Samara apareceu na sala com Michael no colo que parecia ter saído a pouco de uma crise de choro, peguei Michael no colo já que Samara havia me entregado ele, o garoto começou a rir e Karla ficou o olhando.

- Quer segurar ele? – Samara perguntou a Karla.

- Acho melhor não, não levo jeito com crianças. – Ela respondeu sem jeito.

- Já pego alguma vez um bebe no colo? – Perguntei a olhando.

Ela não deveria ter tido experiências com crianças, viveu a vida em um colégio que separava os adolescentes das crianças.

Ela respondeu um não com a cabeça.

- Da vontade de morder. – Sammy disse da sala. – Tenta.

Entreguei Michael a ela que o pegou sem jeito e com certo medo, o garoto abriu um sorriso enorme e segurou uma mecha do cabelo dela enrolando nos dedos.

- Isso vai doer. – Disse fazendo careta.

Samara se aproximou de Karla pegando a mão do garoto o fazendo soltar a mecha do seu cabelo, ele fez cara de choro, mas Samara fingiu não ver o que sua expressão voltar ao normal.

- Toda criança gosta de puxar cabelo, nunca deixe as mãozinhas chegarem perto do seu cabelo porque se puxar vai doer. – Samara com um sorriso.

- Eu vou me lembrar disse. – Karla sorriu de volta.

Voltei minha atenção pro mapa e Michael gargalhou de uma forma que eu nunca tinha visto.

- O que você fez pra ele rir desse jeito? – Perguntei ela ficou vesga fazendo Michael rir novamente. – Ficou vesga.

- Tá agora tira essa mecha da frente do meu olho que tá me incomodando. – Ela pediu.

Joguei a mecha do cabelo dela pra trás e ela ficou brincando com Michael enquanto eu falava com Samara.

- Você tá com aquela cara. – Samara disse me analisando com uma expressão estranha.

- É a única que tenho Samara. – Revirei os olhos.

- Não... Aquela expressão estranha que aparece raramente... Que faz uns dois anos que não vejo. – Ela abriu um sorriso.

- Do que você tá falando Samara? – A encarei sério.

- Voltou com Viviane? – Ela espreitou os olhos, agora eu sabia o rumo da historia.

- Não. – Me virei pro mapa.

- Não mente...

- Não tô mentido, não voltei com ela. – Dei meio sorriso.

- Então quem é? Você não fica com essa cara de bobo há muito tempo...

- Olha quem fala... E Você que anos tem essa cara? – Ri.

- Quem é? – Ela perguntou entre dentes beliscando meu braço.

- Ei. – A olhei sério e apontei com a cabeça pra Karla.

- AAAAAAAAH. – Ela deu meio sorriso e foi em direção a cozinha.

- Mas é curiosa. – Disse pra eu mesmo.

Olhei Karla que ainda segurava Michael que se despreguiçou e deitou a cabeça no peito de Karla fechando os olhos.

Sortudo!

- É acho que alguém precisa dormir. – Ela disse passando a mão no cabelo dele.

- Eu chamo isso de safadeza. – Discordei.

- Como?

- Bem safado meu sobrinho esperou ir pro colo de uma mulher bonita pra dormir. – Respondi com meio sorriso.

- É uma criança. – Disse rindo.

- Que nasceu já com o instinto de homem...

- Idiota. – Ela revirou os olhos e me deu um tapa no braço

- Leva ele pra Samara vai fica com o braço formigando.

Karla foi em direção a cozinha e eu a segui.

- Meu bebe dormir. – Samara sorriu quando o viu dormindo no colo de Karla. – Não chorou?

- Não. – Samara o pegou no colo e Michael abriu os olhos e fez cara de choro.

- Tá vendo isso ai é safadeza. – Eu disse novamente com o mesmo sorriso, minha mãe e Samara me olharam sem entender. – Ele só dormiu porque ‘tava no colo que uma mulher bonita.

- O pai dele fala a mesma coisa. – Samara olhou Michael. – Diz que ele só dorme comigo ou no colo de alguma mulher bonita.

- Tá vendo. – Arqueei a sobrancelha olhando Karla.

- Agora vai fica convencido porque estava certo? – Karla perguntou com um sorriso irônico.

- Convencido ele era mais novo, não podia ter razão em nada que ficava se gabando por semanas. – Minha mãe disse séria.

- Ainda bem que não moro mais aqui. – Olhei pela janela.

- Querida acho que sua roupa já devem ter secado. – Minha mãe fez o mesmo olhando pras roupas.

- Obrigada. – Ela agradeceu e saiu pela porta da cozinha e eu fui atrás.

- Agora você vai querer o ferro de passar roupa? – Perguntei rindo enquanto ela tirava a primeira peça do varal.

- Duvidando da minha capacidade novamente Sr. Stewart? — Ela jogou a blusa que havia tirado do varal em mim.

- Nunca. – Dei risada a encarando.

Enquanto ela recolhia as roupas ela bateu o salto no chão fazendo a saia pular e mostrar sua bunda com perfeição, eu estava até me inclinando pra aperta sua bunda, mas pensei três vezes antes de fazer isso e ela dar um chilique dos bons e minha mãe ver, desviei o olhar e esperei ela terminar de recolher suas roupas.

- Pronto. — Ela sorriu jogando as roupas no cesto.

- Vem. – Peguei a cesta e entrei pela cozinha.

- Porque não fazia isso pra mim? – Samara perguntou indignada.

- Porque você é minha irmã e eu não faço coisas legais pros meus irmãos, a não ser a pequena lá na sala. – Passei por Samara que me olhou com raiva e fui pro quarto a onde minha mãe costumava passar roupas, Abri a porta do quarto e joguei a cesta no chão e fui pra porta a onde Karla estava.

- Nós vamos sair no final da tarde. – Avisei.

- Ok. – Ela sorriu e eu sai do quarto.

O plano era o seguinte tirar ela de Illinois o mais rápido possível, o problema era eu não tinha permissão pra isso, e pra conseguir eu precisava da ajuda de Selena, ela teria que desliga todos os rastreadores que me acompanhava, era loucura, mas era o único modo de mantê-la segura até que descobrisse quem era a pessoa. Provavelmente quando descobrisse eu seria afastado, demitido, transferido ou morto por Charles, mas nessa altura do campeonato quem liga?

Liguei pra Selena e as coisas não estavam tão boas assim.

- Dispensaram Zoe e Tomas, Tomas porque é filho de Dulce, e alguém importante tirou Zoe fora, mas eles ainda são suspeitos, estamos tentando arrumar mais provas, mas tá complicado...

- Eu vou tirar ela do estado Selena. — Disse a cortando.

- Você tá maluco, não tem autorização pra isso. — Ela elevou a voz.

- E é por isso que você vai fazer o favor de desligar todos os rastreadores, eu só volto quando acharem essa pessoa...

- Allan se eu desligar os rastreadores vão rastrear as contas bancarias e telefonemas pra acharem vocês...

- Selena você vai cuidar disso que eu sei. — Disse sério.

- Não se esqueça que eu tenho uma filha pequena e não posso ficar sem trabalho. — Ela disse brava.

- Mas Lenazinha, não eu já te tirei de uma roubada, então você me deve essa, você sabe... Ajuda seu companheiro de trabalho, é só dessa vez. Prometo. – Quem sabe funcionava.

- Pior do que esta não fica. Ok. Eu vou desligar tudo, e você trate de ir pra um lugar escondido? – Ela disse respirando fundo.

Eu consegui dobrar a Selena? Consegui mesmo dobrar a Selena Bouter-cox? Eu tava ficando bom nisso ou ela estava muito bem humorada.

- Obrigado Selena...

- Você vai precisar de sorte quando voltar. — Selena se lamentou.

- Eu sei, acho que perdi meu emprego depois dessa. — Respirei fundo.

- Aconselharia a você fazer um saque antes de sair de Illinois...

- Tenho tudo sobre controle, eu como passar pelo menos seis meses com ela em uma cidade pequena. Então encontre essa pessoa antes que o dinheiro acabe. — Me joguei na cama do quarto do meu irmão.

- Boa sorte. — Selena desligou.

- Vou precisar. – Olhei o celular e me levantei.

Sai do quarto e passei pelo corredor parei na porta ao lado do quarto da minha mãe e a encarei.

Eu queria saber o que tinha naquele quarto há anos, desde que me conheço por gente, mas nunca, ninguém me deixava entrar nele. Coloquei a mão na maçaneta e a virei.

Trancada como sempre.

Desci as escadas e aquele bando de adolescente ainda estavam lá. Passei pela porta de entrada e fui até a Mercedes, olhei pra ver se tudo estava certo, eu praticamente ia dirigir por vinte e quatro horas, se chegássemos vivos seria um milagre. Mas e provavelmente iria parar em uma das primeiras cidades de Montana a onde tinha algumas casas a onde agentes costumam tirar férias com os familiares por lá.

Karla abriu a porta da frente e parou na minha frente inquieta e desesperada.

– Não sei como, mas nos acharam.

- Não podem... – A olhei e o maldito colar que estava no seu pescoço piscou de novo, o puxei quebrando a corrente ao meio e entrei na casa. – Sammy da um jeito de quebrar isso.

- Hey, foi meu irmão que me deu. – Karla protestou.

- Tem um rastreador nele. – Me virei pra Karla. — Vi uma luz azul nele outro dia, mas achei que tinha visto coisa. – Disse sério. – Agora me explica como que nós acharam?

- Tomas acabou de ligar dizendo que mandaram um recado a ele dizendo que me acharam, me pediu pra sai da onde eu estava. – Peguei o celular que ela segurava na mão e olhei as chamadas.

- Ele é esperto, sabem que alguém esta rastreando as ligações, ele falou em menos de trinta segundos o que é muito bom, não vão nos achar. Eles blefaram Karla esperavam que a ligação os levassem até você. – Devolvi o celular a ela com meio sorriso. – Só se acalma eu vou te levar daqui de qualquer forma.

Sammy ainda estava abrindo o colar e queimando os fiozinhos dele com um isqueiro.

Tomas ganhou alguns pontos comigo com essa ação, mas ele ainda era um suspeito, poderia muito bem ter ligado pra saber a onde ela estava.

- Poxa Allan precisava mesmo destruir o colar que meu irmão me deu? – Ela perguntou me acompanhando até a cozinha.

- Sim. – Respondi e dei de cara com minha mãe. — Mãe seria pedir muito se almoçássemos agora?

- Sim séria. – Ela respondeu me encarando. – Mas era isso que eu vim dizer, que o almoço estava pronto.

- Eu vou te tirar daqui depois do almoço, não vou arriscar te tirar daqui sem comer nada, Tomas me avisou que você passa mal quando não se alimenta. – Disse baixo o suficiente só pra que ela escutasse.

***

Almoçamos o mais rápidos que podíamos, minha mãe como sempre me xingando dizendo que mais tarde eu teria indigestão por causa disso. Mas eu nunca a escutava e sempre passava mal depois.

Depois do almoço eu subi as escadas e entrei no quarto de Sammy para pegar as coisas de Karla.

Desci as escadas e fui para cozinha parando ao lado de Karla.

- Temos que ir.

Minha mãe se levantou e abraçou Karla.

- Boa sorte querida, vai ficar tudo bem, Ele vai te proteger. — Olha a excesso de confiança no filho prodígio. — Obrigada.

- Então... Até logo Karla. – Samara sorriu amigavelmente o que era coisa rara. – Eu sei que vou te ver de novo.

- É o que eu também espero. – Karla disse olhando o nada e sorrio sem graça.

- Você já vai não é? – Sammy entrou na cozinha e a encarou. Karla balançou a cabeça em um sim. – Achei que ficaria mais. – Ela a abraçou. – Eu gostei mesmo de você, tomará que seja feliz.

- Serei. Se cuida. — Por um instante eu achei que a Karla ia chorar.

- Me Cuidarei.

- Mãe, liga pro pai e diz que a coisas não estão boas, eu vou pra outro estado. Não posso fazer mais nada agora. – Disse sério e minha mãe concordou. – Manda Andersom voltar, e mantenha Samara aqui.

- Ei, eu sei me cuidar. – Samara protestou.

- Eu sei.

Abracei minha mãe que me mandou cuidar dela pelo menos umas quatro vezes, e pra eu ter cuidado, Sammy fez cara de choro e perguntou se não podia ir junto, por mais que tivesse dezesseis anos às vezes aparentava seis, Samara me xingou e mandou voltar logo, dessa parte eu duvidava.

- Vamos. – Fiz sinal com a cabeça pra Karla me seguir.

- Até um dia... Eu acho. – Karla disse saindo da casa.

Entramos no carro e agora era certo eu ia perde meu emprego quando voltasse.

Notas finais
Gente mil perdões por não posta ontem '-'
Fiquei sem net ai não deu pra postar.
Ai eu ia postar hoje a tarde, mas descobri que tava revisando o capitulo errado ¬¬
Mas então espero que gostem... Ou não, né?
Erros avisem!
Vocês são uns amores adoro vocês
e me desculpe de novo por não postar ontem =/
Beijos da tia Keller n_n