Karla se mexeu no meio da noite e eu acho que eu estava segurando o seio dela, procurei sua mão achando que ela estava com alguma crise e não conseguia respirar.

- Que foi? – Perguntei sonolento.

- Nada. – Ela respondeu sussurrando.

- Certeza? – Perguntei preocupado, mas eu não conseguia abrir os olhos. – Achei que estava com falta de ar.

- Eu estava rindo. – Finalmente achei sua mão e a segurei. – Volta a dormir.

- Não precisa pedir duas vezes...

Não demorou nem dois minutos pra eu voltar a dormir.

***

Acordei Já era quase de manha, eu estava suando igual um condenado que trabalhou o dia todo em baixa do sol.

Levantei-me e fui até a janela me deitei no chão que estava gelado e encarei o teto pensado na morde da bezerra e acabei dormindo de novo.

- Allan... – Karla me chamou, abri os olhos e já havia amanhecido, olhei pra cima e Karla estava deitada de lado de costas pra mim, eu ainda estava no chão e sem pensar muito segurei seu braço.

A garota soltou um grito e se virou caindo em cima de mim.

- Ai. – Exclamei. – Karla tira o cotovelo de cima da minha costela.

- Isso foi à pior coisa que já aconteceu na minha vida, eu nunca cai em cima de ninguém, eu nunca nem cai da cama... – Ela disse rolando pro lado pra sai de cima de mim.

- Karla eu nunca imaginei que você iria cair em cima de mim, e eu nunca imaginei que você fosse tão pesada. – Disse com a mão em cima das costelas, acho que eu precisava de um medico.

- Valeu por me chamar de obesa. – Ela se levantou brava e foi abri a porta.

- Esta tudo bem querida? – Sra. Thonsem perguntou.

- Esta sim, eu cai da cama...

- Pra ajuda em cima de mim. – Disse me levantando do chão.

- E porque você estava dormindo no chão?

- Porque o sofá fica longe da janela. – Entrei no banheiro.

Karla fechou a porta e entrou no banheiro e começou a escovar os dentes.

- Levei um puta susto quando você encostou a mão em mim. – Ela disse brava tirando a escova da boca.

- Eu não achei que iria cair em cima de mim. – Disse em um tom de desculpas.

- Não foi de propósito, e não precisava me chamar de gorda...

- Não te chamei... Seu peso dobrou quando caiu em cima de mim, Já te peguei no colo sei que não é pesada. – Lavei a boca.

Ela fez o mesmo e voltou pro quarto.

- Preguiça. – Ela se jogou na cama. – O que a gente vai fazer?

- Arrumar uma casa. – Respondi procurando uma camisa na mala.

- A gente vai viver como um casal? – Ela perguntou erguendo a sobrancelha.

- Aparentemente.

- Não acho que vai da certo. – Ela disse séria.

- Vai ser uma experiência boa... Eu espero. A gente vai se conhecer... Melhor.

- Esse é o problema, dois primeiros dias vai ser lua de mel, depois de uma semana a gente vai querer se matar por causa dos nossos defeitos. – Karla se sentou me encarando.

- Conheço um dos seus... – Ela me encarou pedindo pra falar. – Você deixa lingerie jogado no banheiro, principalmente em cima da torneira.

Ela deu risada.

- Isso é fácil, é só pegar ela e jogar no cesto de roupa suja. – Ela piscou, me sentei ao seu lado e a olhei.

- Se der certo a gente pode se casar.

- E se der errado você provavelmente em menos de duas semanas vai voltar a ser meu guarda costas. – Seu olhar estava preocupado. – É sério se não der certo nós vamos brigar o que vai fazer nós paramos de falar um com o outro, e então nem amigos mais seremos.

- Relaxa, no começo vai ter umas brigas e depois tudo se resolve...

- Eu vou confiar em você, como sempre. – Ela revirou os olhos.

- Vamos descer, porque depois vamos ter que rodar essa grande cidade pra procurar um lugar pra ficarmos até termos que voltar. – Me levantei.

Ela revirou os olhos mais uma vez e veio na minha direção para descemos as escadas, e fomos até a cozinha a onde o café da manha já esta na mesa. Sentamos-nos na mesa e Karla estava inquieta no café da manha, e tanto eu quando a Sra. Thonsem percebemos.

- Sra. Thonsem sabe se tem alguma casa pela região que seja mobiliada e que de pra nós dois passarmos um tempo nela? – Karla perguntou a olhando.

- A casa da Srta. Manford. Ela se mudou alguém tempo, mas a casa está toda mobiliada e está disponível. – Ela abriu um sorriso.

- Podemos ver a casa? – Karla perguntou animada.

- Claro.

A Sra. Thonsem entregou a chaves na mão de Karla pra podermos ver a casa. Muita confiança em uma adolescente.

***

Paramos na frente da casa, ela era branca com detalhes em vermelho, ela era grande pra duas pessoas. Se ficássemos com a casa, deveríamos cuidar dela, esse era o acordo.

- É linda. – Karla disse com os olhos brilhando. – Da pra brincar de esconde-esconde. – Ela disse pulando.

Entramos na casa e ela era realmente grande, a sala tinha um sofá enorme e poltronas de couro pretos, uma TV e uma lareira, a cozinha era cheia de armários com um balcão bem no centro com três cadeiras, ao lado tinha uma mesa para seis pessoas, havia um pequeno corredor no andar de baixo com quatro portas, uma delas era um ateliê, no outro um quarto a onde ficava coisas para limpeza, no terceiro era a lavanderia, E no ultimo quarto era de hospedes. No segundo andar, tinha uma porta a onde dava para área de lazer, havia uma piscina com aquecedor de água, havia uma área de jogos que me deixou babando eu queria ir lá brincar, mas Karla me olhava feio. Em outra porta era uma academia com as paredes de vidro.

- WOW, era isso que eu queria ter na minha casa. – Disse olhando os aparelhos.

Eu fiquei prestando atenção no sonho de ter uma academia na minha própria casa e nem vi a Karla sumindo, dei uma ultima olhada na academia e entrei procurando Karla, havia uma porta aberta e Karla estava parada olhando um quarto de bebe, com as paredes azuis, com um berço, cômodas um closet, uma poltrona gigante, e alguns ursinho de pelúcia.

- Kira...

- Que? – Ela se virou pra me olhar.

- O que tá fazendo aqui? – Perguntei.

- Eu vim ver o que tinha no quarto. – Ela respondeu olhando um ursinho. – É tão fofo quarto de criança.

Passei meus braços pela sua cintura a abraçando por trás.

- É a vontade de ser mãe falando mais alto? – Perguntei e ela congelou.

- Eu nem gosto de crianças, como que é vontade de ser mãe?

- Eu que sei? A que pode gerar crianças aqui é você. – Beijei seu pescoço.

- É eu sei, mas essa vontade não existe em mim... Ainda. – Ela disse respirando fundo.

- Falta mais dois quartos pra gente olhar. – Mudei de assunto.

A soltei e fui na frente curioso.

Abri a porta do outro quarto, havia uma cama de solteiro com roupa de cama roxa e branca, havia uma televisão pendurada na parede e um grande tapete bege.

Fomos pro outro quarto e eu abri a porta, era um quarto de casal. A Cama era coberta por lençóis brancos com detalhes em dourado, avia duas poltronas em um canto com uma mesa encostada na parede e um abajur, havia um banheiro e o closet alguém ia se divertir com as roupas que ali estavam.

- Eu quero um quarto desse na próxima casa em que eu morar. – Ela disse animada.

- Não acha que é grande? – Perguntei olhando o quarto.

- Tá falando do que? – A encarei, ela achava que eu tava falando do que do meu pênis.

- Da casa. – Respondi. – Somos só nós dois...

- Acho que não acharemos outra casa. – Ela me encarava.

- Acho que estamos sem escolha. – Fiz uma careta e ela riu.

- Vamos falar com a Sra. Thonsem pra gente pegar a casa, são só alguns dias. – Karla curvou a boca.

- Ok Karla, o que eu não faço por ti. – Revirei os olhos.

Notas finais
oii pessoal como estão?
Eu nada bem, meu nariz quer atenção só pra ele, ai minha cabeça começa a competir pra conseguir atenção também, então a garganta fica chateada e começa a querer seus direitos também... Fora que minha cabeça tá inclinada a algumas horas se mexer lateja.
Mas então quem quer revisar os próximos capítulos pra mim?
porque eu quero minha cama e uma xícara de chá morninho.
Então pessoal erros avisem ai em baixo que quando eu melhorar se pá arrumo, se não só nunca '-'
Beijos pra vocês da tia gripada, e não se esqueçam...
Sem tomar chuva, sem ficar muito tempo no frio, se cubram pra dormir, tomem chá quente... Esqueci de alguma coisa? .-.