Eu continuei caminhando pela rua com as mãos nos bolsos da calça ainda pensando em levá-la pra outra cidade, olhei pro outro lado da rua e me arrependi plenamente.

- Oi Allan. – Susane me olhava. — Já soube? – Ela perguntou se aproximando. – Meu pai já conseguiu um mandato, vai chegar o hoje a tarde.

- Que ótimo. – A olhei e dei meio sorriso.

- Você não conseguiu me colocar contra ele. – Ela abriu um sorriso maior que ela. – E sabe você ainda tem uma chance... Se disser sim eu faço meu pai rasgar o mandato.

Aproximei-me dela.

- Eu posso ir preso, mas não vou te dar esse gostinho. – A encarei.

- Allan, você sabe eu posso te livrar dessa... Posso mesmo, ou posso te ferrar mais ainda. – Ela passou os dedos no meu pescoço.

- Então se sinta à-vontade pra me ferrar mais ainda!

- Você vai ver aquela sua mine vadia correr pra outro cara quando for pra cadeia, vai se arrepender tanto. – Susane levantou a mão pra me bater e eu a segurei.

- Não seja louca de fazer isso. – Apertei seu pulso abaixando seu braço.

- Vai me bater?

- Não seria má idéia. – Eu não ia agredi-la, mas assustá-la seria divertido. – Já pensou em procurar uma casa com varias mulheres? Seria bem mais compensador você ganharia pra isso que você oferece de graça. – Eu ainda segurava seu braço.

- Me solta. – Ela puxou o braço e eu a soltei. – Te desejo boa sorte depois disso, até de tarde vão te chamar na delegacia novamente...

- Susane? – Agora eu tava feito até o delgado aparece.

Eu quero me livrar do rabo do diabo e aparece ele inteiro.

- Papai ele segurou meu braço com força olha. – Ela fez bico e mostrou o pulso.

- Eu mereço. – Tive que rir pra não acertar uns tapas nela na frente do delegado.

- Você tá indo longe de mais Allan. – Ele me encarou. – Eu estou em horário de serviço quero vocês dois e mais sua namorada na delegacia em vinte minutos. – O delegado se afastou junto com Susane e ela se virou e piscou pra mim.

- Vadia.

Peguei meu celular na mão e liguei pra Selena.

Eu estava morto!

- Até que em fim. – Ela disse séria.

- Preciso que se conecte comigo daqui vinte minutos... Estamos em East Helena, conexão...

- Eu sei Allan, eu já te ligo de volta. – Ela me cortou.

- Preciso que se conecte na delegacia da cidade. – Disse respirando fundo.

- O que você fez? – Selena elevou a voz.

- Umas coisas ai... Só invada o sistema em vinte minutos. – Pedi.

- Tá... Manda sinal pra mim antes é mais fácil pra eu saber quando tenho que entrar em cena, você sabe...

- Ok. – Concordei e desliguei.

Voltei pra casa o mais rápido que podia e entrei em casa batendo tudo que havia na minha frente.

- Merda. – Xinguei quando a maçaneta soltou na minha mão.

- O que foi? – Karla veio desesperada na minha direção.

- Susane. – Respondi.

- Nossa vida estava muito boa antes dela surgir, bem que dizem que tudo que é bom dura pouco. – Ela cruzou os braços ficando emburrada.

Coloquei a maçaneta de volta na porta e me virei pra ela.

- Eu achei que teríamos um pouco de paz depois dos nossos problemas pessoais. – Beijei sua testa. – Temos que ir à delegacia, agora!

- Fazer o que lá? – Ela perguntou sem entender.

- Boa pergunta.

- Espera eu tenho que... Fica apresentável. – Ela olhou para roupa curta que usava.

Karla correu pro segundo andar voltando alguns minutos mais tarde com um all star no pé e colocando o outro, Já não estava mais com o short curto, agora estava com uma calça e uma blusa de mangas compridas, ela parou na sala pra terminar de calçar o outro pé e logo em seguida saímos.

Entramos no carro e eu fui à direção da delegacia.

Chegamos perto da delegacia e eu pisei no freio para poder estacionar e olha que legal o carro não parou.

- Temos problemas... – Disse sério.

- O que? – Karla me olhou.

- Estamos sem freio. – Avisei puxando o freio de mão.

- Que ótimo agora a gente tá sem freio. – Ela disse entrando em desespero.

- O carro já tá parado Karla. – Disse a olhando.

- Ah.

Saímos do carro e entramos na delegacia indo direto para a sala do delegado.

- Vocês chegaram. — Delegados nos encarou.

- Então o que quer? – Perguntei sério com a voz de autoridade que eu usava quando estava em serviço.

- Olha esse tom garoto. – O delegado disse entre os dentes. – Acho que eu deveria declarar sua prisão agora.

Karla me olhou preocupa.

- O que você fez? – Ela perguntou arregalando os olhos.

- Atirei naquele cara. – Respondi dando de ombros, mas isso ela já sabia eu só estava confirmando pro delegado. – Quero saber como que vai me prender.

- Com três policiais e uma algema. – O delegado respondeu.

- Oi papai. — Susane entrou na sala. – Estão aqui. – Ela sorriu pra mim e Karla a metralhou com os olhos.

- Vadia desgraçada. – Karla sussurrou e eu acabei rindo.

- Não vai conseguir me prender. — Disse com meio sorriso. – Desculpa Karla. – Mandei o sinal pra Selena e as telas dos computadores ligaram e a equipe que estava no caso de Karla apareceu.

- Cadê a Karla? – Selena perguntou a procurando, ela saiu de trás de mim e sorriu. – Nunca mais faça isso, eu preciso mesmo ver que você esta bem, e Allan seu maluco o que pensa que esta fazendo?

- Tô precisando de uma ajuda aqui. – Disse com meio sorriso passando a mão no cabelo.

Selena olhou o Delegado e o encarou.

- O que você pensa que esta fazendo com ele ai? – Ela perguntou nervosa. – Tem idéia de quem é ele? Você por acaso pode me informar o que Allan esta fazendo dentro da sala de uma delegacia?

- Ele atirou em um homem. – O delegado respondeu.

- E daí que ele atirou em um homem, ele é pago pra fazer isso. – Joshua jogou as mãos pra cima.

- Papai quem são eles? – Susane perguntou preocupada.

- São do FBI. – O delegado respondeu.

- O que eles querem?

- Não sei.

- Allan sinto lhe dizer, mas você sabe que te rastrearam, e tem uma pessoa vindo em nossa direção, lhe desejo sorte agora meu amigo. – Selena saiu da frente da tela. Charles iria aparecer na tela em três... Dois...

- Allan Stewart, sinto lhe informar, mas estou de afastando desse caso em quarenta e oito horas, e o tempo que vocês precisam pra voltar...

- Não precisamos de quatro dias. – O interrompi.

- Mas o tempo que levaram...

- A Vadia da Susane cortou o cabo do freio do carro. – Karla disse elevando a voz, desde quando ela tinha certeza de quem foi? – Não depende dele, não o culpe se é o que você esta pensando em fazer Pai, e como assim você tá tirando ele do caso?

- Ele é meu superior Karla. – Desviei meu olhar pra ela.

- COMO É QUE É? – Karla elevou mais a voz. – O MEU PAI É UM AGENTE? – Confirmei com a cabeça. — E eu descubro isso depois de dezoito anos? Que tipo de pai é você?

- Aquele que não quer colocar sua família em perigo. – Charles respondeu. – Allan por mais que eu confie em você, todos os rastreadores foram desligados há semanas, vocês não avisaram a onde estavam...

- Pai a suspeita numero um é minha mãe, então para de achar que fizemos isso de propósito, tudo bem eu faria algo assim, isso é meu estilo, mas não fale como se Allan tivesse culpa...

- Karla fica quieta. – Pedi a olhando.

- O que eu quero dizer é que não depende mais de mim, eu tenho superiores igualmente a Você Allan, tenho que respeitá-los e a vontade deles nesse momento e que você volte e que traga minha filha junto. – Charles disse sério.

- Eu entendo senhor. – Disse o olhado.

- Terminaremos essa discussão em quatro dias, enquanto isso você ainda é responsável pela sua proteção...

- Só se for proteção na cama. – Susane disse com meio sorriso e Karla a encarou. – Seu pai não sabe não é? – Ela sorriu.

- É claro que ele não sabe. – Karla respondeu como se fosse obvio.

AGORA EU ESTAVA DEMITIDO!

- Karla... – Charles a chamou.

- Ela tem um caso com ele. – Susane apontou pra mim e pra Karla. Agora eu estava morto por ter tido um caso com a única filha do Chefe.

- E isso é problema de quem? – Karla perguntou. – Se eu tenho ou deixo de ter algo com alguém à vida amorosa é minha, e meu pai não tem que falar nada de quem eu beijo ou deixo de beijar.

- Acho que a Senhorita Susane tem que lembrar que sua vida é outra e não a de minha filha. – Charles disse com meio sorriso. – Como ela mesma disse quem ela namora ou deixa de namorar não é de seu interesse.

- Gostaria de lhe pedir uma coisa. – Os interrompi antes que alguém me demita ou me mate.

- Diga.

- Eu tenho minha autoridade ainda, certo? – Perguntei.

- Sim, ninguém o rebaixou por ter mandado desligar os rastreadores. – Charles respondeu sério. – Ainda.

Ainda... Adeus careiro bem sucedido como Agente federal.

- Obrigado senhor. – Agradeci e me virei para o delegado. – Estou te afastando por acreditar em falso testemunho e decretar a prisão de um agente sem um superior por perto, a partir de amanha seu ajudante assumira seu cargo espero que tenha uma boa aposentadoria. – Mostrei a identidade do FBI a ele que tinha os olhos arregalados.

- Você não pode me demitir...

- Sim pode. – Charles nos interrompeu. – E pelo o que sei você decretou pelo menos seis prisões por motivos banais, e você será punido por isso, espero mesmo que tenha uma boa aposentadoria.

- Tá vendo Susane? Você achava que tinha poder na cidade porque seu pai era o delegado, agora você tem idéia da onde a sua família esta? – Karla perguntou orgulhosa. – Meu querido pai, vamos ter uma longa conversa quando chegarmos ai, eu quero saber direitinho sobre essa historia de ser superior do Allan.

- Eu que deveria estar lhe dizendo isso... – Ele sorriu.

- É eu sei. – Ela cursou a boca. – E Carlos?

- Oi. – Carlos colocou o rosto na frente da câmera.

- Você sabia. – Ela revirou os olhos.

- Descobri hoje cedo. – Ele se confessou. – Você tá naquele fim de mundo que nem internet tem é?

- Dessa vez eu tenho internet tá. – Karla mostrou a língua pro irmão.

- Tem porque o Allan carrega um aparelho que te faz esse favor, é eu sei. – Ele riu.

- Sem graça.

- Seu pai tá tentando me tirar daqui, te amo maninha. – Carlos foi puxando da frente da câmera. – Cara eu tô sendo preso, pai não me deixa ir, eu sou seu filho, porque eles tão me levando... E porque essas algemas? Pai? Porque eles tão me prendendo? EU SOU UMA BORBOLETA PRECISO FICAR LIVRE... A Valeu, sou muito novo pra ser preso...

- Vou desligar, espero vocês em quatro dias. – Charles avisou desligando a câmera fazendo as telas se apagarem.

- Agora chegou à hora de morrer pelas mãos do seu pai... – Respirei fundo.

- Senhor, a bala encontrada e de um padrão especifico, é de um agente do FBI... – Um cara não muito mais velho do que eu entrou na sala do delegado.

- Eu sei. – O Delegado disse mal humorado. – Allan Stewart agente do FBI. – Ele apontou pra mim.

- Então o assunto acabou? – O cara perguntou e o delegado concordou. – Ótimo tive todo esse trabalho pra nada. – Ele jogou as mãos pra cima e saiu da sala.

O delegado e Susane estavam saindo da sala quietos.

- Epá. – Disse os olhando. – Isso Senhor Davis e para o senhor entender que não é você que dá as ordens, vocês esta afastado até segundas ordens que provavelmente virão dos superiores... E quero que fique bem claro que da próxima vez que sua filha lhe dizer algo que investigue, porque se outro homem for preso por injusta causa o senhor vai preso. – Disse o encarando.

Karla segurou minha mão e saiu me arrastando pra fora da sala, os policias ficaram nos olhando provavelmente já sabiam do ocorrido. Já sabiam que eu era um agente.

Saímos da delegacia e paramos na frente do carro.

- Acho que vamos ter que aproveitar muito esse dois dias. – Disse a olhando.

— Eu sei... Não são quatro? – Ela me encarou pensando.

- Temos dois dias na cidade ainda, os outros dois vamos ser observados. – Respondi respirando fundo.

Abri a porta do carro pra ela e entrei em seguida voltando pra casa com certo cuidado por causa do freio.

Notas finais
Então pessoal gostarem desse capítulo? *-*-*
O Allan colocando respeito no bagulho u_u shaushuahsuahs
No próximo capítulo eu prometo responder os coments do cap 70 e 71 n_n
beijos da tia keller
e não se esqueçam que eu adoro vocÊs -*-*-*