Lake Forest Academy
53 Capítulo 53
Voltamos pra rodovia e seguimos a caminho de East Helena a onde Karla passou alguns meses.
Devo ter ficado três horas dirigindo até o GPS parar de funcionar. Ótimo agora só falta ficarmos perdidos. Parei o carro e sai dele com o GPS na mão pra ter certeza que ele tinha parado.
- O que tá fazendo? – Karla saiu do carro também.
- O GPS parou. – Respondi olhando o aparelho. – Vamos ter que ir pelo mapa.
Karla abriu a porta do carro pegou o mapa me entregando e sentando no capo do carro.
- Desce daí. — Pedi, coloquei o mapa em cima do capo do carro e olhei a rodovia que estávamos. – Estamos no meio da rodovia. – Coloquei o dedo em cima da onde marcada rodovia “Dy Trail”. – Temos mais alguns quilômetros pela frente.
- Que ótimo. – Ela revirou os olhos.
Voltamos pro carro e eu mandei Karla fica de olho no mapa, pra saber a onde estávamos.
- Sabe o que me intriga?
- O que? – Karla perguntou me olhando.
- Porque nas cartas não há digitais, qualquer um deixa digitais em uma carta...
- Minha mãe não encosta no papel quando escreve. — Ela disse ainda me olhando.
A olhei um tanto curioso, mas fiquei quieto.
- Mas sabe eu também não encosto no papel quando vou escrever eu sempre achei isso estranho, mas acho que é de família. – Ela deu de ombros e olhou pela janela.
Karla começou a ficar inquiete tirou o all star e colocou os pés em cima do porta luvas, eu estava prestes a dar uma bronca nela e mandar ela tirar os pés dali.
Ela trocava a estações de radio em dois em dois segundos e depois de alguns minutos que quase me fizeram surtar finalmente ela dormiu me dando um pouco de calma.
Eu também estava começando a ficar entediado não aguentava mais dirigir.
- Quer descansar? – Karla perguntou com a voz sonolenta. – Eu dirijo um pouco. — Nunca que ela ia encostar naquele carro, um meu pai me mataria dois eu a mataria.
- Não, estamos quase chegando. – Respondi sem olhá-la.
- Isso é o famoso orgulho masculino falando? – A olhei rapidamente. – Aquele em que fala que a mulher nunca deve pegar seu carro.
- É. – Confessei, ela riu e abaixou mais o banco.
- Não dirijo tão mal, aprendi com quinze anos, tirei carteira com dezesseis...
- E esta sem pegar um carro há dois anos, e não vai pegar meu bebe sem ter praticado com outro carro. – Meu bebe pro meu pai só mais um carro.
Ela revirou os olhos e ficou quieta.
Passamos mais duas horas até que entramos na cidade a onde Karla passou um tempo, rodamos por alguns minutos porque minha co-pilota se perdeu entre as ruas,
- VIRA AQUI È AQUELA. – Ela gritou animada. Virei na rua que ela falou e um sorriso se abriu na face da garota. – A terceira casa.
Parei na casa que Karla tinha dito que era da Sra. Thonsem. Karla saiu do carro correndo e bateu na porta, ri do desespero dela e a segui.
- Você finalmente voltou. – A senhora baixinha de cabelos enrolados que começava a ficar grisalhos abraçou Karla. – Achei que não te veria tão cedo.
- Eu também achei, meu pai me mandou pra colégio novamente...
- Então você fugiu de novo? — Ela sorriu.
- Não por vontade própria... – Karla olhou pra mim e sorriu. — Tem alguém atrás de mim, e eu tive que sair da academia a força. Allan teve que me trazer até aqui.
- Seu namorado? – Ela perguntou sorrindo e eu sorri sem jeito, eu e a Karla só estávamos nos pegando há poucos dias, não sabia se aquilo já era um relacionamento...
- Er... Não rolo nem um pedido que eu saiba. – Olha a indireta chegando direto em mim. – Ele é meu guarda costas.
- Entrem queridos. – A senhora abriu espaço para que entrássemos.
- Então me conte o que aconteceu. – Sra. Thonsem trouxe chá e torradas pra comermos, mas acho que quer ia se acabar de comer era Karla que estava com fome.
- Tem um maníaco psicopata atrás de mim querendo me matar. – Karla respondeu. – E não temos ideia de quem seja. – A olhei descordando do que ela falava. – Tá nós temos... Minha mãe talvez.
- Não sei... Apesar de tudo que você me contou sobre ela, uma mãe não faria isso.
- É o que as provas indicam, e no momento eu só acredito nelas. – Disse olhando para baixo.
- Que prova são essas? – Karla perguntou.
- E ela como você não encostam a mão no papel pra escrever quando tão com vontade...
- Meu irmão também não. – Ela deu de ombros, é agora Carlos estava definitivamente na minha lista.
- E temos aquele ‘discurso’ no ensaio de casamento se lembra? – Perguntei.
- É lembro. – Ela pegou a xícara de chá e tomou um gole.
- Então do que precisam? – A Sra. Thonsem nos olhava.
- Passar uma noite aqui, depois procuramos outro lugar. – Karla disse com um sorriso sem graça.
- Pois bem, só que só tenho um quarto de hospedes se incomoda de dividir o quarto? – Ela perguntou tomando um gole de chã.
Que ótimo, pelo jeito ela queria que ficássemos bem próximos um do outro, geralmente senhoras eram contra uma mulher e um homem dormir no mesmo quarto antes do casamento, minha mãe não queria ter netos então era diferente.
- Não. – Karla respondeu sorrindo.
Fomos pro quarto de hospedes que até que era grande, havia uma cama de casal, dois criados do mudo, e um sofá de dois lugares do outro lado do quarto.
Fui direto pro banheiro tomar um longo banho, eu precisava tirar a tensão de ficar mais seis horas dirigindo, meus braços ainda tinham as marcas dos arranhões bem mais leve do que antes, mas ainda estavam ali.
Sai do banheiro só com a bermuda e Karla estava com o travesseiro cobrindo o rosto.
- Tá tentando se matar? – Perguntei a olhando.
- Aham. – Ela disse sem se mexer.
Abri a mala tirando o notebook da mala e me sentando ao seu lado na cama, ela tirou o travesseiro do rosto e me olhou.
- Aqui não tem internet. – Ela disse olhando meu abdômen. Até parece que já não tinha visto antes.
- Olhe e aprenda. – Pisquei e ela mordeu o lábio inferior. – Não morde. – Pedi a fazendo parar de morder o lábio com os dedos.
Conectei outro aparelho no notebook que deu acesso a internet.
- Eu preciso de um negocio desse. – Ela puxou o notebook das minhas mãos.
- Só agentes tem esse aparelhinho. – O puxei de volta.
- Que merda passei três meses aqui com abstinência de Internet e vocês tem um aparelho que faz conexão em qualquer lugar do mundo?
- É. – Ri.
Entrei em uma das paginas que eu tinha acesso pra ver como andava o caso, Karla o olhava tentando entender alguma coisa, mas a pagina era com códigos que poucos sabiam. Passei o braço pela sua cintura e a puxei pra mais perto, ela deitou a cabeça no meu ombro e ficou me observando.
- Esse não é seu perfume... Que perfume é esse Allan? – Ela perguntou séria.
- Não tenho a mínima ideia, o meu ficou no apartamento quando resolveram explodir minha sacada, e eu peguei o do meu irmão na casa da minha mãe. É só ele não desconfiar que fui eu. — Curvei a boca.
O notebook começou a apitar e Selena me pagaria por tá se comunicando comigo nessas horas. Levantei-me afastando Karla e peguei uma camisa com manga cumprida a colocando.
Selena apareceu na tela e me encarou.
- Olha só é a ultima vez que eu entro em contato com você. – Ela avisou olhando pros lados. – Eu cancelei todos os rastreadores que levasse até vocês, estão desconfiando a qualquer momento eles vão procurar saber por que desligamos então de um jeito de não acharem vocês, porque se acharem... Meu caro Allan te afastam do caso. – Ela respirou fundo. – Tudo que eu tenha a desejar a você é sorte. – Selena desligou e eu desviei meu olhar pra Karla.
- Não vamos mais entrar em contato com eles, agora só sou eu. – Disse preocupado.
- Hey, vai fica tudo bem. – Ela deu um soco no meu braço. – Confio em você.
Inclinei-me e dei um selinho nela.
- Eu também queria confiar em mim. – Respirei fundo.
Bateram na porta e Karla se levantou pra ir abri-la.
Elas conversam baixo o suficiente pra eu não escutar.
Eu estava preocupado, não sabia se seria capaz de mantê-la viva. Karla fechou a porta e eu fiquei a olhando.
- Hey, tem um karaokê na cidade em que uma amiga canta, e eu queria muito ir ver ela... – A olhei erguendo a sobrancelha me perguntando a onde ela queria chegar. – Me leva? – Ela perguntou com um olhar de cachorrinho sem dono.
- Vai canta? – Perguntei prestando a atenção no notebook.
- Provavelmente não.
Então pra que ela queria ir ao Karaokê se não ia cantar?
- Ok. – Concordei.
Ela se aproximou e colocou a mão na minha testa.
- O que te fez concordar? Só respondi uma pergunta e geralmente são mais de dez. – Ela perguntou desconfiada.
- Não vou como seu guarda costas. – Disse a fazendo abrir um sorriso de orelha a orelha.
Ela fechou o notebook me fazendo olhar pra ela.
- Vai comigo como se fosse meu namorado? – Ela perguntou sorrindo.
- Sim. – A puxei pra perto a beijando, ela colocou as pernas em volta do meu corpo e eu a deitei na cama ficando por cima dela. – Se eu for como seu guarda costas vão dar em cima de você, e eu não quero correr esse risco.
- Então é por ciúmes? – Ela riu.
- Tô tomando conta do que é meu. – Disse beijando seu pescoço.
- Seu? – Ela perguntou com meio sorriso.
- É, minha. – Lhe dei um selinho.
- Você não é protetor só com seus irmãos... – Ela entrelaçou o s dedos no meu cabelo mexendo os dedos.
- Com tudo que é ligado a mim. – Disse a olhando. – Principalmente com a minha namorada.
- Namora é? – Ela mordeu o lábio inferior.
- É minha namorada. – Sorri e juntei nossos lábios mais uma vez.
- Que eu saiba não rolou pedido. – Ela nos separou e me encarou.
- Karla... – A encarei.
- Sim?
- Namora comigo? – Já que tava jogando indiretas.
- Eu estava brincando. – Ela sussurrou.
- Mas agora eu já fiz a pergunta, Sim ou não? – Perguntei e ela sorriu. – Se você disser não vou levar isso como um pé na bunda pro resto da vida.
- Sim. – Respondi.
Sorri pelo jeito fofo que ela respondeu e a beijei calmamente.
- Mas e depois? – Ela perguntou nos separando e eu a encarei. – Isso tudo é seu trabalho, depois que acabar você vai pra outro caso e com muita pouca sorte vai ter folgas de novo... Tá eu te prometi que não iria reclamar, então é melhor eu ficar quieta...
- Karla... Eles vão me afastar. – Fiquei sério. – Eu te levei do estado sem autorização, desligaram todos os rastreadores porque eu pedi, não disse a ninguém aonde ia te levar, eu não vou entrar em outro caso por um bom tempo. Primeiro eles vão me afastar por algumas semanas e depois vão me rebaixar pelo que fiz... E se descobrirem que temos um caso nisso tudo e perco o emprego.
- Então depois disso acabou certo? – Lagrimas juntaram em seu rosto. – Me pediu em namoro a toa? – Ela perguntou encarando o teto.
- Acho que chegou à hora de pedir demissão. – Disse sério, e ela me encarou sem entender. – Eles vão me demitir de uma maneira ou de outra então é melhor eu fazer isso antes enquanto tenho chances de ficar com você.
- Não pode se demitir...
- Hey, não reclama, se eu ficar sou afastado e depois nunca mais te vejo. Eu consigo arrumar outro emprego, a academia militar a onde eu estudei me propôs uma vaga há algumas semanas como um dos instrutores deles, então não vai ser tão ruim, e no colégio militar eu posso sair nos finais de semanas, e se acontecer qualquer coisa eu posso largar tudo. – Disse a olhando. – Você não queria ir ao Karaokê da cidade?
- Aé. – Ela limpou os olhos e me empurrou de cima dela se levantando.
Eu sabia das conseqüências de ter um relacionamento com a minha protegida agora eu só teria que enfrentá-los. Mas eu sabia que não iria me arrepender.
Notas finais
Tô sem animo hoje =/
tô doente, mas vim aqui postar pra vocês *-*
Eu vou responder alguns perguntas que fizeram por comentários por aqui porque achei interiçante e então vou responder.
- Eles estão perto de descubrir quem é??
não, vai demora um pouco ainda
- A Ex do Allan a Viviane pode estar envolvida com os ataques? *Essa eu reformulei*
Porque estaria? Ela não conhece a Karla e não tem o porque, e quem terminou o relacionamento foi ela.
Tirei uma suspeita de vocês.
- Essa fic vai ter 2ª temporada????
Não sei dizer tudo depende de vocês leitores se vocês acharem que merece ter 2ª temporada eu faço a 2ª temp. Se vocês acharem que não merece então não.
E mais uma coisa vocês vão descobrir o "mandante" dos ataques muito antes do clímax final, então não vai ser surpresa pra muitos *dica* *dica*
Já dei bastante dicas pra vocês hoje, respondi algumas coisas se tiverem mais duvidas pergunte assim eu posso responde-las.
Me desejem melhoras porque eu tô mals =/
e acho que é até amanha
Beijos da tia Keller
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