Lake Forest Academy
72 Capítulo 72
Acordei com o sol pegando no meu rosto, olhei em volta eu ainda estava na sala todo largado no sofá, as cortinas estavam abertas e isso explicava o sol, virei pro outro lado e voltei a dormir. Quando acordei novamente olhei no celular e era mais de dez da manha. Levantei-me cambaleando e subi as escadas indo pro quarto. Karla estava encolhida na cama coberta até a cintura.
Entrei no banheiro e revirei os olhos vendo suas roupas jogadas em todos os cantos do banheiro as recolhi e joguei no cesto de roupas suja.
– Allan eu vou à casa da Meddie mais tarde...
– Você não a viu ontem? – Perguntei indo pro quarto a onde ela estava.
– Quero ver ela de novo ué. — Ela me olhou séria.
– Tá. – Concordei.
– A onde tá sua carteira? – Karla perguntou se levantando.
– No criado do mudo. – respondi.
– Tu carregas mais dinheiro que meu pai na carteira. – Ela disse pegando algumas notas.
– Digamos que te sustentar não é uma tarefa fácil. – Disse a olhando.
– Fala como se eu tivesse gasta do todo seu dinheiro... Eu não fiz isso que eu sei. – Ela apontou pra mim.
– Não, mas se continuar assim, eu vou precisar do emprego do seu pai. — Suspirei.
– Eu posso me sustentar. – Karla jogou o travesseiro em mim.
– É eu sei.
Karla entrou no closet e saiu um tempo depois com o sobre tudo e all star.
– Não tá tão frio assim... – A olhei.
– Eu queria usá-lo antes de ir embora. – Ela olhava o chão.
– Mentira. – Dei meio sorriso.
– Vou precisar dele e ponto, não vou te falar mais nada. – Karla pegou sua bolsa colocou algumas coisas dentro entrou no banheiro e fez sua maquiagem. – Te vejo daqui a algumas horas... E por favor, não exploda a casa eu preciso dela inteira quando voltar. – Ela piscou.
– Eu quero saber o que tá aprontando.
– Não vai saber. – Ela saiu do quarto e eu a segui.
– Karla me fala eu to com aquela historia de gravidez na cabeça ainda...
– ALLAN, EU N-Ã-O T-Ô G-R-A-V-I-D-A. – Ela soletrou me encarando. – Para de paranóia.
– Não da você não fala o que é...
– Não vou te contar, mas para com isso. – Karla se aproximou de mim e me beijou lentamente. – Eu não vou fazer nada de errado, não tô aprontando nada te juro. – Ela me olhou.
– Vou acreditar em você. – A beijei novamente.
– Agora eu vou pra casa da Meddie, Não saia de casa, se sair eu vou saber. – Acho que aquilo foi uma ameaça.
Escutei ela descendo as escadas e a porta batendo.
É, eu estava sozinho.
Sorri e foi correndo me jogar no sofá, tinha o dia livre pra mim e pra TV.
– Olá lindinha agora somos só eu e você sem interrupções. – A liguei e coloquei em um canal de desenhos.
Passei o dia deitado no sofá assistindo desenho animado e futebol americano, derrepente me bateu uma idéia meio estranha, mas não custava nada tentar.
Peguei o telefone e liguei pra casa da Meddie.
– Meddie?
– Eu mesma...
– É o Allan, não fala pra Karla que sou eu. – Pedi.
– Tá, o que quer? – Ela perguntou sem entender.
– Só pra ter certeza ela ainda esta ai?
– Uhum.
– Tem como segurar ela ai por meia hora?
– Até uma se quiser. – Meddie disse dando risada. – O que vai aprontar?
– Depois ela te liga contando, não a deixa voltar.
– Tá bom, tá bom, agora eu tenho coisas a fazer depois nos falamos. – Ela desligou e sai correndo pela casa.
Karla havia dito que não havia velas na casa, mas não custava procurar novamente não é?
Subi as escadas correndo tropeçando em alguns degraus e entrei no quarto indo até o closet, a antiga dona era meio maluca por coisas estranhas deverias ter algumas simples velas, todo mundo tem velas em casa. Olhei na quinta prateleira e nada, olhai na sexta e felizmente achei algumas velas de se colocar em volta da cama, algumas com formato de coração e outras apenas aromatizadas, provavelmente no outro dia a casa inteira estaria cheirando a vela. As coloquei em pontos diferentes do quarto, olhei pra ver se estava certo, sai do quarto desci as escadas e voltei a ligar pra Meddie.
– Me diz a onde tem uma floricultura nesse lugar?
– Na mesma rua onde você mora... No final dela...
– Valeu... Quando ela estiver saindo daí me liga visando. – Pedi.
– Ok.
Desliguei o telefone e sai de casa indo até o final da rua aonde era a floricultura.
Comprei algumas rosas e pétalas e voltei pra casa rezando pra que ninguém tivesse me visto e ido contar pra Karla.
Entrei em casa e parei um segundo olhando pra TV ainda ligada.
Eu estava muito romântico isso não ia da certo, já já ia me embrulhar em papel celofane e ficar com uma taça de champanhe a esperando.
– Para com isso Allan. – Disse pra mim mesmo.
Esparramei as pétalas pelo quarto e joguei algumas rosas em cima da cama, dei mais uma vasculhada no closet e achei algumas velas de chão, as espalhei pelas escadas e fechei todas as cortinas e janela deixando a casa completamente escura. O telefone tocou e eu sai correndo pra tender.
– Alô...
– Ela acabou de sair daqui, se não conseguiu termina o que ia fazer corre meu amigo se não, não vai da tempo.
– Obrigado Meddie. – Desliguei o telefone e fui acender todas as velas. – Eu deveria ter pago alguém pra fazer isso. – Comecei a reclamar quando algumas delas não queriam acender. – O caralho o que eu fui inventar também? O papel celofane era uma idéia mais pratica.
Quando finalmente terminei as velas das escadas havia ainda as dos quartos. Entrei no quarto e acendi as velas comemorando quando acendi a ultima.
Desci as escadas e quando estava perto do ultimo degrau bateram a mão na maçaneta, eu olhei desesperado pra porta eu corri pro sofá me jogando nele ficando largado como se eu tivesse dormindo. A porta se abriu.
– Allan seu preguiçoso não acredito que dormiu a tarde toda. – Ela disse brava se aproximando. Ela estava de salto porque dava pra escutar ela se aproximando. – Allan acorda. – Karla bateu no meu braço.
– Aham. – Me virei e a encarei. – Quando você saiu não estava de meia calça e não estava de salto... O que andou fazendo?
– Nada de mais... Posso saber por que a casa tá toda escura? – Ela se inclinou ficando com o rosto a centímetros do meu.
– Porque é melhor pra dormir com ela escura. – Respondi.
– É melhor pra fazer outras coisas também. – Karla se aproximou mais e mordeu meu lábio inferior.
– Nisso eu concordo plenamente. – Me levantei a puxando pela cintura.
– Tenho uma surpresinha pra você... – Ela sussurrou. – Abre o casaco.
Fiz o que ela pediu e sorri malicioso.
– Eu to começando a gostar de meias... – A beijei.
– É? – Ela terminou de tirar o casaco mostrando a lingerie preta e vermelha com cinta liga preta. – Gosto?
Passei a mão pelo seu corpo e Karla me olhava mordendo o lábio.
– Eu não me lembro dessa lingerie...
– Era pra isso que eu queria o dinheiro. – Ela disse mordendo minha orelha.
– Bela aplicação! Nunca mais reclamo. — Beijei seu pescoço. – Tá muito linda.
– Eu sabia que valeria apena no final, sempre vale. – Ela sussurrou.
– Eu tenho uma coisa pra você também...
– O que? – Ela perguntou sorrindo.
– Vem. – Peguei na sua mão e a puxei indo em direção a escada.
– Opa. – Ela disse maliciosa quando viu as velinhas.
Parei na porta do quarto e a olhei.
– Fecha os olhos... – Karla fez o que eu pedi e os fechou. Abri a porta e a puxei para dentro. – Abre.
– Aaaaaaaaaaah... – Ela me olhou com os olhos lagrimejando. – Que lindo Allan, você é tão fofo. – Ela pulou em cima de mim me abraçando.
– Você merece, era pra ter sido assim na sua...
– Não termina. – Ela pediu beijando meu rosto. – Seu lindo. – Karla segurou meu rosto e me beijou.
A levei pra cama e nos deitei nela afastando as rosas que estavam em cima.
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