Lake Forest Academy
66 Capítulo 66
Eu deveria ter desconfiado, assim que a porta se fechou a nossa frente Karla se virou para me encarar, ela estava séria, mas do que isso, ela estava brava, mais alguns segundos e eu podia jurar que ela iria me bater ou coisa parecida.
- O porquê foi lá? – Ela cruzou os braços.
- Porque um cara estava apontando uma arma pra cabeça de uma garota de Treze anos? – Perguntei.
- Mas não era seu problema, a policia da cidade estava toda lá, cercaram ele, ele não ia fugir...
- Ia... Ele estava usando a garota como escudo se quisesse sair de lá ele sairia. – A encarei.
- Mesmo assim, isso não era problema seu, você tem que me proteger não proteger a cidade. – Ela estava elevando a voz.
- E se fosse você lá? – Perguntei. – E se tivessem apontando uma arma pra sua cabeça?
- Você a mataria em um piscar de olhos. – Ela me disse séria e arregalou os olhos. – Você... Não...
- Se eu o matei? – Perguntei e ela concordou com a cabeça. – Não... Se eu queria? Sim.
- Allan você já... – Ela parou respirou fundo pra terminar a pergunta. – ... Matou alguém? – Karla terminou a pergunta sem graça.
— Já atirei com essa intenção... – Respondi, ela me olhou um tanto assustada. – Quando se “caça” alguém você tem duas alternativas, ou atira pra matar ou o deixe escapar e na maioria das vezes é melhor atirar.
- Não é não, tem outras maneiras...
- Me diz uma que funcione. – A encarei.
- O agente aqui é você! – Ela apontou pra mim. – Você não tem que sair atirando nas pessoas, mas isso deve ser legal... Mas mesmo assim, não tem que atirar em todo mundo... Isso é errado.
— Garota não saiu atirando em todo mundo, mas se você precisa pegar alguém, ou você atira ou eles atiram em você, e eu prefiro atirar... – Karla me encarava de um jeito, que eu não sei se ela estava brava ou se estava surpresa. — Naquele dia em que eu sai do quarto para ir atrás daquela mulher eu atirei pra matar ela, e quando fazemos isso não miramos só atiramos e atiramos até a munição acabar ou até a pessoa cair no chão.
Ela fechou os olhos balançou a cabeça em e foi em direção as escadas... O que deu nela?
Agora ela ficou bravinha comigo por causa do meu trabalho.
Olha a mulher que eu fui arrumar.
Revirei os olhos e subia as escadas atrás dela parando na porta do quarto a onde ela estava sentada tirando o sapato.
- Agora vai fica brava comigo pelo que eu fiz hoje? – Perguntei a olhando.
Ela apenas balançou a cabeça em um não.
- Só é difícil pensar que o cara que vive comigo pode matar alguém a qualquer instante...
- Vai dizer que isso nunca te passou pela cabeça? Karla a onde eu trabalho? – Perguntei a encarando.
- FBI...
- E com o que?
- Investigações, pessoas que prejudicam o país, proteção...
- E o que um agente federal faz quando tem uma ameaça bem na sua frente? – Continuei a encará-la.
- Acaba com ela. – Karla engoliu seco.
- É meu trabalho!
- Você tem tipo aquela coisa de licença pra matar? – Ela perguntou me olhando.
- Karla isso não existe. – Respondi rindo. – Todos agentes tem ‘licença’ pra matar, se um a gente se sente ameaçado por algo ele pode sim atirar pra matar, mas os policiais de qualquer cidade também podem, não tem aquela historia de podemos atirar em qualquer um. Viraria massacre.
- Aaaaah. – Ela exclamou. – Então você podia me ensinar a atirar...
- Não podia não. – Discordei. – O Maximo que eu posso fazer por você é ensinar defesa pessoal, te ensinar a atirar nunca.
- Não vou matar ninguém é só pra... Saber atirar caso eu precise de novo...
- Caso você precise de novo você vai tentar a sorte como da ultima vez. – Avisei.
Ela revirou os olhos.
- Depois que eu descer daquela parede sem precisar que você me desça pela corda você vai me ensinar a me defender. – Ela disse séria.
- A senhora e quem manda. – Disse com meio sorriso.
- Poxa eu sou mais nova que você como assim senhora? – Ela fez bico.
- Tá bom a senhorita é quem manda... Melhorou? – Karla concordou com a cabeça.
- Já que seu humor mudou, eu vou jantar. – Avisei saindo do quarto. – Eu acho que seria legal você procurar um medico pra essa sua bipolaridade.
- Não sou bipolar. – Ela gritou brava e eu sai do quarto rindo por ela ter ficado irritada pelo comentário.
Desci as escadas indo em direção a sala no momento em que o telefone começou a tocar, fui até a mesa do lado do sofá a onde ele costumava a ficar e o atendi.
- Alô...
- Allan o xerife... Digo meu pai vai interrogar metade de cidade, eles não têm idéia de quem fez aquilo... Acharam a capsula da bala e os médicos tão em cirurgia pra retirarem o projétil, eu sei que foi você então não precisa negar... Algumas pessoas estão meio desesperadas porque não sabem quem foi e a policia não assumiu que o fez, então reza meu amigo se descobrirem é problema pra você.
- Meddie, eu tenho como me livrar dessa não se preocupe... E como o cara tá? – Perguntei.
- A bala atravessou o ombro e parou no peito passando alguns centímetros de uma artéria, vai ficar bem os médicos já disseram. – Meddie disse com voz de tédio.
- E a garota? – Perguntei escutando uma respiração a mais no telefone.
- Ela tá bem, tá com a mãe dela em casa chorando, a desgraça é minha vizinha da pra escutar ela chorando a quilômetros... Era só isso, toma cuidado se te chamaram pra depor você mesmo disse você voltou pra casa junto comigo, Ella e Karla, e nós vamos confirmar isso.
- Obrigado Meddie...
- Por nada precisa você tem mais duas coisas pra pedir pra mim. – Ela riu e desligou.
- Acho que alguém vai entrar em problema por dar uma de herói hoje. – Karla encostou-se à parede.
- É muito feio escutar conversa dos outros. – Disse indo pra cozinha.
- Eu sei, mas não aguentei. – Ela riu e me seguiu. — Você me tirou do clima Allan, eu achei que a gente ia ter uma noite boa hoje, mas...
- Eu estraguei tudo? – Perguntei a olhando.
- É. – Ela concordou.
- Da tempo de arrumar ela ainda.
- Não da não. – Ela virou o rosto e saiu da cozinha.
- Segunda noite Karla, segunda, eu tô contando tá. – Disse sério, mas ri em seguida.
- Continua assim que já já você vai freqüentar o banheiro. – Ela disse séria.
- Banheiro? – Perguntei pra mim mesmo.
Eu ia procura uma zona isso sim.
Mas não iria dizer isso alto, ainda prezava minha vida.
***
Eu simplesmente estava em um dos meus sonos mais profundos, mas felizmente algumas coisas me acordavam, tipo alguém disparar uma arma, ou uma bomba explodir, ou simplesmente berrarem no meu ouvido.
Mas nesse caso não foi nem uma dessas coisas que me acordaram. Alguém mexia no meu cabelo e eu não precisava ser profeta pra descobrir quem era.
- Ainda bem que meu cabelo não é grande o suficiente pra alguém fazer trancinhas. – Disse sonolento.
- Eu podia tá descolorindo ele. – Karla disse rindo. – Como você ficaria loiro...
- Como você ficaria sem cabelo? – Perguntei recebendo um tapa.
- Me deixa descolorir seu cabelo, quero saber como você ficaria loiro... Não vai demorar pro seu cabelo crescer depois...
- Não. – Me virei para olhá-la.
- Então me deixa pintá-lo de azul?
- Não.
- Vou fazer isso quando tiver dormindo. – Ela disse decidida.
- Quando eu acordar eu raspo ele não se preocupa. – Disse fechando os olhos novamente.
- Então eu vou te deixar loiro pelo menos vai da tempo de eu ver ele loiro e tirar foto. – Ela bateu palma.
- Nem tenta, se me deixar loiro eu pinto seu cabelo com uma cor normal...
- Allan. – Ela fez bico. – Não precisa ameaçar também, não quero mais te ver loiro.
- Funcionou. – Virei de costas pra voltar a dormi.
- Vai me ajudar a subir aquela parede de novo né? – Ela perguntou se deitando em cima de mim.
- Uhum. – Concordei.
- Eu ainda não tirei aquela idéia da cabeça de aprender a atirar, tá?
- Então pode matar essa idéia porque eu não vou te ensinar. – Disse sério.
- Sério mesmo? – Karla beijou minhas costas e foi pro pescoço. – Não custa nada. – Ela mordeu o lóbulo da minha orelha.
- Não adianta vir me provocar eu não vou te ensinar...
- Poxa Allan... – Ela beijou meu rosto. – Se você me ensinasse não ia precisar ficar no meu pé o tempo topo poderia tirar uma folga pra você. – Ela beijou o canto da minha boca.
- Não Karla, é perigosa, você pode atirar no próprio pé. – Avisei.
- Não sou otaria pra isso. – Karla puxou meu lábio inferior com os dentes e o mordeu.
- Minha resposta ainda é não...
- Tá. – Ela mordeu minha bochecha. – Precisa fazer a barba tá pinicando.
- Tô sem barbeador. – Eu não queria levantar essa é a verdade.
- Existe gilete pra que? – Ela perguntou se levantando.
- Eu não te mandei se depilar então me deixa aqui. – Ela riu e saiu do quarto. – Se eu acordar com o cabelo loiro você vai vira morena até de madrugada. – Disse voltando pro meu sono.
Acordei era quase meio dia, me levantei contrariado e fui até o banheiro e conferi a cor do meu cabelo, e felizmente eu ainda era moreno.
Tomei um banho e escovei os dentes e sai do quarto descendo as escadas, entrei na sala e Karla estava no meio dela sentada ao chão.
- O que tá fazendo? – Perguntei a olhando.
- Me depilando! – Ela tinha uma coisa na perna parecida com mel o que provavelmente era cera, ela me olhou e puxou logo em seguida.
- Ai. – Aquilo me causou uma sensação esquisita que eu conhecia bem.
- Não dói...
- Então tá. – Disse irônico. – Eu estava brincando hoje de manha.
- É, mas estava me incomodando... – Ela colocou a cera próxima da onde tinha puxado a primeira e puxou novamente. – E se eu fizer isso em você?
- Nem chega perto, dói pra car. amba. – Disse me afastando dela.
- Como sabe? – Ela perguntou rindo.
- Já fizeram comigo. – Respondi. – E não foi à melhor experiência.
- Coitadinho de você... – Ela disse ironicamente. – Quem fez essa maldade?
- Não vamos entrar em detalhes. – Fui pra cozinha.
- Me deixa adivinhar... Viviane. – Karla disse seu nome com certa raiva.
- Aham. – Concordei.
- Na perna?
- Não no peito.
- Ai.
- É dói. – Voltei pra sala e me joguei no sofá.
- Eu vou pro banheiro termina isso, achei que ia se levantar mais tarde...
- Boa sorte com a virilha e as outras partes... – Disse a olhando se levantar.
- Nem dói tanto assim. – Ela me encarou. – Tem coisa pior.
- Tipo?
- Levar um tiro? – Karla perguntou me olhando.
- Vai começar... Vai termina o que tava fazendo vai. – Pedi.
- Tô indo. – Ela juntou suas coisas empinando a bunda na minha frente.
- Você precisa parar de fazer essas coisas pra me provocar. – Disse respirando fundo.
- O que? – Ela guardou algo no bolso.
- Empinar a bunda na minha frente. – Dei um tapa em sua bunda.
- Não foi pra provocar. – Ela me olhou séria e foi pro banheiro brava.
Notas finais
mals não ter postado ontem tava entretida lendo o ultimo livro de A mediadora '-'
e digo que é lindo e que vale a pena ser lido u_u
~*~
Respondendo aos coments
~*~
Fraan-Salvatore
Eu sei como é '-'
Ai se fica lendo e imaginado a pessoa ¬¬
Da raiva eu sei.
~*~
MayChan
Eu não fica a vontade pra faze-lo eu ficaria grata '-'
~*~
caroldallan
Bem que eu tinha achado estranho se ter sumido kkkk'
você ainda G_G
Já já vai ter briga pra ver quem fica com ele porque olha a fila tá grande G_G
~*~
Kira
Um herói não sei, sei que ele quer fazer bem de mais as pessoas e não olha as consequências .-.
Olha que eu tô sendo legal imagina eu deixa vocês uma semana sem posta nada u_u
~*~
Evve
eu ri quando eu li "E mais uma vez, o dia foi salvo! Graças ao Allan, o menino super poderoso" eu imaginei o carinha falando G_G
Na verdade ela só queria espanca ele e matar a guria '-'
~*~
mayara_sweet1
Ainda bem que se achou né kkkkk'
~*~
Petite Marie
Aiai o Allan é um porre né G_G fazendo o que não deve ¬¬
mas eu adoro a Meddie e a Ella ela são muito diferentes uma da outra sei lá acho que é o que deixa engraçado shauhsuhs
~*~
bitterends
O instinto do Allan e de ninguém falha é incrível kkkk'
~*~
Aiai negada devo dizer que alguém vai ser responsável por algo que pode ferrar com a vida da Karla '-'
então beijos da tia e até logo? G_G
Acho que é, né?
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