Lake Forest Academy
67 Capítulo 67
Eu estava assistindo desenho animado deitado no sofá e escutei Karla descendo as escadas correndo ela entrou na sala e veio em minha direção pulando em cima de mim.
– Agora minhas pernas estão lindinhas. – Ela disse me beijando.
– Isso elas sempre foram. – Apertei sua bunda.
– Esse seu problema com a minha bunda é estranho... – Karla beijou o canto da minha boca.
– Ela é gostosa, esse é meu problema com ela. — Disse beijando sua boca e puxando seu lábio inferior com os dentes.
– Allan vai fazer a barba vai. – Ela pediu choramingando. – Você pode ficar lindo, charmoso e muito mais gostoso só que incomoda.
– Depois. – A puxei pra beijá-la novamente.
– Sei, você vai continuar com ela até eu tirar pra você. – Ela disse colocando a mão por baixo da minha blusa.
– Tá falando da barba ou da blusa? – Perguntei mordendo sua orelha.
– Dos dois. – Karla a levantou e a puxou a tirando.
– Se me deixar na mão hoje eu te provoco até você gritar me mandando parar. – Avisei no seu ouvido.
– Vamos ver então. – Ela beijou meu peito passando a língua pelo mamilo.
O telefone tocou e eu o puxei para atendê-lo.
***
A abri e Susane foi entrando acompanhada pelo seu pai.
– Tá suadinho. – Ela piscou indo pro sofá. Mal ela sabia o porquê.
– Então o que devo a visita? – Perguntei os olhando.
– É sobre ontem... Quero sabem a onde estavam. – O Delegado que eu ainda não sabia o nome respondeu.
– No começo da festa no meio da rua, quando houve a Aglomeração achei melhor irmos embora...
– Por quê?
– Porque eu não sabia o que estava acontecendo sabia que era confusão pra aglomeração de pessoas e o disparo. – Respondi.
– Cadê a garota amiga de Meddie? – Susane olhou pela casa.
– Meu nome é Karla. – Ela disse pisando no ultimo degrau da escada. – O que desejam? – Ela perguntou prendendo o cabelo.
– Saber sobre ontem. – Susane respondeu.
– Depois do disparo Allan pediu pra que voltássemos, não achou boa idéia ficarmos lá. – Ela disse se sentando ao lado de Susane.
– Tinha mais alguém com vocês? – O delegado perguntou.
– Meddie e Ella. – Respondi.
– E todos vocês vieram pra cá?
– É. – Concordei.
– Por quê?
– Porque não seria certo deixar as duas sozinhas no centro da cidade com um maníaco com uma arma na mão? – Perguntei.
– Eu vou buscar algo para bebermos. – Karla se levantou.
– Eu vou junto. – Susane se levantou acompanhando Karla.
Isso não era bom!
– Meddie disse que não queria confusão... – Ele tava jogando verde comigo, conhecia esses truques.
– Certeza? Sabe quando se tem alguém apontando uma arma pra cabeça de uma garota de treze anos a melhor coisa que se tem a fazer pra alguém que não é da policia é se afastar. – Disse o encarando.
Pov. Karla
Entrei na cozinha e Susane estava bem atrás de mim, ótimo eu teria que acertar a cara dela ou o que?
– Então... Há quanto tempo você e eles estão juntos? – Ela perguntou se apoiando na pia.
– Algum tempo. – Respondi.
– Quanto...
– Não sei ao certo, não sou o tipo de pessoa que fica contando. – Respondi pegando os copos e os colocando em uma bandeja.
– Pouco tempo não é? Não quer me falar por medo? – Ela tinha um sorriso malicioso.
– Medo do que? – A encarei com a sobrancelha arqueada.
Acho que eu estava passando tempo de mais com o Allan, estava começando a pegar as manias dele.
– De eu roubar ele de vocês. – Ela disse sussurrando.
– É pra rir Susane? – Perguntei com meio sorriso.
– Você sabe que eu vou fazer isso não sabe? – Ela perguntou enquanto colocava suco de limão nos copos.
– Fazer o que? Roubar o Allan de mim? – Ri. – Vai lá, tenta. Depois velha e me diga o que ele disse, porque devo te dizer quando voltar pra Illinois ele volta juntos porque não tem escolha. – Sorri.
– Olha aqui... – Ela apontou pra mim. – Eu vou ter ele, porque eu sempre consigo o que eu quero, meu pai é delegado da cidade e todo mundo faz o que eu quero, e acho que não posso dizer o mesmo do seu pai não é? Porque tenho certeza que ele não é muita coisa, nada que meu pai não possa derrubar... Então espere e veja, eu quero o Allan e vou conseguir ele, então aproveita enquanto pode. – Ela piscou.
Peguei um dos copos que estavam cheios e ofereci a ela que me olhava ainda com aquele sorriso, ela foi pegar o copo e eu derrubei o liquido nela.
– Oh... Desculpa. – Sorri.
– Infantilidade máxima não é Karla? – Susane puxou um peno de prato e molhou um pouco limpando sua blusa. – Você sabe que isso não vai me impedir não sabe? – Ela me olhou.
– Olha aqui. – Segurei seu seus cabelos da nuca e a empurrei contra a parede e olhei bem pra ela. – Se quiser tentar vai lá, mas é o seguinte, se eu for ele vai, porque ele tem que ir a onde eu for... – Enrolei seus cabelos entre meus dedos e os puxei com mais força. – Então não se iluda muito com ele porque eu sei que consigo tirar ele de você. – Ah soltei pegando a bandeja e indo para a sala.
Pov. Allan
Karla voltou com refrigerantes em uma bandeja, Susane se apressou pegou um copo especifico e me entregou. A agradeci e o coloquei na mesa de centro vai que ela tinha posto veneno ali.
– Apesar de que a pessoa que o acertou fez um grande favor, isso foi errado, ainda mais não sendo da policia.
– Concordo. – Disse o olhando. – Ninguém deve sair por ai atirando nas pessoas, ainda mais se não for da policia.
Karla me olhou de um jeito estranho, se ela não tivesse aquele olhar do seu rosto eles iriam suspeitar.
– Viraria massacre claro... Quando uma pessoa decide fazer justiça com as próprias mãos ela se torna a mesma coisa da pessoa que cometeu o crime. – Ele era delegado ou padre?
– Sim... Por isso acredito que os mais indicados para fazer esse tipo de trabalho, são vocês policiais... – Disse olhando o Delegado. – Vocês são os únicos que podem dar justiça aos que pedem.
Karla desfez o olhar e olhou o nada.
Susane e seu pai terminaram de tomar o liquido do copo e os colocaram em cima da mesa
O delgado se levantou e me olhou atento ele desconfiava.
– Obrigado pelo tempo de vocês.
– Qualquer coisa delegado, se precisarem. — Os acompanhei até a porta.
Quando eles saíram por ela eu me virei e Karla me encarava séria.
– Que? – Perguntei fechando a porta.
– Ela quer você. – Ela disse me olhando. – Disse que ia ter, e que tem poder pra isso... Se entendi bem ela disse que meu pai não é nada comparado ao dela e que ela sempre consegue o que quer porque ele a Ajuda.
Mal ela sabia que o pai dela era meu chefe.
– Deixar ela sentada esperando. – Disse dando de ombros indo em direção as escadas.
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