Ela pelo jeito não estava colocando a roupa pra lavar estava socando ela, porque da sala eu escutava alguns socos e chutes vindo da lavanderia.

A escutei batendo a tampa da lavadora e vindo em minha direção pisando duro.

- Não fiquei brava porque me mandou colocar a louça na lavadora, foi como se eu fosse obrigada a fazer tudo que você manda não gosto disso, é como se eu fosse casada com um cara super machista. Quando age dessa forma me sinto submissa...

- Você precisa aprender a escutar, por mais que não goste, precisa entender que nem sempre se pode só falar, não é questão de ser submissa... Me senti casado hoje a vinte anos, isso foi estranho, me lembrou minha mãe xingando meu pai e eu. – Eça se aproximou mais e eu segurei sua mão e a puxei pra se sentar no meu colo. — Me disseram uma vez que escolhemos as mulheres 'parecidas' com nossa mãe porque assim sabemos que estamos seguros. — Beijei sua bochecha.

- Meu pai me disse uma vez que quando eu me casasse iria ser com um cara com o mesmo gênio do dele. — Ela riu. — Você não me lembra muito ele... A não ser pelas broncas e pelos sermões e ter o jeito com crianças igual ele tem...

- Tá chega já já você vai tá me chamado de pai aqui e eu não quero isso. — Revirei os olhos.

- Eu preciso de você Allan, é a única pessoa que eu tenho agora. — Ela me abraçou.

- Eu só saiu do seu lado morto Karla... — Beijei sua cabeça e nos deitei no sofá. — Tudo que eu puder fazer por você eu vou fazer.

— Não quero ficar brigando com você... – Ela me olhou e havia algumas lagrimas escorrendo pelo seu rosto.

- Eu também não, mas às vezes parece que você faz de propósito. — Mexi no seu cabelo.

- Vai ver porque é. — A campainha tocou e Karla se levantou indo até a porta limando as lagrimas.

- Olha antes de abrir, você não sabe quem é, vai que nós seguiram. — A encarei.

Ela olhou pelo olho mágico e abriu a porta.

Meddie passou pela porta e veio em minha direção se sentando ao meu lado, eu dar uns cascudos nessa garota.

- Eu sei, esse lugar não é meu, mas se eu não sentar ela senta. — Meddie apontou com a cabeça pra mulher ruiva com olhos verdes que entrava na casa. — É Susane...

- Sua irmã?

- Meia irmã. — Ela revirou os olhos. — Uma vadia de mão cheia... Então fica longe dela, não de papo pra ela se não vai acha que você tá interessado... Pai, Susane, esse é o Allan.

Susane veio na minha direção e beijou meu rosto, olhei pra Karla que estava com olhos serrados em mim, desviei meu olhar pro pai delas e me levantei e cumprimentá-lo.

- E como eu havia dito ontem, meu pai é delegado da cidade. — Meddie disse séria. — E Susane se aproveita disse. — Ela sussurrou.

- Viemos aqui pra chamar vocês pra festa da cidade. — Susane pulou e bateu palmas. — Sei que são novos aqui então fiz questão de vir.

- Não sei se é boa ideia. — Disse olhando Karla que ainda tinha os olhos serrados em cima de mim como se eu tivesse feito algo errado.

- Tá vendo Susane eu disse pra não virmos eles são caseiros. — Meddie a encarava.

- Meddie não custava nada tentar, eu quero que vão, vai ser amanha a noite, as mulheres iriam agradecer se você fosse na barraca do beijo. — Susane me encarava.

A que legal agora eu estava morto.

— Susane. — Meddie a chamou brava. — Não se percebeu, mas os dois são casados.

- E que que tem?

- Ela é burra só pode... — Meddie disse baixinho. — O que tem sua burra é que ele não beijar outra mulher porque você quer, eles veem pra cá pra ter sossego e você vem com essa historia, Vamos embora antes que nos expulsem daqui. — A garota agarrou o braço da irmã e a arrastou.

- Pensa com carinho na proposta...

- Ele não vai pensa em nada... Vamos pai...

- Desculpem... E bem vindos à cidade. — O delgado fez um sinal com a cabeça e saiu da casa.

- Eu me livro de Zoe e me aparece essa agora. — Karla respirou fundo.

- Eu preciso agradecer a Meddie depois. — Balancei a cabeça em um não e me sentei no sofá.

- Nós vamos ou não pra essa festa? — Karla me perguntou.

- Acho melhor não...

- Mas a gente pode se divertir... Eu posso gastar seu dinheiro também. — Ela abriu um sorriso maior que ela.

Revirei os olhos, ela ia me levar à falência isso sim.

- Não mais do que duas horas, não quero que nos vejam o que vai ser meio impossível com toda a cidade no mesmo lugar...

- Ok, menos de duas horas, sem chamar atenção e sem cantar... Eu sei que ia dizer isso... Eu consigo. — Ela disse pra si mesma.

- Não sei Karla, não é boa ideia.

- Allan não vai acontecer nada eu vou me comportar. — Ela sorriu animada.

- Tá. — Concordei contrariado.

- Allan vai fica tudo bem não vai acontecer nada, Deus que Homem teimoso. — Ela revirou os olhos.

- Só estou preocupado.

- Eu vou fazer comida congelada, fica ai com essa sua preocupação e você lava a louça. — E eu era teimoso.

Passei pelos canais da TV e parei em um de desenho, estava sentindo falta de desenho animado na minha vida.

O cheiro de comida começou a vir da cozinha, não era o melhor do mundo, mas também não estava entre os piores.

- Allan. — Ela me chamou animada.

- Tô vendo desenho, fala. — Disse prestando atenção na TV.

- Vem aqui...

- Não antes desse episodio acabar...

- Por favor, Allan. — Ela choramingou.

- Tá quase acabando dois minutos. — Pedi.

- Allan tem reprise de madrugada... Depois você assiste.

- Tá. — Me levantei e fui pra cozinha, a mesa estava toda arrumada e Karla estava com um sorriso envergonhado. — Pegas as velas, e o Champanhe.

- Não tem Champanhe e nem velas eu procurei. — Ela disse decepcionada. — Se a luz acabar eu entro em desespero juro.

- Se a luz acabar eu te protejo juro...

- Aham de baixo das cobertas só se for...

- Foi lá mesmo que eu pensei. — Ela riu.

- Agora experimenta se tiver ruim você avisa...

- É comida congelada, acha mesmo que vai tá uma delicia? — Perguntei revirando os olhos.

- Deixa de ser chato e me incentiva um pouco? — Ela me encarava.

- Eu vou fazer isso quando você cozinhar de verdade...

- Muito obrigada. — Ela revirou os olhos.

- De nada quando for pro próximo passo me chama pra ver. – Ri.

- Claro, Claro e vai ser na cozinha do seu apartamento, quem sabe eu explodo ela. – Seus olhos reviraram mais uma vez.

- Se você tiver nua não vou me importar. – A olhei com meio sorriso.

- Pervertido. – Ela jogou um pano de prato em mim.

Quando terminamos de comer Karla sorriu de um jeito maligno e apontou a pia, revirei os olhos e fui lavá-la se não o clima ia ficar insuportável novamente.

— Não acostuma não. — Avisei.

- Não me acostumarei prometo. — Ela me mandou um beijo de longe e foi pra sala.

- Amanha eu faço a janta e você lava a louça. — Disse colocando o ultimo prato no escorredor.

- Agora vai jogar sujo? — Karla perguntou rindo.

- E você tá jogando limpo? — Fui em direção a sala.

- Se eu jogasse limpo você nunca teria se levantando pra me beijar no seu apartamento. — Ela piscou.

- Eu nem imagino por que. — Revirei os olhos.

- Você é difícil Allan, eu estava jogando indiretas pra você há dias e você nem as percebeu...

- Percebi sim, peguei todas elas, e não esquece que quem te mandou o buque de rosas fui eu tá? — Pisquei.

- Mas quem foi que beijou quem primeiro? — Ela perguntou rindo.

- Aquilo foi golpe sujo. — A encarei. — Se o sinal não tivesse tocado eu tinha feito o que não deveria...

- Maldito sinal... – Ela fez bico.

Notas finais
Gente desculpa por não posta ontem, mas minha internet tá brincando de queda livre esses dias ¬¬
E como vocês estão suas lindas? *-*-*
~*~
Nos comentários anteriores de LFA...
~*~
Evve
Eu tava vendo isso também não faz nem três meses que eu tô postando e já tô quase acabando de postar G_G
Mas o Charles era mio loucão quando era adolescente igualzinho os filhos kkk'
Mas o Allan ele tem esses ataques de ser meio rude é normal dele G_G
~*~
Fraan-Salvatore
Eu ri no deus grego russo Dimitri Belikov shaushaush
Mas é verdade aquele cara é um deus *O*
quando li a primeira parte que ele aparece já sabia que a Roza ia se apaixonar por ele, igual todo mundo que lê shuahsuhs
~*~
Petite Marie
De uma certa forma o Allan ele criou responsabilidade muito mais cedo que o normal e isso fez com que ele aja como se fosse bem mais velho do que é.
A Karla foi toda inspirada em uma amiga minha, tudo, não ter nem o que por e nem o que tirar, o cabelo colorido, os piercings, o irmão gémeo, o genio meio infantil e tals kkk' a diferença é que ela tem vinte e dois anos.
~*~
Kira
Como o Allan disse Karla esta fazendo tempestade em copo d'agua , ela tá muito fresca ¬¬
~*~
bitterends
Eu quero ajuda me da... brinks kkkk'
Assim como eu disse ali pra cima o Allan crio responsabilidade muito cedo e isso faz com que ele aja dessa forma .-.
~*~
Aiai então beijo, odeiam a susane e sejam felizes
beijos da tia keller *-*-*-*