Entramos no prédio e paramos na frente da porta do que eu chamaria de meu quarto por algum bom tempo. Abri a porta e deu uma boa olhada. Ele era todo branco, havia uma cama de casal encostada na parede, perto do pé da cama havia uma poltrona que ficava virada pra janela, um guarda roupa perto da cabeceira da cama, e na parede da porta uma mesa com três computadores. Bill e Vanessa estiveram por aqui.

- Porque o seu tem uma cama de casal e o meu não? – Zoe estava na porta fazendo bico.

- Privilégios. – Disse abrindo a porta do guarda roupa, estava tudo arrumado o que decididamente dizia que Vanessa esteve ali. – Vanessa, Vanessa. – Sorri por não ter que arrumar nada.

- Sua namorada? – Zoe Parecia desapontada.

- Amiga. – Respondi. – Trabalha comigo... Trabalhava.

- Então, qual é o seu estado civil no momento? – Ela me analisava.

- Solteiro? – Acho que soou mais como uma pergunta do que como uma resposta.

- Como assim? – Ela perguntou em um tom de surpresa.

- É Zoe solteiro. – Ri olhando todas as portas do guarda roupa, pra ver se todas as minhas coisas estavam ali. – Desculpa a pergunta, mas quantos anos têm?

- Vinte e dois... E você quantos anos tem? – Ela perguntou mordendo a boca.

- Vinte e três. – Respondi abrindo a primeira gaveta e olhando no fundo dela com a mão, uma arma estava ali, agora só faltava descobrir a onde estava a outra.

- Corpo de vinte e cinco. – Ela disse baixo mordendo o lábio com força. — Stewart, tá muito bom aqui, mas eu tenho que ir dormir, amanha eu pego o primeiro turno. – Ela piscou saindo do quarto e fechando a porta e logo em seguida entrando novamente. – Não sei se te falaram, mas o café sai às oito e meia, as aulas
começam as nove, e antes disso vão te mandar buscar o material da rainha de cabelo colorido, então boa noite Allan, depois nos vemos. – Ela fechou a porta sem me deixar falar nada.

Olhei na mesa a onde estavam os computadores havia um papel com duas palavras gaveta/Colchão revirei os olhos e levantei o colchão a onde a outra arma estava.

E depois de mais um dia cansativo era hora de dormir, e ali estava eu para mais alguns meses de trabalho, antes era caçar bandidos agora era baba, tirei a roupa ficando só de boxer e me joguei na cama apraçando um dos travesseiros.

Acordei antes das seis da manha no dia seguinte, me levantei arrastando da cama, fui em direção ao banheiro e acabei chutando a mesa do PC.

- Caralho. – Xinguei e entrei no banheiro.

Abri o chuveiro e entrei no meio da água, água quente me acordava, se fosse fria me acordaria mais rápido, mas o dia não estava tão quente assim. Sai de lá com uma toalha enrolada na cintura e troquei de roupa. Agora eu tinha que ir da uma volta na escola pra eu conhecê-la.

Sai do quarto no mesmo momento que Zoe estava saindo do dela.

- Bom dia Stewart. – Ela sorriu.

- Bom dia Zoe. – Sorri de volta. – Pode me dizer quais são os prédios?

- Claro. – Ela saiu andando e eu fui atrás dela. Ela Parou no meio do gramado a onde dava pra ver todos os prédios da escola. – Aquele no centro é a onde acontecem as aulas, aquele do lado direito é o ginásio principal, que acontecem os jogos de basquete, o do lado esquerdo é o de jogos de inverno, o de trás e o refeitório, atrás do nosso prédio é o campo de beisebol, e atrás de toda a escola fica o campo de futebol americano e a pista de corrida, e do lado fica a academia...

- Tem academia aqui? – Perguntei animado.

Eu era meu neurotico com meu corpo, passava horas malhando, primeiro porque eu tinha que fazer isso precisava sempre tá em boa forma por causa do trabalho, e outra porque eu gostava.

- Sim, quando a escola tinha animadoras elas usavam pra ficar em forma, levantar garotas é complicado. – Ela fez uma careta. – Você tem que ir a sala da Katharine.

- Aé. – Curvei a boca. – Obrigado Zoe.

- Eu tô aqui pra qualquer coisa Allan. – Ela chegou perto e sussurrou. — Qualquer coisa... Agora eu tenho que ir.

Ela sabia provocar isso estava explicito. E quando se provoca um homem mil e uma coisas passam em sua cabeça, acho que nem ao menos preciso deixar quais são elas.
Decididamente eu queria levar Zoe Blumm pra cama, ela se ofereceu e eu queria, mas eu resolvo isso mais tarde.

Fui em direção ao prédio da diretoria, pelo o que entendi ali ficavam todos os arquivos da escola, fichas de todos os alunos, contabilidade e a cabine da diretora. Entrei no prédio e ao contrario do dia anterior estava lotado, havia pessoas andando por toda a parte e muitas delas sentadas trabalhando.

- Stewart. – Uma mulher me chamou. – Katharine esta te esperando. – Ela apontou para a sala da diretora.

- Obrigado. – Agradeci e entrei em sua sala.

- Bom dia Allan. – Ela sorriu. – Quero que leve isso para a Sellivem. – Ela apontou para mesa a onde tinha dois livros e um notebook. – Nós mudamos as coisas por aqui, o ensino agora é 90% digital. Explique isso a ela, por favor, não quero suspende-la no seu primeiro dia de aula. Todos os professores já foram informados da chegada da Sellivem, qualquer ocorrência que tivermos dentro ou fora da sala de aula você será avisado, se não estiver perto claro, fui informada que passara a maior parte do tempo com ela. Bem nas aulas acho que isso não será preciso, a professores e alunos em sua volta nem um louco chegaria tão perto. E mais uma coisa Sr. Stewart peço que não fique entrando e saindo do dormitório feminino.

- Vai nos impedir de fazer nosso trabalho novamente Sra. Mitchell? – Perguntei pousando minhas duas mãos em cima da mesa dela. Minha voz dizia superioridade e meu olhar também. – Se fizer isso novamente vão tirar você do seu cargo.

- Isso é uma ameaça Stewart? – Ela perguntou com voz de superioridade se levantando de sua cadeira.

- É só a verdade Mitchell, uma garota já morreu aqui, quer que mais uma morra? – A encarei.

- Faça como quiser Stewart. – Ela virou de costas peguei as coisas da garota que agora eu seria baba e sai de sua sala.

Só me faltava essa, mais uma vez a diretora Katharine se envolvendo a onde não deve, já não era bastante uma morte ter ocorrido naquela escola, ela queria que acontecesse mais uma?

Fui em direção ao prédio feminino e fui direto pro quarto da boneca de cabelo verde. Ela parecia uma boneca de porcelana só que com o cabelo verde, era bonita delicada, tirando todo aquele metal do rosto relamente pareceria uma boneca.

Bati na porta e esperei algum sinal de vida da garota.

- Entra. – Ela disse com a voz sonolenta.

Entrei no quarto, com os livros e o notebook na mão e ela ficou me olhando sem entender.

- Pra que isso?

- Você voltou pra escola se lembra? E o que é que as pessoas fazem nas escolas? – Perguntei irônico.

- Estudar, é eu sei. – A garota bufou brava. – Quero saber sobre o notebook.

- Modificaram um pouco as coisas, todos os alunos ganharam um desses. – Entreguei os livros junto com o Notebook.

Ela sorriu animada pegando os livros das minhas mãos. Ela me olhou e parou alguns segundos e ficou me analisando (de novo), eu também estava olhando ela, que tava com o cabelo preso e a cara amassada dedurando que ela tinha acabado de acordar, ela estava com uma regata branca mostrando um pedaço do sutiã que era preto com rosa, eu ia avisa, mas provavelmente ela ia dizer que eu tava olhando pra onde não devia então ficar em silencio nesse momento foi o melhor que eu pude fazer.

- Vai ficar atrás de mim o dia todo não é? – Ela perguntou olhando o edredom da cama.

- Maior parte do tempo. – Respondi desanimado. – No horário de almoço, antes e depois das aulas.

- E se eu escolher ficar no quarto? – Ela perguntou sorrindo.

- Eu tenho que ficar no seu pé durante oito horas seguidas, então depois é só se você precisar de mim. – Respondi com os ombros caídos. Não era exatamente oito horas, era o que eu estava disposto a aturar ela.

- Isso parece ser ruim o bastante pra você pedir demissão. – Ela disse com meio sorriso.

- É, acredite. – Me sentei na poltrona olhando pela janela.

- WOW, isso me faz parecer uma pirralha que só apronta. – Ela parecia ofendida.

- Você fugiu da escola sem avisar a ninguém, então acho que é... Mas não é esse o problema, eu nunca fiquei de baba antes então é estranho. – Cocei a nuca.

- Você não troca minhas fraudas e nem me da mamadeira, então tira esse baba da frase. – Ela se levantou da cama brava e entrou no banheiro. Ela voltou com o rosto molhado e me encarou. – Você mesmo disse, não vai ser fácil pra você, e não vai ser fácil pra mim, mas não precisa me tratar como se eu tivesse três anos. – Eu a encarei sem dizer nada, isso era a típica ação de uma adolescente que não sabe escutar, Ela abriu a porta do guarda roupa e pegou algumas peças seguindo pro banheiro novamente.

- Você tem razão, não devo te tratar como uma criança de três anos, quem sabe de doze porque ninguém com dezessete anos fugiria da escola porque tem raiva dos pais que a trancaram aqui desde “sempre”. – Minha voz soou áspera e mal humorada, mais até do que eu pretendia.

- Acho que você não viveu isso pra saber. – Ela voltou do banheiro abotoando os últimos botões da camisa feminina.

- Achou errado, se você acha que é ruim viver em um internato, não viveu em uma escola militar, acha que esta ruim agora espere seu pai te mandar pra uma. – Em um impulso eu me levantei, Karla me olhou surpresa com a ação.

- Hey, não pedi para você estar aqui então não de chilique comigo como se soubesse o que eu passei. Se você pra uma escola militar eu sinto muito, MAS NÃO DESCONTE EM MIM. – Ela gritou indignada pegou uma bolsa e se trancou no banheiro.


Que ótimo, menos de vinte e quatro horas “juntos” e um já quer se livrar do outro, achei que ia demorar pelo menos dois dias, bufei farto daquilo tudo eu queria ir pra minha casa tirar férias. Abri as cortinas deixando a claridade do dia que começava entrar no quarto.

Ela voltou maquiada pro quarto, com os olhos pretos e as bochechas rosadas, ela me olhou e se sentou na cama com meias na mão.

- Me desculpa. – Ela pegou mais um par de meias cheia de quadradinhos do guarda roupas. – Se você foi pra um colégio militar você deve saber o que é ficar longe dos seus pais, deve saber o que é ficar preso o ano inteiro em uma escola e só sair no natal e ano novo.

Na verdade eu não sabia.

- Só saia no natal e ano novo? – Perguntei a olhando surpreso.

- Às vezes tinha autorização pra ir ao shopping comprar roupa, mas era muito raro. – Ela deu de ombros entrando no banheiro e voltando em seguida já com a meia.

Ela pegou uma meia que ia até o joelho a colocou e colocou o All star que também ia até o joelho.

- Achei que seu pai te liberava mais. – Disse olhando Zoe pela janela que entrava no prédio.

- Se fosse por ele, nós nunca teríamos vindo para a Academia, foi minha mãe que achou que seria melhor se nós tivéssemos uma educação em uma escola grande como Lake Forest. Ela errou feio. – Ela ajeitava suas coisas na bolsa. — Pra que notebook e livros? – Ela perguntou a si mesma.

- São apostilas, você deve fazer a lição destacar a folha e entregar ao professor. Tem mais desses pra você pegar na diretoria. – A olhei pela primeira fez depois que ela se arrumou. – Isso é o uniforme da escola?

Era uma mini saia preta, com uma camisa feminina, mas tenho certeza que a meia arrastão a ¾ e o All Star não fazia parte do uniforme.

- É. – Ela revirou os olhos. – Às vezes me sinto em uma novela mexicana. – A garota olhou a roupa que vestia. – Quero ver quanto tempo eles vão me deixar usar all star. Na ultima vez me fizeram usam um sapato de salto com meias ¾, não é por nada adoro meias ¾, mas odeio salto. –Ela falou rápido e depois suspirou. – Que horas começam a aulas?

- As nove. – Respondo tirando os olhos dela.

- E que horas são? – Olhei no relógio fazendo careta que a fez dar risada.

- Oito.

- Puta merda. Porque eu me troquei tão cedo? – Ela disse com raiva. – Porque não me disse que faltava uma hora pra aula começar. – Ela parecia uma criança de cinco anos querendo chorar.

- Porque você não perguntou. – Eu queria rir, mas me segurei.

- Eu vou tomar café da manha. – Karla disse respirando fundo tentando se conformar.

- O café da manha só sai às oito e meia. – Avisei.

- Vai pra Puta que te Paril. – Ela me olhou como se quisesse me matar. – Ainda tem aquela maquina no fim do corredor?

- Que maquina?

- Na verdade é duas, uma de salgadinhos e outra de refrigerante, eu sempre pegava comida no meio da noite.

- Achei que era proibido comer nos quartos. – Ergui a sobrancelha a olhando.

- Na verdade é, mas eu nunca segui as regras mesmo. – Ela deu de ombros, saindo pela porta, eu deveria ter ido junto, mas não tava a fim de levantar e ir atrás e ela não demoraria mais que cinco minutos.

Ela entrou no quarto e eu a encarei sério.

– Não me olha assim não, não fiz nada de errado... Ainda. – Ela sorriu sapeca e pegou um potinho que havia dinheiro dentro e sai novamente pela porta.

Meu celular tocou, o peguei na mão pra ver quem era e tive à-vontade de tacar ele da janela.

- Fala.

- E como anda o “relacionamento” com minha filha? – Charles perguntou.

- Ótimo, a gente até discutiu hoje. – Respondi.

- Se não tivessem discutido eu estranharia. – Ele rio. – A segunda carta também não tem digitais e nem DNA, começando do zero novamente.

- Charles ela sabe? – Perguntei.

- Do que?

- Do seu trabalho?

- Não Allan, e confio que você não dirá. – Sua voz mudou pra um tom sério. – Ela não pode saber que eu estou no meio disso tudo, ela não pode nem ao menos sonhar, pelo bem dela, pela segurança dela. – Karla entrou no quarto, se sentou na cama sem dizer nada. – Ela sabe que faço algo importante, mas não sabe o quanto.

- Ok, ok. – Respirei fundo.

- Cuide dela...

- Sou pago pra isso. – Ri e desliguei.

Ela me olhava atenta e esticou o pacote de salgadinho.

- Quer?

- Não. – Respondi com a voz meio áspera.

- Hey, a gente vai viver muito tempo juntos então trate de melhorar essa cara ai, porque
se ficar de mau humor assim todos os dias vai pegar em mim. – Ela ficou brava.

- Seu celular. – Pedi ignorando o que ela havia dito. Ela entregou o celular e eu o analisei por um segundo, era igual o meu só mudando a cor, que como era de se esperar o dela era de uma cor bisara, um roxo florescente, anotei meu numero em seu celular e entreguei a ela de volta. – Se precisar e só apertar o numero um, ele vai ligar direto para mim.

- Ok. – Ela jogou o celular na bolsa.

Ela se olhou no espelho no guarda roupas antes de sair do quarto.

- Que ódio. – Ela passou a mão pelo cabelo. – Preciso ir a um cabeleireiro. – Disse choramingando.

- Porque não foi ontem? – Arqueei a sobrancelha.

- Porque ia demorar muito, tenho que descolorir em cima e trocar a cor, meu pai não tem paciência pra esse tipo de coisa. – Ela disse triste.

- Vamos? – Ignorei o que ela disse e apontei pra porta, ela balançou a cabeça em um sim.

Saímos do quarto e fomos em direção ao elevador que ainda havia a placa de manutenção.

Descemos as escadas em direção ao refeitório do colégio. Algumas pessoas já estavam lá comendo. O refeitório era enorme com varias mesas, algumas redondas e outras quadradas.

- Vai tomar café da manha agora? – Ela me perguntou.

Ela entrou na fila e esperou impaciente.

- Não, só depois que entrar em aula. – Respondi.

– Vai morrer de fome agora? – Karla perguntou sem me olhar tirando uma bandeja da pilha.

- Não posso comer em serviço. – Disse sério.

- Você nem esta de terno, isso pra mim não é serviço. – Ela piscou pra mim.

- Não sou um segurança, sou um agente não preciso usar terno vinte e quatro horas por dia, na verdade eu nem preciso usar terno. – Pisquei de volta e ela deu meio sorriso.

Acho que tirar um sorriso completo dela séria algo difícil.

- Minha pequena Rapunzel de cabelos verdes. – Um garoto gritou ao longe fazendo Karla rir.

- Fala o príncipe de araque que até hoje não foi me tirar daquela torre. – Ela se virou e encarou o garoto.

- Qual é? Não tenho culpa se você conseguiu sair antes do seu príncipe encantado chegar lá. – Ele se aproximou e foi a abraçar, mas parou quando me viu. – Tá, eu tô com medo dessa cara, não gosto de seguranças e o seu não é exceção.

- Como sabe que ele é meu... – A garota bufou.

- As noticias corre minha querida Rapunzel. – O nome dele era Tomas ele era filho de Dulce, minha chefe antes de Charles, ele tinha quase a minha altura, era moreno com os olhos castanhos, ele usava o uniforme completo da escola e olhava pra Karla como se estivesse apaixonado, ele também pegou uma badeja e ficou logo atrás de Karla. – Você tá precisando arruma esse seu cabelo.

- É eu sei. – Ela deu um soco em seu braço.

- Por onde esteve todo esse tempo? – Ele me perguntou curioso.

- Fugindo da policia.

- Assassinou quem? – Um sorriso cínico surgiu no rosto do garoto.

- O presidente, e quem esta no lugar dele é um clone robótico. – Ela revirou os olhos fazendo Tomas dar risada com a resposta.

- Essa sua ironia estava fazendo falta nas aulas. – O sorriso dele era de quem queria aprontar alguma coisa e precisava de ajuda.

- Não vou fazer nada. – Ela disse séria. – Virei uma menina de bem agora, não vou aprontar. – Ela olhou pra frente como se nada a fizesse mudar de idéia, queria ver até quando.

- Conta outra. – Ele revirou os olhos. – Allan o que você fez com essa menina? Lavagem cerebral ou o que?

- Tomas não fiz nada, já a trouxe assim. – Fiz careta.

- Vocês se conhecem? – Karla perguntou desconfiada.

- Minha mãe trabalha com ele. – Tomas respondeu.

- Ah.

- Então minha querida Rapunzel esta pronta para voltar ao ritmo escolar? — Tomas perguntou e ela a olhou desanimada.

Os dois pegaram seu café da manha e foram pra uma mesa distante, não demorou muito pro sinal tocar, Tomas se levantou primeiro puxando sua bolsa e pegando a da boneca de cabelo verde junto.

- Agora vamos para a nossa tortura diária. – Tomas respirou fundo.

- Agora você esta livre para o seu café da manha. – Karla piscou pra mim e seguiu Toma.

O refeitório se esvaziou e eu continuei sentado no mesmo lugar. O vida complicada a minha, tinha perdido a namorada pelo trabalho, depois de anos em relacionamento realmente duradouro Viviane minha ex namorada decidiu terminar o namoro porque meu trabalho não me dava mais vida pessoal, o que ela não sabia e não sabe por que nunca contei é que naquela mesma semana eu ia a pedir em casamento, agora estava eu sem namorada, sem férias porque a perdi por causa da filha do chefe, e agora me iam arrumar mais o que?

Notas finais
oi pessoal
Só passando aqui pra deixar um recadinho.
Eu já tenho toda a fanfic escrita, então pra quem tá lendo vai ser bem comum achar mais de um capitulo por dia por aqui.
Não gosto de deixar leitores ansiosos, não acho justo. E eu também não gosto muito de ficar enrolando pra postar.
Então é isso espero que estejam gostando *-*
Beijinhos da tia Keller