No mesmo dia ligaram da delegacia pedindo para que eu comparecesse às três da tarde por lá. A única coisa que passava na minha cabeça era como que eu pude ser tão irresponsável, como eu não verifiquei o local da onde eu estava atirando, como fui burro ao ponto de achar que ninguém havia me visto.

Voltei pra dentro de casa depois que escureceu. Essa seria umas das piores noites da minha vida, desci as escadas e fui para sala, me deitei no sofá e coloquei em um canal qualquer na TV.

- Que cara é essa? — Karla Perguntou me olhando, da onde ela surgiu? – Isso tudo é porque ela te viu atirando?

- Isso tudo é porque eu não sei o que vai acontecer depois isso...

- Você tá preocupado de mais...

- Tô preocupado com você. – Disse a olhando, ela sorriu e se aproximou.

- Eu vou ficar bem, você sabe disso, apesar de que eu não acredito nessa filosofia, mas tenho você, longe ou perto tenho você. – Ela passou os dedos pelo meu rosto e sorriu fraco. – Seja o que acontecer você não vai preso porque não matou o infeliz, e se tivermos que voltar vai me prometer que não vai me deixar mesmo te tirando do caso, te afastando, te transferirem ou te demitirem, eu preciso de você perto de mim, você foi tudo que eu tive em dois meses e quero que seja tudo que eu tenha por um bom tempo.

A puxei a fazendo se deitar ao meu lado ela me abraçou e eu beijei sua testa.

— Não quero te levar de volta para... Aquilo... Quero você longe te tudo aquilo que te tá acontecendo quero você segura do meu lado. – Disse respirando fundo. – Tenho medo de te perder se voltar!

- Tenho medo de te deixar. – Ela deixou algumas lagrimas escorrer pelo seu rosto e molhar minha blusa. – Caralho Tenho medo de morrer e de outra pegar você pra ela. – Karla me olhou fazendo bico.

Comecei a rir e ela continuou a me olhar.

- Tenho certeza que você vai puxar o pé da coitada pro resto dos dias de vida dela. – Disse a olhando.

- E o seu também. Não ache que só a outra vai se da mal. – Ela disse decidida.

Karla se ajeitou no sofá puxando uma manta nos cobrindo, ela ficou batendo os dedos da mão meu peito em um ritmo constante olhando pra TV até dormir.

Como eu desconfiava a minha noite não seria das melhores já que eu assisti todos os desenhos que passavam na reprise e seriados que eu costumava assistir quando era criança.

***

Pov. Karla

A Campainha tocou e eu olhei pra porta. Deveria ser Meddie ela tinha uma mania estranha de aparecer de manha na casa das pessoas.

Levantei-me da Poltrona a onde eu estava vendo TV e fui até porta e a abri, se Allan me visse abrindo a porta sem olhar quem era ele me mataria.

- Olha eu só vim pra te da um aviso. – Susane disse me encarando. – É bom você não ficar no meu caminho... Porque eu vou te derrubar. — Ela disse apontando pra mim.

- Vai embora, vai. – Pedi cansada.

- Eu sabia. – Meddie disse vindo em nossa direção. – O que você tá fazendo aqui sua vadia?

- Não se intrometer...

- Uma coisa Susane juro que se me ameaçar você fica sem cabelo, porque faço questão de arrancar ele e seu coro cabeludo. – Disse a encarando.

- Você a ameaçou? – Meddie perguntou brava. – Ameaçou minha amiga? – Ela perguntou abismada. – Tudo porque você quer ir pra cama com o namorado dela?

- Eu apenas luto pelo que quero...

- Não vai fazer isso se ficar sem coração! – Meddie foi pra cima de Susane dando uns tapas na cara da irmã.

Eu olhei aquilo meia surpresa, confesso demorou um tempo pra entender que Meddie estava batendo em sua irmã mais velha, pisquei algumas vezes e a deixei dar mais alguns tapas na irmã pra depois fazer alguma coisa.

- Meddie sai de cima dela, vocês são irmãs... – Disse puxando Meddie pela cintura. – Larga ela mulher...

- KARLA ME SOLTA SE NÃO BATO EM VOCÊ TAMBÉM. – Ela me ameaçou? Eu escutei bem?

- OLHA AQUI VOCÊ, SE FIZER ISSO DE QUEBRO NO MEIO MEDDIE, SOLTA A VAGABUNDA DA SUA IRMÃ AGORA. – Gritei furiosa.

- Calma Karla. – Ela me olhou assustada e soltou Susane.

- Muito bem, Sai da minha casa Susane, eu quero você fora daqui agora. – Disse a encarando.

Os olhos de Susane pegaram fogo e ela me olhava de um jeito assassino. É eu teria que votar aos velhos tempos e pegar ela de tapa pra sumir da frente da minha casa. Ela não era minha, mas enquanto eu tivesse morando nela tinha todo direito de dizer isso não tinha? Eu espero que tenha.

- Pirralha olha bem pra você, em um piscar de olhos eu acabo com sua vidinha, eu posso muito bem tirar tudo que você tem em um piscar de olhos, porque eu sei que foi ele e veja bem, meu pai também sabe então aproveite enquanto pode, porque ele vai ceder... E eu quero falar com o Allan. – Ela veio na minha direção pra entrar na casa.

- Não vai não. – Disse a encarando. – Primeiro que ele tá dormindo segundo que se entrar nessa casa eu te processo por invasão. – Disse apontando pra casa.

- Eu quero falar com ele... – Ela disse me olhando e quando menos pude ver Meddie a agarrou pelos cabelos e a puxou para saída.

- Não vai falar com ele coisa nem uma, vai vir comigo mesmo não querendo. – Meddie continuava a puxar Susane pelos cabelos. – E se ameaçá-la de novo quem vai cumprir aquela ameaça de te deixar sem cabelo vai ser eu!

- Garota me solta... Sua infeliz eu vou contar pro papai que você é lesbica... AAh e Karla pergunta pra ele se ele já mudou de ideia. – Susane piscou e as duas sumiram pela rua.

Respirei fundo e entrei na casa fechando a porta, voltei pra sala e olhei Allan dormindo no sofá.

- Como você consegue? – Perguntei. – Deus com toda aquela gritaria, nem ao menos se mexeu.

Balancei a cabeça em um não e me sentei novamente na poltrona pegando o notebook do Allan.

Eu não gostava de ter Susane por perto, ela tinha a manha do negocio de sempre conseguir o que quer, não que eu esteja preocupada em perder o Allan eu estava mais preocupada em fazê-lo perder o emprego se voltássemos antes da hora. Quem eu quero enganar eu estava preocupada em perder ele também, se ele perdesse o emprego eu iria perder ele, eu sabia disso e ele sabia disso.

Peguei aquela peça que Allan tinha usado pra conectar a internet e a liguei no Notebook, abri o e-mail e lá havia pelo menos dez mensagens do meu irmão e pelo menos umas vinte do meu pai, abri algumas delas e todos diziam a mesma coisa.

A ONDE VOCÊS DOIS ESTÃO? EU QUERO MESMO SABER KARLA, COMO ASSIM VOCÊ SOME JUNTO COM O SEU SEGURANÇA?

EU SOU SEU IRMÃO EU MEREÇO SABER A ONDE ESTÁ, SEU PAI TÁ SURTANDO AQUI DISSE QUE VOCÊ VAI FICAR ATÉ OS VINTE E UM ANOS DE CASTIGO POR TER SUMIDO DO MAPA E MINHA IRMÃ NÃO VOU NEM TE CONTAR O QUE ELE DISSE SOBRE O ALLAN.

SÓ DIGO QUE ELA ESTA MUITO DECEPCIONADO COM OS DOIS.

EU ESPERO QUE VOCÊ ESTEJA BEM, DE VERDADE.

SAUDADE DE VOCÊ.

Xx Carlos

Minha vontade era de responder, mas eu sabia que se fizesse isso Allan me mataria com as próprias mãos, e nem arma iria usar.

Pov. Allan

Quando acordei no outro dia, eu tava quebrado, essa mania de dormir no sofá tinha que acabar, olhei pela sala e Karla estava na poltrona preta da sala com meu notebook na mão.

- Que horas são? – Perguntei.

- Meio dia e meio.

- Três horas pro fim da minha carreira. – Disse olhando o teto.

- Susane esteve aqui... Meddie descobriu e veio junto, Susane me ameaçou, Meddie pulou no pescoço dela e deu uns tapas na irmã, eu não consegui tirar ela de cima daquela desgraça, Susane me ameaçou de novo, e ela quer falar com você queria entrar em casa, mas Meddie a puxou literalmente pelos cabelos e a levou embora. Ou seja, você dormiu de mais. – Karla disse sem me olhar.

- O que ela queria?

- Saber se tinha mudado de idéia.

- Ah.

- Meu pai tá desesperado pra saber a onde estamos, Carlos me mandou alguns emails me perguntando...

- Não respondeu, né?

- Não.

- Menos mal. – Me levantei e fui pro quarto.

Tomei banho e voltei pro primeiro andar pra almoçar.

Karla estava nervosa, preocupada, o que a fez ficar quieta durante o todo o tempo.

Quando deu três horas eu sai de casa e fui até a delegacia.

Eu teria que inventar uma bela historia e dessa vez não teria Charles pra me ajudar.

Entrei na delegacia e um dos policias me mandou entrar na sala do delegado Davis.

Entrei em sua sala e o delegado me esperava me sentei na sua frente com a maior cara de tédio que eu podia fazer naquele instante e o encarei.

A sala não era tão grande havia uma TV e três computadores na sala a mesa do Delegado e duas cadeiras de frente pra ele na qual eu estava sentado.

- Você sabe o que esta fazendo aqui certo?

- Errado, não tenho idéia do porque estou aqui. – Respondi.

- Então vou lhe esclarecer as coisas, Susane minha filha diz ter te visto atirando do segundo andar no homem que segurava a arma...

- E porque você acha que sua filha diz a verdade? – Perguntei dando de ombros.

- Esta dizendo que ela mente?

- Essas palavras saíram da sua boca, não da minha. – Disse o encarando. – Eu já disse o que estava fazendo naquele dia, já disse a onde estava, sua própria filha disse o mesmo, então me diga por que a outra discordaria? Me faça entender.

- Susane não mentiria... Nunca mentiu, nunca soube fazer isso...

- Todo mundo mente. – O encarei.

- Então você confirma que mentiu...

- Confirmo que já menti, não sobre esse assunto sobre outros...

- Quais?

- Assuntos particulares. – Respondi.

- Porque deveria acreditar em você? – Ele se levantou.

- Porque deveria acreditar na sua filha?

- Porque é minha filha!

- Filhos também mentem, enganam os pais. – Disse com meio sorriso. – Eu também sou filho sei bem o que digo.

- Se foi você me diga que foi e acabou, não matou o homem, o assunto acaba aqui! – O assunto não ia acabar ali eu melhor do que ninguém sabia.

- Porque deveria confessar algo que não tem relação a minha pessoa? – Perguntei me levantando para encará-lo.

- Me disseram que tem uma arma... Não sai de importar de revistarmos sua casa vai?

- Na verdade vou sim, se aparecerem com um mandato te deixo entrar se não, o processo por invasão de privacidade. – Dei meio sorriso e fui em direção a porta.

- Nós não acabamos...

- Acabamos sim. — E sai pela porta de sua sala.

Entrei no carro e voltei pra casa. Agora eu era o suspeito numero um daquele cara, eu tava fodido isso sim.

Estacionei o carro e entrei em casa pela porta da sala dois pares de olhos caíram em cima de mim curiosos. Meddie balançava as pernas freneticamente e Karla me olhava preocupada.

- E aí? – Meddie perguntou.

- Seu pai provavelmente vai me chamar pra tomar cafezinho com ele de novo. – Disse as olhando. – O bom é que acho que consegui fazer com que ele ficar desconfiado de Susane, mas isso não quer dizer que eu tenha me ferrado também.

- Finalmente alguém conseguiu isso. – Meddie olhou pro teto. – Mas tenho más noticias, eles têm a capsula da bala e a bala então meu amigo já já chega um mandato pra revistarem a casa de vocês então joga a arma fora e corre.

- Tranqüila Meddie, as coisas chegam na hora certa. – Disse a olhando.

- É eu tô vendo isso também. – Ela revirou os olhos. – Susane não vai descansar até prejudicar vocês dois... Eu os desejo boa sorte.

A campainha tocou eu me virei e fui em direção da porta já que estava mais próximo e a abri.

- COMO SE ATREVE A TENTAR COLOCAR MEU PAI CONTRA MIM? ELE MEU PAI ACHA QUE VAI ACREDITAR EM VOCÊ QUE VIU APENAS TRÊS VEZES OU NA FILHA QUE CONHECE A MAIS DE VINTE ANOS? EU VOU ACABAR COM VOCÊ, VOCÊS DOIS VÃO ACABAR UM BEM LONGE DO OUTRO E EU VOU FAZER QUESTÃO DE VER ISSO DE PERTO, NÃO DEVERIA TER DITO NÃO, NINGUEM ME DIS NÃO!

- Tem sempre a primeira vez pra tudo não é Susane. – Disse rindo. – Tem muita coisa que você não vai chegar a ver e uma delas é minha desgraça porque vou ver a sua primeiro.

- Vai se foder Susane. – Meddie disse animada.

- O que você tá fazendo aqui? – Susane olhou pra dentro da casa.

- Nada que te interessa. – Ela mostrou o dedo do meio.

- Não acredito que vai ficar do lado deles ao invés do meu. – Ela apontou pra si mesma. – Você sabe que é verdade Meddie, você voltou com ela...

- A única coisa que eu sei é que eu voltei pra casa dos dois com os dois e com Ella...

- Porque não faz o que eu quero? Eu digo que poderia ser qualquer um com olhos verdes, só faz o que eu quero. – Susane bateu o pé no chão.

- Não.

- Olha que ele é ótimo pra falar não. – Karla disse olhando pra TV.

- Tchau Susane. – Sorri amigavelmente igual Karla e fechei a porta em sua cara.

- Vocês vão ver...

- Ela vai conta tudo pro papai. – Meddie disse rindo.

Respirei fundo e me joguei em uma das poltronas da sala.

Tinha dois olhos em cima de mim me olhando olhei pro lado e vi Meddie com os olhos em cima de mim.

- Ela vai mesmo. – Ela respirou fundo. – Bem, eu vou indo espero que tudo fique bem e que aquela louca não apronte nada. – Meddie se levantou e foi em direção a porta acompanhada por Karla.

- Eu também espero. – Karla respirou fundo.

Karla fechou a porta e se sentou no meu colo.

- Ela não vai desistir, né?

- Acho que não. – Respondi.

- Tudo bem... Se você me ensinasse a atirar eu poderia acertar ela...

- Mais um motivo pra eu não te ensinar a atirar. – A abracei.

- Não custava tentar, né? – Ela respirou fundo.

- Eu só quero ver a onde isso vai dar. – Disse a olhando.

- O que? Eu pedindo pra você me ensinar a ter mira ou a Susane tentando te coloca na cadeia? – Ela me olhou.

- Olha assim você não ajuda agora estou me sentindo um criminoso. – A encarei e ela sorriu.

- É a verdade.

- Mas como minha namorada sua função era me anima um pouco sabe. – A olhei fazendo carinha de cachorrinho sem dono.

- Allan essa carinha de cachorrinho que caiu da mudança é minha. – Karla deu risada. – Coitadinho. — Ela passou a mão no meu cabelo e me beijou. – Tá melhorzinho? – Balancei a cabeça em um sim e ela riu. – Depois fala que eu sou criança.

- Como se fosse alguma mentira...

- Quem é que tá chorando agora por se meter em encrenca? – Ela me olhou como se tivesse me dando uma bronca.

- Calma mamãe. – Karla olhou como se quisesse me matar. – Não me olha assim não, Tá parecendo uma mãe brava com o filho porque ele bateu em alguém na escola.

- Você atirou em alguém é bem diferente. – Ela se levantou e foi em direção a escada. – É bom resolver isso.

- Vou resolver sim. – Concordei com meio sorriso.

O mais certo a fazer naquele momento era esperar, querendo ou não eles iriam me achar, iriam comparar a marca na bala achada com as marcas que a minha arma deixa, então eles iriam colocar meu nome no banco de dados e descobrir que eu do FBI e que estava em trabalho então me mandariam voltar e tudo estava acabado.

Isso iria rodar na minha cabeça por pelo menos uma década, se eu sobreviver esse tempo, Claro que a chances eram mínimas, já que Charles poderia me matar, ou minha mãe por ter sumido, e pelo meu pai que não era uma pessoa compreensiva e achava que podia mandar em mim ainda.

Notas finais
Oii gente .-.
E aê como estão?
Digo oque próximo capítulo muito coisa vai acontecer u_u muita coisa mesmo u_u
ENTÃO ME DEIXA PERGUNTAR PRA VOCÊS, QUEM VAI QUERER OS DOIS CAPÍTULOS EXTRAS DA HISTORIA?
se não tiver respostas eu não posto e vocês saem perdendo u_u
~*~
Respondendo aos coments
~*~
Evve
Só vou dizer que coisas aconteceram que não vão te deixar muito feliz
~*~
paulatays
Porque tem alguns leitores que são mals e não comentam esperam os outros comentarem pra que eu libere o próximo capítulo .-.
~*~
Pamela Bueno
eu acho que se ele fizesse isso na altura do campeonato ai sim ele ia ser demitido '-'
~*~
Fraan-Salvatore
Todo mundo espera o Allan dar os fora nas minas né
incrível kkkk'
~*~
KikaMarques
Tá vendo o Allan é fiel até nas nessas circunstancias u_u
tá vendo ele é um bom menino kkkk'
E digo que não vai da boa coisa '-'
~*~
Kira
Falei que o Allan é um bom menino u_u
~*~
Marina Bieber
Tá vendo ele tem seus momentos
~*~
bitterends
Karla é uma pirralha, mas também teu seis momentos.. O Allan tambem né shauhsauhs
~*~
clara
Nina se queria matar a professora né? '-'
pq olha fiquei assustada agora O.o
~*~
Gente linda da minha vida, não esqueçam de responder minha pergunta u_u
Até as leitoras fantasmas, é só escrever no coments "EU QUERO OS CAPÍTULOS EXTRA"
não mata ninguém
Então beijos da tia keller e até amanha *-*-*