Lake Forest Academy
52 Capítulo 52
Acordei no meio da noite e eu ainda segurava sua mão, suas unhas estavam com um pouco de sangue, a hora que eu fosse tomar banho ia ser difícil. Me levantei com cuidado pra não acordá-la e fui até o banheiro liguei o chuveiro e entrei em baixo d’água, conforme a água escorria pelas minhas costas eu sentia que tanto as costas quando os braços ardiam, olhei os braços que estavam arranhados até as mãos, ri ao ver as marcas. Ela realmente quis arrancar pedaço.
Eu ainda não acreditava que aquela garota até pouco tempo era virgem, muitas coisas que ela falava dava a entender que não era... Mas enfim agora não era mesmo. Só deixa o Sr. Charles descobrir o que eu estou fazendo com a filhinha dele. Que ela não é mais pura e se fosse algumas décadas atrás ela nem ao menos poderia se casar depois da noite passada.
Sai do banheiro colocando outra boxer e voltei a deitar do seu lado. Ela me abraçou novamente e eu entrelacei nossos dedos voltando a dormir.
Karla se mexeu puxando o braço que estava em baixo de mim e eu apartei sua cintura e abri os olhos
- Desculpa. – Ela disse com a voz rouca.
Sorri e soltei sua cintura, ela se deitou de barriga pra cima e mexeu o braço soltando um gemido de dor.
- Você passou a noite inteira sem se mexer, não me admira que esteja com algo doendo. – Disse olhando o teto.
- Não dormiu não é?
- Algumas horas. – Me sentei na cama de costas pra ela.
- O que eu... – Ela ficou de joelhos na cama e passou os dedos nas minhas costas
- Olha suas unhas. – Ela olhou pras unhas e respirou de um jeito assustado.
- Porque não me disse que eu estava te machucando? – Ela perguntou chateada.
- Porque eu não sabia que estava. – Me virei para encará-la. – Não percebi que tinha tirado sangue de mim. – Disse sorrindo. – Minha atenção estava em outra coisa.
Ela olhou pro colchão e seu rosto ficou vermelho e eu acabei rindo.
Levantei-me e entrei no banheiro.
Sai do banheiro e Karla estava com o lençol até o pescoço olhando o teto e fui pra cozinha precisava comer algo.
- Allan. – Karla me chamou entrando na sala.
Ela se aproximou de fininho e beijou meu pescoço.
- O que tá fazendo? – Karla perguntou sussurrando o meu ouvido.
Me virei e a encarei.
- WOW. – Sorri um tanto pervertido por ver ela só de lingerie na minha frente, apesar que a vi sem nada, a segurei pela cintura e a coloquei sentada no balcão no meio da cozinha. – Seu café da manha.
- Você não é de fazer esse tipo de coisa. – Ela disse com meio sorriso.
Eu estava com fome então isso conta não é?
- Não que você saiba, mas nesse caso já que é uma ocasião especial eu estou aqui por você. – Ela deu risada sem acreditar muito.
- Ok, chefe. Agora eu posso saber a onde esta minha mala?
- Atrás da porta do quarto. – Respondi.
- Obrigada... Allan me tira daqui.
Me virei para olhá-la e revirei os olhos, medo bobo, segurei em sua cintura e a coloquei no chão a encarei colocando uma mecha do seu cabeço a trás da orelha queria dizer uma coisa, mas não sabia se devia, ainda.
- Hey, eu não quero comer nada queimada tá? – Ela me deu um selinho e voltou pro quarto.
Duvidando de mim, revirei os olhos.
Meu celular tocou e eu o peguei na mão pra ver quem era, Selena, péssimas noticias estavam pra vir.
— É rápido. — Ela disse com presa. — Suspeita numero um dos ataques a Sellivem... Ashley Mason, a mãe dela.
— A mãe dela? — Perguntei um tanto surpreso. Na minha lista ela já estava, agora na lista oficial era complicado.
— Agora eu tenho que voltar ao trabalho, mas noticias mais tarde, ou amanha. — Ela disse desligando.
Agora o próximo emprego vai ser apresentar um telejornal.
Karla não demorou e entrou na cozinha com um short, sem meia que por acaso era um milagre e com uma blusa de manga cumprida. Eu estava encostado no balcão da cozinha a observando se aproximar.
- Que foi? – Karla perguntou.
- Preciso te dizer uma coisa. – A puxei colocando nossos corpos.
- Então fala. – Ela pediu me olhando.
- Selena me ligou há pouco tempo e disse que tem um suspeito.
- Isso é bom certo? – Ela perguntou com um sorriso.
- Não quando o suspeito é sua mãe. – Respondi a encarando.
- Droga. – Ela exclamou colocando a mão no cabelo e os puxando pra trás.
- Eu sinto muito. – A abracei e beijei sua testa.
- Tá tudo bem. — Eu sabia que não estava.
- Vai tomar seu café, porque vamos sair daqui a pouco. — A soltei pra ela ir comer.
Tomas, sua mãe, Zoe... De uma forma até mesmo Carlos estava na lista, o porquê havia um rastreador no colar que ele havia dado há ela? E o que a mãe dela ganharia com isso? Não fazia sentido pra nem um deles, apenas pra Zoe. Isso tudo estava confuso, Carlos era irmão dela viveu toda sua vida com ela, um só tinha o outro pra se apoiar, Tomas sabia das consequências de ameaçar alguém melhor do que ninguém.
E ainda tinha Katharine, ela era contra as investigações no colégio o que levava ela aos suspeitos.
Pelo bem te todos eles que não fosse nem um dos cinco.
Entrei no banheiro e revirei os olhos quando vi duas meias calças perto da torneira.
- O que isso estava fazendo no jogado no banheiro? – Perguntei parando perto do sofá a onde Karla estava.
- Eu ia colocá-las. – Ela disse rindo.
- Pelo menos não era uma calcinha na torneira. – Jogueis as meias pra ela e voltei pro banheiro.
Voltei pra sala e Karla rodava as meias nas mãos.
- Não ia colocá-las? – Perguntei me sentando ao seu lado.
- Achei que não gostava delas. – Ela me olhou desconfiada.
- Não gosto. Mas você vai morrer lá fora se não colocar alguma coisa que cubra suas pernas, já que seu bom amigo Tomas não se lembrou de colocar nem uma calça na mala. – Fiz com que ela parasse de rodar as meias.
Ela olhou meus braços e ficou prestante atenção nos vergões que ali estavam.
- Desculpa, eu não sabia que ia ficar desse jeito, eu não consegui me controlar...
- Esquece, eu não vou morrer porque você me arranhou enquanto transavamos, e ao contrario do que tá pensando ajuda bastante. – Não quando me tiram sangue contra minha vontade. – É... Eu te machuquei ontem?
- Como assim machucou? – Ela desviou o olhar.
- Toda mulher diz que dói ou machuca quando tem a primeira relação, e eu não sei se te machuquei. – Disse preocupado coçando a nuca.
- Que coisa fofa. – Ela sorriu e se sentou no meu colo a aproximou o rosto do meu. – Quando você me penetrou eu senti dor, mas ela passou. – Ela encostou nossos lábios e nos beijamos.
- Eu fiquei mesmo preocupado em te machucar. – Segurei uma mecha do seu cabelo. – Valeu a pena pelo menos?
Karla escondeu o rosto na curva do meu pescoço e sorriu tímida.
- Foi à melhor noite da minha vida.
- Espera pela próxima. – Sussurrei.
- Então vai ter próxima? – Ela perguntou passando os dedos por cima do meu peito.
- Tá achando que eu levo as mulheres pra cama e depois não quero saber mais delas? – Perguntei ofendido. Tudo bem que com algumas foi assim, mas não todas.
Ela se levantou mordendo meu lábio inferior e me encarou.
- Você é cara mais foda que eu conheço, e se minha inexperiência diz que você é tão bom com as mulheres quanto é na cama, eu diria que eu vou te privar de se aproximar delas. – Ela piscou e foi pro quarto, eu ri e me larguei no sofá.
Ainda havia aquela mulher que sabia meu nome, e que veio pra matar Karla, quem era ela? Sabíamos que ela havia ganhado uma marca na mão graças ao tiro que acertei nela, e tínhamos o sangue que até agora não tinha dono, eu precisa descobrir quem era, porque como anda as investigações não vão achar nunca.
Seja quem for que esta atrás de Karla esta junto com aquela mulher, e só saberemos quem é quando acharmos a mulher com a cicatriz na mão.
Levantei-me do sofá e fui pro quarto, Karla estava sentada na cama colocando o all star.
- Porque uma estrela na virilha? – Perguntei parando na porta.
- A estrela eu não sei bem foi ideia da tatuadora, mas eu queria na virilha porque o cara que conseguisse a grande proeza de me tirar o que eu mais dava valor teria o nome naquela tatuagem pra sempre, no caso você. A Tatuadora disse que nem um cara a veria, não prestariam atenção suficiente pra poder ver, mas você é diferente de todos os caras que eu conheci, quando te beijei sabia que ia ser você, por isso te disse tanto que teria que achá-la, e você achou.
- Não sabia que valorizava tanto a pureza feminina. – Me sentei ao seu lado.
- Na verdade não valorizo, é só que eu queria que fosse com o cara certo, e todos os caras que eu um dia fiquei nunca poderiam ser. – Ela me olhava. – Acredite, não sei ser por ser mais velho e ser maduro, mas foi à pessoa certa, e nunca me pediu pra fazer isso, me deixou escolher, você não imagina o quanto eu te admirei por perguntar se eu queria que você parece quando descobriu que eu era virgem, outro cara não teria me perguntado nada sairia contando vantagem porque levou uma garota que nunca fez sexo na vida pra cama. – Ela revirou os olhos.
- Quando eu achei a estrela eu achei que tinha forçado a barra com você, mas então entendi porque não queria que fosse no carro e nem no sofá. Você queria uma noite especial. — Eu a olhava prestando atenção nela.
- E eu tive. – Karla beijou minha bochecha, ergui a sobrancelha e a encarei, sabia que não teve.
- Vai dizer que não queria uma cama cheia de pétalas com rosa, a luz de velas, com almofadas vermelhas e champanhe? – Perguntei.
- Se fosse uma cama e com você em cima dela, já séria perfeita... E eu disse, foi perfeita. – Ela entrelaçou os dedos no meu cabelo e me emburrou me deitando na cama ficando por cima de mim. – Eu sei que sou diferente das outras mulheres, não preciso de pétalas de rosa em cima de uma cama, apesar disso ser bem romântico, eu só preciso do cara que eu amo, agora eu transo até em um carro se você quiser. – Dei risada e segurei sua cintura.
- Só vou transar com você em um carro no dia em que eu entrar de férias e levar você pra bem longe. O que não vai ser tão cedo. – Fiquei sério. Férias não, mas acho que demissão ia rolar.
- Com quantas mulheres já transou? – Ela perguntou me encarando.
- Você quer saber da minha vida sexual? – Perguntei desconfiado.
- A pergunta saiu, é o que todas as mulheres querem perguntar, mas tem medo de perguntar e ficar com ciúmes. – Ela se deitou a apoiando o queixo em cima das mãos que estavam no meu peito. Puxei um travesseiro deitando a cabeça pra poder olhar pra ela.
- Então porque tá me perguntando?
- Porque você já fez o que tinha pra fazer com elas e não é uma delas que esta com você agora deitada em uma cama.
- Suas lógicas me assustam. – Eu não queria falar sobre isso, mas ela ia me infernizar até contar.
- Não vai me dizer, né? – Ela me encarava.
- Eu não sei com quantas, mas foram algumas. – Ela me olhou com cara feia, ela queria mesmo saber o numero exato.
- Você sabe com quantas foram! – Ela afirmou.
Bati os dedos em sua cintura pensando se realmente ia responder essa pergunta.
- Eu tive cinco namoradas, mais umas dez garotas que eu vi apenas algumas vezes, e as outras que não passaram de uma noite. – Respondi.
- O que foi que disse hoje mais cedo? – Ela perguntou com um sorriso irônico.
- Foi diferente, essas mulheres moravam em cidades que eu passava por algum trabalho.
- E eu sou o que?
- Você é o trabalho não mora em nem uma cidade que nem o Presidente sabe que existe. – Bufei. – Eu sabia que ia ficar brava se eu dissesse.
- Não tô brava... Quinze mulheres, mais algumas que você não quer me contar quantas...
- Me diz a onde quer chegar com essa conta? – Perguntei a olhando.
- Com quem foi melhor?
- Sabia, tinha coisa ai. – Revirei olhos, pra ela tá fazendo essas perguntas tinha coisa no meio. – Eu vou te contar uma coisa, eu nunca transei com mulher virgem você foi à primeira...
- Nem quando você perdeu a sua?
- Não, ela era uma vadia que dava pra todo mundo...
- Agora ela é vadia? – Ela perguntou rindo.
- Ela era gostosa e estava dando em cima de mim, o que um garoto de quatorze anos faz quando uma garota gostosa te leva pra um quarto e tira a roupa? – Perguntei sério.
- Se eu fosse um garoto provavelmente teria agarrado ela e levado pra cama. – Ela respondeu com meio sorriso.
- Tá vendo, ela fazia apostas e levava metade dos garotos pra cama, que eu me lembre ela ficou com meu dormitório inteiro...
- Quantos anos ela tinha?
- Acho que dezesseis. Ela era considerada deusa, todos os garotos falavam dela, e todos queriam ela.
- E todos conseguiam não é?
- Nem todos, ela só ia atrás dos... Fodões que nem diz você. Ou quando alguma amiga dela gostava de algum garoto, ela ia pela pirraça. — Respondi.
- Você já era gostoso com catorze anos ou foi porque alguma garota gostava de você? – Karla tinha um sorriso safado no rosto.
- Os dois...
- Convencido. – Ela revirou os olhos.
- Me deixe terminar agora. – Dei risada. – A irmã dela gostava de mim, e eu estava a dois anos na escola militar, eu não tinha músculo ainda, mas todo o exercício fazia com que crescêssemos um tanto na massa muscular. Então as poucas garotas que tinham ficavam nos olhando, então a linda e gostosa da Melisse se senta do meu lado falando que queria me ver mais tarde, nem um garoto era trouxa de deixar Melisse na mão, eu foi todo inocente encontrar ela depois do treinamento, minha inocência acabou naquele dia, depois olhar pra uma mulher sem malicia era difícil. – Respirei fundo.
- Tomas me disse a mesma coisa. – A encarei sério. — Depois que ele dormiu com uma garota ele não conseguia olhar pra nem uma de nós sem ter imagens pervertidas.
- Tenho certeza que você foi a primeira que ele teve sonhos ero... – Eu não terminei a palavra, mas ela começou a rir tinha entendido o recado.
- Ele ficou sem falar comigo por dois meses, e eu não sabia por que, depois ele veio falar comigo pedindo desculpa e me explicou porque se afastou...
- É uma faze, depois da primeira relação homens ficam obcecados por sexo, já eram e continuam sendo só que as imagens não aparecem na cabeça sem você pedir. – Passei a mão pelo cabelo.
- Acontece com mulheres também?
- Ai você tem que perguntar pra uma que tenha experiência na coisa. Porque se vocês têm esse problema nem uma me contou. – respondi dando um selinho nela. – Nós temos que ir.
- Antes... – Ela saiu de cima de mim e se levantando da cama. – A garota fodona te levou pra cama só porque a irmã dela gostava de você?
- Pelo que parecia sim, só que eu namorei com a Marye depois. – Me levantei peguei sua mala e levei pro carro.
E não queria mais falar sobre aquele assunto, isso iria atrapalhar futuramente.
Notas finais
Gente desculpa, mas eu ri de mais com os comentários de vocês '0'
eu lia e ria, não imaginava que vocês 'tavam tão desesperados por aquele momento shaushaushuh
e tão vendo vocês ainda pensado mal da karla u_u ela era um aninho nunca tinha feito nada de errado
Qualquer erro avisem e espero que gostem né n_n
Beijos da tia keller *-*
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