Lake Forest Academy
73 Capítulo 73
Acordei com Karla se mexendo do meu lado, pelo jeito tentando se levantar, abri os olhos e ela estava segurando minhas mãos com um pedaço de corda na boca.
- O que pensa que tá fazendo? – Perguntei a olhando.
- Que raiva. – Ela socou o colchão. – Quando não é pra você acordar você acorda...
- Não fiquei loiro não né? – Perguntei passando a mão no cabelo pra ver se tinha alguma coisa diferente.
- Não. – Ela revirou os olhos. – Estava tentando te prender na cama.
Soltei minhas mãos das delas e comecei a rir.
- Tem que me pegar distraído não dormindo. – Dei meio sorriso.
- Eu vou me lembrar disso. – Ela se levantou brava.
- Eu não acredito que estava tentando me amarrar. – Disse rindo.
- Eu não acredito que me amarrou. – Karla disse do banheiro.
- Vai arrumar suas coisas vai, temos que pegar o carro pra voltar. – Avisei.
- Temos mesmo que ir? – Ela voltou pro quarto e se sentou na cama pra me beijar.
- Temos.
- Que merda. – Seus olhos reviraram e ela voltou a se levantar.
Balancei a cabeça em um não e me levantei, pegando a corta e a colocando dentro de uma gaveta, entrei no banheiro tirando a roupa pra tomar banho.
- Vai colocar uma roupa vai...
- Depois que eu tomar banho. – Disse abrindo o chuveiro.
Ela riu parando de frente para a pia pegando suas coisas e as colocando em sua bolsa.
Terminei de tomar banho e sai do banheiro com uma toalha enrolada na cintura.
Entrei no quarto e Karla estava colocando suas coisas na mala e as minhas estavam em cima da cama... Arrumadas.
- Não quero ir...
- Às vezes somos obrigados a fazer coisas que não queremos. – Disse pegando minhas coisas e jogando dentro da mala.
- Achei que gostasse das coisas arrumadas...
- Não sou fã de arrumar malas. – Olhei pelo quarto nos lugares que eu costumava colocar minhas coisas e felizmente não havia nada.
- Eu quero tanto aquele, sobretudo pra mim...
- Karla você tem dinheiro é só comprar um... E outra já tá levando a calça. – Apontei pra calça que ela estava usando.
- Tá. – Ela fechou a mala e a colou de pé. – Pode levá-la pro carro.
- Virei teu empregado agora? – Perguntei a olhando.
- Quem tem força aqui é você. – Ela piscou.
– E eu vou levá-la pro carro como se eu não fui buscá-lo ainda?
- Então vai buscar. – Karla apontou pra porta.
- Folgada.
- Mandão...
- Só porque não quero ir de a pé até Illinois.
- Vai logo vai.
Sai do quarto descendo as escadas e indo em direção a porta, eu não estava com a mínima vontade de andar três quadras até a oficina onde estava o carro, mas eu tinha opção? Não então vamos caminhar.
Sai da casa e fui andando na direção da oficina, o dia estava meio quente e a preguiça me dominava, eu não estava mais andando e sim me arrastando.
E depois de andar três longas quadras eu finalmente cheguei à entrada da oficina.
- Devo dizer que sua namorada se enganou, ninguém cortou a mangueira do freio, ele apenas acabou... Mas se ela quis encrencar a filha do delegado conseguiu. Como prometido seu carro está pronto. – O responsável apelo local avisou.
Esse era o combinado eu pagar o dobro e ele arrumar o carro até o dia amanhecer.
O paguei e pequei o carro para voltar pra casa.
Estacionei o carro e respirei fundo olhando pra casa, eu sentiria falta da cidade e daquela casa, mas da casa do que da cidade. Entrei e fui pro quarto pegar as malas.
- Já voltou? – Karla perguntou deitada na cama.
- Parece né. – Peguei as duas malas e fui as colocar no carro.
Encostei-me ao carro esperando Karla sair, deu uma ultima olhada na casa, é adeus sonho de ter uma academia particular. Karla saiu pela porta da frente segurando um pote de sorvete e uma colher, ri da cena em que ela se encontrava e a vi trancando a porta e se virando vindo na minha direção.
- Vou sentir falta daqui. – Ela disse respirando fundo. – Mas quem sabe um dia a gente volta... Temos que devolver a chave a Sra. Thonsem.
Concordei com a cabeça e abri a porta do carro pra ela.
Passamos na casa da Sra. Thonsem entregamos a chave e ela fez um discurso pra mim e pra Karla, ela era uma ótima pessoa, só falava de mais, nos mandou voltar lá pelo menos umas cinco ou seis vezes, Nós despedimos dela e voltamos pro carro indo pra casa de Meddie.
Quando ela nos viu chegando saiu da casa atropelando a mãe e a irmã e correu pra abraçar Karla.
- Vou sentir sua falta, me liga às vezes, não mata...
- Digo o mesmo Meddie.
- Allan... – Ela me olhou pulando animada e me abraçou. – Toma conta dela. – Meddie disse brava.
- Meu dever...
- Não vem com essa coisa de agente não, você tem que tomar conta dela como namorado sua anta não como agente. – Ela deu um soco no meu braço.
- Tá eu vou cuidar dela fica tranqüila. – A olhei assustado. – E sem agressão, por favor.
- Bom mesmo. – Meddie mostrou a língua e deu um ultimo abraço em Karla. – BOA VIAGEM.
Ela gritou quando entramos no carro.
Agora era definitivo, nos íamos voltar!
Fomos para a entrada da cidade e pegamos a rodovia em direção a Illinois.
- Não vai dirigir 24 horas seguidas né? – Karla perguntou me olhando depois de alguns minutos quietos.
- Não a gente vai parar naquela estalagem do FBI novamente, a partir dali vamos ser observados, em qualquer lugar que formos, vão ter agentes nos olhando. – Respondi.
- Então porque vamos parar lá?
- Porque temos que parar! – A olhei rapidamente.
- Vai me deixar dirigir dessa vez? – Karla mordeu o lábio inferior.
- Não.
- Poxa Allan. – Ela fez bico. – Não vou matar o carro.
- Disso eu tenho certeza, e não vai matá-lo porque não vai dirigi-lo. – Disse sério.
- Não me deixa pegar o carro, não me ensina a atirar, não me deixa ficar em cima... Poxa que tipo de namorado é você? – Ela me encarou.
- É aquele que aprecia a vida. – Respondi.
Ela fechou a mão e me acertou um soco no braço, justo o que eu estava segurando o volante, o carro saiu da pista e eu fiquei desesperado endireitando o volante pra ninguém morrer, pra eu não morrer.
- Maluca. – Desviei o olhar pra ela. – Karla como você faz uma coisa dessas?
- Não começa. – Ela elevou a voz.
- Não podia esperar pra me dar o soco? Você podia ter matado a gente! – Desviei meu olhar pra pista. – Me fala se tivesse vindo um caminhão ou um carro na nossa direção, estávamos mortos em uma hora dessas.
- Aham. – Ela disse ironicamente, tirou o all star e colocou os pés em cima do porta luvas, ligou o radio e deixou em uma estação de rock dos anos setenta.
Ela acabara de me deixar nervoso, quase nós mata e ainda fica brava.
Ficamos por pelo menos meia hora quietos. Eu estava braço pela ação dela e ela não queria falar com medo que eu a xingasse, já que me olhava com aquela cara de que queria falar, mas tinha medo.
Karla estava cantarolando a musicava que tocava e olhava pela janela, a musica acabou e começou a tocar outra em seguida, ela desviou o olhar da janela e encarou o radio
- Não. – Ela disse séria e depois abriu um sorriso. – Escuta, escuta, escuta, escuta, escuta, escuta...
- Se você continuar falando não vou escutar nada. – A olhei.
Karla ficou quieta me deixando prestar atenção na musica.
Eu já havia a escutado, há muito tempo, quando ainda era criança, mas não tinha idéia de quem a tocava.
- É da banda do meu pai, é da banda do meu pai... – Ela bateu palma. – Que lindo achei que eu nunca fosse escutar isso em uma radio.
- Não é ele que canta, né? — Perguntei olhando o radio.
- Não, meu pai era baterista, quem cantava era o guitarrista que eu não sei o nome... Se eu lembrar eu te falo. – Ela sorriu.
- Eu a conheço, me lembro de ter a escutados na infância... Junto com Beatles, Pink floyd, The doors, sex pistols, e realmente essa foi uma musica que eu escutei muito, só que nunca soube quem a tocava. – A olhei.
- AAAAAAAah eu to com o cara certo, Obrigada Deus. – Ela olhou pro teto do carro.
Revirei os olhos e ela ficou falando sobre a musica da banda do seu pai por pelo menos mais meia hora, até pegar no sono e me deixando dirigir, pelo menos ela não ia tentar nos matar estando dormindo.
Dirigi por mais algumas longas horas, Karla se mexeu resmungando porque tinha ficado com dor no pescoço por ter ficado algumas horas na mesma posição.
- Falta muito? – Karla perguntou sonolenta.
- Meia hora. – Respondi.
- Não da pra fazer em quinze minutos?
- Quer matar a gente? – A encarei.
- Talvez. – Ela olhou pela janela. – Meu pescoço tá dolorido.
- Isso que da dormir no banco da frente. – Disse olhando a pista.
- Não gosto de ficar acordada quando to viajando, não tem nada pra falar... – Ela disse com uma voz enjoada.
- E quando você dorme não tenta colocar o carro contra um arvore qualquer...
- Culpa sua. – Seus olhos me encararam.
- Psicopata...
- Chato.
- Vai dormir vai. – Bati em sua perna.
- Eu vou te dar outro soco. – Karla me ameaçou.
- Quem sabe dessa vez consegue colocar a gente contra algum caminhão ou alguma arvore.
- Seu bom humor de antes tá voltando. – Ela disse irônica. – Isso tudo é porque vai voltar ao trabalho?
- Talvez seja porque eu tô perto de ser morto pelo seu pai. – A olhei.
- Você tá tão paranóico com isso... Ele não vai fazer nada...
- Karla você é a única filha que ele tem! É claro que ele vai fazer, vai me ameaçar, me despedir, transferir de estado, me mandar ficar longe de você... Você é a garotinha dele.
- A garotinha que cresceu Allan, a que não é mais criança, e que decide por si mesma o que quer, ele não pode mais me tratar como criança, não pode fazer as escolhas por mim, eu dito meu futuro daqui pra frente, e se eu quiser ficar com você ele não vai poder me impedir. – Karla disse me olhando como se eu tivesse falado algo de errado.
- Mas ele pode me impedir... Você não entende, se ele quiser me manda pro outro lado do país, me tira tudo, pode me manter por anos afastado de você, ele tem poder pra isso e se quiser vai fazer! – A encarei.
- Se ele fizer isso eu nunca vou o perdoar, nunca, minha relação com ele vai ser igual o da minha mãe...
- Seria interessante se você conversar com ela. – Dei de ombros.
- Não muda de assunto.
- Só foi um comentário.
- Você sabe não da pra conversar com ela... E eu não quero falar com ela, se for pra ela jogar tudo aquilo na minha cara de novo é melhor deixar ela lá e eu aqui.
- Karla você precisa da o braço a torcer é a sua mãe, por mais que ela tenha dito o que disse, ela estava nervosa, você nem sabe se ela pensa mesmo assim, não custa sentar do lado dela e perguntar os motivos, quando se fica nervoso diz coisas que não se quer, só porque esta irritado... Eu sou assim, você é assim, e o que te faz pensar que sua mãe também não seja? – A olhei rapidamente.
- Ela não podia ter dito aquilo pra mim, ela é minha mãe por mais que não me quisesse tinha que pelo menos fingir que me queria, meu pai deu tudo a ela, dinheiro, casa, comida, roupa lavada, o que pelo menos ela podia ter feito era cuidar dos filhos que ela teve, mas o que ela fez? “Manda eles pra um colégio interno, assim tenho paz.” e olha a onde eu tô agora por culpa dela. – Sua voz começou a se elevar e lagrimas juntaram nos seus olhos. – Vai ver que ela estava certa, vai ver que eu deveria mesmo ter morrido...
Pisei no freio e a encarei, a fazendo voar pra frente pela surpresa do impacto.
- Qual é o seu problema afinal? Olha a sua vida, o olha o que você tem, seu pai fez de tudo por você, te deu todo o que precisava, faltava ao trabalho pra fica com você e seu irmão em casa, então não seja mal agradecida, se sua mãe não esteve presente na sua vida e disse o que nem um filho quer ouvir, eu sinto muito, mas não aja como se todos a sua volta quisessem a mesma coisa, não aja como se eu quisesse você morta, eu me coloquei na sua frente pra não te ver morrer, então para de falar essas coisas. – Pedi voltando a olhar a pista e dirigir.
Ela se encolheu no banco sem dizer nada e deixou as lagrimas escorrerem pelos seus olhos.
- Obrigada. – Karla limpou as lagrimas.
- Hã? – Olhei pra ela.
- Eu nunca te agradeci por ter se colocado na minha frente tantas vezes, nunca te agradeci por ter ficado do meu lado quando mais precisei, obrigada...
- Eu sempre vou estar Karla, por mais que seja meu dever fazer isso, é mais ainda porque não quero que nada aconteça pelo que sinto por você. – A olhei e ela sorriu.
Notas finais
como estão?
Então me deixe falar sobre o que eu li em um dos coments
A Carol Dallan abriU uma campanha lá nos coments
QUEM QUER UMA ALLAN NA VIDA DE VOCÊS?
ENTÃO QUER QUER?
~*~
então xo responder os coments *O*
~*~
KikaMarques
Daqui a dois ou três capítulos você vai descobrir, fica tranquila hsaushuahs
~*~
paulatays
se tu quer é só dizer né shauhsuahs, mas devo lhe enformar que a fabrica de Allan não tá pronta ainda kkk'
~*~
clara
Só quando ele tá com vontade, eu ainda digo que ele é um porre '-'
~*~
bitterends
Safada, vai querer o Allan também? u_u
~*~
caroldallan
Malicia passa longe dessa sua mente né? G_G
~*~
saraMcCann
é vai ter que esperar *o*
~*~
Aiai beijos da tia keller depois eu posto mais
vocês vão ter um chilique nos próximos capítulos que eu sei
sinto que vai ter algumas gritando de raiva '-'
Mas esperem e verão
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