Lake Forest Academy
54 Capítulo 54
Saímos da casa da Sra. Thonsem e fomos em direção ao Karaokê.
Passei o braço por cima dos ombros de Karla e ela passou o braço em volta daminha cintura.
– Você tá com uma arma? – Ela se virou para me olhar brava.
– Hey, não posso sair sem ela, se alguém a pega e responsabilidade minha e é um problema dos bons se eu a perder e outra eu posso precisar dela. – Disse sério.
Ela revirou os olhos e nós entramos em um bar a onde uma mulher estava cantando, a iluminação era fraca parecia de boate, Karla me puxou pra mesa mais distante do palco, acho que ela não queria que ninguém a visse. Melhor assim.
– Já pensou seriamente em relaxar? – Ela perguntou me olhando.
– Isso é mania de anos. – Inspirei e me larguei na cadeira.
– Sabia que tinha te visto. – Uma garota com o cabelo loiro e preto disse atrás de Karla.
– Isso é uma coisa muito injusta eu passei sem olhar pros lados, e evitei o palco para que não me vise. – Ela se virou pra encarar a garota.
Karla se levantou e foi abraçá-la.
– Você fez falta, ninguém sobre lá em cima pra cantar comigo. – Ela disse chateada. – Vai cantar e tocar hoje, né?
– Não.
Parei de prestar atenção na conversa das duas e pequei meu celular na mão procurando algo útil pra fazer
– Allan. – Karla me chamou e eu a olhei. – Tudo bem se eu cantar?
– Tá me perguntando isso por quê? – Perguntei desconfiado. – Que eu saiba a voz a sua.
– Uma Meddie, só uma. – Karla disse séria.
Ela se sentou ao meu lado novamente e ficou me olhando.
– Achei que só tinha vindo porque eu disse que eu não iria cantar...
– Eu só confirmei que viria quando você disse não iria cantar, isso não quer dizer que eu não iria vir se você fosse cantar. – Disse com a sobrancelha arqueada.
– Meddie te achou bonito... – Karla disse ainda me olhando.
– E você não tá paranóica com isso? Que eu me lembre bem você quis matar aquela vendedora e a mim...
– Meddie é lesbica.
– WOW. – Olhei a mesa por um instante. – Você não...
– Talvez... – Ela riu. — É brincadeira, eu não beijei nem uma mulher, Meddie só é minha amiga. – Ela riu alto e eu respirei um tanto aliviado, não estava a fim de perder ela pra uma mulher.
– Eu não estava mesmo a fim de ser trocado por uma mulher. – A olhei.
– Nunca beijei nem uma mulher pra saber se é realmente bom, mas tenho curiosidade. – Ela confessou, dei meio sorriso prestes a propor algo a ela. Algo que ela não iria gostar.
– Acho melhor pararmos com essa conversa se não vou propor algo que você não vai gostar. – Passei o olhar por ela que ficou me encarando. — Tá me olhando desse jeito por quê?
– Eu fujo da escola, tem um psicopata atrás de mim, eu quase explodo a escola e mesmo assim ganho um premio que ninguém imaginaria que eu ganharia... O cara perfeito. – Ela encostou nossos lábios.
– Eu achei que eu ia surta quando me deram seu caso, sem folgas, minhas férias adidas por algum tempo, mas não imaginaria o quanto eu agradeceria por tudo isso ter acontecido... Karla eu...
– Meddie disse que tinha te visto eu não acreditei e vim ver se era verdade. – Um garoto disse animado, revirei os olhos e voltei a me jogar na cadeira.
– Não fica se iludindo Josh. – Karla respirou fundo.
– Eu sei, vai cantar né? Meddie disse que você não vai.
– Uma musica e ponto, e sem me encher se não, não canto nada. – Ela disse séria.
– Tá... – Ele a analisou. – Seu cabelo tá louco. Querem alguma coisa? Eu vou ser um bom garçom e trazer pra vocês.
– Finalmente vai fazer seu trabalho né. – Karla disse rindo. – Trás aquela batida colorida pra mim? Vai querer alguma coisa Allan?
– A coisa mais forte que tiverem. – Eu ia precisar de pelo menos uma garrafa.
– Sei não se aguenta. – Karla fez uma careta.
– É mais forte do que Vodka Devil’s Springs? – Perguntei erguendo a sobrancelha.
– Nunca tomei Vodka Devil’s Springs. – Karla curvou a boca.
– Quem não tá acostumado não aguenta...
– Achei que não bebia.
– Tem muitas coisas que você ainda não descobriu sobre mim. – Pisquei.
Josh trouxe as bebidas e ficou me olhando um tanto desconfiado.
– Tem certeza cara?
Virei o copo e acabei rindo.
– Tequila. – Disse fazendo Josh rir e se afastar.
– Tequila tem setenta e quatro por cento de álcool você é louco.
– Vodka Devil’s Springs tem oitenta. – Pisquei. – Pra você que vive bebendo deveria ser fácil. – Karla me encarou de um jeito que achei que ia morrer.
– Então me fala, pra mim você não bebia porque sempre foi contra eu encher a cara e agora me diz que bebe Vodka Devil’s Springs...
– Na escola militar nós bebíamos pra não ir pro treino, passávamos tão mal por beber que nos davam três dias de descanso. – Respondi me lembrando o quanto já passei mal por ter bebido de mais.
– Você fazia isso direto né?
– Na verdade se eu bebesse todos nós teríamos que beber... Era uma regra, quando eu estudei as tachas de virose era uma das mais altas, começávamos com duas pessoas, em três dias a escola inteira estava doente. – Malandro desde pequeno.
– Nunca pegaram vocês?
– No final do ultimo ano quando acharam as garrafas escondidas no meio das arvores. Fomos bons até os últimos instantes, sorte dos veteranos, azar dos calouros que tiveram que pagar por nós. — Dei meio sorriso.
– Você era pior do que eu...
– Muito pior, não tem ideia do quanto. – Sorri de um jeito que a fez arregalar os olhos. – Se você acha que jogar cimento no ventilador é muito, é que não explodiu bombas pela escola pra não ter aula.
– Você fez isso? – Ela sorriu.
– Sim...
– Me ensina? – Ela pediu com os olhinhos brilhando.
– Não.
– O que mais você fez?
– Não vou te contar, você vai sair por ai destruindo o mundo. – Ela me mostrou a língua brava.
– Kira. – Meddie a gritou. – Vem...
– Eu volto em três minutos, tá quatro, no Máximo cinco. – Ela se levantou e me deu um selinho. – Não suma.
Como se eu fosse pra algum lugar não é?
Ela subiu no palco e conversava com Meddie sobre algo, logo, ela se virou de frente pra todo mundo.
– Ai pessoal a Kira vai canta pra gente... É pessoal ela voltou. – Meddie disse animada e todos os adolescentes que estavam ali gritaram.
A banda atrás dela começou a tocar e ela olhou para trás nervosa. Sua voz saiu fraca pela boca e aos poucos ela foi perdendo o nervosismo, como se nunca o tivesse tido.
(http://www.youtube.com/watch?v=yFs5ChD1fic – Musica)
I am finding out that maybe I was wrong
That I've fallen down and I can't do this alone
Stay with me, this is what I need, please?
Sing us a song and we'll sing it back to you
‘Eu descobri que talvez eu estivesse errada
Que eu caí e, não posso fazer isso sozinha
Fique comigo, isto é o que eu preciso, por favor?
Cante-nos uma música, e a cantaremos de volta pra você’
We could sing our own but what would it be without you?
I am nothing now and it's been so long
Since I've heard the sound, the sound of my only hope
This time I will be listening
Sing us a song and we'll sing it back to you
‘Nós poderíamos cantar sozinhos, mas o que isto seria sem você?
Eu nem sou nada agora e faz muito tempo
Desde que eu escutei o som, o som da minha única esperança.
Desta vez eu estarei escutando.
Nos cante uma música e nós cantaremos de volta pra você.’
We could sing our own but what would it be without you?
This heart, it beats, beats for only you
This heart, it beats, beats for only you...Oooh!
This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours
This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours
(My heart, it beats for you)
This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours
‘Nós poderíamos cantar sozinhos mas o que isto seria sem você?
Este coração, bate, bate apenas por você
Este coração, bate, bate apenas por você...Ooooh!
Este coração, bate, bate apenas por você, meu coração é seu.
Este coração, bate, bate apenas por você, meu coração é seu.
( Meu coração, bate por você)
Este coração, bate, bate apenas por você, meu coração é seu
(Bate, bate apenas por você. Meu coração é seu)
Este coração, bate, bate apenas por você, meu coração...’
Seus olhos se fecharam e parecia que uma lagrima queria escapar. Então seus olhos abriram e me encaram de um jeito único que me fez estremecer e desviou o olhar novamente.
(Please don't go now, Please don't fade away)
My heart is yours
(Please don't go now, Please don't fade away)
My heart is yours
(Please don't go now, Please don't fade away)
My heart is yours
(Please don't go now, Please don't fade away)
My heart is...
‘( Por favor não vá, por favor não desapareça)
Meu coração é seu
( Por favor não vá, por favor não desapareça)
Meu coração é seu
( Por favor não vá, por favor não desapareça)
Meu coração é seu
( Por favor não vá, por favor não desapareça)
Meu coração é...’
Ela terminou a musica olhando pra mim seus olhos estavam carregados de lagrimas, eu a olhava sem conseguir tirar os olhos dela. Pra mim toda a musica era como se fosse um recado, um pequeno lembrete que não podia a deixar, porque eu precisava dela e ela de mim.
A maioria das pessoas ali presente bateram palmas.
Meddie a chamou e Karla foi pra bateria. Agora ela ia ser feliz fazendo algo que realmente gostava.
– My little Decoy. – Meddie gritou e começou a cantar em seguida.
(http://www.youtube.com/watch?v=0wcmp3YkI7s – Musica)
A musica acabou e Karla saiu do palco tropeçando nos próprios pés a fazendo rir.
Ela veio em minha direção e se sentou ao meu lado.
Eu a olhava um tanto desconfiado, mas só percebi quando ela me olhou do mesmo jeito.
– Não gosto quando me olha assim...
– Então me diz que só a primeira musica tá valendo.
– Ah a musica. É lógico que só a primeira tá valendo. – Ela me encarou indignada. – Tá achando que eu vou te usar pra todo mundo ver e depois simplesmente vou embora? – Ela disse brava. – Vai ter que me aturar e ponto. Se reclamar demoro mais ainda pra sair do seu pé. Só toquei a musica porque eu sempre a tocava quando vinha, é meio que uma marca, as pessoas se agitam sei lá me deixam louca quando eu tô tocando.
– Percebi. – Dei risada.
– Acho que não vai ter festa de aniversario de casamento pra eu tocar e cantar. – Karla encarou a mesa.
– Provavelmente não. – Olhei no relógio. – A Sra. Thonsem disse pra gente voltar às onze...
– Isso porque ela dança até as dez, acho melhor a gente ir. – Ela se levantou e eu me levantei sem seguida.
Caminhamos em direção a saída e Karla passou o braço na minha cintura e bateu a mão na arma a armando, só falta agora ela tirar em mim agora.
– Caralho. – Xinguei.
– Acho que eu a armei. – Karla arregalou os olhos.
– Tenha certeza, porque se você bater a mão nela de novo dispara em mim. – Disse em seu ouvido. — Então vamos sair daqui antes que você atire em mim sem querer. – Disse a puxando pra fora.
– Kira a onde vai? – Meddie saiu correndo em nossa direção.
– Eu estou na casa da Sra. Thonsem, sabe, lá tem regras. – Karla riu.
– Ok, aparece aqui de novo. – Meddie fez carinha de cachorrinho sem dono igual a que Karla fazia às vezes.
– Eu tenho que ir. – Depois nos vemos. — Ela abraçou Meddie e veio na minha direção.
– Porque eu acho que essa Meddie não é muito normal?
– Porque ela não é, ela é legal só que um pouco pior que eu. Você vai ver muito ela ainda, ela simplesmente se torna um saco às vezes porque fala de mais, se acha que eu sou chata é porque não conviveu com ela. – Karla riu. – Mas ela tem um estilo legal, canta bem e é gente fina.
Saímos do bar e fomos em direção a casa da Sra. Thonsem sem muita presa de chegar até lá, Karla me abraçou, mas não disse nada todo o caminho.
Paramos na frente da casa e Karla me olhou.
– Acho que ela já deve estar dormindo. – Karla disse abrindo a porta sem fazer barulho.
Entramos na casa e a luz da cozinha estava acessa e Karla caminhou até Lá.
– Chegamos tarde não é? — Karla perguntou preocupada.
– Que isso querida, acabei de chegar.
– Eu vou ir dormir boa noite pra Senhora – Karla disse saindo da Cozinha e me puxando pro segundo andar.
– Pra vocês também.
Subimos as escadas e entramos no quarto, Karla começou a tirar o all star e a meia ¾ e fui até mala, pegou algumas peças roupa e fui pro banheiro.
Entrei no banheiro em seguida pra escovar o dente e Karla só estava de lingerie branca com uns detalhes em preto.
– WOW. Já te disse que você é muito linda? – Perguntei com um sorriso malicioso. – Eu ia falar gostosa, mas sei que prefere outros elogios. – Dei de ombros.
– O que tá fazendo aqui em? – Ela ligou o chuveiro.
– Preciso escovar os dentes com um quilo de pasta. – Ela me encarou sem entender e eu a beijei.
– Tô bêbada. – Ela disse dando alguns passos pra trás. – Tá tudo rodando.
– Viu. – Ri.
Peguei a escova e a pasta.
– Puta merda, não dava pra esperar? – Perguntei sem olhar Karla que tinha tirado as ultimas pesas de roupa do corpo. – Que merda garota não se faz isso com um homem... – A olhei. — Sorte a sua estarmos em uma casa de respeito. – Sai do banheiro irritado, o que aquela garota tinha na cabeça? Ela queria que eu quebrasse todas as regras que eu conhecia e respeitava só pode.
Fui pro quarto e abri a janela e deixei o ar gélido entrar no quarto, tentando tirar a imagem dela nua na minha frente... A hora que saíssemos daquela casa ela esperava pra ver.
Passei alguns minutos olhando a rua deserta que nem me dei conta de que Karla havia saído do banheiro, a olhei atento a vendo com um short curto e com uma regata, Oh meu pai a onde foi que eu errei?
Fechei a janela e entrei no banheiro pra escovar os dentes e sai a encarando.
– Tá tirando uma com a minha cara hoje, né? – Perguntei desviando o olhar pras pernas dela.
– Eu preciso dormir certo, e eu preciso dormi confortavelmente. – Ela prendeu o cabelo em um coque e se deitou na cama.
Tirei a camisa e me deitei ao seu lado, não dava pra ficar ali sem fazer nada, ela tinha feito o que não devia perto de mim, me levantei e fui pro banheiro tomar banho e relaxar os músculos.
Eu estava sentindo o gosto da cachaça na minha boca ainda, não deveria ter bebido.
Voltei pro quarto e me aproximei de Karla.
– Me faz um favor. – A beijei sem deixá-la responder. – Obrigado, agora me diz se é só eu ou você também sentiu o gosto de pinga?
– É só você. Tá com paranóia? – Ela perguntou da mesma maneira que eu a perguntava.
– Faz tempo que não bebo. – Disse indo até a janela a abrindo novamente, voltei a me deitar do seu lado – Se sentiu frio avisa.
– OK.
– Vai dormi longe mesmo? – Perguntei encarando o teto.
Ela se aproximou deitando a cabeça no meu peito e virando de lado e entrelaçando a perna na minha.
– Melhorou? – Ela sussurrou no meu ouvido.
– Uhum. – Passei o braço em volta da sua cintura a abraçando. – Tenta se mover essa noite.
– Se eu me mover você acorda. – Ela passou os dedos pelo meu rosto.
– Mas eu consigo voltar a dormir... – Ela beijou o canto da minha boca e eu virei pra terminar o beijo, mas ela riu se afastando.
– Esqueceu que estamos em uma casa de respeito? – Karla perguntou me provocando.
– Não provoca. – Segurei sua nuca e a beijei deixando ela com gostinho de quero mais.
A virei na cama ficando por cima dela passei a mão em sua cintura e a apertei erguendo a blusa até mostrar o sutiã que era rosa e tinha um lacinho no meio, apertei seus seios por cima do sutiã a fazendo suspirar a beijei lentamente há provocando um pouco mais, passei as mãos em suas pernas e apertei sua bunda a fazendo fechar os olhos e respirar fundo passei os dedos por sua barriga a fazendo suspirar e me joguei ao seu lado rindo a deixando com a respiração desigual.
– Odeio quando faz isso. – Ela pegou um travesseiro e bateu em mim com ele.
– Disse pra não me provocar. – Disse sorrindo. Ela me olhou toda derretida e me deu um selinho.
– Seu sorriso me faz perdoar qualquer coisa. – Karla se deitou sobre mim. – Se me trair não vai me convencer sorrindo esquece essa hipótese.
– Não vou te trair. – Disse sério e a beijei. – Nunca.
Ela se deitou ao meu lado novamente e fechou os olhos, passei os dedos no seu braço lentamente até que ela dormisse.
Notas finais
Ainda tô dodoi =/
muito obrigada a vocês ai que me desejaram melhoras n_n
tô precisando mesmo '-'
Gente linda eu deixei os links das musicas caso vocês não conheçam e tals.
qualquer erro avisem ai se pá eu arrumo, mas na moleza que eu tô nem sei =/
Beijos pra vocês da tia doente aqui.
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