Laranja Azeda
32 Capítulo 32 –Calmaria e surpresas
Notas iniciais
–Quem é você? –Perguntou Santana.
–Eu sou o Otto –A ruiva sorriu –Desculpe pelo que te fiz passar no casamento, eu estava fora de mim.
–Isso quer dizer que o Adam sumiu?
–Não. Ele esta aqui dentro de mim, sinto seus sentimentos e angustias. Desculpe Santana, não quero que você sofra, mas todo aquele amor que eu sentia por você sumiu, e nunca mais vai voltar.
O sorriso da ruiva foi sumindo gradativamente até dar lugar a tristeza, lágrimas desceram do seu rosto sem controle, ela olhou para Eve que a observava com pesar.
–Santana você tem que entender, é o primeiro amor, ele é mais forte que tudo, ainda podemos ser amigas.
A ruiva correu floresta dentro. Fabrício fez sinal de que ia segui-la, mas Otto o impediu. Entretanto Eve correu até ela.
–Espere Santana por favor! –Santana sumiu, Eve correu se afastando da árvore –Aaaaar! –Ela voltou um passo, seu braço direito estava cinza e enrugado, como se todos os anos lhe tivessem voltado, ela recuou ofegante e seu braço se curou.
–A Santana é forte –Disse o Otto –Mais cedo ou mais tarde, ela vai esquecer tudo isso. Agora vocês dois –Disse voltando-se para Fabrício e Anna –Vamos comigo para a tribo, preciso consertar as coisas.
Eles voltaram para a tribo, os gêmeos já tinham terminado de transar e todo mundo estava lá desorientado sem saber o que fazer, então viram Otto voltando.
–É o rei!
Otto foi até o palanque onde ficam os tronos.
–Ouçam todos! Nas últimas horas eu não agi no meu normal, acho que sofri uma insolação, então peço desculpas à todos que ofendi. Como rei, declaro novamente validado os possuidores dos hormônios dos deuses como autoridade. Por favor subam aqui.
Shania foi a primeira a subir, Hector e Ned foram logo atrás se encarando.
–Ainda hoje faremos um enterro digno para o antigo rei e meu pai, Senhor Dois.
–Otto não foram os gêmeos quem o mataram, foi o Hector! Ele ainda me torturou e...
–Chega! Assim como eu, todos os erros cometidos hoje serão todos perdoados, o que for feito a partir daqui, não.
–Otto –Começou Hector baixinho –E a lei do casamento? Ouvi dizer que você a cancelou.
–A lei do casamento esta em rigor, aqueles que desejarem se casar, estarão livres das obrigações de transarem quando forem solicitados.
Hector sorriu e olhou para o Felix alegre.
–Agora, os sobreviventes do mar de monstros, aproximem-se.
Fabrício, Nicolas, Nicolau, Anna, Beatriz e Raul se postaram diante do rei.
–Sejam bem vindos à Ilha do Escorpião! Vocês conhecerão nossas regras e costumes em breve. Hoje a noite faremos o enterro do meu pai e em seguida sua festa de boas vindas.
Eles estranharam um pouco ter um enterro e um festa na mesma noite, mas ninguém ousou reclamar. Beatriz se sentia perdida, nas últimas horas estava sendo controlada por aquele rei, como isso era possível? Ela abraçou o próprio corpo envergonhada, não só tinha perdido a virgindade, como tinha participado de uma orgia, se sentia suja, queria desesperadamente um banho.
Raul parecia sentir o mesmo, olhava com nojo para todos, ele era o que mais chamava atenção, por causa de suas várias cicatrizes. Anna sorria com gosto, se sentindo em casa pela primeira vez na vida, ela nasceu para estar ali. Os gêmeos também se sentiam bem a vontade, em especial Nicolau que ficava procurando o olhar de Estrela a todo instante. Fabrício só queria ter um tempo a sós com o Felix.
Hector e Ned foram para a barraca Hospital, caminhando à vários metros de distância um do outro. Chegando lá, o Dr. Logan começou a tratar dos ferimentos do filho.
–Cadê o Felix? Pensei que ele viria com você?
–Ele foi matar a saudade do melhor amigo dele que milagrosamente veio parar na ilha, aquele bonitinho e pequeno, o Fabrício.
–Oh Médico! Você deveria cuidar primeiro de mim! Meus ferimentos são mais sérios! –Gritou Ned.
–Você devia era ficar agradecido por eu ainda te tratar! Agora cale a boca e espere sua vez!
–Olha o respeito! Eu sou um possuidor dos...
–Isso não vale nada aqui! Não se esqueça de que não sou um membro de sua tribo, nesta barraca, eu sou o rei e posso muito bem escolher não te tratar, então é melhor ficar calado, antes que eu perca a paciência.
O negro não disse mais nenhuma palavra.
Felix e Fabrício caminhavam juntos até chegarem num determinado ponto da trilha que levava para a caverna de Hector.
–Foi aqui que... –Começou Felix.
–... O Ned te estuprou –Completou Fabrício.
–Como sabe de tudo isso?
–Eu te disse. Venho sonhando com você há meses –Fabrício estava nervoso, já tinha conversado com o Felix milhões de vezes, já tinham chorado um no ombro do outro, mas agora que estavam ali na ilha frente à frente, Fafa sentia vergonha, como ia dizer pro seu melhor amigo que o amava? –Eu vi você chegar à ilha, te vi aprender os costumes, te vi... Perder sua virgindade.
–Você me viu transando?!
–Todas as vezes.
–Hehe isso é um pouco constrangedor.
–Um pouco? O Felix que eu conhecia corava quando eu dizia qualquer coisa sobre punheta ou sexo!
–Desculpe Fabrício, mas eu mudei muito.
–Eu sei, não precisa se desculpar por isso, pra falar a verdade, até gosto mais do jeito que você é agora.
Os dois sorriram se encarando e se abraçaram. Deus! Como ele podia cheirar tão bem sem usar nem desodorante nem perfume? Sua pele era macia, aquele abraço era tudo que Fabrício mais desejava. Felix usava um short de palha e por baixo sua especial cueca do Homem-Aranha, ele tinha mudado muito, mas ainda assim era o Felix Watson de sempre. Eles se desvencilharam do abraço e ficaram se encarando a centímetros. Beija! Gritou uma parte de Fabrício.
–Acho melhor irmos andando, temos que nos arrumar para o enterro daquele velho nojento.
Os recém chegados foram distribuídos pelas cabanas, os gêmeos foram morar com o Mike que vivia sozinho, Anna foi morar com Estrela e a mãe dela, uma gorda que se chamava Pérola, Beatriz foi morar com Charmosa e Preciosa, Raul e Fabrício foram morar na cabana de Felix e Santana.
O enterro começou, se bem que não era um enterro, uma fogueira foi construída e o corpo do Senhor Dois colocado no centro. Otto falou algumas palavras e acendeu a fogueira.
–Que os deuses lhe concedam a paz.
Ele assistiu seu pai queimar, enquanto lembranças de sua infância lhe vinham a mente, disfarçadamente deixou escapar algumas lágrimas.
–Agora vamos todos para a tribo!
Felix se perguntava onde a Santana estaria? Já era noite e ela ainda não voltara. Todos foram para a festa de boas vindas. Beatriz vivia pensando receosa em como seria sua vida a partir dali, entretanto a lembrança das três mulheres que a criaram, dizendo que ela chegaria ao paraíso e que em pouco tempo elas também iriam para lá, a animava, afinal as três eram sua família.
–Boa noite à todos! –Começou Otto sentado em seu trono, junto de Shania, Ned e Hector –Para a atração principal quero que Fabrício se aproxime.
Fabrício ficou assustado, mas todos o aplaudiam e o conduziam para a mesa de pedra.
–Dos recém chegados, você foi o único que ainda não transou, então para nossa diversão terá que trepar agora na frente de todos!
Todo mundo aplaudiu. Fabrício estava super nervoso, procurou o olhar dos seus amigos, os gêmeos lhe faziam sinal de legal com as mãos, Anna... Anna estava fazendo um boquete num caçador, Felix deu um sorriso como quem dissesse que esta tudo bem.
–Vejamos quem eu escolho para este momento? –Disse Otto e Fabrício olhou para o Felix. Como queria que fosse ele! –Hector!
–O que?! –Praticamente gritou Fabrício. Não podia ser! Ele desejava o Felix desesperadamente e agora teria que transar com o seu rival no amor?
Hector subiu até a mesa de pedra e parou à um metro de Fabrício.
–Não sinto cheiro de virgindade em você, normalmente não seria obrigado a transar comigo, mas foi uma ordem direta do rei.
Os olhos verdes dele pareciam faiscar, eram tão intimidadores.
–Não, o problema não é ser com você –Começou Fabrício –Só estou nervoso por fazer na frente de tanta gente.
Hector percebeu o quanto o outro estava nervoso, lembrou de quando tinha matado o Senhor Dois e estava prestes a surtar, quando aquele garoto segurou sua mão e disse que tudo estava bem. Ele deu dois passou ficando à centímetros do outro.
–Não se preocupe, vai ficar tudo bem.
–Obrigado –Disse sorrindo.
Hector se inclinou e beijou-o na boca. Fabrício sentiu um arrepio e quando se afastou olhou a sua volta e então os viu: Em Shania viu a presença do deus escorpião; nos gêmeos, o polvo; em Felix, a aranha; Acima de Anna viu a fênix voando, nos ombros de Estrela viu a deusa gata; e ali perto dele viu Canino, o deus lobo.
–Não foi por acaso não é? –Perguntou ao lobo.
–O que? –Perguntou Hector. Pelo jeito Fafa era o único que os enxergava.
–Não, nada –Disse e para distrai-lo do que disse, se inclinou e o beijou.
O beijo foi ficando mais quente e Fabrício decidiu se entregar, tirou a camisa e sentiu a pele do outro contra a sua, Hector se livrou de sua única peça de palha ficando completamente pelado com seu pênis já ereto. Fabrício olhou aquele membro rijo e quase sem pelos.
–Chupa! Chupa! Chupa! –Gritava a multidão e o garoto caiu de boca.
Sua língua dançava em toda a extensão daquela rola, Fafa sentiu seu próprio pau tão duro que achava que ia rasgar sua roupa de baixo. Tirou o short exibindo sua cueca do Homem de Ferro, para qual Hector olhou com curiosidade, a cueca foi tirada exibindo um rola dura, latejando e já escorrendo muito líquido lubrificante. O loiro umedeceu os lábios e se abaixou envolvendo a rola com a boca.
–Ooor! –Gemeu Fafa ao receber o boquete daquele cara experiente.
Hector chupava com vontade e se surpreendia com a quantidade de pré-gozo que estava saindo da cabeça daquela rola, já estava tão lambuzado que escorria pelo queixo e pescoço dele. Ele lambuzou os dedos e foi brincar com o ânus lisinho do recém chegado.
–Ooor! Aaar! Ai! Ooor! –Fabrício gemia de pé, enquanto o outro de joelhos lhe boqueteava e enfiava dois dedos em seu cú. Hector foi subindo lambendo todo o corpo do outro, subindo pela barriga, fazendo uma pausa nos mamilos, lambendo o pescoço, mordendo a orelha e cochichando no pé do ouvido:
–Fica de quatro.
Fabrício obedeceu, Hector já foi logo enfiando seu pau jovem naquele cuzinho igualmente jovem. Sentiu o outro estremecer, conforme foi entrando mais fundo, mais alto era o gemido. O movimento de entra e sai foi se intensificando.
–Aaaaar! Ooor! Aiii! Issooo! –Fabrício gemia, sentia seu pré gozo escorrendo, seu pênis balançava com as investidas do outro, o líquido lubrificante batia na barriga, nas pernas, lambuzando tudo. A multidão gritava e aplaudia, Hector sabia foder muito bem, o cuzinho dele pegava fogo.
Felix assistia ao espetáculo com certo receio. Já tinha se acostumado com a loucura da ilha, não podia proibir o Hector de transar com outras pessoas, entendia isso e não ficava com ciúmes, pois no final do dia, era ele a quem o loiro amava, mas por algum motivo naquele momento sentiu. Viu o amigo gemendo recebendo a rola de seu namorado, seu amigo estava todo lambuzado, não sabia que o Fafa liberava tanto pré gozo, na verdade não sabia nada relacionado à sexo sobre o amigo. Queria saber mais, queria ver mais de perto, talvez até... Felix sacudiu a cabeça:
–No que estou pensando?
Hector agarrou o pênis de Fabrício, estava tão babado que sua mão deslizava com facilidade, então ficou o masturbando enquanto dava um belo de um trato em seu rabo. Fabrício estava gostando muito do fogo que sentia no cú, mas quando o outro começou a masturba-lo, sentiu uma enorme vontade de meter sua rola nele.
–Vamos trocar –Pediu e o loiro nem respondeu foi logo saindo.
Hector se deitou de frente levantando as pernas, mostrando aquele buraco arroxeado piscando. Fabrício mordeu o lábio inferior, louco de tesão e se abaixou, passou a mão em seu pênis pegando lubrificante natural nos dedos e enfiou naquele buraco, os dedos deslizaram facilmente, Hector trincou os dentes, Fafa se aproximou e pressionou seu pau deslizando de vez pra dentro.
–Aaaaar! –Gemeu Hector. Os dois se olharam, Fabrício não queria muito transar naquela posição por que teria que olhar o outro nos olhos, mas quando começou a meter e poder ver sua cara de safado, adorou.
Sua rola deslizava com facilidade devido a quantidade de lubrificante, o entra e sai provocou tanto calor no seu órgão que Fabrício gemia tão intensamente quanto o outro.
–Que rabo gostoso!
–Isso! Come assim safado!
A multidão estava adorando, mulheres e homens se masturbavam assistindo àquela cena. Beatriz estava envergonhada, mas não conseguia desviar o olhar e tinha que admitir que estava ficando molhadinha. Ali perto Preciosa se masturbava quando olhou pro lado e viu o novato Raul, pelo volume em sua calças, ele estava de pau mole.
–Não gosta de ver homens transando? –Perguntou se encostado nele.
–Não é isso, é que...
–Não precisa ficar tão sério, na ilha exploramos todos os tipos de prazeres sem o menor preconceito.
O latino olhou para aquela loira gostosa peladona e brincando com a buceta e seu pau nem se mexeu.
–Se quiser podemos dar uma voltinha e nos divertimos –Ofereceu sorrindo.
–Seria ótimo –Sorriu o latino e seu pau se mexeu.
Os dois foram para floresta.
Hector ofegava sentindo aquela rola dura entrar e sair de seu cú com velocidade, nunca na vida tinha visto alguém que produzisse tanto lubrificante, de modo que não houve o incomodo que normalmente se tem no começo do sexo anal, a penetração já foi deliciosa desde o início. Olhou para cara do outro, ele era muito bonito, tinha um sorriso realmente cativante, fazer sexo com ele, era divertido.
–Estou chegando perto! –Anunciou Fafa.
–Quando for gozar, tire e goze sobre mim para fazer um espetáculo.
–Hahaha você quem pediu –Fabrício deu uma gargalhada e o loiro não entendeu.
Hector se masturbava e sentia o fogo crescendo a cada investia do outro, sentia que estava prestes a explodir.
–Eu já vou! –Gritou e Fabrício começou a meter com muito mais força –Oooooor! –Hector gozou ejetando porra até seu queixo.
–Agora é minha vez! –Fabrício continuou metendo até sentir que estava prestes a explodir e tirou seu pau daquele cuzinho gostoso –Ooooooooooooor!
Todo mundo se assustou com o que aconteceu, menos os gêmeos e Anna que gargalharam, pois já sabiam sobre a condição incomum de Fabrício. O garoto gemeu gozando uma quantidade absurda de esperma, os primeiros jatos passaram da cabeça do loiro e atingiram a multidão, os seguintes caíram quentinhos sobre o rosto de Hector o lambuzando todo, como uma máscara de creme, os outros foram caindo sobre a barriga, pênis e pernas, até perderem a intensidade e escorrerem pelas mãos de Fabrício que ria ofegante.
O loiro limpou os olhos e a boca ainda chocado.
–Que porra foi essa?
–Exatamente isso: Porra –E todos riram.
Felix imaginou como seria receber uma gozada daquelas, tanto esperma quentinho escorrendo pelo seu corpo. Balançou a cabeça novamente. A tribo pareceu muito satisfeita com o espetáculo. Hector se levantou sorrindo pro outro.
–Cara, preciso de um banho.
Na floresta, Preciosa e Raul estavam pelados, deitados sobre palha seca. O pau do outro estava semibombado.
–Então Raul? Do que você mais gosta? Quem te excita mais? Homens ou mulheres?
–Na verdade –Começou o latino alisando o rosto da loira –Não me importo se são homens ou mulheres, para me excitar de verdade, digo, sem que seja preciso controlar minha mente como aquele rei fez –Os dois riram –Para me excitar de verdade, homem ou mulher, só precisa de uma coisa?
–Do que? –Perguntou sorrindo. Raul segurou o queixo dela com a mão esquerda, enquanto que com a direita segurava sua nuca, então num rápido movimento mexeu as mãos puxando-as para lodos opostos. No silêncio da noite se ouviu um alto estralo, era o barulho de osso quebrando, aquele som fez a rola do latino ficar dura e latejante na mesma hora. Ele fechou os olhos respirando fundo e sorrindo disse:
–Para me excitar de verdade, homem ou mulher só precisam estar mortos.
A loira gentil que salvou a vida de Santana, a achando na praia, agora estava morta deitada sobre palha seca, enquanto um homem latino cheio de cicatrizes enfiava seu pênis em sua vagina morta. O rosto sem vida de Preciosa balançava com as metidas do outro, enquanto seus olhos vazios contemplavam a morte.
Fabrício desfrutava do seu jantar rindo com seus amigos, quando ouviu um barulho que o fez se virar assustado para floresta.
–O que foi Fabrício? –Perguntou Nicolas.
–Pensei ter ouvido um barulho, tipo um sibilo, como se fosse o barulho de uma serpente.
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