Laranja Azeda
33 Capítulo 33 – Colegas de Quarto
Notas iniciais
Raul entrou na barraca que era sua nova casa e ouviu risadas gostosas de crianças. As seguiu e viu Felix e Fabrício deitados na cama de palha rindo aos berros.
–Ai eu disse: “Você parece com sede, tome um pouco de leite, pensando melhor leite condensado”.
–Hahahahahaha Fabrício, minha barriga vai explodir de tanto rir –Felix viu o latino os observando –Oi tudo bem? Você é o Raul não é?
–Oi, isso, sou o Raul. Vou morar aqui com vocês.
–Seja bem vindo, eu sou o Felix e este é o Fabrício. Aqui também mora minha prima, a Santana, mas ela ainda não voltou pra casa. E você não tinha vindo aqui ainda, onde dormiu ontem a noite?
–Por ai –Respondeu sorrindo –Vou deitar um pouco, vejo vocês depois colegas de quarto.
Raul imaginou como seria bom transar com os cadáveres de dois garotinhos, quando estava indo pro seu quarto deu de cara com Hector chegando.
–Bom dia –Cumprimentou sorrindo.
–Bom dia coroa das cicatrizes –Respondeu Hector passando direto por ele.
–Com três seria ainda melhor –Cochichou Raul com raiva.
Hector entrou no quarto de Felix e o encontrou deitado na cama de palha com Fabrício, os dois estavam só de cueca.
–Hector! –Falou Felix animado.
–Oi –Disse o loiro meio sem graça –Vocês dois formaram algum tipo de clube de cuecas de super heróis?
–Hehe –Fabrício riu sem graça, mas Felix pareceu não entender a indireta –Bom dia Hector, a gente usa cuecas de super heróis a muito tempo, o Felix do Homem-Aranha e eu do Homem de Ferro.
–Eu sei, conheço muito bem as cuecas do Felix, assim como o que tem dentro delas –Felix riu sem se dar conta do clima pesado que ficou no quarto.
–Vamos tomar café da manhã, depois podíamos mostrar a ilha pro Fabrício.
–Tudo bem –Disse Hector beijando Felix na boca.
Com novos moradores na ilha, muitos estavam tendo novos colegas de quarto. Na casa de Estrela, sua mãe Pérola, uma senhora de 47 anos, 110 kg, e muito mal humorada, não gostou muito de receber Anna em sua moradia.
–Onde já se viu? Uma garota com cabelo azul? –Debochou a senhora.
–Eu tenho mechas azuis e não o cabelo todo. Sua gorda.
–Eu te abriguei em minha casa! Tenha mais respeito!
–Foram ordens do rei, se quiser vou lá dizer que você quer desobedecê-lo.
–Você não faria isso! –Pérola estava sentada num acento de avião. Anna se levantou de sua cama de palha e avançou de modo intimidador da senhora:
–Não há nada que eu não faça, queridinha –E montou no seu colo lhe tascando um beijão na boca!
Pérola tentou empurra-la, mas ainda que fosse magra, Anna era forte e flexível, principalmente quando o assunto era sexo. A gorda parou de lutar e recebeu a jovem em suas banhas. A louca puxou a camisa da senhora expondo seus enormes peitões caídos, e enfiou sua cara neles, enquanto os apertava com as mãos.
–Ooor! –Gemeu Pérola.
Anna se envergou jogando suas roupas fora, ficando completamente nua, agarrou a barriga de Pérola, levantando-a para que pudesse entrar entre suas banhas e encaixar sua vagina na da senhora. Elas caem da poltrona de avião, uma vez no chão a briga de aranhas ficou mais fácil. Pérola ficou deitada gemendo com aquela novinha rebolando sobre ela, esfregando a buceta na sua.
–Garota você é fogo!
–Querida, eu sou a fênix encarnada! –Disse enfiando os cinco dedos de uma vez naquela buceta pra lá de usada.
–Aaaaaaaaaaaar!
Ali perto, numa barraca com a bandeira do Japão como enfeite, morava Mike que agora tinha os gêmeos como seus colegas de quarto. Nicolas, o mais gentil dos irmãos acordou sozinho na cama de palha que dividia com seu gêmeo.
–Nicolau? –Chamou.
–Ele saiu cedo –Respondeu Mike –Ele disse que ia se encontrar com a Estrela.
–Ah sim –Nicolas não conseguiu disfarçar seu descontentamento. Os irmãos sempre andavam juntos, ele nunca ficou mais que alguns minutos longe dele. Em sua casa dividiam uma cama de casal e até brincavam que teriam que se casar com gêmeas para poderem ficar juntos pra sempre. Mike percebeu a tristeza dele.
–Eu também tenho um irmão, na verdade tive, ele morreu um ano antes de eu vim parar na ilha –Ele sentou na cama dos gêmeos –Gostávamos de fazer tudo juntos, assistíamos TV, estudávamos, liamos mangás, batíamos punheta –Nessa hora Nicolas olhou com cara de safado pro asiático.
–Você esta tentando me seduzir?
–Estou. Não funcionou?
–Na verdade funcionou sim –Nicolas se inclinou beijando-o de língua. Como já estavam na cama, foi só tirar a roupa e partir pra diversão.
–Você é muito gostoso –Disse Mike –Essa sua pele lisinha, esse seu pênis branquinho e depilado, quero te comer todinho –Mike segurou o pênis do galego, observando-o de perto, abriu a boca e chupou. Nicolas segurou o gemido –Aqui você não precisa se segurar. Todo mundo transa em todo lugar, pode gemer e até gritar se QUISER! –No “quiser”, Mike enfiou dois dedos no cú do garoto.
–Oooor!
Nicolas não se segurou mais e gemeu alto com o outro chupando seu pau e enfiando dedos em seu cú. Ele olhou para o teto de palha que deixava raios do sol entrarem, ouviu pessoas passando pelo lado de fora da barraca indiferentes aos seus gemidos, e ao longe ainda ouvia o que parecia ser um grito de acasalamento de uma hipopótamo fêmea. O gêmeo se inclinou e chupou aquele pau asiático que provava o quão equivocada, era aquela história de que asiático tem pau pequeno.
–Oor! Você chupa bem! Seu irmão deve adorar fazer um 69 contigo.
–Nós não fazemos isso! Nunca nos tocamos dessa maneira!
–Sério? E eu achando que vocês faziam troca-troca desde o útero!
Nicolas riu daquilo, nunca tinha nem se quer batido uma punheta pro outro, eles nunca nem conversaram sobre algo do tipo. Nunca falaram sobre incesto. Deixando os dramas familiares de lado, Mike puxou o quadril de Nicolas e o penetrou de quatro.
–Oor! Ai! Vai come!
Mike estava com o maior tesão em comer aquele cuzinho, seu pau entrava e saia com certa dificuldade no início, mas logo sentiu o conforto e aumento a velocidade. Quanto mais metia, mais o outro gemia, e mais o asiático ficava excitado.
–Rebola no meu pau rebola!
Ele parou de se mexer e Nicolas movimentou os quadris em círculos rebolando na rola do japonês, depois se moveu pra frente e pra trás e se lembrou de uma expressão que ouviu na escola: “Esse gosta de dar marcha ré no carro”. Sorriu e continuou dando marcha ré no asiático.
Na praia Nicolau ria conversando com Estrela, os dois estavam passeando há um bom tempo.
–Sério que você sonhava com a gente?
–Isso mesmo. Uma vez sonhei com vocês dois transando numa festa de casamento com aquele menino, o Fabrício.
–Aquela vez foi épica! Você viu a parte do champanhe?
–Foi minha parte preferida! Espumava tanto! Nunca vi de verdade um champanhe, só ouvi falar.
Nicolau estava se divertindo muito conversando com aquela garota. Ela era muito linda, e falava engraçado, e além do mais, comentar suas aventuras sexuais como quem comentar sobre um filme era cômico.
–Por que será que você sonha com a gente?
–Bem, desde que os vi de verdade, fico perguntando aos deuses se não seria meu destino ficar com um de vocês.
–Talvez seja –Disse Nicolau sorrindo.
–Nos meus sonhos nunca vi você transando sozinho. Digo, não punheta, me refiro a transar com alguém sem seu irmão estar presente.
Nicolau refletiu em silêncio, durante toda sua vida, ele tinha 17, e perdeu a virgindade com 15, mas desde de então tinha transado bastante, desde sempre nunca tinha trepado sozinho, era como se ele e o irmão fossem um kit. Só podiam levar os dois de uma vez! E ninguém nunca reclamou, todo mundo tem o fetiche de transar com gêmeos.
–E outra coisa, vocês se pegam?
–O que? Como assim?
–Pelo menos nos meus sonhos, nunca vi vocês se beijando nem nada.
–Eca! Somos irmãos! Incesto é errado!
–Na ilha do Escorpião não temos essas besteiras de proibições morais.
–Que seja! Mas eu amo meu irmão e não é de um modo sexual!
–Desculpa Nicolau.
–Não foi nada Estrela.
–Ei, vocês dois além de serem idênticos tem nomes muito parecidos, é impossível não se confundir.
–Então você não sabe se eu sou mesmo o Nicolau ou o Nicolas?
–Não é isso, eu sei que você é o Nicolau! –Ele ficou feliz com aquilo –Mas posso começar a te chamar apenas de Lau? Fica mais fácil.
–Você me chamar do jeito que quiser gata.
Estrela estava adorando ser chamada de gata. Quando completou 13 anos e Hector não quis transar com ela, a mantendo virgem aos 14 e ainda aos 15, ela se achava muito feia, mesmo todo mundo dizendo que ela era a mais bonita da ilha, ela vivia chorando escondida, sentindo-se inferiorizada. Entretanto os gêmeos a chamavam de gata e animavam seu astral! Ela beijou Lau no rosto e saiu correndo.
–Gatinha espera!
–Vem me pegar Lau! Se conseguir te pago um boquete.
Os dois correram pela praia numa cena bem romântica.
Beatriz tomava água de coco em sua nova casa, ela agora era colega de quarto de Charmosa e Preciosa. Ela foi criada por três mulheres: uma criança, uma jovem e uma velha, Beatriz cresceu e elas nunca mudaram, aquilo sem dúvida era magia. Agora na ilha com aqueles possuidores dos hormônios dos deuses, mais do que nunca a morena acreditava em magia. Se lembrou de como o rei controlou todo mundo e em como ele enfiou seu pênis real dentro de sua vagina virgem.
–Perdi minha virgindade com um rei –Lembrou de seu hímen rompendo, dela sangrando e de várias mulheres vindo lamber seu sangue –Eca que bizarro!
–Cadê ela? –Beatriz ouviu sua colega de quarto dizer.
–Quem? –Perguntou indo para seu lado.
–A Preciosa, ela nunca passa tanto tempo sem implicar comigo, somos rivais em tudo, desde criança a gente competia pra ver quem terminava de comer primeiro, na adolescência quem batia siririca e gozava mais rápido e por ai vai. Adorávamos competir pra ver quem salvava mais pessoas na praia, quem achava mais sobreviventes do mar de monstros.
–Vocês parecem boas amigas.
–Não! Somos rivais! Mas estou preocupada que ela não tenha voltado ainda.
–Qual foi a última vez em que a viu?
–Eu vi ela indo pra floresta com um dos recém chegados, não lembro o nome dele, foi com aquele cheio de cicatrizes.
A morena sentiu todo seu corpo se arrepiar. As três mulheres paranormais que a criaram, lhe ensinaram a diferenciar o bem do mal, e quando ela bateu os olhos no latino sentiu tanto mal, que ficou morrendo de medo!
–Acho melhor irmos procura-la.
–Você vai me ajudar?
–Colegas de quarto são pra essas coisas! –Charmosa sorriu e as duas saíram da barraca em busca de Preciosa. Quando Beatriz colocou o pé pra fora de casa ouviu um gemido, ela virou o rosto pro lado e viu um daqueles gêmeos encostado numa árvore com um loira ajoelhada chupando seu pau.
–Isso! Ooor! Estrela você chupa tão bem! Estou! Aaaaar! –Ele gozou na cara da jovem que continua a lamber aquela rola pulsante, chupando com vontade, se lambuzando de porra.
Beatriz ia demorar a se acostumar com toda aquela libertinagem. Desviou o olhar e foi com Charmosa para floresta.
No castelo/Caverna, Otto se olhava pelado em frente à um espelho enorme, estudando seu próprio corpo com curiosidade.
–Esse é sem dúvida o corpo mais bonito que tive em séculos –Ele balançou a cabeça –Estou falando como se eu fosse o Adam, ainda esta bem confuso –Olhou para sua cama e lembrou quando transou com Santana na frente do Senhor Dois e a pediu em casamento, sorriu –Aquilo foi bom, mas é incrível como sumiu, lembro de ser louco por aquela ruiva e agora não sinto a menor vontade de vê-la novamente.
Voltou a olhar para o espelho, viu um homem alto, forte, com músculos definidos, seus olhos eram escuros e intensos, seus lábios bem desenhados. Virou-se de costas vendo que seu glúteos eram firmes e fartos, abriu as nádegas vendo o ânus rosado. Virou-se de frente alisando o peitoral, a barriga de tanquinho e enfim o pênis. Ele parecia brilhar como um pecado bronzeado. Sem se dar conta já estava se masturbando excitado com o próprio reflexo.
Sua mão deslizava pela extensão de seu órgão, o rei olhava sua copia que o encarava com cara de safado, mordeu o lábio inferior, brincou com os mamilos, ao pressioná-los sentiu um arrepio gostoso. Sua glande ficou molhada de pré gozo, ele a apertou sentindo tesão, levou os dedos sujos até sua boca e os chupou.
–Doce.
Sorriu e se deitou no chão, levantou as pernas envergando o corpo tentando levar o próprio pau à boca, por mais que fosse flexível, não era o bastante, forçou as costas, mas não conseguia fazer boquete nele mesmo, faltava tão pouquinho, praticamente a distância de uma língua. Sorriu e esticou a língua lambendo sua glande, era doce e gostoso pra caralho, literalmente.
Quando suas costas começaram a doer, desistiu daquela brincadeira e ficou tocando punheta ali deitado. Aumentou a velocidade, alternando as mãos, brincando com os mamilos, alisando os testículos. Sentiu o fogo crescendo, a gozada estava próxima.
–Ooooor! –Na hora do ápice levantou as pernas novamente de modo que gozou na própria cara. Abriu a boca recebendo sua porra doce, no final ficou uma gotinha bem na pontinha da cabeça da rola, o rei se inclinou ao máximo e a pegou com a língua. Se deitou esticando as costas, lambeu os dedos, brincou um pouco mais com seu pênis ainda meio duro.
–Isso foi uma delícia, mas acho que tenho que visitar a Eve.
Felix e Hector mostraram vários lugares legais da ilha para Fabrício, eles viram uns cinco lagos, a barraca hospital, mas não entraram, viram as plantações de frutos e legumes, e pararam numa estatua que homenageava os deuses.
–O que é isso? –Fabrício perguntou.
–É a estatua dos deuses –Respondeu Hector.
–Até hoje eu não entendo direito a mitologia daqui –Disse Felix.
–Parece bem complicada mesmo –Respondeu. Fabrício olhava para a estatua de pedra com muita curiosidade, era uma escultura dos seis deuses em forma de animais: O lobo, a aranha, a gata, o polvo, a fênix e o escorpião. Ele se aproximou e ao tocar na pedra viu um lampejo de luz e tudo desapareceu.
Ele viu a ilha, mas não havia nenhuma construção, não havia tribo, hospital, nem mesmo aquela estatua, ela era apenas um enorme pedregulho bruto. Mas ali se viam sete criaturas que só podiam ser descritas como divinas.
–Você enganou a Eve! –Uivou um homem tão branco como a neve, com os olhos negros como abismos, e vestindo apenas a pele de um lobo.
–Ela que é muito idiota! Eu apenas sugeri que ela provasse do fruto, ela comeu por que quis –Disse uma voz que mais parecia um sibilo, Fabrício não conseguia ver seu dono.
–Você é traiçoeiro, falso e manipulador! –Rosnou a deusa gata.
–Obrigado pelos elogios –Brincou dissimuladamente a serpente.
–Graças à você o projeto humanidade esta arruinado! –Gritou o deus escorpião.
–Eu fiz foi um grande favor à todos nós, amigos! Vocês queriam dividir a glória com esses monte de barro e vertebras?
–Nós o repudiamos! –Gritou a deusa aranha apontando para a serpente com todos os seus braços –Vocês não merece ser chamado de deus!
–O Infinito não vai te deixar impune –Falou a fênix.
–Que se dane o criador! Nós somos sete e ele só um, devíamos nos unir contra sua tirania, podemos refazer o projeto humanidade, mas ao invés dessa baboseira de livre arbítrio, vamos fazê-los ser nossos escravos!
Fabrício tentava ver o rosto da serpente, mas não conseguia, aos outros seis deuses via com perfeição, via os tentáculos do deus polvo, as asas de fogo da deusa fênix, a calda peluda da deusa gata, mas não enxergava nenhum traço da serpente.
–Você é ridículo seu traidor! Sempre estaremos do lado na Eve! Somos seus amigos e a protegeremos! –Disse o deus polvo.
–É o que veremos, se o Infinito criou Eve e Adam, veremos o que acontecesse eu os destruir! Sugarei a magia dos primeiros seres e serei maior que o criador!
Quando aquela blasfêmia foi dita, houve um lampejo no céu e um trovão caiu expulsando a serpente da ilha, enquanto ela gritava ameaças:
–Eu voltarei! Vou açoitar vocês seis traidores! Vou absorver os primeiros humanos e...
Outro lampejo e Fabrício ouviu chamarem seu nome:
–Fabrício por favor acorde!
–Aaaaaaaar! –Fabrício se sentou empurrando aquelas pessoas, olhou a sua volta e percebeu que estava numa maca, ao lado dele estavam Felix, Hector e o Dr. Logan –O que aconteceu?
–Você desmaiou e te trouxemos pra cá –Explicou Felix. Fabrício estava encharcado de suor, ele tinha acabo de ter uma visão com os deuses antigos. Ele agora sabia o motivo de ter ido parar na ilha.
–Ela voltou.
–Ela quem?
–A serpente.
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