorava te assistir, você não faz ideia do quanto é interessante! Eu adorava ver sua vergonha pelo sexo, você corava e gaguejava quando alguém tocava no assunto. Sua timidez era muito fofa!
Fabrício riu, ele também achava o Felix super fofo quando tímido, mas agora que ele perdeu essa timidez ficou ainda mais... Interessante.

–Eu adorava e me divertia ao te ver batendo punheta, parecia que você estava fazendo algo tão errado, ficava tão nervoso mesmo estando sozinho em casa. Mas quando gozava eu sabia.

–Sabia de que?

–Pela sua cara de safado, pelo seu gemido, eu sabia que você tinha o fogo dentro de si. Que você era um vadio preso num corpo de um garotinho –Depois de muito tempo Felix corou –E quando veio parar na ilha e ainda sem eu ter te guiado, soube que era o escolhido, o destino te trouxe até aqui. Assistir sua evolução, sua teia de sentimentos conflitantes sobre certo ou errado, seu desejo, seu libido, te vi se masturbando, desejando e então se entregando aos prazeres carnais. E ainda sinto que muitas complicações e novos desejos estão por vir, sua vida será muito interessante de se assistir. Mas já que já estou aqui, é hora de ser mais que um telespectadora e finalmente foder com você.

Fafa não demostrou, mas estava muito feliz, já tinha imaginado que Aracne ia querer transar e aquela era sua chance de sentir o toque do Felix. A deusa usou um dos truques favoritos das entidades.

–Minhas roupas! –Exclamou Felix pelado.

–Adoro quando vocês fazem isso, nos poupa tanto trabalho –Brincou Fabrício.

Um pouco assustado, Felix recebeu o triplo abraço da deusa que o puxou para um beijo na boca. Um beijo divino! Duas mãos desceram por seu peito e mexeram em seus mamilos, outro par de mãos apertou sua bunda, com outra mão agarrou seu pênis e a última chamou Fabrício pra se aproximar.

–Venha participar, tenho fogo o bastante pra todos.

Fabrício se aproximou e beijou a boca da deusa. Felix olhou pro amigo que se entregava de olhos fechados, viu seu pau levantando conforme Aracne o tocava. Fafa abriu os olhos e fitou-o e depois sorriu e então gemeu. A deusa aranha caiu de boca na rola do garoto e puxou Felix pra perto.

–Quero chupar os dois.

Fabrício passou o braço pela cintura de Felix para que pudessem ficar mais próximos facilitando Aracne abocanhar suas rolas. Os dois se olharam, estavam tão perto que seus narizes quase se tocavam.

–Felix, eu... Ooor!

Aracne enfiou dois dedos no cú do falante e depois fez o mesmo com o antigo tímido. Os garotos caíram na cama de palha enquanto a deusa brincava com seus corpos, dedos molhados os penetravam, mãos os acariciavam e outras os masturbavam. Eles gemiam tanto que a deusa quis logo começar o pra valer. Montou em Felix, o pênis escapuliu e roçou no moicano marrom, numa segunda tentativa escorregou pra dentro da buceta.

Fabrício assistiu Felix metendo na buceta da deusa de seis braços e se imaginou no lugar dela. Depois se lembrou de uma vez em que estava na casa dos seus tios batendo punheta pensando em sua gostosa tia cavalgando em sua rola e depois sua mente fluiu sozinha e Felix era quem estava dando pra ele.

–Meu Deus, o rosto dele, a boca, o corpo, tudo! Eu o desejo tanto –Ele praticamente sussurrou doido pra foder com o amigo.

Estava com tanto tesão que precisava coloca-lo pra fora, ou pra dentro, e foi com essa segunda opção que enfiou seu pau no cú de Aracne que adorou ser fodida pelos dois lados.

–Assim garotos! Isso!

Seus peitos balançavam, sua pele arrepiava, até mesmo deuses tinham tesão. Felix estava adorando aquela buceta, mas aquele sexo estava estranho, ele não conseguia se concentrar direito, sua mente fluía e seu coração disparava reagindo à certos toques, quando Fabrício foi pra trás de Aracne, suas pernas tocaram nas suas e o garoto deu um sobressalto. Agora os dois se moviam metendo rola na deusa, suas pernas roçavam e a maior parte do prazer parecia estar aquele toque secundário.

–Vamos mudar, quero tentar uma coisa –Disse a deusa. Eles desfizeram a “conecção”, Aracne foi pra trás de Felix –Quero ver quantos dedos você aguenta.

–Espera, mas oooor!

Os dedos de Aracne se lubrificavam sozinhos do nada com um tipo de teia mística feita para o sexo, três dedos foram entrando logo de uma vez no garoto que gemeu. Com outra mão mais dois dedos deslizaram, e com outra mais dois! Felix se apoiou nos joelhos, pré gozo começou a escorrer da cabeça de sua rola que pulsava. Ele tentava se conter, mas suas pernas tremiam e sua pele se arrepiava, seu corpo estava quente, estava com vergonha de ser visto daquela forma pelo Fabrício, mas estava com tanto tesão que não aguentava segurar o gemido.

–Aaaarg! Arr! Ai! Oooor meu cú! Aaar!

Fabrício assistia aquilo com o pau latejando. A cara de safado de Felix lhe dava muito tesão. Foi assim que ele mandou suas inseguranças se foderem e simplesmente correu em direção à ele. Felix abriu os olhos bem no momento em que as mãos de Fafa seguraram seu rosto o puxando num beijo.

A cena foi como se todo o som desaparecesse, como se Aracne não estivesse brincando com o cú do garoto, tudo que Felix sentia era a língua de seu melhor amigo em sua boca.

O beijo acabou com os dois se afastando e seu olhando em confusão.

–Felix, eu... Eu acho que te a...

Felix saiu correndo sem nem se importar com a dor dos sete dedos saindo de uma vez do seu cú. Fabrício ficou ali de pé com as mãos segurando o nada, onde antes estava seu amado.

–Eita, acho que o que previ já começou.

A deusa desapareceu deixando Fabrício sozinho. Ele se sentou olhando pra porta.

–Volta –Suplicou e lágrimas caíram torrencialmente –Desculpe! Eu sou tão idiota! Eu vi! Eu vi antes de vim pra ilha! Eu vi o quanto ele amava o Hector, mas não pude evitar! Eu o desejo tanto!

Felix correu pelado sem se importar, parou ofegante no meio do mato, girou em círculos olhando em todas as direções, levou as mãos à cabeça puxando os cabelos, sua respiração estava ofegante. Caiu de joelhos, se inclinou pra trás e gemeu excitadíssimo. Se deitou na terra alisando o próprio corpo, flashes da transa do Hector e do Fabrício preenchiam seu ser, aquela gozada fantástica! Ele queria receber aquela porra quentinha em seu corpo, mas achava que aquilo era errado!

–Oooor! –Gemeu se masturbando pensando no beijo que acabara de receber –Porra! –Xingou –Caralho! Ooooor! –Gozou jatos de esperma que subiram alto e depois lhe caíram pelo corpo.

Felix ficou ali deitado ofegante pensando tanto no Fabrício, tanto no Hector e então lembrou do que Aracne disse: “E ainda sinto que muitas complicações e novos desejos estão por vir, sua vida será muito interessante de se assistir”.

–O que eu faço? –Inesperadamente a deusa aranha reaparece –Aracne?!

–Sabia que meu safadinho ia sair pra gozar!

–Você veio me dar algum conselho?

–Não, só vim te entregar isso –Ela estralou os dedos e a cueca do Homem-Aranha caiu no rosto de Felix, quando ele a puxa, ela já tinha sumido.

Olhou para cueca, aquele era o símbolo do seu relacionamento com o Hector, mas também era um presente do Fabrício.

Numa caverna ali perto, Beatriz, Mike e Charmosa esperavam acorrentados, o retorno de seu carcereiro.

–Temos que sair daqui! –Queixou-se Mike.

–Já tentamos de tudo, só nos resta esperar o desgraçado aparecer –Disse Beatriz.

–Quando ele vier, vou mata-lo! Juro que vou mata-lo! Vingarei a Preciosa custe o que custar! –Gritou Charmosa –Nos tirem daqui! Alguém! Socorro!

–Não adianta gritar Charmosa, ninguém vai escult...

–Tem alguém aí? –Perguntou uma quarta voz.

–Aquiiiiii! Nós estamos aqui!

Um vulto alto veio na direção deles, Beatriz avistou sua silhueta e por um instante podia jurar que seu salvador tinha três pernas.

–Ned? –Falou Mike.

Seu salvador era um negro alto e pelado, ele usava cordas brancas como pulseiras e recentemente um tapa-olho foi aderido ao seu visual, já que uma certa gata lhe furou o olho.

–O que vocês três estão fazendo aqui?

–O Raul, aquele latino novato, nos prendeu aqui! –Exclamou Beatriz.

–Solta logo a gente.

–Claro que soltarei, mas tenho um aviso pra vocês.

–O que? –Perguntou Beatriz e o negro sorriu:

–Vocês foram escolhidos.

E foi assim que os três se foderam na pica do negão.

Ned agarrou Charmosa que o envolveu com suas pernas, a morena de lábios carnudos gemia e gritava com as estocadas daquele monstruoso pênis.

–Aaaaaaar! Ai!

A tanga de Mike foi arrancada e Ned lhe meteu rola, mas foi bonzinho e deu umas cuspidinhas antes.

–Meu cú! Oooor!

Beatriz ficou horrorizada e foi a que mais gritou ao ser penetrada.

–Aaaaaaaaaaaaaa!

E assim os três saíram da caverna e foram direto pra barraca hospital, levados por um sorridente e heroico Ned.

–Eu salvei eles! –Disse orgulhoso.

–E precisava foder eles? –Perguntou o Dr. Logan impaciente.

Caminhando floresta adentro, um loiro marrento procurava por uma ruiva sumida.

–Onde aquela maluca esta?

Obedecendo as regras, Hector contornou o centro da ilha até passar para o outro lado.

–Nunca vim por esta parte, espero que ela esteja bem.

Caminhar era relaxante, assim ele tinha tempo para pensar sozinho. Na chegada dos novatos, Hector havia transado com o Fabrício e tinha sido muito divertido, ele até pensou em chama-lo para uma diversão a três com o Felix. Entretanto quando viu o jeito que Fabrício olhava pro seu amado, ficou apreensivo e enciumado. Hector não era acostumado com a monogamia, ele e o Felix transavam com outras pessoas direto, essa era a cultura da ilha, mas nos olhos do recém chegado, viu mais do que apenas desejo por sexo, viu amor, e isso assustou o loiro.

–Eu não vou perder o Felix pra ninguém! Pelo menos esse sentimento não parece ser recíproco.

Na tribo uma multidão se aproximava querendo assistir a um julgamento que surgiu do nada. O latino Raul estava de joelhos aos pés do rei Otto.

–Esse homem esta sendo acusado de tentativa de assassinato.

Shania e Anna não conseguiram contar que o latino era ainda pior que esses feitos, ele era o escolhido da serpente. Na multidão Ned e Branca riam baixinho da desgraça do novato. Nicolas, Estrela e Lau assistiam apreensivos. Fabrício avistou Felix sozinho e foi até ele.

–Me desculpe, eu não devia ter te beijado, eu.. Não sei –Felix apertou sua mão.

–Tudo bem. Eu também peço desculpa, não devia ter saído correndo daquele jeito, devia ter ficado e ter transado com a Aracne e com você.

O coração de Fabrício praticamente saltou do seu peito. Ele tinha ouvido direito?

–Se você e o Hector transaram, por que eu não posso fazer o mesmo?

–Você esta dizendo que... –Felix se inclinou e o beijou na boca, num doce selinho.

–Estou dizendo que devemos escapar desse julgamento e fazer logo o que nós dois tanto queremos.

E assim os dois escapuliram dali.

Raul não conseguia se levantar, a ordem do rei tinha sido clara: Não se levante até que eu mande!

–Pelos seus crimes vamos prende-lo na caverna e...

–Um momento majestade! –Todos se voltaram para o Dr. Logan –Mike e os outros me contar que foram presos por este monstro e que ele matou e estuprou Preciosa!

Todas as pessoas ficaram chocadas e começaram a discutir, uma senhora desmaiou e outras caíram no choro.

–Silêncio! Diante dessas acusações a situação do reo piora, eu o condeno a morte!

No meio de gritos e insultos Raul teve um vislumbre de como sair daquela situação. Diante dele estava uma enorme fogueira. O rei dissera: Não se levante até que eu mande! E se ele não se levantasse? O latino juntou toda sua força de vontade e se jogou na fogueira. Os mais próximos recuaram assustados. Raul queimou o ombro e a orelha direita, mas aquela dor foi o suficiente para liberta-lo do comando de Otto.

Sem pensar duas vezes correu gritando, Otto o mandava parar, mas o latino se concentrava na dor e gritava para não ouvir as palavras autoritárias do rei.

–Peguem-no!

Uma vez livre do comando do Otto, Raul conseguiu abrir caminho pela multidão a base de gritos, chutes e socos. Correu em direção a uma tenda onde ficavam os equipamentos de trabalho do grupo de caça, assim agarrou dois facões e deteve seus perseguidores. Ele girou brandindo as lâminas, cortou o tórax de um dos caçadores, fez um arranhão feio em outro, mas o pior foi uma mulher que teve sua garganta cortada e caiu se afogando no próprio sangue. Os demais perseguidores pararam e recuaram assustados.

Raul olhou pra eles e encontrou os olhos de Otto ao longe. Poderia não ser naquele dia, mas logo ele voltaria e mataria aquele rei. O latino correu para a floresta, mas dessa vez armado.

–Povo da ilha, estejam todos em estado de alerta, estamos em perigo! –Disse Otto enquanto Dr. Logan corria pra cuidar dos feridos, e amigos corriam pra velar e chorar sobre o corpo da mulher morta –Ninguém deve sair da tribo desacompanhado.

Depois de caminhar por horas Hector resolveu parar.

–Já esta anoitecendo, é melhor voltar –E assim se dirigiu para a tribo, sem saber que podia encontrar uma grande ameaça pelo caminho.

Notas finais
E ai? Preciso de comentários, o que acharam o triângulo amoro onde Felix é o pivô? E do herói Ned? E do desfecho do rápido julgamento de Raul?